Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

Programa nº 25

Mauro Malin

Programa 25
>> Reações retardadas
>> Tesoureiro não é dono
>> Observatório online
>> Varig não terá solução mágica
>> Bolívia só na superfície

Por Mauro Malin em 08/06/2005 | comentários

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Reações retardadas

 

Ontem à noite, no Observatório da Imprensa na TV, você, Dines, chamou a atenção para o fato de que a imprensa ficou inerte entre o momento em que Roberto Jefferson avisou, na revista Veja, que não iria cair sozinho, e a entrevista que o deputado resolveu dar à Folha de S. Paulo.

 

Jefferson, o homem a quem o presidente Lula daria um cheque em branco, avisa que tem mais.

 

O repórter Chico Otávio, do Globo, lamentou no programa da televisão que ninguém tivesse seguido a pista sobre o ‘mensalão’ dada em setembro pelo deputado Miro Teixeira nas páginas do Jornal do Brasil. A mídia precisa acordar. A polícia e o ministério público, também.

 

Tesoureiro não é dono

 

Nesta quarta-feira, 8 de junho, fala à imprensa o tesoureiro Delúbio Soares. Atenção, jornalistas. Qualquer pessoa que tenha militado em partido político sabe que não há hipótese de tesoureiro agir por conta própria. É função da mais alta confiança da direção partidária.

 

José Dirceu foi o coordenador da campanha de Lula em 2002. Delúbio, o tesoureiro.

 

Delúbio é de confiança. Chefiou a campanha de Marta Suplicy no ano passado. Por sinal, não aceitou publicar na internet os dados do financiamento da campanha.

 

Observatório online

 

A crise política é um dos destaques do Observatório da Imprensa online. É o que informa seu editor, Luiz Egypto.

 

Egypto:

 

– É possível um paralelo entre a revelação da identidade do Deep Throat, a fonte capital do caso Watergate, e as denúncias de escândalos em série que assolam o governo Lula. Lá, Mark Felt, o informante anônimo dos repórteres do Washington Post, dava pistas para que o jornal investigasse. Aqui, empresários e políticos com interesses contrariados oferecem pratos-feitos à imprensa – na forma de fitas, dossiês ou entrevistas bombásticas.

 

Sobre o Garganta Profunda, aliás, passou batido na cobertura que alguns dos arrombadores flagrados no Edifício Watergate também haviam participado, um ano antes, da invasão do consultório do psicanalista de Daniel Ellsberg – aquele que entregou ao New York Times e ao próprio Post os famosos documentos do Pentágono, cuja divulgação contribuiu para pôr fim à Guerra do Vietnã.

 

Também são destaques da edição a mídia e a Constituição Européia, a economia e a vida real e um debate sobre jornalismo investigativo. Visite nosso site e boa leitura.

 

Varig não terá solução mágica

 

Em relação à Varig, é preciso saber quem se responsabilizará por quatro passivos da empresa: as dívidas trabalhista, fiscal, com os fornecedores e com os bancos.

 

Será que o distinto público concorda em pagar?

 

Bolívia só na superfície

 

Ontem, o Jornal Nacional mandou à Bolívia uma repórter que não foi mais longe do que uma rua da cidade de Puerto Quijarro, na fronteira com os dois estados de Mato Grosso. O Globo cobre de Buenos Aires. Todo o noticiário brasileiro sobre a crise boliviana é precário. Opinião compartilhada por Cesar del Castillo, chefe de imprensa da rede ATB de televisão da Bolívia, sediada em La Paz.

 

Cesar del Castillo:

 

– Tive a oportunidade de ver a cobertura que se faz no Brasil sobre a situação da Bolívia. E vejo que a ênfase que está dando a mídia é para os acontecimentos do dia-a-dia, mas que existe um interesse muito particular, muito grande, sobretudo na relação econômica entre a Bolívia e o Brasil. A possibilidade de que sejam sócios estratégicos no desenvolvimento de projetos do gás, por exemplo. Uma percepção muito superficial do que são os problemas políticos, a profunda crise do país.

 

Segundo Del Castillo, um dos temas que a imprensa brasileira desconhece é o grave problema da posse da terra, com características semelhantes à do movimento dos sem-terra no Brasil.

 

Cesar del Castillo:

 

– Mas com uma diferença. Aqui houve uma reforma agrária. Mas a reforma fracassou. E neste momento estamos vivendo uma tensão muito grande, que é a ameaça permanente da apropriação de terras, e a defesa que delas fazem os proprietários de grandes extensões agrícolas.

 

Mauro:

 

– Esse foi Cesar del Castillo, da rede ATB de televisão da Bolívia.

 

Será que agora, quando a crise boliviana se aproxima do ápice, a cobertura brasileira melhora?

Todos os comentários

  1. Comentou em 10/06/2005 Eugenio Pacelli Ribeiro Ribeiro

    Os argentinos estão de parabéns. Maradona, então, dessa vez ganhou sem usar a mão. Usou a cabeça. Pra falar a verdade, fico feliz com isso. Ranços pós-Grafite, eles fizeram o que deveriam ter feito: ignoraram. Partiram pro abraço e depois venceram.

  2. Comentou em 09/06/2005 José Mattos

    Existe?
    Se não, é bom criar um posto dessa mídia, rapidamente…

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