Segunda-feira, 24 de Julho de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº950

Programa nº 567

>>Uma tragédia e muitos culpados

Por Luciano Martins Costa em 18/07/2007 | comentários

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Uma só notícia

Infelizmente, a notícia que predomina hoje nos jornais brasileiros é a crônica da tragédia anunciada. Esse é o tom de todas as manchetes desta quarta-feira, quando um acidente de gravíssimas proporções fecha uma longa sucessão de notícias sobre uma crise no setor de transporte aéreo.

Todos os grandes jornais que se pretendem de circulação nacional foram direto ao ponto: a pista principal do aeroporto de Congonhas não estava preparada para operações em dias de chuva. Fora inaugurada antes do prazo, sob pressões da opinião pública e das empresas aéreas, sem as ranhuras que deveriam melhorar a aderência dos pneus das aeronaves nos pousos e decolagens.

Não faltaram avisos

As autoridades da Infraero julgaram entre o conforto dos passageiros e a segurança, e consideraram que, com os dias mais secos no inverno, a pista poderia ser utilizada. Com a capital paulista sob chuva por mais de 48 horas, um acidente grave era apenas questão de tempo, dizem os jornais.


A tragédia e a festa


O Globo encontrou uma fórmula para fazer conviverem na mesma página as duas manchetes do dia. Diz a manchete principal: “Nova tragédia põe em xeque segurança aérea no Brasil”. No pé da página, diz o título sobre as conquistas de atletas brasileiros nos Jogos Panamericanos do Rio: “Alegria antes da tristeza”. Uma solução menos chocante, entre as patriotadas do noticiário esportivo e a imposição da tragédia.


Apenas um detalhe na primeira página do jornal pode ser tido como inconveniente: a charge que mostra o prefeito do Rio, César Maia, tentando se eximir da suspeita de haver organizado a vaia contra o presidente Lula, na abertura dos Jogos Panamericanos. É sempre de gosto discutível mesclar humorismo com tragédia.


Em busca de culpados

A Folha de S.Paulo, que demonstra uma opção preferencial pelas estatísticas, conseguiu uma cobertura intensa a partir de depoimentos e equilibrou os fatos de Congonhas com os antecedentes da tragédia, sem maiores ilações exteriores ao acontecimento. Considerando-se que a cada tragédia se segue a busca dos responsáveis, tornam-se relevantes alguns detalhes do noticiário, que contém geralmente a primeira tese desenvolvida nas redações.


Discretamente, num texto assinado pela colunista de política Eliane Cantanhêde, a Folha dá uma pista de que as responsabilidades não irão se concentrar apenas nas autoridades. Ali está dito que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Ministério da Aeronáutica já havia feito alertas há meses sobre os perigos do excesso de tráfego em Congonhas. Mas, segundo a jornalista, as companhias aéreas se recusaram a aliviar o aeroporto para não perder mercado, e a Agência Nacional de Aviação Civil não teria tomado providências nesse sentido.


O viés que distorce


Não foi um acidente relacionado à crise no controle de tráfego aéreo. O noticiário não deixa dúvidas de que a operação de aproximação e pouso foi realizada normalmente. Em função da pista escorregadia, ou por excesso de velocidade, dizem os jornais, o Airbus deslizou em direção ao desastre. Mas não haveria de faltar quem procurasse vincular a tragédia ao persistente problema que envolve os controladores de vôo.


A política na tragédia

O jornal O Estado de S.Paulo conseguiu, de um modo nada sutil, armar uma forma de vincular o acidente em Congonhas à imagem do presidente da República. Por mais que se esforce o observador, não há como explicar a publicação na primeira página do jornal, logo abaixo da imensa manchete e da grande fotografia da tragédia, do resumo de um editorial no qual o jornal critica o presidente. O título do editorial “O jeito lulista de (não) governar” deixa pouca margem para outras interpretações que não seja a intenção de induzir o leitor, de maneira nada sutil, a pensar no presidente Lula ao refletir sobre a tragédia.

Todos os comentários

  1. Comentou em 20/07/2007 Myrna Santos

    Eu desisti de confiar na imprensa brasileira.
    Eu já não confiava nos jornais paraenses, devido à vinculação a grupos políticos e econômicos locais. Quando queria uma análise objetiva de fatos, consultava jornais do Sul. Agora, depois de 3 dias dessa tragédia, depois de colocarem precipitadamente a culpa no Presidente, sem qualquer investigação mais apurada, para mim foi a gota d´água.
    Vivemos na didatura dos jornalismo sem compromisso com a ética e a verdade,pois o que vale é o vil metal a qualquer custo. è mais fácil acreditar em Papai Noel do que em jornal publicado no Brasil. Ao menos, façam como o Paulo Henrique Amorim que deixa bem claro as convicções dele, não nos deixa crer o mito da imparcialidade!

  2. Comentou em 20/07/2007 Kleber Carvalho

    Pergunta idiota aos donos da mídia: De quem é a culpa pela tragédia ocorrida na linha 4 do metrô de S. Paulo que matou 7 pessoas?? resposta idiota: das pessoas que passavam no local na hora do acidente. Mídia golpista faça o favor de ser profissional e não passional com claros interesses eleitorteiros. basta desta mídia hipócrita que existe no Brasil.

