Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>O Brasil doente
>>Concessões ao chavismo

Por Mauro Malin em 06/06/2007 | comentários

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Ações policiais


O Estadão diz que foi há uma semana, a Folha diz que foi no domingo o aviso da Polícia Federal ao presidente Lula a respeito da Operação Xeque-Mate. Lula não interferiu. Duas leituras são possíveis: o presidente se portou como magistrado, ou o governo perdeu o controle da PF, embalada em feroz luta interna. 


O Brasil doente


O presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, assina hoje na Folha artigo que marca os dois anos da entrevista dada ao jornal em que ele reiterou a denúncia do mensalão, feita em setembro de 2004 ao Jornal do Brasil pelo deputado Miro Teixeira e esfriada por um ataque judicial do então presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha. O JB foi obrigado a publicar um direito de resposta e o assunto dormiu até a Veja estampar fotos do vídeo em que Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 mil reais de propina.


Na Veja datada de 18 de maio de 2005 lê-se, abre aspas: Maurício Marinho explica que está ali em nome de um partido, o PTB, e sob ordens de um político, o deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. ´Ele me dá cobertura, fala comigo, não manda recado´, diz Marinho, mostrando toda sua intimidade com o cardeal petebista. ´Eu não faço nada sem consultar. Tem vez que ele vem do Rio de Janeiro só para acertar um negócio. Ele é doidão´’, fecha aspas.


Jefferson aponta vários sintomas de uma realidade política doentia. Um dos indicadores não mencionados por Jefferson é que o processo contra ele e outros, enviado pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal, vai se atolar e se eclipsar no tempo. Alguém poderia dizer que outro sintoma é que Jefferson preside o PTB, partido do ministro das Relações Institucionais do presidente Lula, Walfrido dos Mares Guia. Mas não há aí o que estranhar, sendo o PTB o que é desde sua recriação por Ivete Vargas em 1979, com ajuda do general Golbery do Couto e Silva. 


Concessões ao chavismo


O argumento de que uma concessão pública de radiodifusão pode ou não ser renovada por um governo é de natureza formal e serve como biombo para apoiar a investida do presidente Hugo Chávez em busca de uma hegemonia midiática que quer privar o povo venezuelano do dissenso. Esse argumento foi usado ontem à noite no programa de televisão do Observatório da Imprensa.


O problema não está exclusivamente no encerramento das atividades do canal mais popular da Venezuela, a RCTV. Está na montagem de uma máquina midiática governista oficial e oficiosa. Além da criação de meios de comunicação do governo, há empresários beneficiados pelas políticas de Chávez que compraram emissoras e jornais. E Gustavo Cisneros, dono de um dos grupos mais poderosos de comunicação do continente, que inclui a Venevisión, fez um acordo com Chávez. Seus noticiários se iniciam sempre com reportagens favoráveis ao governo.


Hoje se noticia que a RCTV vai transmitir novelas em praças públicas de cidades venezuelanas. 


Rede de Observatórios
    
O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, participou do Primeiro Encontro da Rede Nacional de Observatórios da Imprensa, uma antiga idéia agora concretizada.


Egypto:


– Encerrou-se na noite de sábado passado, em Vitória (ES), o Primeiro Encontro da Renoi [http://renoi.blogspot.com], a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa. Durante três dias, jornalistas e professores vinculados a universidades de todas as regiões brasileiras se reuniram na capital capixaba para debater formas de organização e colaboração de uma rede comprometida com a crítica sistemática de mídia, aliada à excelência acadêmica e à pesquisa no campo do jornalismo.


A proposta da Renoi surgiu no âmbito deste Observatório da Imprensa em julho de 1998, e tomou corpo a partir de novembro de 2005, quando a rede foi finalmente constituída. Desde o início a idéia é estimular a criação de núcleos de observação da mídia em instituições de ensino de todo o país, de modo a funcionarem como nós dessa rede nacional.


O encontro de Vitória mostrou que a rede agora ganhou musculatura e foco em sua ação. Os desafios ainda são imensos, mas a disposição em superá-los não é menor. 


Testar a auto-regulamentação


O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária tirou do ar um anúncio da Peugeot em que a sogra do casal protagonista era jogada fora para um carro subir uma ladeira.


O Conar recebeu mais de cem queixas contra o anúncio agressivo. Normalmente não chegam mais do que dez. Basta uma para o caso ser examinado. Eis um caminho que precisa ser mais divulgado na mídia: o anúncio é questionável? Leve o caso ao Conar.

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