Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

Programa nº 524

Mauro Malin

>>Navalha num mosaico
>>Jornalismo aéreo

Por Mauro Malin em 18/05/2007 | comentários

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Navalha num mosaico


As emissoras de televisão fizeram, como é de sua natureza, uma síntese da Operação Navalha. Os jornais hoje mostram diversidade na apuração e no estabelecimento de vínculos entre as partes do quebra-cabeças em que se fragmenta o velhíssimo binômio brasileiro da política com as obras públicas.


No Terra Magazine, Bob Fernandes fez ontem um primeiro e meritório ensaio para ligar os personagens num relato que colhe também esquemas das duas últimas décadas. Remonta à atividade de PC Farias na campanha de Fernando Collor para a presidência da República, em 1989.


Mas é tarefa que ultrapassa as limitações da imprensa periódica convencional amarrar todas as pontas deste enredo. Talvez seja o momento, neste dia em que começa em São Paulo o 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, de se criar na internet uma instância colaborativa na qual possam convergir esforços de repórteres de diferentes veículos. O Brasil precisa de algum tipo de mídia à altura de seus problemas crônicos de corrupção na vida pública e na empresa privada. A corrupção é um agente poderoso contra a democracia e contra a redução da desigualdade social.


Fios ocultos da meada


Para se ter idéia de como são intrincadas as ligações entre as partes do esquema secular apenas aflorado nesta Operação Navalha, vejam-se duas passagens da Folha de S. Paulo de hoje. O noticiário registra, como em todos os jornais e ontem na TV, declaração do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, sobre a operação. Ele a comparou a problema de um caminhão com areia na construção de um prédio de 30 andares, referindo-se a possíveis prejuízos à execução do PAC.


Na página 2 da mesma Folha, o jornalista Melchiades Filho, da sucursal de Brasília, diz que recentes movimentações do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, destinam-se a mantê-lo no noticiário num momento em que vários fatores ameaçam suas pretensões presidenciais. Em determinado trecho, escreve: “Aécio viu o amigo Sérgio Cabral roubar o papel de jovem político predileto de Lula. Viu o ministro Walfrido dos Mares Guia dividir uma função que ele antes desempenhava sozinho: a ponte entre grandes empresas de Minas e o governo federal”.


Quem puder ler três ou quatro jornais, complementados por noticiários na internet e blogues, terá uma boa visão de conjunto do que está por trás da Navalha – operação que tem a virtude manifesta de ser suprapartidária. Mas para uma síntese rápida, abrangente e politicamente eficaz, talvez seja preciso buscar algo novo na imprensa brasileira. Um esforço coletivo de apuração e organização dos fatos, sem prejuízo das tarefas que cada jornalista desempenha em sua redação.


Jornalismo aéreo


Alberto Dines fala de um caso que deixou a imprensa devedora de uma apuração mais qualificada, a crise aérea.


Dines:


– O Apagão Aéreo corre o risco de tornar-se um Apagão Jornalístico. Mesmo com a instalação no Senado da sua CPI destinada a contrabalançar a força do governo na CPI da Câmara, está parecendo que a mídia não está conseguindo destrinchar e desdobrar as evidências que já começam a aparecer. Há poucos dias, o delegado da Policia Federal, Renato Sayão, revelou que há fortes indícios de uma “atitude culposa” em três controladores de vôo na tragédia do vôo 1907. Mesmo que a Aeronáutica tente minimizar a acusação, ficou claro que as falhas dos pilotos do Legacy poderiam ter sido neutralizadas pelas torres de controle em Brasília e Manaus. Isso derruba a tese que o Ministro da Defesa, Waldir Pires, vem defendendo há sete meses ao jogar toda a culpa nos pilotos e isentar os controladores, aliás funcionários do seu ministério. A verdade é que a nossa imprensa não está conseguindo costurar estas evidencias. A mídia, sobretudo a eletrônica, foi mal habituada pelas CPIs de 2005 e 2006 quando bastava ligar as câmeras e microfones para que fossem revelados fatos de arrepiar os cabelos. Com os holofotes quase desligados, os jornalistas têm agora uma oportunidade de ouro para mostrar o que pode fazer uma imprensa ágil e cônscia de suas responsabilidades.