  3. Comentou em 20/07/2007 Emilio Miranda

    Dois pontos chamaram-me a atenção depois da tragédia.
    O primeiro, é que o Brasil perdeu a capacidade de planejamento estratégico, por que todos os planos de expansão do sistema aeroportuário paulista foram negligenciados.
    O segundo, foi a falta de foco do setor público. Foco no interesse da sociedade. As empresas aéreas poderiam querer aumentar de maneira irresponsável o tráfego em Congonhas. Caberia ao setor público barrar esta pretensão. Mas, ele não tem força. Ou por estar diluído em várias instâncias. Ou por estar permeável, por conta da intrusão política em seus quadros.
    De qualquer forma, não há solução a vista. Só remendos. O Lula não tem disposição para a tarefa. A disposição dele está dirigida a outro ponto: a continuidade no poder. Dele propriamente ou da tropa que o segue.

  4. Comentou em 19/07/2007 Marco Antônio da Costa

    Necessitamos abrir às caixas-pretas particular do presidente Lulla, Judiciário, Legislativo e Executivo, os técnicos que abrirem essas caixas terão que usar máscaras com filtro químico para suportar o cheiro de podridão que esta acumulado dentro desses inocentes armazéns de incompetência administrativas. Esse acidente tem uma relação muito estreita com os corruptos que moram e vivem na capital Federal. Considerando que, o volume de dinheiro que é desviado do erário Público daria para melhorar a segurança em muitos aeroportos, estradas de rodagem, eliminar um grande parcela da miséria que ronda milhares de lares em todo território nacional. Não podemos e não devemos aceitar discursos vazios que com certeza os políticos farão durante o calor da tragédia, temos que cobrar uma postura ética desses políticos inconseqüentes, os quais governam com interesses pessoais e de pequenos grupos de privilegiados.

  5. Comentou em 19/07/2007 Gerson Chagas

    O maior acidente aéreo da história da aviação civil brasileira remete a outros itens de extrema relevância na história do país : o índice de analfabetismo funcional ; o desemprego ; a desiguldade na distribuição de renda ; a carga tributária ; a ingerência e desperdício dos bens públicos ; a deficiência nutricional – notadamente das crianças (seriam elas de fato o ‘Futuro da Naçaõ ?) ; a impunidade – notadamente a da classe política. Enfim, se pararmos para pensar um pouco, veremos que a tragédia citada , independentemente de qual seja sua causa maior, é emblemática do caos ético, institucional e operacional de uma Nação. Enquanto tudo for gerido por conta de interesses segmentados, corporativos, eivados de oportunismo, canalhice e conveniência, tudo se resumirá a um colossal e hodiendo Apagão Cidadão. De resto, no momento, só o respeito pelas vítimas – não somente a do trágico acidente, mas também as que morrem nas filas dos postos de saúde, nas estradas esburacadas, por conta da ingestão de alimentos e medicamentos degradados ; plea violência gerada não só pela indigência, mas a que também é nutrida pela exploração, pela falta de argumentos – fosso propiciado principalmente pela falta de um , para utilizar um termo recorrente,
    ‘transponder’ de algo chamado Educação. Isto dói !

  6. Comentou em 19/07/2007 nelson perez de oliveira jr

    Já começou a construção de um palanque político cujos tijolos são os corpos das vítimas. Os governos paulistas e gaúchos cujos líderes são do PSDB e a MÍDIA vendida ou compradora de interesses na oposição ja´deram o veredicto, a culpa é do GOVERNO FEDERAL. Bem tem um TPA sei lá o que aí embaixo e uma médica de BH que precisa e remédio afirmando que a culpa é do GOVERNO FEDERAL. POR QUÊ? Será que os fatos mais comezinhos são de responsabilidade do presidente? Por que a lógicado discurso é que os fatos bons do governo são absolutamente circunstanciais os ruins são responsabilidade direta. LULA foi eleito por uma maioria esmagadora e foi maioria em todas as camadas sociais e se foi eleito pelos mais pobres e daí, eles são a maioria e precisam mais de LULA que o resto. E eu estou incluído no resto, pois, sou parte do grupo privilegiado da população que teve todas as oportunidades, ganho mais de 10 mínimos, declarados e pagantes de impostos, porque muita gente que vocifera na TV sua cidadania nos impostos é sonegadora e caixa 2, ou seja, usufruem e pouco ou nada pagam, vamos fazer auditoria. Cidania também é pagar impostos:DAI A CESAR O Q É DE CESAR. Aos hidrófobos da oposição: há imagens que mostram 1 avião q passa 9 segundos antes do 3054 devagar e o 3054 a toda, não foi frenagem nem risquinho, não foi LULA,
    ele não pousou o avião, e morto pode ter culpa sim(LEIpraTODOS)

  7. Comentou em 19/07/2007 Marco Antônio da Costa

    Necessitamos abrir às caixas-pretas particular do presidente Lulla, Judiciário, Legislativo e Executivo, os técnicos que abrirem essas caixas terão que usar máscaras com filtro químico para suportar o cheiro de podridão que esta acumulado dentro desses inocentes armazéns de incompetência administrativas. Esse acidente tem uma relação muito estreita com os corruptos que moram e vivem na capital Federal. Considerando que, o volume de dinheiro que é desviado do erário Público daria para melhorar a segurança em muitos aeroportos, estradas de rodagem, eliminar um grande parcela da miséria que ronda milhares de lares em todo território nacional. Não podemos e não devemos aceitar discursos vazios que com certeza os políticos farão durante o calor da tragédia, temos que cobrar uma postura ética desses políticos inconseqüentes, os quais governam com interesses pessoais e de pequenos grupos de privilegiados.

