Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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Programa nº 358

Mauro Malin

>>Neo-críticos da imprensa
>>Caio Fábio reaparece

Por Mauro Malin em 22/09/2006 | comentários

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Vedoin isenta Serra, Lula isenta Mercadante



 


A Folha de hoje deu duas manchetes. Na edição São Paulo, Vedoin filho isenta de culpa José Serra mas acusa Barjas Negri, seu sucessor no Ministério da Saúde. Na edição nacional, impressa antes, o presidente Lula põe a “mão no fogo” pelo candidato Aloizio Mercadante.


 


A imprensa precisa ir além do jornalismo declaratório e reunir todas as informações disponíveis sobre os fatos já conhecidos. Doa a quem doer, como costumava dizer Fernando Collor e repete hoje Luiz Inácio Lula da Silva.


 


Neo-críticos da imprensa


 


Alberto Dines comenta manifestações de pessoas inconformadas com os fatos.


 


Dines:


 


– A direção do PSB, Partido Socialista Brasileiro, aliado do governo, condenou ontem à noite a “onda de denuncismo vil”. No site do nosso Observatório, está um texto da vereadora do PT aqui em São Paulo, Soninha Francine,  onde ela chama a imprensa de “sórdida”. Soninha também é jornalista, e jornalista muito destacada. Certamente deixará perplexos os seus inúmeros leitores e telespectadores. A imprensa é toda sórdida, Soninha? Nesse caso, a vereadora jornalista é a única exceção, ou ela referia-se a veículos do tipo Istoé, que aceitam a veiculação dos dossiês secretos sem qualquer investigação? Neste caso, sórdidos são aqueles que pretenderam usar a imprensa para fazer um jogo sujo que não têm coragem de assumir abertamente.


 


A observação da mídia é uma necessidade dos regimes democráticos, mas se essa observação é exercida de forma parcial, engajada, a prejudicada acaba sendo a própria democracia. Se o governo está reconhecendo a natureza ilícita da operação e afastando todos os implicados, fica evidente que esses neo-críticos da imprensa vivem completamente fora da realidade, ou pior, perderam completamente a noção do que é certo e do que é errado.


           


A melhor defesa é o ataque


 


Essas manifestações contra a mídia e a oposição antecedem um ato que a campanha de Lula pretende realizar. Segundo o Painel da Folha, do ato participariam lideranças da sociedade civil, acadêmicos e artistas para protestar contra o que os petistas chamam de “tentativa da oposição de melar as eleições”.


 


Caio Fábio reaparece


 


O Estadão publica hoje depoimento de Caio Fábio D´Araújo Filho, que era pastor evangélico em 1998, quando circulou o chamado Dossiê Cayman, papelada que mostraria contas no exterior de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Sérgio Motta e Mário Covas. Caio Fábio diz que o PT, à época, o pressionou para conhecer um dossiê que o hoje presidente Lula se orgulha de ter desprezado.


 


Menciona-se personagem que teria participado da tentativa de intermediação. É um conhecido de Lula que morava na Flórida. Não é difícil recapitular a história.


 


Presídio esvaziado


 


A mídia denunciou o descalabro na penitenciária de Araraquara, interior de São Paulo, onde quase 1.600 homens ficaram confinados numa pequena parte das destruídas instalações. A prisão, inteiramente esvaziada para reforma, será visitada hoje por uma comissão da Organização dos Estados Americanos. Dos principais jornais paulistas, só o Estadão deu uma notinha de poucas linhas sobre o assunto. [A notícia foi dada ontem por Cláudio Dias na Tribuna Impressa, de Araraquara.]


 


As milícias se expandem


 


O Globo noticia hoje a chegada das milícias à Zona Norte do Rio de Janeiro. Milícias são grupos de policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários, em serviço ou aposentados, que dominam todas as favelas da Baixada de Jacarepaguá e algumas em outros bairros da Zona Oeste. A reportagem menciona extorsão praticada pelas milícias contra moradores. Poderia perguntar a algum morador que tipo de punição é imposta aos que desobedecem suas instruções. E também quais são os candidatos que têm votação expressiva nessas áreas.


 



Ajuda da CBN 


 


Este programa é feito hoje, mais uma vez, nas instalações da Rádio CBN do Rio de Janeiro, graças à ajuda da diretora geral da emissora, Mariza Tavares, a quem renovamos os nossos agradecimentos.


 


De onde veio?


 


A pergunta principal, a respeito da crise do dossiê Vedoin, é a mesma feita ontem: falta saber de onde veio o dinheiro, como faltou saber de onde vieram as fortunas manipuladas pelo lobista Marcos Valério.


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  1. Comentou em 23/09/2006 Ivan Moraes

    Nota rápida a respeito de ‘ (…) veículos do tipo IstoÉ, que aceitam a veiculação dos dossiês secretos sem qualquer investigação? Neste caso, sórdidos são aqueles que pretenderam usar a imprensa para fazer um jogo sujo que não têm coragem de assumir abertamente’. Dentro desse contexto especificado, Dines, a vereadora usou a palavra certa. Comparando: Veja tentou usar os documentos das contas no exterior para derrubar Lula e não tentou fazer segredo disso, no entanto não caiu na armadilha do banqueiro e especificou claramente que algo cheirava mal. A diferença é que a IstoÉ nem tentou fazer uma perguntinha cética ou duas. Não viu o bote, ou viu e não se importou. Em qualquer um dos casos, foi sórdida.

  2. Comentou em 22/09/2006 Rogério Ferraz Alencar

    Alberto Dines acha que é única pessoa do Brasil a saber o que é certo e o que é errado, e a viver na realidade. Se o governo não reconhecesse a natureza ilícita da operação, o que diria Alberto Dines? Ele vivia se queixando de que Lula ‘massacrava’ a imprensa. Naquela época o goveno estava errado? Querem tapar o sol com a peneira. A IstoÉ, agora, é sórdida. Quando botou Fernando Henrique na capa, dizendo que a ética do PT era roubar, não era. A Veja não é sórdida, dizendo, sem provas, que Lula tinha conta no exterior, que Cuba mandou dólares oara a campanha de Lula. Alberto Dines não foi sórdido, quando acusou Lula de ser responsável pelo incêndio de um jornal e uma rádio em Marília/SP. E se irritam quando dizemos que são golpistas. Freud Godoy está com a vida escancarada e, agora, ter fotos de Lula ao lado dele, que era segurança do presidente, é ‘prova’…do quê, mesmo? Enquanto isso, Abel Pereira fica na santa paz do acobertamento midiático. A Folha diz que tentou falar com ele, mas ele não retornou a ligação…

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