Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Motoristas, caseiros, doleiros
>>Telejornais fragmentados

Por Mauro Malin em 14/03/2006 | comentários

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Motoristas, caseiros, doleiros


Depois de um motorista, um caseiro complica a vida do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. É a manchete de hoje do Estadão, que também se destaca com a notícia de que Duda Mendonça teria não uma conta no exterior, mas uma rede de contas e operações com doleiros. Se confirmadas as informações, é o avanço das empresas de publicidade num território que já foi praticamente exclusivo de empreiteiras: o caixa dois de campanhas políticas.


Telejornais fragmentados


O Alberto Dines diz que a concorrência acirrada torna os telejornais mais confusos.


Dines:


– Quem entende de telejornais é o telespectador. Talvez só ele tenha condições de explicar o que está ocorrendo nas telinhas em matéria de informação. Porque os próprios telejornalistas não sabem para onde vão e o que acontecerá se os telejornais persistirem nesta maratona. A concorrência nos telejornais, sobretudo os do horário nobre, está ganhando uma intensidade jamais vista. Mas essa concorrência não aponta para um aumento na qualidade. Ao contrário, aponta para uma piora. Nosso telejornalismo está envelhecendo rapidamente. Se antes os telejornais não conseguiam montar para um painel dos acontecimentos do dia, hoje perdem-se num emaranhado de pequenas notícias fragmentadas, grande parte delas de teor policial. E como a imprensa diária é pautada pela TV e a TV está neste momento completamente desorientada, temos na realidade dois problemas e nenhuma solução. Se você assiste aos telejornais e não está satisfeito com eles venha esta noite ao Observatório da Imprensa. Às dez e meia na rede da TVE e às onze na Rede Cultura.


Denúncia de venalidade


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, acusou as telefônicas de “comprarem consciências” na mídia em função do debate sobre TV digital. A declaração está no Estadão de hoje. O ministro deu uma pauta quando afirmou que muitos jornalistas se vendem e sugeriu: “Basta ler os jornais do fim de semana”. A acusação é gravíssima e deve ser apurada e respondida pela própria imprensa.


Luís Nassif diz hoje na Folha que a pressa pode fazer o Brasil perder margem de negociação com japoneses, europeus e americanos. Ele fala da instalação no país de uma fábrica de semincondutores de última geração.


Classe C


Levantamento feito pela empresa LatinPanel mostra aumento de consumo pela chamada classe C. Entre os itens em destaque, alimentos e produtos de higiene e beleza. Por enquanto, esse movimento parece não ter chegado aos produtos de mídia e cultura.


Reforma da Folha


Em entrevista a Gioconda Bordon, no programa Estação Cultura de ontem, na Rádio Cultura FM, o diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, anunciou para daqui a um mês nova reforma gráfica.


Em resumo, disse que o jornal não pretende seguir modas, e sim permitir um tipo de leitura mais ágil. Frias quer que o jornal explore melhor, com mais análise, os seis ou sete assuntos que, diariamente, atraem a atenção da maioria dos leitores. E, também, dar maior destaque às colunas de opinião.


Contrastes gaúchos


A revista The Economist traz um encarte publicitário que reúne o governo do Rio Grande do Sul e 13 empresas. São sete páginas. Sabe-se lá quanto custou. Em entrevista, o governador Germano Rigotto destaca dois setores para os quais quer atrair investimentos: estaleiros e exploração florestal sustentável, para fazer celulose e papel.


Faltou combinar com a Via Campesina. Porque três dias antes de entrar em circulação a revista, mulheres desse movimento, como se sabe, destruíram no interior do Rio Grande do Sul mudas de eucalipto destinadas a projetos de reflorestamento da Aracruz Celulose, uma das empresas citadas por Rigotto.


Gastou-se papel para imprimir uma publicidade que poderá ser considerada enganosa pelos leitores aos quais chegou a notícia do ataque.



Portas arrombadas


A prisão, em São Paulo, de uma mulher libanesa acusada de participação em golpe bancário e terrorismo acende novamente uma luz de alerta. Ontem, o encarte do Wall Street Journal no Estadão tratou de ações conjuntas das polícias dos Estados Unidos e dos países da Tríplice Fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai – para dificultar tráfico de drogas, armas e carros roubados, e financiamento de atividades terroristas.


No Rio, o Exército tinha há quatro anos um informe sobre a necessidade de reforçar a segurança dos depósitos de armamentos.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br.  


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