  8. Comentou em 19/07/2007 Fernando Selhorst

    Eu li alguns comentários ….. e em virtude de ver muitas opiniões muito boas por sinal tanto criticando ou não a mídia …. eu não entrarei no mérito da questão de julgar ‘diretamente’ ésta que tem um grande poder de persuadir as pessoas com seus meios de comunicação.

    Levanto uma questão que pelo visto ainda não foi muito questionada sobre todo esses fatos que vem se sucedendo na midia com relação ao tráfego aéreo.

    – 1) Quais os interesses podem estar por tráz ?? A questão da privatização … que empresa substituiria o poder público no controle do tráfego aéreo ?? Quanto dinheiro está envolvido nisso ?? Quem está defendendo isso e porque ??

    – 2) A uma grande falta de ‘INFORMAÇÃO’ sobre tudo que está ocorrendo por tráz disso e isso é inegável … fatos …. DADOS …. ‘NÚMEROS’ …… creio eu estar tudo muito superficial, o que dificulta muito compreender todo esse alvoroço de opiniões.

    Por fim termino dizendo que ….. hoje a mídia está nos mostrando ‘Uma pintura do PICASSO e está também ja dizendo qual significado ela deve ter’ …. assim fica complicado.

    Se alguém tiver informações relevantes sobre o que eu citei como proposta ….. dados e informativos anteriores sobre os reais interesse de toda essa POLEMICA eu agradeço se enviarem ao meu e-mail -> fnnando@hotmail.com

  9. Comentou em 19/07/2007 arnaldo boccato

    Todo acidente aéreo segue um rito muito parecido na imprensa: bate-cabeça ao vivo nos primeiros minutos, informações desencontradas, seguidas de informações confirmadas. A etapa seguinte é a consolidação do viés de cobertura – que, a partir de um determinado momento, passa a ser partilhado por todo mundo, via rádio, tv, web e assessorias. Começam a surgir as primeiras explicações, os especialistas de plantão (os de verdade) e os de ocasião, com uma enxurrada de teorias prontas. Desastre aéreo vai sempre na contramão da exigência de velocidade de informação. É fácil estar de fora e esperar novidades de fato. Duro é estar na redação ou na rua buscando informação coerente e segura (furo aqui seria luxo). Nem caixa preta (ou laranja) resolve: às vezes a solução só sai depois de anos, mas o dead line é daqui a pouco. Acusar governo federal e Infraero desde já pode ser uma enorme injustiça (o caso Escola Base virou símbolo do que não se deve fazer), ainda que seja tentador. É preciso,sim, manter as dúvidas no ar e investigar. Prova disso é o apagão aéreo: entre os Poderes ou quase-Poderes da sociedade brasileira a imprensa dá de goleada na incompetente inércia oficial. Se aqui a culpa também for oficial, vamos cobrir a ação da justiça e registrar para a história.

  10. Comentou em 19/07/2007 Raimundo José Oros

    Ainda não encontraram os corpos de todas as vítimas e já estão procurando culpados, talvez a culpa seja do piloto que não consegui ‘manobrar’ na pista, ou seja, do presidente que é um ‘incapaz’ de resolver os problemas centenários de nossos pais ou quem sabe a culpa seja minha por não acreditar que esse pais ainda tenha jeito, vamos deixar de hipocrisia e falar sério apurar os fatos com responsabilidade, deixar de empurrar os problemas com a barriga, e apresentar soluções, caso contrario vamos esperar outras tragédias acontecerem.

  11. Comentou em 19/07/2007 jose carlos lima

    Segundo especialistas da aviação, até o stress pode ter causado o acidente.

    E como a Globo não tem feito outra coisa senão ficar por vários vezes criando um ambiente de stress entre os aeroviários, incentivando inclusive motins e greves, a emissora é uma das grandes responsáveis pelo acidente.

    É de dar nojo o que está ocorrendo.

    Até para informar o número de mortos, a emissora tem que que citar o nome de Serra.

    Quer dizer então que Serra fez tudo, inclusive contou os mortos.

    Falando nisso, até hoje ele não contou os mortos da cratera do Metrô-SP.

    Nossa!

    Na minha vida eu nunca havia presenciado tanta hipocria e demagogia juntos.

    Fora urubus!!!!!

  12. Comentou em 19/07/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    A gritaria em torno do fechamento de Congonhas pode estar sendo orquestrada por grupos interessados nos negócios decorrentes da liberação do enorme terreno numa área nobre e valorizada de Sampa. Quanto empresários e políticos ganharão $$$ ao explorar os cadáveres para fechar o aeroporto?