Política estudantil


O atual movimento de estudantes na USP começou com uma invasão e depois se transformou em greve parcial, o que já é sintomático. O noticiário dá mais peso à expectativa de uma desocupação pela força da Reitoria invadida pela força.


Não houve até agora uma só reportagem que mostrasse o tecido político dos corpos discente e docente. O assunto não é policial, é político.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/05/2007 Ivan Moraes

    ‘atitude culposa”? O delegado ja esteve em posicao de nao saber se causou ou nao causou a morte de 150 pessoas? Nao precisaria de ninguem perguntar, ele proprio teria essa ‘atitude culposa’ pelo resto de sua vida e nao teria como se livrar dela. ‘Atitude’ sim, ‘culposa’ de maneira alguma. So alguem com muito pouca experiencia psicologica concluiria ‘culposa’! Vai ficar pior para os 3 porque eles eventualmente vao terminar na corte e vao se sair muito mal. E vai ficar a nitida impressao que eles de fato estao com uma ‘atitude culposa’, quando so estao com ‘atitude’. Existe uma diferenca enorme entre ‘atitude’ de autoquestionamento e de mero e simples questionamento. Sao indistinguiveis, mas sao diametricamente opostas. As duvidas deles nao serao ‘decididas’ em corte, so a culpabilidade. Psicologicamente, eh dificil pra mim entender como eles possivelmente poderiam ter ‘atitude’ de autoquestionamento se tivessem certeza que a culpa foi deles: eles estariam EM NEGACAO. E nao estao, porque teem duvidas de si mesmos. Tem psicologo forensico no Brasil? Alguma coisa esta errada sim, e nao eh o ‘culposo’ que o delegado assume, nem poderia ser. Alguma coisa continua fora do lugar.

  2. Comentou em 20/05/2007 Valdemar Froener

    A cada escandalo de corrupção que aparece ultimamente, cria-se no noticiário uma expectativa por punição que ao passar do tempo vai esmorecendo, a medida que a midia perde o inrteresse pelo assunto, e não se vê ninguém punido. Cria -se a sensação da impúnidade, de que só ladrão de galinha vai pra cadeia. Ou de que a maioria das pessoas envolvidas nesses escândalos é inocente. Ha culpados é evidente, mas ha também inocentes que tem suas vidas destoçadas do dia para a noite. Se a midia colocar alguem como acusado deve acompanhar até o desfecho final do processo , e se a pessoa é inocente, mostrar ao público. Não o faz para não perder credibilidade.

  3. Comentou em 20/05/2007 Rogério Ferraz Alencar

    ‘Há poucos dias, o delegado da Policia Federal, Renato Sayão, revelou que há fortes indícios de uma “atitude culposa” em três controladores de vôo na tragédia do vôo 1907. Mesmo que a Aeronáutica tente minimizar a acusação, ficou claro que as falhas dos pilotos do Legacy poderiam ter sido neutralizadas pelas torres de controle em Brasília e Manaus. Isso derruba a tese que o Ministro da Defesa, Waldir Pires, vem defendendo há sete meses ao jogar toda a culpa nos pilotos e isentar os controladores, aliás funcionários do seu ministério.’ Bem, pelo menos Alberto Dines já admite que os pilotos americanos falharam. Quanto a dizer que ‘ficou claro’ que os controladores poderiam ter neutralizado as falhas doas americanos, é mais uma tentativa de Alberto Dines de inocentar os pilotos. O delegado pode ter visto ‘fortes indícios’ de atitude culposa dos controladores, mas a PF passou longe de minimizar a culpa dos pilotos, embora Alberto Dines tente, a todo custo, neutralizá-la.

  4. Comentou em 20/05/2007 Antonio Lyra Filho

    Mandar uma pessoa ler e tomar como base o que é escrito no blog de Reinaldo Azevedo é brincadeira. Quem desejar não ser bem informado acesse o citado blog. Além de não fazer jornalismo, o blog tem como objetivo único criticar o governo Lula e atacar que é do PT. Ele não tem cerimônia em dizer as maiores blasfêmias contra que tem simpatia pelo PT. Acredito ser o autor do blog, subvencionado pela a direita, pois o blog está hospedado em uma revista de direita, chamada Veja.

