Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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>>Palocci e Francenildo
>>O país não gosta de debater

Por Mauro Malin em 13/03/2007 | comentários

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Palocci e Francenildo


O lançamento do livro do ex-ministro Antonio Palocci sobre sua passagem pelo governo é beneficiado por reportagens publicadas no Globo, no Estado, na Folha e no Valor. Em todas elas aparecem louvações ao presidente Lula, embora na Folha Palocci faça restrições ao PAC. E todas registram um desafio que não é só para a polícia, é também para a mídia: até hoje, diz Palocci, ninguém sabe o que aconteceu de fato com o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que, ao contrário do ex-ministro, continua sem emprego.


O país não gosta de debater


Alberto Dines anuncia que o programa de televisão de hoje do Observatório da Imprensa vai discutir… a dificuldade de se discutir seriamente no Brasil.


Dines:


– A cada dia evidencia-se a nossa incapacidade para o debate. A sociedade brasileira não sabe ou não gosta de ouvir as partes. Prefere entregar as controvérsias aos juristas, eles que encontrem os argumentos para decidir. E quanto mais cedo, melhor. Agora, por exemplo, estamos fascinados com revolução etílica prometida no memorando assinado na ultima sexta pelos presidentes Lula e Bush, mas ainda não se ensaiou um debate sobre os limites para a produção dos bio-combustíveis. A discussão sobre a classificação indicativa dos programas de TV foi parar no Supremo. O economista Paulo Nogueira Batista que sempre atacou o FMI em certo momento resolveu aceitar o convite para assumir uma diretoria daquela instituição. O que aconteceu? Foi linchado imediatamente. O filósofo Renato Janine Ribeiro horrorizou-se com o assassinato do menino João Hélio, disse o que sentia e logo foi colocado no banco dos réus como abominável defensor da pena de morte. Cansada de tanta impunidade, parece que a sociedade brasileira parece apenas interessada em punir aqueles que ousam duvidar das certezas absolutas. Concorda? Não concorda? Venha assistir hoje à noite, o Observatório da Imprensa. Às 23:40 na Rede Cultura e, ao vivo, às 22:40 na TVE.


O remédio é matar os doentes


Em pequeno e inspirado editorial, o Globo sugere hoje ao prefeito Cesar Maia que, além de suprimir as marquises, suprima também sinais e placas de trânsito quebrados ou pichados, viadutos e passarelas desgastados, postes sem luz e árvores sem poda.


Associação Brasileira das Rádios Públicas


O diretor da Rádio MEC, do Rio de Janeiro, Orlando Guilhon, presidente da Associação Brasileira das Rádios Públicas, fala da pauta da entidade para 2007.


Guilhon:


– A Arpub foi constituída há cerca de dois anos atrás, a partir de uma iniciativa da Rádio Inconfidência de Minas Gerais. Ela já reúne as dez ou doze principais rádios públicas do país. Fizemos um grande encontro nacional em 2005, que reuniu em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, cerca de 25 a 30 rádio públicas – públicas, educativas, culturais e universitárias. O objetivo é unificar um pouco a estratégia de atuação de todas as rádios públicas do Brasil, rádios voltadas para a questão da educação, da cultura, da cidadania, da inclusão social. Nós pretendemos ainda em abril deste ano realizar uma grande reunião aqui no Rio de Janeiro para definir uma estratégia de atuação para a questão da rádio digital, que é o futuro da rádio no Brasil, discutir essa idéia que começou a ser veiculada pelo Ministério das Comunicações, que é uma rede pública de rádio, nós ainda não estamos entendendo muito bem o que seria isso, queremos participar dessa discussão, discutir um pouco a legislação de comunicação que está tramitando no Congresso Nacional. E começar a discutir o segundo encontro nacional da Arpub, que deverá ser realizado no segundo semestre, em setembro, possivelmente em Brasília.


Essa é a idéia de atuação neste ano da Arpub, que conseguiu recentemente, no final do ano passado, o apoio da Fundação Ford, que disponibilizou alguma verba para começar a tocar esses projetos da Arpub aqui no Brasil.



Contra o politicamente correto


Jaguar acerta duas vezes hoje em entrevistas. À Folha, diz que o Pasquim teve menos influência do que se lhe atribui. No Estadão, manifesta preferência pelos cartunistas politicamente incorretos.



Record, Tanure e Carlos Slim avançam


Confirmada a compra, pela Rede Record, do Correio do Povo, de Porto Alegre. Na Gazeta Mercantil e no Jornal do Brasil, a Companhia Brasileira de Mídia, de Nelson Tanure, que controla os dois jornais, bate no peito para ostentar, em anúncio de página dupla, a expansão de seus negócios. A Telmex, do oligopolista mexicano Carlos Slim, anuncia sua TV na internet. Insista-se: é preciso urgentemente discutir os rumos empresariais da mídia brasileira.

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