Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>O Paraguai existe
>>A TV pública no jornal

Por Luciano Martins Costa em 22/04/2008 | comentários

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O Paraguai existe

Não se pode dizer há quanto tempo o Brasil vive de costas para o Paraguai.

A terra dos guaranis só era notícia nas reportagens sobre contrabando e tráfico de drogas, e entrou transversalmente no caso da investigação sobre a presença de grupos terroristas na região da tríplice fronteira em Foz do iguaçu, dez anos atrás.

No mais, os paraguaios sempre foram desprezados como os primos pobres do Cone Sul.

O monsenhor Fernando Lugo Mendez, cujas funções religiosas foram suspensas temporariamente pelo Vaticano, é pouco conhecido por aqui.

Sua vitória abre os olhos da imprensa e das autoridades brasileiras para um processo que parece estar em curso no país vizinho e que pode afetar os interesses do Brasil.

Lugo elegeu-se com apoio de uma frente de forças esquerdistas e de centro-direita, após uma vida dedicada aos pobres.

Sua principal bandeira é a revisão das relações econômicas com os países vizinhos.

Entre eles, o mais vistoso, para o bem e para o mal, é o Brasil.

De repente, a imprensa brasileira descobre o Paraguai.

A eleição de Fernando Lugo ganhou manchetes na segunda-feira e começa a alimentar as pautas dos jornais daqui para a frente.

O tema central é a anunciada intenção do futuro presidente de rever o Tratado de Itaipu e olutros acordos comerciais vigentes há mais de vinte anos.

No Paraguai, o Brasil é apresentado diariamente como potência exploradora, numa campanha encabeçada pelo jornal ABC Color e reproduzida na televisão e por emissoras de rádio de todo o país.

A imprensa brasileira se sente confortável ao noticiar a liderança do Brasil na América do Sul e sua crescente influência no cenário internacional.

Vamos ver como reage diante do outro lado da moeda.

No caso da Bolívia, que elegeu Evo Morales e partiu para o confronto, a imprensa brasileira quase foi à guerra.

No fim, a Petrobras fez a revisão dos contratos e até mesmo o empresário Eike Batista, que teve seus investimentos expropriados, acertou-se com os bolivianos.

Antes que os tambores de guerra da imprensa brasileira houvessem esfriado, Eike Batista e Evo Morales já haviam se tornado velhos amigos de infância.



A TV pública no jornal

O Observatório da Imprensa na TV vai tratar hoje da TV pública.

O tema foi debatido na semana passada por iniciativa da Folha de S.Paulo, o que permitiu abrir o leque de discussões sobre a política de comunicações, até então ainda restrito a especialistas e profissionais diretamente interessados.

O debate da Folha, intitulado ‘TV Pública, Cultura e Democracia no Brasil – por que e para que a TV Brasil?’ ganha importância por ser a a primeira vez que uma empresa jornalística abre espaço para o assunto.

Ouça o comentário de Alberto Dines:

– A Folha de S. Paulo quebrou na quinta-feira passada o pool de má vontade erguido pela grande imprensa comercial contra a TV Pública. Foi ousada a idéia de promover no auditório do jornal, com entrada franca, um debate entre os presidentes das redes públicas (TV Cultura e TV Brasil, respectivamente Paulo Markun e Tereza Cruvinel), com a participação de Eugênio Bucci e a mediação do novo ouvidor do jornal, Carlos Eduardo Lins da Silva. Ao invés de pre-julgamentos e preconceitos, uma exposição séria e equilibrada. Qual seria o programa da TV brasileira capaz de reproduzir para a sociedade o teor de um debate desta natureza? Só um programa transmitido pelas redes públicas. Por isso, não perca: hoje, às 22:40, ao vivo, pela Rede Cultura e TV Brasil.

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