  5. Comentou em 20/05/2007 Dionízio Lage Marinho

    Provavelmente se se investigar com seriedade e isenção devem existir muitas empresas iguais à Gautama. Deve-se chegar à conclusão que estas empresas não são as corruptoras mas instrumentos dos amigos do poder para desviar descaradamente recursos públicos. Aí ninguém entende por que temos uma arrecadação de primeiro mundo com serviços de terceiro.

  6. Comentou em 19/05/2007 Marco Costa Costa

    O encadeamento aparentemente lógico de juízos ou como queira de pensamento tem que ter o entendimento de raciocínio do cidadão que está lendo e julgando o que o comentário esta propondo, não é o vosso caso, visto que é um conhecedor da matéria. A corrupção grassa em todos os níveis, isto porque os pseudojornalistas que se acham experts no assunto de escrever sem que corruptos e corruptores se sintam melindrados com denúncias vazias vindas de uma imprensa que, também, tem um pezinho nas falcatruas produzidas pelos mandarins do sistema. Faço votos que o responsável por este excelente artigo passe a entender o raciocínio alheio e não mascare e diga que trata-se de um problema de raciocínio. No comentário anterior não citei nomes dos fulanos que foram eleitos após aquela enxurrada de denuncias que estavam, possivelmente, envolvidos.

  7. Comentou em 19/05/2007 Dante Caleffi

    A imprensa não aprende! Novamente, na esteira, agora, da operação ‘Navalha’, inicia-se o ‘Mensalão II’, afinal, o primeiro,não produziu os resultados esperados.’O Globo’,chega afirmar, que os números levantados pela CGU,’são uma tentativa de mostrar’que o esquema de corrupção é anterior ao governo Lula’.Depois, se abespinham, quando são acusados de conspiradores e golpistas. VEJA vai na mesma direção, com seus [injúria removida] escribas. Outras empreiteiras estão relacionadas nesse secular esquema. Boa parte do Congresso brasileiro se fez à sombra delas. Quem se auto-incriminará? Quem empunhará a ‘navalha’, e terá a primazia do nobre gesto oriental:’sepuku’? Quem sabe não foi oportuna essa intervenção da PF, justo no momento das disputas de cargos, e arrefecer a voracidade parlamentar, já tomando a forma de autofagia? Falou-se em alguma lugar sobre um ‘congresso ou seminário de jornalismo investigativo’. Esta ,é uma boa oportunidade para provar que existe e funciona, e que a informação confiável é feita da mesma matéria-prima que se exige dos políticos: ética e honestidade.

  8. Comentou em 19/05/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Concordo plenamente com sua proposta de criação de um fórum específico para discutir a corrupção e seu combate. Aliás, o combate à corrupção não deve ser só SUPRAPARTIDÁRIO, nem o referido fórum deve ser restrito aos jornalistas. Todos os cidadãos são contribuintes, portanto, todos são lesados pelos corruptos e tem interesse no combate à sngria dos cofres públicos. Fiquei tão satisfeito com a operação navalha que até já dei minha colaboração no JD e no CMI [link quebrado].

  9. Comentou em 19/05/2007 roberto victorio trindade trindade

    O QUE AINDA FICO PERPLEXO, É QUANDO ALGUEM ESTRANHA QUANDO UMA INSTITUIÇÃO, CUMPRE O SEU PAPEL, EMBORA O MESMO NÃO ACONTEÇA COM OUTRAS.

  10. Comentou em 19/05/2007 Luis Neubern

    O triunvirato estado, empresa e laranja já é bem conhecido. Por mais espetaculosa que seja a ação da PF, sabemos, antecipadamente, qual membro do triúnviro será exprimido, o mais descartável, o PC Farias do grupo.