  13. Comentou em 19/07/2007 Maria Araujo

    Os pilotos serão apontados como culpados. Afinal, morto não fala e não tem como se defender. Quem tem os dados nas mãos pode qualquer coisa. Não confio em nenhuma investigação feita por brasileiros.

  14. Comentou em 19/07/2007 Alvaro Andrade

    Mais chocante que a tragédia, só mesmo a sentença precipitada que boa parte da midia dá ao fato. É uma situação complexa, não será somente a pouca aderencia da pista a culpada pelo fato. Mas com clima de caos criado antes do desastre, fica imposssivel desvincular o bordao ‘apagão aéreo’ do desastre .

  15. Comentou em 18/07/2007 João Paulo Santos

    Pra pensar:
    1 – Aeroportos em grandes cidades são um problemão. No mundo inteiro.
    2 – A Associação Internacional dos Pilotos já pediu, há muito tempo, áreas de escape para este tipo de aeroporto.
    3 – O apagão aéreo nada tem a ver com esse acidente.
    4 – Passageiros não devem ofender funcionários de companhias aéreas e jornalistas não devem incitar passageiros para que estes ofendam funcionários de companhias aéreas só para esquentar suas matérias.
    5 – Toda essa confusão começou justamente depois da derrocada da Varig e a fuga de centenas de seus pilotos e técnicos para empresas aéreas do mundo inteiro. Tremenda coincidência, não?
    6 – Em vez de ficar tagarelando sobre aquaplanagem (atenção brigadeiro, é ‘aquaplanagem’ e não ‘aguaplanagem’), os coleguinhas deveriam ligar o tico no teco.
    7 – Vejam ‘Myday Desastres Aéreos’ no Netgeo (canal fechado, 33, toda segunda, 22h).
    8 – Muito ruim a cobertura da Globo. A Record foi muito, mas muuuuuuito melhor. (hoje, 18 de julho).
    9 – GC de todos os jornais de tv na hora do acidente (menos a Globo News, que falava corretamente em colisão): Avião ‘cai’… bla, bla, bla…
    10 – ‘Investidores’ de sempre estariam de olho na Infraero. Se ela fosse privada nada disso estaria acontecendo… Ah… Fala sério!

  16. Comentou em 18/07/2007 Ivan Moraes

    Nos comentarios do Globo tambem a conversa desandou para ‘A culpa eh do Lula’ rapidissimo. O sistema esta podre. O Brasil constroi pistas de aviao igual constroi estradas e metros. Mal.

  17. Comentou em 18/07/2007 ubirajara sousa

    Esperar o quê de O Estado de São Paulo? Aliás, a Band e a Record fizeram isso de forma direta. Mas, até o Luiz Weis, aqui no OI, apressou-se a descobrir e escolher os prováveis culpados e entre eles não deixou de incluir o presidente Lula. Esse tipo de mídia política, sem fundamentação lógica, causa-me asco. A minha esperança é que os jovens jornalistas, que estão acompanhando o processo de purificação pelo qual passa a nossa imprensa, possam resgatar os melhores tempos da Imprensa brasileira, quando jornalista era aquele que escrevia sobre o que sabia e porque sabia escrever. Não havia diploma a credenciar pessoas despreparadas a escreverem o que bem entendessem, sem saber nada do assunto. Hoje, escrevem-se enormes reportagens com apoio apenas no Google. Hoje, os jornalistas estão ocupando o espaço de quem está habilitado para ocupá-la: os juízes. É difícil dormir com um barulho desses.

  18. Comentou em 18/07/2007 João Humbero Venturini

    Como sempre o Estadão partiu para o ataque contra o presidente e isso já era de se esperar. O Estadão é pior q um partido de oposição, pois alguns oposicionistas até tomaram certa cautela antes de vociferar contra o governo. Isso que o jornal fez é no mínino ridículo e estúpido, pois usa uma tragédia terrível e o sofrimento dos parentes das vítimas para fazer politicagem. É muito cedo pra tirar conclusões precipitadas e fazer achaques políticos uns contra os outros. Isso não ajuda em nada nesse momento terrível, pois é um absurdo fazer guerra política como se fosse uma eleição com esse acidente hprrível. Mas a imprensa toda já achou um culpado dispensando até a caixa-preta do avião e esse culpado é Lula, como o estadão deixou implícito em seu editorial lamentável.

  19. Comentou em 18/07/2007 Moacir Teles Maracci

    Está na moda falar do ‘jeito lulista de governar’. Não está na moda, embora seja óbvio por demais observar o jeito da elite tupiniquim de encarar uma tragédia. Vamos por partes: as empresas aéreas se eximem de responsabilidade colocando apressadamente a culpa nas ‘autoridades’, como se não fossem elas também…autoridades; alguns políticos de oposição como é o caso do nobre deputado Artur Virgílio, e líderes da Força Sindical chegam a ter orgasmos antecipados ao se apressarem a atacar a ‘incompetência do governo que aí está’; Alexandres Garcias e Mirians Leitões, jornalões, e daqui a pouco, revistas semanais já acharam a caixa preta antes da mesma ser encontrada o que lhes permite vincular o desastre do Aribus 320 à crise aérea que sofre o país… e por aí, vai. A população, e especialmente os familiares das vítimas merecem pelo menos um libelo de respeito, e nem isso se vê na grande imprensa, a não ser notas de sentimento mais ou menos isoladas, como de Ana Maria Braga. É preciso investigar, conclusões precipitadas não levam a nada e ainda prestam um desserviço à informação. Nesse turbilhão orquestrado de hipocrisia e má fé que tem caracterizado a elite tupiniquim encastelada na grande imprensa, emerge a figura de uma Eliane Cantanhêde: pode-se concordar ou não com suas opiniões, mas pelo menos ela tem independência ao emiti-las.

