Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Partidarização ajudará vigaristas
>>Imprensa sem Fidel

Por Mauro Malin em 02/08/2006 | comentários

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Partidarização ajudará vigaristas


A pior coisa que pode acontecer com o escândalo da máfia das ambulâncias é a CPI e a mídia se deixarem deslizar para o terreno da exploração partidária. O resultado seria menos compreensão dos problemas pela opinião pública e renovadas oportunidades para vigaristas.


Inteligência policial


O PCC retomou planos de atacar autoridades. Protegê-las é o mais imediato e decisivo teste para a chamada inteligência policial.



Irã e Síria beneficiados


O líder druso Walid Jumblat diz hoje em entrevista a Marcelo Ninio, enviado da Folha de S. Paulo, que na guerra entre Israel e o Hisbolah perdem o Líbano e Israel, ganham Irã e Síria.


A imprensa que cresce


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, fala de veículos impressos cuja tiragem aumenta.


Egypto:


– Há uma crise na mídia impressa, potencializada pelo crescimento da internet e pelos hábitos de leitura das novas gerações. Em todo mundo as circulações dos veículos tradicionais vêm caindo ao longo dos últimos dez anos, o que não significa que o negócio de jornais e revistas esteja irremediavelmente comprometido. Longe disso, aliás.


Mas pelo menos dois segmentos dos meios impressos têm crescido a taxas invejáveis. Um são os jornais gratuitos, cuja idéia original é de um grupo sueco e que hoje marca presença no mercado das principais cidades da Europa Ocidental. O outro são as revistas de celebridades, que nos fizeram o suspeito favor de trocar o jornalismo de informação e serviços pela fofoca pura e simples, de preferência apoiada em fotos, muitas fotos dos ídolos de verdade e dos de mentirinha.


Vídeo Show noturno


Ontem, o Vídeo Show da TV Globo teve uma segunda edição apresentada por William Bonner durante o Jornal Nacional. A reportagem foi dedicada à claque espontânea que no dia anterior havia sido mostrada no fundo, a segura distância do apresentador e editor Bonner. O ônibus do Jornal Nacional não sai da estrada quando fala de problemas da economia e da sociedade local, e capota quando faz circo.


Os livros e o mundo


A editora assistente do caderno Prosa & Verso, do Globo, Rachel Bertol, autora de importante entrevista com o professor de Direito Fabio Konder Comparato sobre seu novo livro, Ética – Direito, moral e religião no mundo moderno, entrevista publicada no sábado, fala da missão atual de quem apresenta e discute o mundo dos livros.


Rachel:


– Um caderno literário, como o Prosa & Verso, busca hoje não só acompanhar o mercado editorial e tudo o que está acontecendo como, a partir do mundo dos livros, a gente discutir a atualidade, mesmo. Trazer uma leitura mais aprofundada do que a gente está vendo acontecer no dia-a-dia, novas idéias, novas visões sobre os acontecimentos, que são muitos.


Mauro:


– Rachel Bertol, que já trabalhou nas editorias de Economia e Internacional, fala das obrigações do jornalista que tem brio profissional, não importa em que área atue.


Rachel:


– Primeiro, a gente está sempre correndo atrás de informação. Não é porque é livro que a gente lê que a gente não corre atrás de informação. A gente tem que mostrar as coisas que estão acontecendo, boas e ruins. Trazer um pouco a realidade à tona. E da maneira mais fidedigna possível. Acompanhar com respeito as pessoas que estão sendo ouvidas. É um jornalismo em que a gente busca dar uma visão mais ampla, muitas vezes até pela visão dos escritores. O mundo do escritor vai em todas as áreas, ele também é multidisciplinar. É um pouco o caminho que a gente faz aqui.


Imprensa sem Fidel


A edição de hoje do jornal governamental Granma é dominada, como seria previsível, pela doença de Fidel Castro. Há pequenas reportagens sobre manifestações de solidariedade a Fidel em diferentes lugares do país. Os títulos são um retrato de uma imprensa oficial que usa uma linguagem estacionada na década de 1950. Exemplos: “O Comandante sempre diz a verdade”, “Nada nos deterá”, ou “Invencível em todas as batalhas”.


A reconquista da liberdade de imprensa será uma das lutas decisivas na democratização de Cuba. Não faltam bons jornalistas cubanos, dentro e fora do país. Mas por um tempo pesará o hábito de obedecer à verdade oficial.


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