  11. Comentou em 19/05/2007 Marco Costa Costa

    Continuação….A imprensa encara essas notícias apenas como forma de aumentar os ganhos com a mercadoria que negocia. A imprensa deixa muito a desejar, pois não bate forte nesses malandros que militam nos quadros dos Governos federal, estadual e municipal, ou é por interesse financeiro ou por excesso de cautela. Portanto, dizer que não é o estilo brasileiro exigir a renúncia dessa gente não leva a lugar algum. Viveremos eternamente sofismando para o brasileiro que o fulano foi preso e, que não é só o pobre que vai para a cadeia, o rico também vai. Porém, nenhum desses coronéis são condenados e puxam uma bela cana, ou seja, pôr alguns anos em masmorras de segurança máxima, de preferencia junto com o todo poderoso marola. Estou apostando que esses meliantes que estão envolvidos na operação navalha ficarão presos para valer, esta cana é apenas de brincadeira, cujo objetivo é fazer uma reflexão sobre o crime cometido e, quando estiverem nas ruas qual será o outro tipo de desviou de conduta que inventarão. E o dinheiro que eles roubaram, será confiscado, creio que não?

  12. Comentou em 19/05/2007 Marco Costa Costa

    Se tratarmos a corrupção com parcimônia e com artigos cheios de firulas para não magoar aqueles que possam estar envolvidos com desvio de verba aqui ou acolá, não sairemos das amarras da ciranda viciosa, cuja Justiça não atua com dureza, de forma a enquadrar esse pessoal de maneira que os advogados de porta de palácios não fiquem dando um jeitinho em liberar liminares disso ou daquilo. Este procedimento causa uma desilusão profunda na alma do povão, pois quando um pobre é pego numa contravenção penal, a Justiça dificulta e fecha a industria de liminares. Continuação….

  13. Comentou em 19/05/2007 Barbie rgergerger

  14. Comentou em 19/05/2007 Thomaz Magalhães

    No caso da ‘política’ estudantil há mesmo neligência na cobertura da imprensa, os grandes veículos informando mal. Mas há exceções, como o Estadão e o Reinaldo Azevedo. Este vem acompanhando o caso no pescoço dos desocupados que invadiram e depredaram a reitoria. Uma cobertura bem interessante.

  15. Comentou em 19/05/2007 Jose de Almeida Bispo

    Oito meses depois veio o resultado. Durante a gestão do presidente anterior toda a bancada, sem exceção, salvo o próprio, pressionou-o para achar uma fórmula de torrar o excedente, ao que ele resistiu. Depois, na moita, o novo presidente que o substituiu havia aquiescido aos distribuidores do dinheiro alheio via um contrato com uma prestadora de serviços de fachada. Ninguém sabe como, mas o MP engavetou o processo. Disso tudo me ficou uma lição: a internet é a saída para fazer Justiça e acabar com a ladroagem endêmica desde os tempos de Tomé de Souza. Porém aprendi uma outra lição desconcertante: não interessa a quase todos os políticos a organização no serviço público. Quanto mais bagunçado melhor, pois dificulta a produção de provas. Busque nas prefeituras de todo o país um mapa de seu município e até mesmo da sede e em 90 por cento não o encontrará. Não interessa aos prefeitos. Procure por estatísticas precisas sobre educação, doenças endêmicas, ou qualquer outra que possa redundar em verbas federais ou estaduais e não as achará. Não é conveniente ter o controle. Conheço prefeituras que depois que a verba para combate à dengue foi incorporada á verba geral deixaram de contratar agentes para essa finalidade. Até que estoure a próxima epidemia; a coisa vire escândalo nacional e… o governo federal mande “suplementação de verbas” para a finalidade específica. (segue)