  20. Comentou em 18/07/2007 Marco Antônio da Costa

    A maior das maiores tragédias que estamos presenciando são os incompetentes que administram esta quase nação. Temos um presidente da República que esta encantado com a sua posição social, bem como com a aceitação daqueles que de uma forma ou de outro recebe alguma ajuda oficial, não podemos esquecer que o Lulla faz cortesia com o dinheiro daqueles que pagam impostos. Com certeza, não ficará somente nessa tragédia com o avião da TAM, ainda virão muitas tragédias que farão com que a população chore de arrependimento em eleger pessoas inábeis e desinteressadas em resolver questões que afligem a sociedade pôr inteiro. Não é somente o Lulla que esta na berlinda da incompetência administrativa, governadores, prefeitos, deputados, senadores, vereadores e agregados também fazem parte desse pacote indigesto.

  21. Comentou em 18/07/2007 Edinéa Moreira da Silva

    – E agora José? – O povo paga pela própria ignorância e aqueles apátridas que gostam de denegrir a imagem do país e que financiam a mídia, agora estão felizes!. Quando da reforma do aeroporto ao invés da mídia insuflar pessoas pelos atrasos tivessem questionado a necessidade do término das obras para segurança dos passageiros, talvez esta catástrofe teria sido evitada. Mais ai a mídia e os que torcem contra não teriam o ‘realyt show’ sinistro, pois é isto que conta!. Porque a moda é ir para as comunidades carentes e apresentá-las como criminosas ou irem para os aeroportos apresentar show ao vivo usando os incautos e os ignorantes para fazerem seus shows televisivos.! Que Deus nos perdoe pela nossa ignorância e nos console!. Pois como disse Jesus, não sabemos o mal que cometemos contra nós mesmos.

  22. Comentou em 18/07/2007 Angelo Fasolo

    Prezado Luciano,

    Seria possível, por favor, ser mais explícito quando afirma que ‘[a pista] Fora inaugurada antes do prazo, sob pressões da opinião pública e das empresas aéreas’? ‘Opinião pública’, quem? Ou melhor, de quem? Eu não solicitei, creio que vc também não, que a pista fosse reaberta sem condições, e ambos somos ‘opinião pública’…

    Saudações!

  23. Comentou em 18/07/2007 maria natalia lebedev martinez moreira

    O jornal ‘ O Estado de São Paulo’ não precisa sutileza para vincular o acidente ao presidente . O presidente foi eleito como o representante maior do Estado que existe para garantir direitos básicos do cidadão como o direito de locomoção. O Estado tambem deve mediar conflitos de interesse garantindo o bem comum. Todos os erros que levaram ao acidente tem como responsabilidade o Governo Federal o que leva ao presidente. A Infraero é de reponsabilidade direta do Governo Federal,. O Chefe maior das Forças Armadas e portanto da Aeronautica é o Lula. O ministro civil da defesa foi indicado pelo Lula. A reforma de Congonhas é de responsabilidade direta do Governo Federal. O conflito de interesses, Lucro de empresas aéreas x Segurança de cidadãos, deve ser mediado pelo Governo Federal e garntindo a segurança, claro.. Aeroportos são Area de Segurança Nacional reponsabilidade do Governo Federal, do Estado e portanto do Representante visivel deste, eleito pelo povo para isso. Como o Sr. Luciano Martins quer desvincular o presidente do acidente? E por que? Voce não é da imprensa? Não deveria estar a serviço da verdade? Vai desviar e delirar com’ cômplo da elite branca neoliberal, do Cesar Maia, da revista Veja, etc’? Até quando a cegueira, a falta de lucidez de quem deveria estar ajudando a pensar o pais?

  24. Comentou em 18/07/2007 nelson perez de oliveira jr

    Discodo frontalmente da expressão ‘TRAGÉDIA ANUNCIADA’, anunciada por quem? Talvez pela imprensa que parecia desejar que algum de muito ruim acontecesse para poder descer o pau no governo federal. A tragédia foi invocada a cada destempero de passageiros alçados a personagens principais em horário nobre, premiados à notoriedade em favor das coberturas jornalisticas sensasionalistas. A jornalista parece que começa mal seu artigo e pouco informada e pior escrevendo sem reflexão. Na RECORD e NA GLOBO técnicos abordaram a questão com ponderações lógicas, tais como as ranhuras não são fundamentais na frenagem, o coeficiente de atrito da pista está muito acima do normal e que a frenagem é a última etapa do pouso e que o avião estava muito rápido e pode ter perdido o ponto de pouso. Fica uma pergunta, por que sempre a TAM se envolve em tais acontecimentos? Será mais azarada que as outras? E o porquê fazer uma CPI para saber que se os pilotos do LEGACY tivessem ligado o transponder nada teria acontecido. Tomara que não queiram fazer palanques construídos dos corpos dos mortos, aí seria a barbárie.

