Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Os limites da CPI
>>Os megaprojetos e a campanha

Por Mauro Malin em 30/03/2006 | comentários

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Os limites da CPI


Se o relatório da CPI dos Correios deixou indignados dirigentes petistas e o senador Eduardo Azeredo, do PSDB mineiro, é sinal de que tem qualidades. Não se pode imaginar que o Congresso Nacional, com a composição que tem, as práticas que abriga e as pressões que sofre do governo, possa produzir milagres. Mas o que já foi apurado é suficiente para muita indignação.


Os megaprojetos e a campanha


Em sua coluna no jornal Valor de ontem (29/3), o repórter Cristiano Romero pergunta: no governo pós-Palocci, “quem evitará os assaltos que, disfarçados de grandes projetos nacionais, (….) têm se apresentado ao Tesouro Nacional com enorme freqüência?” Romero acha que a imprensa não analisa como deveria esses megaprojetos, questionáveis sobretudo em ano eleitoral.


Romero:


– A imprensa deveria dar uma atenção maior a grandes projetos de obras públicas que vêm sendo anunciados, porque a discussão acaba sendo muito pautada por posições meramente políticas e o mérito acaba não sendo discutido. Um exemplo muito recente é a construção dessa usina hidrelétrica do Rio Madeira, uma obra de 20 bilhões de reais, que seriam hoje quase 10 bilhões de dólares. Só pelo valor a imprensa deveria se dedicar a mostrar que obra é essa, qual é a importância que ela tem, os problemas que ela pode trazer. Certamente há a possibilidade de se discutir essa obra num contexto maior. Há especialistas que dizem que se poderiam fazer pequenas hidrelétricas em vez de fazer uma obra desse vulto. O que a gente vê acabam sendo opiniões pró e contra, mas sem reportagens que sustentem o debate.


E para mim cheira muito esquisito o fato de essas obras estarem sendo anunciadas – não só essas como outras, e não só pelo governo do PT, mas também por outros candidatos -, … o anúncio de obras desse vulto em pleno ano eleitoral me parece apenas uma forma de se chamar financiadores de campanha, porque grandes obras envolvem grandes empreiteiras, não só empreiteiras mas como uma rede de empresas fornecedoras; não só isso, mas também a engenharia financeira envolvida na viabilização dessas obras.


Ronaldo, cerveja e touros


Alberto Dines põe o dedo numa ferida que sangra diariamente em todos os meios de comunicação: a propaganda de bebida alcoólica por figuras que têm legiões de fãs.


Dines:


– Costuma-se dizer que os países que precisam fabricar heróis andam muito mal em matéria de autoconfiança e auto-estima. Enquanto nossa mídia se entretém com a fabricação do mito do primeiro astronauta brasileiro, a Brahma está acabando com o que restou de outro herói – Ronaldo Fenômeno. Nosso Camisa Nove, está estrelando um comercial onde comete duas faltas na mesma jogada. E o juiz não apitou. Além da propaganda de bebida alcoólica, o que agride a todos os códigos de ética e compostura, considerando-se a sua legião de fãs entre as crianças e adolescentes, Ronaldo faz apologia das touradas colocando-as em pé de igualdade com o desporto. Qual o jornal, qual a rádio, qual a TV que terá a coragem de reclamar contra a poderosa Ambev, dona da Brahma, uma das maiores anunciantes brasileiras e talvez do mundo? Vale a pena conferir.



Homicídios em queda


Os dados sobre queda do número de homicídios na cidade de São Paulo, destacados hoje no Estadão, indicam que há algo de novo, e muito positivo, na área da segurança pública paulista.


Os bate-bocas e o chefe


A nova e rasteira polêmica pública entre ministros do governo Lula, agora Gilberto Gil e Hélio Costa, faz pensar na figura do próprio presidente, o chefe da equipe, o chefe do governo, o chefe de Estado. Por que será que ministros se permitem esses deslizes?


Não é sintoma de democracia no Planalto.


Ao contrário. Existe no governo Lula uma incapacidade de negociar politicamente, o que é um problema para a democracia.


Anteontem, a jornalista Helena Chagas escreveu em seu blog, no Globo Online, um texto chamado “As camadas tectônicas da crise”. Chega ao âmago do problema. Diz que o presidente Lula, no início do governo, “optou por um tipo de aliança baseada no ´pagou, levou´. Foi o grande erro original, pai de todos os erros e de todas as crises políticas do governo Lula”. Adiante, fala de um “presidente com grande carisma e empatia popular, mas sem a menor inclinação ou interesse pela articulação institucional e com setores diversos da sociedade, um sujeito sem paciência para a chatíssima porém essencial política parlamentar”.


Gás boliviano


Agravam-se os problemas entre o governo da Bolívia e a Petrobrás. É manchete na edição de hoje do jornal La Razón, de La Paz.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br.  

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