  16. Comentou em 19/05/2007 Jose de Almeida Bispo

    Perdão pelo comentário tão grande, que divido em três partes, mas é que acho que só assim me explicitarei melhor.
    Em 2011, estando na presidência da Câmara Municipal de minha cidade um colega de rádio, raro espécime de vereador que consegue se eleger por aqui sem abrir uma sacola de dinheiro no dia das eleições – está sem mandato no momento – o mesmo me convidou para fazer um trabalho na Câmara. Tratava-se de digitalizar tudo o que fosse possível. O motivo era a profusão de leis honoríficas de denominação de logradouros que se já mostravam superpostas, com uma mesma rua tendo dois nomes. Alguns vereadores, na ânsia de homenagear uma família e com isso candidatar-se ao voto, não mediam esforços para tecer honoráveis títulos. E lá fui eu. Meu prazer foi imenso, pois fui colocado diante de todo acervo da tricentenária Câmara Municipal. Coloquei tudo no ar, pela internet. O balancete da Câmara, por exigência do seu presidente foi publicado em duas versões. Numa, de forma técnica, em linguagem contábil. Na outra, em linguagem popular estava quanto se gastou com telefone, passagem, diárias, botijão de gás para a copa, energia, enfim, cada item na linguagem que o povo entende. Lamentavelmente depois da saída do referido presidente, apesar de ainda continuar o meu contrato fui privado de continuar publicando tudo. Até que pedi rescisão de contrato (segue)

  17. Comentou em 18/05/2007 Paulo Pereira

    Não, muito obrigado. Não vou aceitar sua sugestão. Aquele blog não!

  18. Comentou em 18/05/2007 Ivan Moraes

    ‘Existe uma mania no Brasil, atualmente, de afirmar que decisões de instâncias superiores do Judiciário são cartas de impunidade.’: !!!!!!!!!!! Mauro, eh logico! Eu tambem tou com pulga de circo e carrapato atraz da orelha! Prove por a+b que ‘instancias superiores do judiciario’ sao ou ja foram algum dia a respeito da justica e nao da protecao de elites que eu te mando um cheque de 10 dolares agora nesse instante porque eles sempre estiveram cercados de politicos e milionarios. Instancia superior de justica brasileira SEMPRE foi pra panelinhas, NUNCA teve nada a ver com a populacao, NUNCA teve nada a ver com organizacao social… se agora ‘encontraram Jesus’ nao saiu no jornal ainda. Tou mesmo eh chateado de ver mais centenas de feds perderem extrenuante e extensivo trabalho em varios estados… mas seria impossivel nao ver que uma grande porcentagem dos previos foi em vao. Em suma, a desconfianca eh totalmente justificada.

  19. Comentou em 18/05/2007 Radamés A. P.Silva

    Bem lembrado, Geraldo Brindeiro, procurador geral. Nos tempos dele e da ministra Anadyr na corregedoria geral da união, e com a Polícia Federal deteriorada por FHC não tinha vampiro, não tinha sanguessuga, não tinha fiscal corrupto no Ibama, não tinha contrabando, não tinha venda de sentença, não tinha desvio de dinheiro público, não tinha…

  20. Comentou em 18/05/2007 Jiame Nascimento

    É vergonhoso; estamos indignados com aplicação de critérios distintos no âmbito do MINISTÉRIO DA JUSTIÇA; e o COMANDO DA AERONÁUTICA (COMAER), por ser duas instituições governamentais que estão desrespeitando a Lei de Anistia Política 10.559 de 13 de Novembro de 2002, e não existir nenhum órgão fiscalizador dentro da esfera administrativa que possa investigar tais irregularidades, e com isto vem demonstrando uma flagrante falta de obediência às Leis e pisoteando a Constituição de 1988, RELEMBRANDO UMA VEZ MAIS A MEDIOCRIDADE E AS AGRURAS DO PERÍODO DE EXCEÇÃO” INFELIZMENTE OCORRIDo NO PAÍS.

  21. Comentou em 18/05/2007 Pedro Roberto Gomes

    “RELATO DOS EX CABOS DA FAB” GOLPE DE 31 DE MARÇO DE 1964. Somos um grupo de Ex Cabos da FAB atingidos pelo o Golpe de Estado de 31 de março de 1964, que derrubou um presidente democraticamente eleito pelo povo, e implantou alegando a defesa da Democracia uma “Ditadura Feroz” por vinte anos, grupo este que foi e vem sendo brutalmente perseguido, há mais de 40 anos e com a quarta anistia, todas descumpridas por certos setores de sucessivos governos que se dizem verdadeiramente democráticos, mais teimam em não acata-las criando ao arrepio da Lei e toda sorte de embaraços ilegais, obrigando quase todos os beneficiados por ela, a procurarem o longo caminho para o Judiciário cujo termo final, quando atingido, muitas das vezes o anistiado devido a idade bem avançada, não se encontra mais vivo.

