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ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Petismo acossado
>>Estados fora do radar

Por Mauro Malin em 31/03/2006 | comentários

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Petismo acossado


É surpreendente como petistas eminentes se enredam cada vez mais na nova temporada de escândalos, desde que a revista Época, há duas semanas, colocou sob suspeição as intenções do caseiro Francenildo Costa.


A dança da deputada Angela Guadagnin e a demissão do ministro Antonio Palocci e do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, foram episódios de incalculável repercussão política que podem ter mudado os humores no Congresso Nacional. Foi pedida no Conselho de Ética a cassação do deputado petista José Mentor. A própria deputada foi afastada do Conselho, que poderá pedir uma punição para ela, por quebra de decoro.


Mas a maior preocupação do PT hoje no Congresso, informa o Painel da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 31 de março, é que sejam punidos senadores petistas pelas estripulias que levaram à quebra de sigilo do caseiro.


A testemunha


O caseiro Francenildo que se cuide. Com ou sem homenagens cívicas, ele ainda poderá enfrentar pesadas ações petistas.


Estados fora do radar


Comentaristas de política começam a dissecar o quadro das alianças regionais, como a que poderá colocar no mesmo palanque os ex-governadores do Ceará Tasso Jereissati e Ciro Gomes. Mas não há reportagens sobre a situação socioeconômica e mesmo política dos estados. Quando o deputado petista José Nobre Guimarães, irmão do ex-deputado José Genoíno, beneficiário dos dólares na cueca, inaugurou na Assembléia Legislativa cearense a temporada de absolvições, a surpresa foi geral.


O circuito São Paulo-Brasília-Rio ignora até o que se passa no meio do caminho, em Minas Gerais.



Cuidado com a violência


Emprega-se na imprensa, sem pestanejar, o adjetivo “violenta” para qualificar a campanha eleitoral que se avizinha. Se a mídia colocar muita lenha na fogueira, isso pode se tornar uma profecia auto-realizada.


A campanha será certamente muito disputada e ensejará golpes baixos, mas disso não decorre que ela se torne obrigatoriamente violenta, ou seja, com choques, mortos e feridos.


O Brasil conseguiu fazer em 1984 um dos grandes movimentos de massa da história humana, a campanha das diretas, sem vítimas. E a violência física nas campanhas eleitorais tem diminuído desde então.



Escândalos paulistas


A campanha do ex-governador Geraldo Alckmin ainda nem começou e já tem que engolir dois escândalos, ambos furos de reportagem da Folha de S. Paulo: as verbas da Nossa Caixa, banco estadual, para políticos apoiadores do então governador, e presentes recebidos de um estilista de moda pela senhora Lu Alckmin.


É sempre bom chamar a atenção para o papel da imprensa nesses episódios.


Não poucas pessoas fazem uma leitura mecânica segundo a qual a mídia, de modo sistemático, antagoniza o governo Lula e protege o PSDB e o PFL.


O papel do correspondente


A correspondente do jornal O Globo em Nova York, Helena Celestino, diz que está na hora de repensar o papel do correspondente. Helena constata que houve uma mudança fundamental entre o trabalho que fez em Paris, dez anos atrás, e a situação atual, com todos os blogs, todos os sites, todos os recursos online que mudam a relação de qualquer repórter com o jornal, com o editor. “Hoje em dia, quando o repórter chega para contar uma notícia para o editor, ele já sabe, já viu online de alguma maneira. Internacionalmente, é parecido”, argumenta Helena Celestino.


“Não vejo o menor sentido em eu concorrer com as agências”, opina. A tarefa do correspondente, segundo Helena Celestino, é fazer a entrevista, a reportagem na rua, algo que as agências de notícias não vão fazer. Com o olhar brasileiro, buscando o que surpreende o leitor brasileiro, as coisas que não fazem parte da cultura do Brasil.


TV Globo em campanha contra cotas


Depois de oito anos de tramitação no Congresso Nacional, parlamentares e meios de comunicação descobriram que falta pouco para a votação do Estatuto da Igualdade Racial. Ontem, a TV Globo abordou unilateralmente o assunto no Jornal Nacional. Deu a palavra apenas a uma adversária das cotas para negros e indígenas, a educadora Eunice Durham.


Defesa instável


O Ministério da Defesa foi criado há quase sete anos, em junho de 1999. Desde então, teve quatro titulares. Vai para o quinto, agora, em substituição ao vice-presidente da República, José Alencar. Já é difícil unificar as visões e o comando de forças armadas que se constituíram imediatamente após a independência, como a Marinha e o Exército. Trocando de ministro a cada 20 meses, em média, numa pasta que não envolve diretamente disputas político-partidárias, fica ainda mais difícil.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br.

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