  25. Comentou em 18/07/2007 nilton azevedo

    Lamentável foi a cobertura da TV.
    A GNT deu mais ênfase a entrevista com um brasileiro que ganhou uma medalha num esportes que nunca ouvi falar.
    As Tvs abertas sumiram.
    Restaram a CNN e a Fox para quem quisesse se informar.
    Uma vergonha.

  26. Comentou em 18/07/2007 Sandra Almeida

    Só não concordo quando vc diz ‘de maneira sutil’ para induzir o leitor.
    Isso é muito claro para nós.

  27. Comentou em 18/07/2007 Luiz Weis

    Caro Luciano. A bem da verdade: todo dia o Estado chama no pé da primeira página, acima do dólar e do tempo, o principal editorial da edição. Diga-se o que se queira dos editoriais do jornal, não me parece justo acusá-lo de induzir o leitor a pensar em Lula ao refletir sobre a tragédia. Pelo menos não dessa maneira. Abraço

  28. Comentou em 18/07/2007 André Lux

    Não tenho mais estômago para comentar a falta de escrúpulos dos pitbulls da mídia corporativa que, mais uma vez, se comportam como verdadeiros abutres e, antes mesmo dos bombeiros terem apagado o incêndio e resgatado as vítimas da tragédia ocorrida com o avião da TAM, tentam culpar o governo Federal afim de lucrar politicamente para alegrar as intenções golpistas de seus patrões canalhas.

    Em momentos como esse eu tenho absoluta vergonha de dizer que sou jornalista.

  29. Comentou em 18/07/2007 WENDELL BENTO GERALDES

    Concordo que não é certo vincular esta tragédia ao governo de Lula. Mas o governo foi negligente ao permitir as operações no aeroporto sem as mínimas condições de segurança. Em situações que envolvem vidas, o tempo para agir é extremamente precioso e não há margem para erros.

  30. Comentou em 18/07/2007 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Prezado Luciano. Sou assinante de TV e assisto, todas as segundas, no canal 51, o programa Mayday Desatres Aereos. Este programa é muito instrutivo pois mostra as fragilidades da aviação comercial, em qualquer parte do mundo. Investigações detalhadas e sérias se fazem necessárias pois, as medidas de segurança são aprimoradas a partir das falhas detectadas em desastres de aviões. Os equipamentos são aperfeiçoados e o treinamento de pilotos é revisto, para que estas falhas não se repitam. No Brasil, nada disso acontece. Se houve falha dos equipamentos ou erro do piloto, nunca saberemos pois é mais facil e conveniente culpar o governo. A grande imprensa golpista não é nada sutil quando se trata de atacar o governo. Já esta determinado e sacramentado: a culpa pela queda do avião da Gol e pela aterrissagem desastrada da TAM, é do governo. É do Lula. Do PT, da base aliada e da Carta Capital. Não escapa ninguem. Enquanto isso, nunca saberemos por que o avião caiu.

  31. Comentou em 18/07/2007 Joaol Bosco C Costa Costa

    Sr. Luciano,
    Não só o Estadão tenta vincular o presidente a tragédia. A própria Folha também tenta. Os colunistas de sempre, então… Hoje pela manhã no Bom Dia Brasil o jornalista Alexandre Garcia com ar contrito e apelando para o o pieguimos mais barato fez
    uma ligação clara da tragédia com a crise estrutural do sistema aéreo, essa sim de responabilidade do sr. presidente da república. Dele e de todos que o antecederam, inclusive o Sr.FHC.
    Quando os japoneses atacaram Pearl Harbor em dezembro de 1941, o presidente dos EEUU fez um contundente discurso no congresso daquele país lamentando o ataque, na visão deles, covarde tendo em vista que não foi precedido por ujm declaração formal de guerra. Verberou que o diam do ataque passaria a ser ‘odia da infâmia’.
    Na minha opinião a data de 17 de julho será para nós também o ‘dia da infâmia’, quando políticos da oposição e certa parte da imprensa tentaram, num extremo de calhordice e canalhice, politizar ujma tragédia que vitimou quase 200 cidadãos. Chegamos ao limite da infâmia.
    Os mesmos EEUU após os ataques de 11 de setembro de 2001 souberam esquecer divergencias políticas e, unidos, curtiram suja dor. Naquele momento a nação necessitava da força de todos os seus filhos. Agora precisamos nós brasileiros agirmos da mesma forma para apoiar àqueles que perderam seus entes queridos. Dignidade e respeito e não cizania.

  32. Comentou em 18/07/2007 Teresa Silva

    Disseram na lista dos mortos que morreu um jornalista colaborador do OI e da Veja, é verdade?

