Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Programa nº 764

>>O Paraguai existe
>>A TV pública no jornal

Por Luciano Martins Costa em 22/04/2008 | comentários

Referências bibliográficas

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O Paraguai existe

Não se pode dizer há quanto tempo o Brasil vive de costas para o Paraguai.

A terra dos guaranis só era notícia nas reportagens sobre contrabando e tráfico de drogas, e entrou transversalmente no caso da investigação sobre a presença de grupos terroristas na região da tríplice fronteira em Foz do iguaçu, dez anos atrás.

No mais, os paraguaios sempre foram desprezados como os primos pobres do Cone Sul.

O monsenhor Fernando Lugo Mendez, cujas funções religiosas foram suspensas temporariamente pelo Vaticano, é pouco conhecido por aqui.

Sua vitória abre os olhos da imprensa e das autoridades brasileiras para um processo que parece estar em curso no país vizinho e que pode afetar os interesses do Brasil.

Lugo elegeu-se com apoio de uma frente de forças esquerdistas e de centro-direita, após uma vida dedicada aos pobres.

Sua principal bandeira é a revisão das relações econômicas com os países vizinhos.

Entre eles, o mais vistoso, para o bem e para o mal, é o Brasil.

De repente, a imprensa brasileira descobre o Paraguai.

A eleição de Fernando Lugo ganhou manchetes na segunda-feira e começa a alimentar as pautas dos jornais daqui para a frente.

O tema central é a anunciada intenção do futuro presidente de rever o Tratado de Itaipu e olutros acordos comerciais vigentes há mais de vinte anos.

No Paraguai, o Brasil é apresentado diariamente como potência exploradora, numa campanha encabeçada pelo jornal ABC Color e reproduzida na televisão e por emissoras de rádio de todo o país.

A imprensa brasileira se sente confortável ao noticiar a liderança do Brasil na América do Sul e sua crescente influência no cenário internacional.

Vamos ver como reage diante do outro lado da moeda.

No caso da Bolívia, que elegeu Evo Morales e partiu para o confronto, a imprensa brasileira quase foi à guerra.

No fim, a Petrobras fez a revisão dos contratos e até mesmo o empresário Eike Batista, que teve seus investimentos expropriados, acertou-se com os bolivianos.

Antes que os tambores de guerra da imprensa brasileira houvessem esfriado, Eike Batista e Evo Morales já haviam se tornado velhos amigos de infância.



A TV pública no jornal

O Observatório da Imprensa na TV vai tratar hoje da TV pública.

O tema foi debatido na semana passada por iniciativa da Folha de S.Paulo, o que permitiu abrir o leque de discussões sobre a política de comunicações, até então ainda restrito a especialistas e profissionais diretamente interessados.

O debate da Folha, intitulado ‘TV Pública, Cultura e Democracia no Brasil – por que e para que a TV Brasil?’ ganha importância por ser a a primeira vez que uma empresa jornalística abre espaço para o assunto.

Ouça o comentário de Alberto Dines:

– A Folha de S. Paulo quebrou na quinta-feira passada o pool de má vontade erguido pela grande imprensa comercial contra a TV Pública. Foi ousada a idéia de promover no auditório do jornal, com entrada franca, um debate entre os presidentes das redes públicas (TV Cultura e TV Brasil, respectivamente Paulo Markun e Tereza Cruvinel), com a participação de Eugênio Bucci e a mediação do novo ouvidor do jornal, Carlos Eduardo Lins da Silva. Ao invés de pre-julgamentos e preconceitos, uma exposição séria e equilibrada. Qual seria o programa da TV brasileira capaz de reproduzir para a sociedade o teor de um debate desta natureza? Só um programa transmitido pelas redes públicas. Por isso, não perca: hoje, às 22:40, ao vivo, pela Rede Cultura e TV Brasil.

Todos os comentários

  1. Comentou em 25/04/2008 Chaves Leonel

    Meus amigos leitores. Tentarei explicar algumas passagens do texto acima para os amantes da Verdade e não os amantes da mentira.
    No caso citado no texto sobre terrorista , foi uma armação para que os imperialitas dos EUA colocassem uma base militar americano no Paraguai . Pra quê uma base militar no Paraguai ? Para precionar os governos de esquerda que se proliferam nos países da América do Sul. Pressionar Chaves da Venezuela, Evo da Bolivia , Soares do Equador , Kissiner da Argentina , do Paraguai , do Uruguai. O que queriam os Americanos. Que ficassemos submissos a eles e fossemos pro nafta. Além é claro, de roubar o petróleo da Venezuela, gás da bolivia e equador, e as terras da Amazonia do Brasil. Ontem neste mesmo site vi navios americanos movidos a energia nuclear aportarem no porto do Rio de Janeiro – Brasil. Pra que isto. Pra intimidar o povo brasileiro. Os Americanos não são um povo confiavel. Querem o mundo pra eles . Tdodo mundo já conhece as táticas dos americanos . Primeiro tentam desmoralizar o adversário.
    Se não conseguir tentam dizer que o adversário abriga terrorista. Foi assim no primeiro mandato do Lula. Lembram-se. Lula até chorou. Porisso o Paraguai não merce crédito, pois abriga uma base ianque em seu território. O Paraguai não é nosso irmão . O Brasil sempre ajudou o Paraguai. Fez a itaipu, vacinou o seu gado, não cobra imposto nos sacoleiro

