Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>O nome é corrupção
>>Bravatas

Por Mauro Malin em 03/01/2007 | comentários

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Férias e trabalho


Elio Gaspari finamente põe a nu, hoje, a retórica reformista do presidente Lula e pede apenas que o homem trabalhe… depois das férias. No jornal Valor, Luiz Sérgio Guimarães diz que o mercado financeiro não deu muita bola à ausência de promessa de novas reformas, como a trabalhista e a previdenciária, mas recebeu com satisfação a notícia de que o presidente vai tirar férias. Brincadeira. Segundo Guimarães, isso sinaliza que Lula não pretende mexer nos pilares da economia.


O nome é corrupção


Alberto Dines diz que a grande questão em jogo no Rio chama-se corrupção.


Dines:


– Embora o ovo de Colombo tenha sido inventado muito longe do Brasil, temos uma grande propensão para produzir similares. O mais recente ovo de Colombo saiu num improviso do presidente da República no dia da sua posse. A mídia está excitada, mas classificar como terrorismo a ação do crime organizado pode ser uma ousadia, mas não resolve o problema da violência urbana. É preciso não esquecer que o programa “Fome Zero” também surgiu num discurso de posse, exatamente há quatro anos, levou um tempão para ser implantado e até hoje se discute sua eficácia como solução definitiva para a exclusão social. Nossa imprensa é muito novidadeira, adora um agito. O governo adora os palanques e nossos lideres políticos adoram varinhas mágicas. Sobretudo quando existem muitos impasses no horizonte. É bom não esquecer que os ataques no Rio foram uma reação das facções criminosas contra as milícias integradas por policiais e ex-policiais que tomaram conta das favelas. O nome deste problema é corrupção, não é terrorismo. O debate sobre terrorismo pode ser extremamente positivo desde que não dure apenas um verão.


Bravatas


O ex-secretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro Jorge da Silva considera bravatas as declarações do presidente da República e do governador Sérgio Cabral. A perda de controle da segurança pública é antiga no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: “Esse assunto não se resolve com bravatas e não se resolve apenas com a força. Não foi usada já toda a força disponível? No Rio de Janeiro já se teve o Exército na rua durante quase seis meses, em 1994, e ficou tudo como antes”.


O novo secretário de Segurança de São Paulo, Ronaldo Marzagão, prometeu “combate implacável” ao crime organizado e à criminalidade comum. Mas defendeu a preservação dos direitos humanos. Já é alguma coisa.


A novidade efetiva será, se ocorrer, a colaboração das forças policiais dos estados do Sudeste. Ela foi prometida em 2003 e foi barrada pela resistências das polícias estaduais. O nome disso é política. No Rio, Cabral promete acabar com nomeações políticas para delegacias policiais. Seria um avanço.


Mais entrevistas


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, pede que o presidente Lula cumpra a promessa de dar mais entrevistas coletivas.


Egypto:


– A chegada do ano novo renova as esperanças de um futuro melhor; o início de um novo mandato presidencial, também. O presidente Lula tomou posse anteontem reafirmando seus compromissos de campanha e prometendo uma gestão marcada pela preocupação em “acelerar, crescer e incluir”.


Embora os planos para o enfrentamento desses desafios ainda não estejam muito claros, ou no compasso de espera pela definição da real efetividade da nova base de apoio parlamentar, uma esperança paralela mantém-se acesa: a sociedade seria muito grata se o presidente reeleito adotasse de uma vez por todas o saudável hábito das entrevistas coletivas, e periódicas, nas quais pudesse expor suas idéias num diálogo franco com os meios de comunicação.


Computador não trabalha sozinho


Em sua posse, anteontem, o presidente Lula prometeu valorizar a educação de qualidade. E mencionou o plano de colocar computadores em todas as escolas do país. Talvez ele não saiba, mas milhares de computadores estão trancados em escolas do país sem que haja quem ajude professores e alunos a usá-los. Algum dia a imprensa ainda vai descobrir essa realidade.


Prefeito atrapalhado


A causa da despoluição visual da cidade é nobre, e uma das cartadas políticas importantes do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mas começou com trapalhadas, assinaladas hoje pelo Estadão.

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