  22. Comentou em 18/05/2007 Marco Costa Costa

    A agulha no palheiro não esta difícil de achar, pois muito se fala de políticos que recebem propinas para liberar esta ou aquela obra, mas ninguém se lembra que para existir o corrupto, existe o corruptor. Aqueles que corrompem, supomos que a imprensa saiba, se não sabe, algum indícios deve ter sobre aqueles que compram o moral daqueles que deveriam preservar o único bem que o homem carrega para a sua morada final. Porque será que a imprensa não diz para o grande público quem são os corruptores, dessa forma maus empresários ficariam espertos com relação a ser denunciados através dos meios de comunicação. Infelizmente, muitos empresários da comunicação têm o rabo preso com as verbas que são destinadas para a área de propaganda. Desta forma, fica impossível varrer a sujeira para fora, mas sempre será empurrada para debaixo do tapete vermelho.

  23. Comentou em 18/05/2007 José de Souza Castro

    É mesmo: Geraldo Brindeiro. Depois de certa idade, não se pode confiar na memória. Quanto ao habeas corpus, vamos aguardar para ver se o ministro estava certo e não apenas contribuindo para a impunidade que grassa pelo país como fogo em campo seco.

  24. Comentou em 18/05/2007 José de Souza Castro

    A briga agora é no Supremo Tribunal Federal. Hoje a ministra Eliane Calmon deu um chega pra lá na Câmara Legislativa do Distrito Federal, cuja Comissão de Constituição e Justiça determinara a soltura do deputado Pedro Passos (PMDB), acusado de receber propina para favorecer a Construtora Gautama. A ministra decidiu que a CCJ não tem competência para isso e manteve a prisão. Mas um seu colega, o ministro Gilmar Mendes (aquele ex-procurador geral da República chamado de ‘engavetador’), concedeu hoje habeas corpus para o procurador-geral do Maranhão, Ulisses César Martins de Souza, suspeito de facilitar o desvio de recursos públicos pela Gautema. Ele estava foragido desde ontem e não poderá mais ser preso pela PF. E assim caminha a impunidade…

  25. Comentou em 18/05/2007 Rafael Simioni

    Ao contrário do leitor Roberto Santana não aconselharia a ler o Reinaldo Azevedo. Para um entendimento mais claro da questão sugiro que dêem uma olhada no ótimo artigo de Bob Fernandes no Terra Magazine, onde são elucidadas várias ligações dos ‘navalhados’ na política brasileira. Vale a pena. l

  26. Comentou em 18/05/2007 Marco Costa Costa

    Usei o termo decapitado erroneamente, o correto é expulso do poder pela oposição, em conjunto com o povo, fato desta natureza é comum no Continente Africano. Outro fato que foi questionado é com relação ao povo, não é o estilo brasileiro, isto ocorre em função da classe média ser acomodada e se entender que faz parte do sistema capitalista.

  27. Comentou em 18/05/2007 José de Souza Castro

    Alguns dados relacionados com essa Operação Navalha (na carne dos políticos): Gerson Camarotti, na Época, há seis anos, revelou que a Gautama, fundada em 1995, tornara-se uma das campeãs em obras públicas. Zuleido Veras, o dono, aprendeu quando trabalhava na OAS, a empresa do genro de ACM. Em 2001, tocava 20 obras em 10 estados, nove delas condenadas pelo TCU, e esperava faturar R$ 250 milhões em 2002. Zuleido, que havia saído brigado da OAS, tinha entre seus amigos o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Jr, inimigo de ACM . Gautama é uma homenagem de Zuleido ao Buda – Sidarta Gautama. Mais um (o Zuleida) que usa a religião para ganhar dinheiro. Em política, é ecumênico: assim como mamou no governo FHC, mama no governo Lula. Em 17/9/2006, outro repórter, Lúcio Vaz, publicou no Correio Braziliense que nove obras da Gautama, espalhadas por seis estados, estavam paralisadas por decisão do TCU porque apresentam irregularidades graves. Seus contratos somavam R$ 483 milhões. Com indícios de superfaturamento, transferência ilegal de contratos, aditivos acima dos limites previstos em lei e conluio entre empresas, essas obras não podiam receber recursos federais. Apesar disso, o presidente Lula atendeu pedido do senador Renan Calheiros e destinou R$ 70 milhões para outra obra da empresa, que na semana passada apresentou proposta para concorrer a uma obra da transposição do Velho Chico…

