Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Programa nº 814

>>O fantasma da inflação
>>O futuro dos jornais

Por Luciano Martins Costa em 02/07/2008 | comentários

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O fantasma da inflação


A imprensa anda  assombrada com a inflação por todo o mundo.


Mas no Brasil os fantasmas parecem mais tenebrosos.


Enquanto as principais publicações de economia dos países desenvolvidos insistem em que os governos devem evitar medidas heterodoxas de curto prazo e avaliam que os países em desenvolvimento vão ser protagonistas importantes na recuperação do equilíbrio global, a imprensa brasileira parece torcer por medidas de choque.

Parece que as lições do passado não foram suficientes.

Alguns analistas muito requisitados pela mídia sugerem que o Brasil deveria adotar soluções impactantes.


Ao mesmo tempo, repetem-se artigos e reportagens vinculando a popularidade do governo e a aprovação popular a resultados imediatos no afastamento do risco da inflação.


Praticamente dia sim, dia não, ao longo da semana, as emissoras de televisão têm mostrado donas-de-casa assustadas com os aumentos de preços.


Este é um ano eleitoral no qual situação e oposição medem forças nos municípios.


Como em todas as campanhas, o padrão de responsabilidade dos políticos cai a níveis preocupantes.


Não foram poucos os presidentes do Brasil que puseram a perder suas melhores intenções na economia em função do interesse político de curto prazo.


É da natureza dos políticos viver da mão para a boca na busca da manutenção de seus currais eleitorais.


Mas a imprensa não tem o direito de se deixar contaminar pelo jogo de interesses eleitorais.


Se tiver que tomar medidas amargas para impedir a volta da inflação, o governante não deve ser influenciado pelo que diz a imprensa a respeito de sua popularidade.


E a imprensa precisa manter o foco nos interesses de longo prazo da sociedade.


Faz bem em alertar o cidadão para preservar seu dinheiro da inflação, mas faz um jogo perigoso ao colocar no cenário a figura volátil da popularidade dos políticos.


O futuro dos jornais


Os jornais sofrem com a concorrência das revistas, da TV e da internet pela atenção do público e pelas verbas publicitárias.


Há quem diga que a imprensa tradicional está com os dias contados.


Outros acham que sempre haverá lugar para o velho e bom jornalismo de papel.

Luiz Egypto, editor do Observatório da Imprensa:


– O crescimento exponencial do acesso à internet e as novas formas de produção e distribuição da informação são fenômenos que embutem uma mesma pergunta: qual o futuro dos jornais?


Os catastrofistas garantem que o fim do jornal em papel está próximo, é uma questão de poucos anos. Os analistas mais atilados, por sua vez, evitam conclusões precipitadas e juízos peremptórios. É o caso do jornalista Lourival Sant´Anna, que anteontem lançou, em São Paulo, o livro O Destino do Jornal, fruto de pesquisa que desenvolveu para uma dissertação de mestrado defendida ano passado na Escola de Comunicações e Artes da USP.


Ele centra seu estudo em três eixos. Primeiro, o acirramento da concorrência: como manter a identidade e sobreviver num ambiente de superabundância de informação. Segundo, as mudanças dos hábitos de leitura: a circulação média dos jornais tem decaído e, pior, o público leitor está cada vez mais velho. Como conquistar os jovens? E, terceiro, o desafio imposto pelas inovações tecnológicas: como os jornais estão se comportando diante do novo protagonismo assumido pelo público leitor. Antes, a comunicação era de mão única; hoje, tende ao diálogo.


A palavra de ordem parece ser a da convergência de mídias e da integração das redações online com as do produto impresso. A fórmula tem dado resultado em alguns jornais pelo mundo, embora a receita publicitária no meio digital seja uma equação ainda não de todo resolvida. O que não se pode negar é que a internet mudou o jornalismo, tanto o ofício propriamente dito quanto a gestão das empresas de mídia. Mas ainda vem muito mais pela frente. Quem sobreviver, verá.

Todos os comentários

  1. Comentou em 02/07/2008 Jedeão Carneiro

    O PIG perdeu o senso de ridículo. Tascou na TV imagens de 1998 de um vendedor, num grande supermercado, remarcando preços com uma maquineta como se fosse hoje! Hoje os supermercados usam códigos de barra e os telespectadores agora tem internet. Quanto desrespeito!!!

  2. Comentou em 02/07/2008 Jedeão Carneiro

    O PIG perdeu o senso de ridículo. Tascou na TV imagens de 1998 de um vendedor, num grande supermercado, remarcando preços com uma maquineta como se fosse hoje! Hoje os supermercados usam códigos de barra e os telespectadores agora tem internet. Quanto desrespeito!!!

  3. Comentou em 02/07/2008 José Simões Simões

    Prezados Senhore, que os jornais escritos estão se acabando, já passava do tempo. Este negócio de ficarem tecendo loas ao distribuidor das verbas públicas publicitárias em funçao servil, já era. Hoje a bagunça é total, e quem não tiver competencia e credibilidade, vai dançar feio. A internet veio para ficar, não só no Brasil, mas no mundo. Oxalá possamos incluir mais e mais individuos na era digital, mesmo os analfabetos funcionais. Quem sabe um dia deixem de sê-lo. É só investir na educação. Não nesta educação manipulada, mas com uma grade curricular séria, que realmente esclareça os cidadãos. Outro fator positivo foi a inclusão da disciplina filosofia no ensino médio. Tomara que encontremos respostas no curto e médio prazo. Ensinar a pensar! Eis a questão. Um abraço, J. Simões

  4. Comentou em 02/07/2008 Alder Oliveira e Silva

    De fato a imprensa tem criado um certo terrorismo em relação aos índices da inflação… e não creio que seja apenas com a função de alertar a população ..isso faz com que nossos empresários e comerciantes que só visam o lucro , aproveitar a onda e aumentar ainda mais os preços

  5. Comentou em 02/07/2008 dante caleffi

    O novo mote do PIG, a ‘hiperinflação’,inevitável por certo,oculta e distorce qualquer notícia positiva.O objetivo é confirmar a cantilina , de que, quem assumiu o poder ,tem apenas sorte.Ou teve. 2010 está mais ´proximo do que o calendário exibe.

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