  33. Comentou em 18/07/2007 Marcos Miola

    A falta de objetividade na cobertura do trágico acidente pela chamada grande imprensa, com raríssimas exceções, foi lamentável. Fatou informação e sobrou opinião, ou melhor, palpite.
    Os noticiários reproduziram as tentativas de uns, se afastarem de suas responsabilidades; de outros, distribui-las de modo obterem os devidos ‘dividendos’.
    O certo, como invariavelmente ocorre em acidentes aéreos, não há uma única causa, mas sim várias que se conjugam para resultar,no caso, em tragédia.
    O que choca nestas primeiras horas da cobertura da imprensa é a desinformação ou a mensagem subliminar.
    Esperemos que a verdade não seja outra vítima do acidente.

  34. Comentou em 18/07/2007 Renato Silva

    Parabéns, Luciano, pelo texto. Fato é que não vão faltar abutres pra se utilizar politicamente dessa tragédia, tal como o Estadão já fez. Mas fato é também que a Infraero não deveria sucumbir à pressão das companhias para utilizar um aeroporto como Congonhas da forma maciça que foi utiliada para aliviar os atrasos no vôo. Eu preferiria muito mais que meu vôo atrasasse 6 horas e eu chegasse em segurança do que voar na hora e não chegar ao meu destino. Mas não era isso que aparecia na mídia, infelizmente pra mídia o importante era mostrar o absurdo que eram os atrasos. Óbvio que nada justifica a Infraero deixar de cumprir seu papel. Mas espero que a imprensa agora faça um bom trabalho e nos diga: qual a experiência do presidente da ANAC e da Infraero para exercerem estes cargos? Qual foi o departamento da Infraero que autorizou as companhias de voo a sobrecarregarem Congonhas? Qual departamentou autorizou a utilização dessa pista? (independente da culpa ter sido da pista, talvez não tenha sido, mas neste momento é ótimo que isso seja questionado e resolvido). Enfim, espera-se, com pouca esperança, que a mídia faça um trabalho investigativo, despolitizado e técnico.

  35. Comentou em 18/07/2007 Sérgio Moura

    Uma tragédia e muitos culpados, menos o presidente da república. Esse é de uma eficiência administrativa ímpar. Nunca antes nestipaiz….

  36. Comentou em 18/07/2007 Antonio Barbedo Couto

    Continuando… Esse A320 em apresentação publica, veio para o pouso e estava programado para arremeter. Porem a aeronave não respndeu ao comando dado pela tripulação de iniciar a arremetida e colidiu coim as arvores. Algo de semelhante pode ter havido. Também não descarto problçemas na frenagem da aeronave, similar ao que ocrreu anteontem co o ATR da Pantanal.

  37. Comentou em 18/07/2007 António Barbedo Couto

    Luciano, parabenizo-o por quebrar o mito formado pela crise aérea, este artigo foi o primeiro que li após o acidente que separa os fatos. Como piloto da aviação civil, sei da enorme deficiência da Infraero e da ANAC no suporte à aviação, priorizando algumas vezes os ‘Aero Shoppings’ em detrimento à segurança de vôo. Há de se afirmar, contudo, que as ranhuras no asfalto não existem em todas as pistas por não haver exigência de sua presença por parte das autoridades aeronauticas que homologam os aerodromos. A sua presença portanto se caracteriza como um ‘bonus’ para a segurança de vôo. A pista principal de Congonhas mede 1900 metros, a ICAO (orgão que regulamenta a aviaçao mundial) considera como de ‘operação perigosa’ aeroportos que possuem pistas com comprimento inferior a 2000 metros, portanto Congonhas ai se enquadra. Só para informar, a pista principal do Santos Dumont no Rio tem apenas 1200 metros de comprimento é a menor pista DO MUNDO operada regularmente por aeronaves de médio porte como os Boeing 737 e os Airbus 319/320 e exige treinamento especifico para a operação. Quero mostrar que a falta ou presença do grooving não constitui fator determinante à segurança de vôo. Há possibilidade de ter havido falha da tripulação neste acidente. O Airbus 320 assim que foi lançado, apresentou um problema durante uma das primeiras apresentação ao publico. Segue no proxim comentario

  38. Comentou em 18/07/2007 Marco Antônio da Costa

    A maior das maiores tragédias que estamos presenciando são os incompetentes que administram esta quase nação. Temos um presidente da República que esta encantado com a sua posição social, bem como com a aceitação daqueles que de uma forma ou de outro recebe alguma ajuda oficial, não podemos esquecer que o Lulla faz cortesia com o dinheiro daqueles que pagam impostos. Com certeza, não ficará somente nessa tragédia com o avião da TAM, ainda virão muitas tragédias que farão com que a população chore de arrependimento em eleger pessoas inábeis e desinteressadas em resolver questões que afligem a sociedade pôr inteiro. Não é somente o Lulla que esta na berlinda da incompetência administrativa, governadores, prefeitos, deputados, senadores, vereadores e agregados também fazem parte desse pacote indigesto.

  39. Comentou em 18/07/2007 Ricardo Camargo

    A cobertura, realmente, pela mídia impressa está mais adequada ao que se espera dos meios de comunicação. Na Televisão, a cobertura tem sido feia toda no sentido de se estabelecer responsabilidade exclusiva da admninistração do aeroporto. A busca de uma postura equilibrada – porque imparcialidade não significa ‘parcialidade anti-PT’ ou ‘simpatia pelo PT’, não significa o estabelecimento de conexões fantásticas ou de ‘absolvição dos meus para condenação dos deles’ – mostra sua valia exatamente em momentos como este, em que, acima das simpatias políticas, o que se deve fazer é identificar e atacar as causas do problema. O oportunismo político, numa hipótese como a presente, mostra-se desumano e incompatível com os valores da sociedade cristã ocidental.