  28. Comentou em 18/05/2007 Marco Costa Costa

    A corrupção no Brasil tornou-se endêmica, um cancro crônica, só é extirpada quando o paciente falece. Todos os dias somos bombardeados com operações que tem os mais diversos vulgos , operação isso, operação aquilo e aquilo outro. Se faz necessário é a população implementar uma operação bisturi, aquela que chega às entranhas do doente e suga toda a sujeira que possa existir nesses milhares de pacientes internados nos mais luxuosos gabinetes políticos. A imprensa que tem a caneta e o megafone nas mãos tem que colocar a boca para ecoar no cenário nacional e chamar a atenção da população para a necessidade de realizar grandes movimentos de massas, objetivando acuar os membros dos partidos políticos, quem sabe eles tenham receio de serem decapitados, este fato é comum em alguns países do mundo. Não podemos ficar somente indignados com essa carreta carregada de bandalheiras e corrupção ativa/passiva dessa gente que foi eleita para nos representar bem e com muita lisura com os cofres públicos.

  29. Comentou em 18/05/2007 Marcos Improta Sampaio

    Quando perceberem que suas vozes não passam de ecos perdidos no ar vão tomar a conciência de que o Brasil é muito maior e mais complexo de que a redação de seus jornais.

  30. Comentou em 18/05/2007 Dante Caleffi

    ‘Apagão ‘jornalístico já ocorreu, por conta do famigerado’Mensalão’. A imprensa fez coro com as CPIs. Isto custou-lhe, um ‘apagão ético’. A CPI dos aeroportos, ou que nome tenha, vai pelo mesmo caminho: a imprensa, atraída pelo viés político e pelas pressões oriundas, quem sabe, das seguradoras, não consegue se desvencilhar das editorias, tampouco convencer seus ‘publixeiros’ à imparcialidade investigativa.

  31. Comentou em 18/05/2007 Jorge Cortás Sader Filho

    A nação está passando por um processo confuso e misterioso. A Polícia Federal, em todo o pais, esta efetuando prisões de pessoas importantes, e segundo tudo indica, há indícios de crimes praticados. Não estando o Brasil em nenhuma campanha em prol da moral e dos bons costumes, a ação desenvolvida, embora mereça apalusos, causa estranheza. Seria uma forma de justificar a atual incapacidade de combate ao crime que aumenta cada vez mais nas cidades? O panorama político, que aparentemente nada tem a ver com a hipótese anterior, é outro mistério. Lula tem seus candidatos para a sucessão. Mas o governador Aécio Neves anda num ciúme politico muito grande do seu colega Sérgio Cabral. Ninguém está falando em Ciro Gomes, que pode entrar e complicar a situação mais ainda. O único tranqüilo é Jose Serra, bastante superior a todos os citados. Mas isso não ajuda a desvendar os objetivos das campanhas mencionadas, que vemos no noticiário diariamente. O mais importante no momento, as reformas politica, tributária e fiscal, parece que só serão vistas em 2009. As eleiçõe municipais vão impedir qualquer ato mais sério do Congresso Nacional. E o grande mistério que envolve a nação permanece, até que alguém mais informado diga o que verdadeiramente está se passando.

  32. Comentou em 18/05/2007 roberto santana

    Tudo o que pedes já está feito no blog do Reinaldo Azevedo. É só dar-se ao trabalho de ler.

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