Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Observação permanente
>>Democracia, autonomia, diversidade

Por Mauro Malin em 12/09/2006 | comentários

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BBC renovada


O editor executivo da BBC para as Américas, James Painter, participou ontem da abertura do Colóquio Latino-Americano sobre Observação da Mídia, promovido por este Observatório da Imprensa com apoio da Fundação Ford e da BBC. Painter apresentou números preocupantes de uma pesquisa que mostrou perda de credibilidade da imprensa e dos políticos em diferentes partes do mundo. A América Latina, e o Brasil em particular, aparecem mal no quadro. O jornalista fez um resumo da estratégia da BBC para enfrentar o quadro de descrédito e a proliferação de meios de comunicação: abrir-se cada vez mais à participação de leitores, ouvintes e telespectadores.


Painter veio a São Paulo para a inauguração de uma sucursal da BBC que poderá resultar na criação de uma TV BBC Brasil.


Observação permanente


Alberto Dines apresentou na reunião de abertura do colóquio uma síntese da evolução do Observatório da Imprensa, por ele fundado há mais de dez anos. Ele comenta o significado do evento.


Dines:


– Este evento que estamos realizando nestes dias aqui em São Paulo – Colóquio Latino-Americano Sobre Observação da Mídia – é extremamente importante porque, primeiro, é uma experiência brasileira que está sendo transferida para os nossos vizinhos, nossos colegas aqui da América Latina. Por outro lado, percebemos que os problemas são comuns. Quer dizer, a imprensa tem que ser observada permanentemente, seja num grande país, como o nosso, seja num pequeno país, como Equador ou Panamá. Em suma, a imprensa não pode escapar de ser observada pela sociedade. Isso é uma comprovação, que a gente sente todos os dias. E sobretudo essa idéia, esse nome, que eu gostei muito, das Redações de Vidro. Fazer com que o processo de jornalismo seja transparente. Que a sociedade possa perceber, entender como é feito um jornal, os critérios de escolha, e que isso seja discutido. Eu acho isso extremamente positivo, e embora estejamos começando agora o evento, eu tenho certeza de que vai deixar muitos frutos aqui no Brasil e sobretudo nos países latino-americanos que são convidados.


Democracia, autonomia, diversidade


A representante da Fundação Ford no Brasil, Ana Toni, fala do interesse específico da instituição por programas ligados à mídia.


Ana:


– A Fundação Ford já vinha apoiando mídia como meio, através dos seus programas, sejam eles de meio ambiente, direitos humanos, gênero. E agora, recentemente, ela está apoiando mídia como um fim, como instrumento essencial para a consolidação da democracia brasileira. Nesse sentido a gente vem tentando apoiar iniciativas que tenham como seu objetivo qualificar o debate sobre políticas relacionadas à mídia, incentivos relacionados à mídia, e como a gente assegura uma infra-estrutura de uma mídia democrática, autônoma, diversa, dentro do Brasil. Começamos, temos o Observatório da Imprensa como um dos nossos parceiros, assim como a Amarc[Associação Mundial de Rádios Comunitárias], o Fórum Nacional pela Democratização da Mídia, entre outros.



Carandiru em aberto


No Massacre do Carandiru, o coronel Ubiratan Guimarães, agora morto, não passou de comandante da tropa que executou uma política repressiva herdada da ditadura militar e ainda em vigor.


Prevenir violência contra crianças


O Coordenador de Relações Acadêmicas e Pesquisas da Andi, Guilherme Canela, fala sobre um treinamento que se realiza desde ontem em São Paulo.


Canela:


– Em outubro, na Assembléia Geral das Nações Unidas, vai ser lançado um relatório sobre a situação da violência contra crianças e adolescentes no mundo todo. E para ajudar a mídia impressa, e a mídia noticiosa de modo geral, a ter um papel proativo na cobertura desse lançamento, a Andi, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância, com apoio da Save The Children, está fazendo uma discussão com jornalistas de quinze países da América sobre esse tema. Dia 11 de setembro e dia 12 de setembro está sendo discutido esse tema com jornalistas brasileiros, argentinos, paraguaios e bolivianos em São Paulo. Esperamos que esse tema possa ser tratado mais de uma perspectiva de política pública de prevenção da violência contra crianças e adolescentes.



Mais repressão


O governo do Irã fechou quatro jornais oposicionistas. A União Européia condenou o recrudescimento da censura estatal na China. Repressão é o nome do maior inimigo da imprensa.


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