Domingo, 24 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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Programa nº 322

Mauro Malin

>>Partidarização ajudará vigaristas
>>Imprensa sem Fidel

Por Mauro Malin em 02/08/2006 | comentários

1) FREITAS, Silvana de. Sucessor de Côrrea defende controle externo. Folha de S. Paulo. Disponível em:< http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0502200415.htm >Acesso em: 5 de fevereiro de 2004.

2) GALLUCCI, Mariângela.Controle externo é inevitável, diz Jobim no Senado. 'O Estado de S. Paulo', São Paulo, 5 de fev. 2004. cad. Nacional, p. A10.

3) Agência Senado. Nelson Jobim, sobre o controle externo do Judiciário. Disponível em: < http://www.senado.gov.br/agencia/noticias/2004/2/not0621.asp> Acesso em: 6 de fevereiro de 2004.

4) Senado Federal. Ata da 3ª Reunião Extraordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, da 3ª Sessão Legislativa extraordinária, da 52ª Legislatura, realizada em 28 de janeiro de 2004.

5) A PEC nº 29 está no Senado Federal desde 2000, após tramitação de oito anos na Câmara. O Senador Bernardo Cabral, relator do projeto, após discussões na CCJ emitiu o parecer nº 548, com 105 emendas. Depois de enviado para o Plenário, houve um novo parecer de nº 1035. Em 2002, Bernardo Cabral concluiu as discussões e enviou o projeto para votação final no Senado. Com as eleições de 2002, houve renovação de 2/3 de senadores e o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder. Desta forma, foi designado um novo relator para o projeto – José Jorge (PFL – PE) –, e as discussões recomeçaram. Com uma nova liderança, com novos interesses envolvidos.

6) Senado Federal. Regimento Interno. Disponível em: http://www.senado.gov.br/bdtextual/regSF/httoc.htm>. Acesso em: 12 de março de 2004.

7) Composição do Conselho de Justiça: um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que o presidiria, um do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), um do TST (Tribunal Superior do Trabalho), um desembargador de Tribunal de Justiça, um juiz estadual, um juiz de Tribunal Regional Federal, um juiz federal, um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, um juiz do trabalho, um membro do Ministério Público da União, um membro do Ministério Público estadual, dois advogados, dois cidadãos indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado. Mandato de um ano.

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Partidarização ajudará vigaristas


A pior coisa que pode acontecer com o escândalo da máfia das ambulâncias é a CPI e a mídia se deixarem deslizar para o terreno da exploração partidária. O resultado seria menos compreensão dos problemas pela opinião pública e renovadas oportunidades para vigaristas.


Inteligência policial


O PCC retomou planos de atacar autoridades. Protegê-las é o mais imediato e decisivo teste para a chamada inteligência policial.



Irã e Síria beneficiados


O líder druso Walid Jumblat diz hoje em entrevista a Marcelo Ninio, enviado da Folha de S. Paulo, que na guerra entre Israel e o Hisbolah perdem o Líbano e Israel, ganham Irã e Síria.


A imprensa que cresce


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, fala de veículos impressos cuja tiragem aumenta.


Egypto:


– Há uma crise na mídia impressa, potencializada pelo crescimento da internet e pelos hábitos de leitura das novas gerações. Em todo mundo as circulações dos veículos tradicionais vêm caindo ao longo dos últimos dez anos, o que não significa que o negócio de jornais e revistas esteja irremediavelmente comprometido. Longe disso, aliás.


Mas pelo menos dois segmentos dos meios impressos têm crescido a taxas invejáveis. Um são os jornais gratuitos, cuja idéia original é de um grupo sueco e que hoje marca presença no mercado das principais cidades da Europa Ocidental. O outro são as revistas de celebridades, que nos fizeram o suspeito favor de trocar o jornalismo de informação e serviços pela fofoca pura e simples, de preferência apoiada em fotos, muitas fotos dos ídolos de verdade e dos de mentirinha.


Vídeo Show noturno


Ontem, o Vídeo Show da TV Globo teve uma segunda edição apresentada por William Bonner durante o Jornal Nacional. A reportagem foi dedicada à claque espontânea que no dia anterior havia sido mostrada no fundo, a segura distância do apresentador e editor Bonner. O ônibus do Jornal Nacional não sai da estrada quando fala de problemas da economia e da sociedade local, e capota quando faz circo.


Os livros e o mundo


A editora assistente do caderno Prosa & Verso, do Globo, Rachel Bertol, autora de importante entrevista com o professor de Direito Fabio Konder Comparato sobre seu novo livro, Ética – Direito, moral e religião no mundo moderno, entrevista publicada no sábado, fala da missão atual de quem apresenta e discute o mundo dos livros.


Rachel:


– Um caderno literário, como o Prosa & Verso, busca hoje não só acompanhar o mercado editorial e tudo o que está acontecendo como, a partir do mundo dos livros, a gente discutir a atualidade, mesmo. Trazer uma leitura mais aprofundada do que a gente está vendo acontecer no dia-a-dia, novas idéias, novas visões sobre os acontecimentos, que são muitos.


Mauro:


– Rachel Bertol, que já trabalhou nas editorias de Economia e Internacional, fala das obrigações do jornalista que tem brio profissional, não importa em que área atue.


Rachel:


– Primeiro, a gente está sempre correndo atrás de informação. Não é porque é livro que a gente lê que a gente não corre atrás de informação. A gente tem que mostrar as coisas que estão acontecendo, boas e ruins. Trazer um pouco a realidade à tona. E da maneira mais fidedigna possível. Acompanhar com respeito as pessoas que estão sendo ouvidas. É um jornalismo em que a gente busca dar uma visão mais ampla, muitas vezes até pela visão dos escritores. O mundo do escritor vai em todas as áreas, ele também é multidisciplinar. É um pouco o caminho que a gente faz aqui.


Imprensa sem Fidel


A edição de hoje do jornal governamental Granma é dominada, como seria previsível, pela doença de Fidel Castro. Há pequenas reportagens sobre manifestações de solidariedade a Fidel em diferentes lugares do país. Os títulos são um retrato de uma imprensa oficial que usa uma linguagem estacionada na década de 1950. Exemplos: “O Comandante sempre diz a verdade”, “Nada nos deterá”, ou “Invencível em todas as batalhas”.


A reconquista da liberdade de imprensa será uma das lutas decisivas na democratização de Cuba. Não faltam bons jornalistas cubanos, dentro e fora do país. Mas por um tempo pesará o hábito de obedecer à verdade oficial.


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  1. Comentou em 04/08/2006 Ruy Acquaviva

    CAro Senhor Mauro, O que o Observatório da Imprensa pode dizer de um jornalista que apaga as notícias que divulga. Autocensura ou censura externa? O jornalista Josias de Souza em seu blog na Folha postou uma pequena notinha sobre as fotos do José Serra entregando ambulâncias para sanguessugas (mesmo após ter dito que não havia entregue ambulância alguma). Depois, em uma atitude inédita em blogs de jornalistas, APAGOU o post (que inclusive tratava de outros assuntos) e não comentou mais nada. É como se nunca tivesse existido o post. O Sr. apagaria uma publicação sua sem dar a mínima satisfação a seus leitores, como se não existisse nenhum compromisso com a própria palavra, com os leitores nem com a ética profissional??? Esse assunto é importantíssimo e pertinente ao foco do Observatório da imprensa. Pode um jornalista apagar o que disse sem satisfação alguma aos leitores? Isso não representa desrespeito ao público e falta de ética profissional? O jornalista pode esconder informações já publicadas, como se nunca as houvesse escrito??? Acho que é um fato novo com gravíssimas implicações.

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