Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

Programa nº 32

Mauro Malin

Programa 32
>> Sem apuração, crise prolongada
>> Caso Santo André
>> A roleta do horário eleitoral
>> Falta um perfil de Ricardo Izar
>> Mortos sem identidade
>> Florianópolis ainda d

Por Mauro Malin em 17/06/2005 | comentários

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Sem apuração, crise prolongada

 

Se a mídia tivesse trabalhado com mais competência desde a revelação da fita em que Waldomiro Diniz, auxiliar de José Dirceu, aparecia pedindo propina a Carlinhos Cachoeira, há um ano e meio, a crise do governo Lula poderia ter sido abreviada, com resultados positivos para ele e para o país. Ou, quem sabe, a crise poderia ter se tornado mais letal para o governo.

 

Caso Santo André

 

Os problemas de financiamento da atividade do PT não vieram a público com o caso Waldomiro Diniz. Começaram antes da campanha eleitoral, com o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, em janeiro de 2002.

 

Nesta sexta-feira, 17 de junho, só o Estado de São Paulo relembra que José Dirceu chegou a ser alvo do Ministério Público na investigação de propina em Santo André.

 

A roleta do horário eleitoral

 

O Alberto Dines comenta os efeitos da roleta que colocou inserções de partidos políticos antes e durante a edição do Jornal Nacional que noticiou a queda de José Dirceu.

 

Dines:

 

– Coisas da democracia. Coisas do horário eleitoral. Coisas do Brasil. O governo federal preparou uma despedida em grande estilo para o ministro José Dirceu. Aliás, merecida. Dirceu foi o artífice da vitória em 2002 e o supergerente da primeira parte do primeiro mandato. O Jornal Nacional, o mais influente telejornal brasileiro, certamente concederia à saída de José Dirceu uma grande parte do seu tempo, iniciando assim a fase do contra-ataque do governo federal.

 

Ninguém pensou na roleta do horário eleitoral. Logo no início do telejornal, em seguida à escalada dos principais assuntos, entrou no ar a ,longa, a imensa propaganda do PSDB, que ocupou cerca de vinte minutos do seu tempo total.

 

Outra façanha armada pelos fados políticos foi a propaganda do PTB, protagonizada pelo próprio Roberto Jefferson no fim da novela, minutos antes do Jornal Nacional. Para os desavisados, parecia armação. Coisas da democracia, coisas do horário eleitoral, coisas do Brasil.

 

Falta um perfil de Ricardo Izar

 

No rol dos esquecimentos ou omissões da mídia está o perfil do presidente da Comissão de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar. Hoje, O Globo noticia que o deputado, que foi secretário de Paulo Maluf na prefeitura paulistana, nomeou para cargo comissionado na comissão um motorista que há dez anos serve deputados do PTB, partido de Roberto Jefferson e de Izar.

 

Quem avalia a ética do Conselho de Ética?

 

Mortos sem identidade

 

A mídia está tão por fora da realidade do sistema prisional brasileiro que nem deu os nomes dos cinco presos decapitados no motim da penitenciária de Presidente Venceslau, interior paulista, encerrado ontem. Ou será que eram pessoas sem identidade?

 

Florianópolis ainda desafia compreensão

 

A cobertura do movimento estudantil contra aumentos de ônibus em Florianópolis continua pífia. Passam-se semanas e não se lê nenhuma reportagem com um diagnóstico sério do que ocorre lá.

 

Gravação põe revistas sob suspeita

 

Grave denúncia traz hoje o jornal Valor. Segundo gravações feitas pela Polícia Federal na operação que prendeu 68 pessoas ligadas à cervejaria Schincariol, um publicitário da agência Lew, Lara ofereceu à empresa negociar pagamentos a alguns órgãos de imprensa para ‘blindá-la’ contra denúncias. A revista IstoÉ é citada. O dono da Editora Três, que publica a IstoÉ, Domingo Alzugaray, respondeu em nota oficial que ‘as capas e o texto editorial das publicações da Três não estão à venda’.

 

Também é citada a revista Época, da Editora Globo. O diretor de redação de Época, Aluizio Falcão, negou peremptoriamente que a revista negocie reportagens.

 

Ressalte-se a lisura do Valor, que, como se sabe, resulta de parceria entre as organizações Globo e a Folha de São Paulo.

 

 

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/06/2005 Alciberto Menezes da Silva

    Neste país de homens públicos nada, nada sério, tudo é possível, inclusive compra de reportagens favoráveis a esta pelegada de Brasília. Se tem quem compra sempre haverá quem venda. Quanto a nós, povo, resta-nos o papel de palhaço neste circo que é o Brasil.

  2. Comentou em 19/06/2005 Antonio Castro Alves Ribeiro

    Não acredito na lisura das revistas com relação a matérias publicadas. Vale lembrar o caso Henrique Meirelles, publicado pela revista IstoÉ, da qual sou assinante.
    Desde a primeira reportagem, as informações já demonstram tendenciosidade, quando não apontam material de prova suficiente que justifique a capa da revista. Nas matérias subseqüentes ela deturpa e altera dados ditos por um ex-diretor da Receita, que na edição posterior manda carta à revista desmentindo parte do que se publicou na semana anterior.
    Acho que os orgãos de comunicação mantêm com os corruptos politicos uma ligação intrínseca, mas que começam agora os leitores, telespectadores e ouvintes a se perguntar sobre a idoneidade das matérias.

  3. Comentou em 19/06/2005 Alessandro Bonassoli

    De fato, a imprensa do eixo Rio-SP pouco (ou quase nada) tem falado sobre as manifestações e a repressão a elas aqui em Florianópolis. A explicação do que está acontecendo tem sido limitada. Seguindo exemplo do que ocorreu em crise semelhante no ano passado e no apagão que deixou toda a ilha sem energia há alguns anos.

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