  40. Comentou em 18/07/2007 Lívia Santana

    Muito proveitosa esta análise. Assim que soube da tragédia, tratei de acompanhar a cobertura nos principais veículos da mídia. Considerando que o ‘imprevisto sobrevém a todos’, inclusive aos jornalistas, entendo que a ávida busca pela notícia e por informações impossibilitava uma apuração cautelosa dos ‘fatos’. Nesta hora, testemunhas se tornam ‘especialistas’ e suposições se transformam em fatos. O pior é que o festival só está começando, logo veremos relatos de pessoas que escaparam por pouco, como era a vida das vítimas e assim a mídia segue massacrando as famílias que serão expostas a uma série de barbáries que só vão aumentar seu sofrimento.

  41. Comentou em 18/07/2007 Marcelo Ramos

    Todo o mérito da articulista, pela percepção aguda dos fatos. Para quem está ‘escolado’ sobre a forma de trabalho de certos grupos de mídia, a insistência em confundir e misturar os assuntos intencionalmente não é surpresa. O pior é a tentativa de colocar o foco da responsabilidade no governo ou nos controladores, quando a responsabilidade é das cias. aéreas e sua busca por não perder ‘lucro’. Por causa disso, as cias, devem pagar seguro às famílias das vítimas. E as normas para operação em Congonhas devem ser revistas com urgência. Será que um médico transigiria com a vida humana? Porque cias. aéreas podem fazê-lo?

  42. Comentou em 18/07/2007 Luiz Carlos Bernardo

    O título ‘Uma tragédia e muitos culpados’ expressa bem o caos aéreo brasileiro. A vida humana está acima de lucros e dividendos financeiros. Com efeito, o governo, a Enfraero, a Anac ou quem mais tomou parte dessa famigerada idéia de liberar a pista, sem as ranhuras, por imposição das empresas aéreas ou da opinião pública, como alude a observadora, têm que ser responsabilizados sim pois um governo sério e as empresas públicas competentes do setor, são obrigadas a exercerem a sua autoridade. Tem que prevalecer o bom senso e a segurança dos passageiros, tripulantes e da população. Mas, como se sabe que existem financiamentos políticos ou eleitoreiros, o essencial é relegado a segundo plano. E por isso, pagam todos, quando a culpa são de alguns culpados direta e indiretamente. Este é um país de mentirinha literalmente desgovernado. Um dia antes, houve duas derrapagens na pista nova de Congonhas (aeronaves da Pantanal e da TAM), como que pré-avisando uma tragédia pior. E ela aconteceu sem a interdição provisória das pistas de Congonhas. O que dizer, pensar e imaginar desse cipoal de acontecimentos, sem a interferência das autoridades e sem a prudência das empresas aéreas. De fato, é uma tragédia e muitos culpados. Assim, ou a sociedade pensante se imobiliza ou outras tragédias piores vão acontecer.

  43. Comentou em 18/07/2007 Marco Tognollo

    1. Vamos dar nomes aos bois: quem mais tentou vincular o acidente ao problema dos controladores, ao menos os que vi, foram o Datena e o Pannunzio. Este, alias, estava mais preocupado em contar os minutos que se passavam sem que alguma autoridade dissesse algo a respeito, do que ao acidente em si. Quanto a lista de passageiros que a TAM levou um baita tempo para liberar, nenhuma indignação. Até o JN, com ventriloco Bonner, não tentou levar a historia para esse lado.

  44. Comentou em 18/07/2007 Elcio Machado

    Luciano, talvez tenha faltado uma observação. É lamentável constatar a decadência geral do jornalismo brasileiro, nas suas várias áreas. Há timidez e mesmo pobreza nos comentários, nas análises, na própria informação. O pesar que nos acomete ao acompanhar a cobertura do tenebroso acidente com o avião da TAM em Congonhas não impede a obervação do comportamento errático da mídia. Afora o besteirol sempre presente nas falações dos animadores de tv de shows jornalísticos do início da noite, o empobrecimento da capacidade jornalística de captar a cena emblemática, o momento exato, se revela em todo o conteúdo on-line apresentado pela tv e pelos portais da internet. Faltou uma foto. As primeiras cenas transmitidas pela tv mostram, no topo do prédio em chamas, três bandeiras, das quais a do meio era a brasileira. Nas cenas do final da noite, restavam os fiapos de apenas uma das bandeiras laterais. Faltou captar a imagem-símbolo da aviação no Brasil. Grandes fotógrafos do jornalismo brasileiro, homenageados internacionalmente, parece que deixaram poucos aprendizes. Nenhum se apresentou no pavoroso acidente desta terça-feira. Todos os que lá estavam presentes viam apenas fogo e fumaça. O ajuste fino da profundidade de campo talvez não seja possível em máquinas e cérebros da atualidade.

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