  2. Comentou em 24/04/2008 Chirac Albert

    É uma pena que nos otros brasileños non somos paraguayos. Assi poderiamos ganhar alguma coisita de LULA . Lula já deu pra Evo Morales, já deu pros Africanos, vai dar pros Paraguaios e …… por na tarraqueta de los brasileños aumentos a carga tributaris de los brasileños, aumentando o tempo de serviço para APOSENTAR, a idade para Aposentar também vai aumentar . O brasileño pela espectativa do governo Lula é o único povo do mundo que vive mas de 200 anios. O povo brasileño non merece . Coitados . Ha haa haa haaa haaa . Voto no traíra , agora aguenta . ha ha ha ha ha

  3. Comentou em 23/04/2008 antonio barbosa filho

    A mídia não aprende mesmo! Nem terminou a novela-espetáculo da menina assassinada e já embarcamos em outro festival. Agora é a guerra contra o presidente eleito do Paraguai. Até aquele inexpressivo Nêumane, na Jovem Pan, atribui frases nunca ditas ao sr. Fernando Lugo. Mente, calunia, faz propaganda direitista, ofende um País vizinho, com a maior cara-de-pau. É verdade que o que o elemento (desculpem, estou tentando usar uma linguagem à altura da que ele joga nos nossos ouvidos todos os dias) diz não repercute nem na padaria da esquina da sua casa, mas enche a paciência ver um agente da direita mais burra e reacionária ocupando tanto espaço. Os ouvintes, leitores e telespectadores merecem algum respeito. Ou não? meus dados estão abertos caso o indivíduo queira honrar-me com um processo.

  4. Comentou em 23/04/2008 Dante Caleffi

    Paraguai,Venezuela,Equador,Bolívia, e quantos mais elegerem presidentes’exóticos’,serão lembrados,criticados e difamados.A lembrança de que agora existem,os esquecidos,(olvidados),servem pelo menos, para desgastar e desprestigiar o governo Lula,com a pecha , de incompetente nas relações regionais,ou além.,. Quando o que vê ,é justamente o contrário. Terá Lula o condão, de alterar a ignorância recíproca continental,pela aliança solidária?
    A mesma barreira que a mídia,propriedade das quatro famílias,impõe à informação, com a mesma eficiência ,desinformam.Colonizam e manipulam as jovens gerações com suas programações estupidamente alienadoras.Razão suficiente para implantar uma TV pública de abrangência nacional.Ou a TV GLOBO,imoralmente constituida, fruto da aliança do capital estrangeiro e o autoritarismo da ditadura militar, é
    exclusiva no seu espantoso monopólio?

  5. Comentou em 22/04/2008 Sérgio César Júnior

    Agora é a vez da América-Latina se acertar e retomar o caminho do desenvolvimento, que foi interrompido há mais de 3 centenários. O Paraguay, principalmente, sofreu com essa interrupção. Desde a Guerra do Paraguay (1864-1870), que esse Estado não pode mais se erguer. Será que a história se repetirá e agora, ao invés de termos um banco inglês para querer destruir esse país, teremos agora um consórcio de hidrelétrica com o mesmo capital estrangeiro, para tal? O fato é que o Partido Colorado que manteve a corrupção e o favorecimento aos cartéis elitistas dos fazendeiros, traficantes e dos comerciantes de produtos de origem duvidosa, saiu tarde do governo e o presidente eleito ontém, quer dar a sua gestão, uma maneira de trazer a dignidade perdida há mais de 200 anos, ao seu povo. Ele quer acabar com a exploração das transnacionais, da mesma forma em que o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez com a refinadora e extratora de carboníferos e petróleo na região. E o Brasil deve ver nesse novo governo, mais um aliado e não cometer o mesmo erro do passado, pois, o resultado, também, foi o atraso ao nosso país.

  6. Comentou em 22/04/2008 Felipe Mascarado

    Torço para que essa onda de candidatos supostamente mais preocupados com a massa pobre latino americana realmente varra nosso continente de baixo a cima e que seus programas efetivamente se convertam em benefícios para a população. Já é hora de findar o tempo em que a classe média e as oligarquias ditavam os rumos das nações latino-americanas, são milhões de pobres, favelados, indígenas, excluídos! viva o zapatismo na selva lacandona mexicana!

  7. Comentou em 22/04/2008 Fernando Ferreira

    Sendo um primeiros postadores deste texto, gostaria de saber, através de postadores deste Observatório, porque os países sul-americanos estão elegendo cadidatos que defendem o social.
    O que fizeram os anteriores governantes que estão sendo repudiados nas urnas?

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