Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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>>Dissecando o jornalismo

Por Luciano Martins Costa em 25/11/2009 | comentários

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O clima na economia


O Estado de S.Paulo e a Folha dão amplo espaço para a divulgação do estudo sobre os efeitos econômicos para o Brasil do aquecimento global.


Na edição de terça-feira, a imprensa brasileira já havia destacado um estudo do Banco Mundial quantificando os prejuízos previstos para as nações em desenvolvimento por conta das mudanças climáticas.


Os números são assustadores: entre 75% e 85% das perdas ficarão com os países que começam a sair da pobreza neste início de século e com aqueles países ainda condenados ao subdesenvolvimento.


O estudo divulgado nesta quarta-feira pelos jornais prevê que, no cenário descrito pelos cientistas, o Brasil terá uma perda no Produto Interno Bruto da ordem de até 2,3% em 2050, o que equivale a perder um ano inteiro de trabalho em quatro décadas.


Visto dessa maneira, o enunciado do estudo não esclarece exatamente o seu significado.


Mas analisado em detalhes, revela como os efeitos do aquecimento global podem desorganizar a economia do País e comprometer sua capacidade produtiva.


Um exemplo é a previsão de perdas com a agropecuária, por conta das secas. Outro problema à vista é a perda de território litorâneo por causa da ocorrência de ressacas e aumento do nível do mar.


O estudo, financiado pelo governo da Inglaterra, foi coordenado por especialistas da Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Banco Mundial.


Baseado no relatório Stern, organizado pelo ex-ministro britânico Nicholas Stern em 2006, o estudo sobres a Economia do Clima analisa as possibilidades econômicas do Brasil diante do cenário previsto pelos cientistas que fizeram o relatório sobre o aquecimento global.


Mas nem tudo são más notícias: o estudo esclarece que o Brasil ainda tem uma possibilidade de amenizar os malefícios das mudanças climáticas e reverter seus efeitos sobre a economia.


Precisa, para isso, promover uma mudança drástica na direção do modelo de desenvolvimento, priorizando a criação de uma economia de baixo carbono.


Para estimular investimentos em atividades que não sejam nocivas ao meio ambiente, porém, seria preciso transformar radicalmente os paradigmas da economia.


Aqui é que a imprensa precisa entrar no jogo: a questão ambiental deixa de ser uma preocupação de militantes para se transformar em elemento definidor do futuro dos negócios.


Dissecando o jornalismo


Luiz Egypto, editor do Observatório da Imprensa:


– Começa hoje e vai até sexta-feira, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo. Agora em sua sétima edição, o evento firmou-se como o mais importante fórum de debates sobre as pesquisas no campo do jornalismo levadas a cabo pelos programas brasileiros de pós-graduação. É nesse ambiente que a SBPJor atua como animadora da articulação de uma rede nacional de pesquisadores em jornalismo. Seu objetivo é tanto a divulgação da produção científica gestada nas universidades como a formação de redes para pesquisas específicas nessa área.


O tema central do encontro em São Paulo é “A pesquisa em Jornalismo em um mundo em transformação”. De acordo com os organizadores, a intenção é pensar a atividade jornalística e a construção do conhecimento acadêmico sobre o jornalismo; e, ao mesmo tempo, estimular um olhar transnacional sobre o objeto e discutir suas teorias e metodologias de estudo.


É mundo em transformação que transforma, também, o ofício jornalístico – e, por decorrência, desafia os pesquisadores da área. Neste ano, o encontro da SBPJor espera mais de 300 congressistas a participarem da extensa programação. A entidade recebeu 229 trabalhos acadêmicos, dos quais 158 foram aceitos – 67 deles serão apresentados em doze Comunicações Coordenadas e os outros 91, em Comunicações Livres.


Neste ano o encontro traz três conferencistas internacionais: Pamela Shoemaker, da universidade americana de Syracuse; Erik Neveu, do Instituto de Estudos Políticos de Rennes, na França; e Ibrahim Saleh, da Associação Internacional para a Mídia e Pesquisa em Comunicação.


Em meio a tantas mudanças na atividade jornalística, não faltará assunto para os debates.

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