Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

Programa nº 33

Mauro Malin

Programa 33
>> Manipulações reais e imaginárias
>> Jefferson no Roda Viva
>> O PT falou antes de Jefferson
>> O cantor de ópera

Por Mauro Malin em 20/06/2005 | comentários

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Pode ter mudado de patamar a discussão na imprensa sobre a necessidade de se reduzir o gasto público.

 

O aumento contínuo do gasto público é o combustível da dívida pública. É a dívida que faz do governo o maior usuário do crédito, criando dificuldades para o investimento e o crescimento. Os juros custaram um trilhão de reais desde 1994, informa hoje O Globo.

 

Cortar despesas afeta interesses entrincheirados dentro da máquina estatal. Interesses legítimos e interesses espúrios. Quando essa discussão reaparece, surge mais um fator de manipulação da mídia, que precisa ficar atenta.

 

Manipulações reais e imaginárias

 

A manipulação da mídia é real e se exerce mesmo em relação a denúncias sobre irregularidades ocorridas, não fabricadas. Por isso a imprensa deve evitar atirar aleatoriamente para todos os lados, na busca de fatos que comprovem tenebrosas transações.

 

Mas a manipulação pode ser também um fantasma que se agita na defesa de posições políticas abaladas.

 

Partiram de dirigentes petistas e aliados à esquerda, nos últimos dias, acusações graves à imprensa, que estaria sendo golpista, ou promovendo uma perseguição ‘marcarthista’ contra o PT. O Alberto Dines conclama governo e oposição a pouparem a imprensa. Fala, Dines.

 

Dines:

 

– É compreensível que partidos políticos precisem inventar inimigos e conspirações, mas seria altamente salutar que no embate entre governo e oposição a imprensa fosse poupada. Das instituições e poderes envolvidos na atual crise, a imprensa, por enquanto, é a menos vulnerável às críticas.

 

Se o vídeo da propina nos Correios não foi um exemplo de jornalismo investigativo, teve a vantagem de flagrar a corrupção numa estatal, nos partidos governistas e, por extensão, no Executivo.

 

Na recente onda de denúncias, a nossa imprensa cometeu os mesmos pecadilhos que cometeu em episódio semelhantes no governo anterior. Mas nem por isso pode ser classificada como ‘golpista’. Ela está viciada em fazer barulho, mas quem a viciou não foi a atual oposição.

 

Dizer que a imprensa está a serviço de Roberto Jefferson é ignorar as críticas que o próprio Jefferson veiculou contra a imprensa. Acusar a imprensa de ‘macarthismo’ e de ‘instrumento da desestabilização’ é repetir o esquema primário do presidente venezuelano, Hugo Chávez. E, como sabemos, Chávez não chega a ser um paradigma de fidelidade democrática.

 

Jefferson no Roda Viva

 

Nesta segunda-feira, 20 de junho, às vinte e duas horas e trinta, o deputado Roberto Jefferson será entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo.

 

Faltaram interlocutores atilados para contracenar com Jefferson na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. Hoje a bancada reúne jornalistas veteranos, que têm ótima oportunidade para fazer perguntas que continuam sem resposta.

 

O apresentador do programa, Paulo Markun, fala do que espera da entrevista de hoje à noite.

 

Markun:

 

– Desde a primeira entrevista que deu para a repórter Renata Lo Prete, da Folha de São Paulo, ficou evidente que o deputado Roberto Jefferson age com muita precisão, com um objetivo muito determinado.

 

Eu tenho certeza de que não será nessa entrevista que se farão grandes descobertas, mas é sempre possível, em se tratando do ex-presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, que aconteçam revelações significativas.

 

O PT falou antes de Jefferson

 

Houve quem visse no convite a Roberto Jefferson para ir ao Roda Viva a intenção política de fragilizar o PT. O diretor de jornalismo da TV Cultura, Marco Antônio Coelho Filho, explica as circunstâncias em que se deu o convite.

 

Marco Antônio:

 

– Quando teve o escândalo, quando ele falou pela primeira vez na Câmara, nós fizemos o convite para que ele viesse ao Roda Viva, mas ao mesmo tempo fizemos convite para toda a direção do PT. Nós convidamos Genoíno, convidamos Aloizio Mercadante, convidamos o próprio Delúbio para virem ao centro do Roda Viva, e ninguém topou. Na verdade, o único que topou foi o Jorge Viana, governador do Acre, e que esteve no centro do Roda Viva… o último Roda Viva foi dele.

 

As circunstâncias foram meramente jornalísticas. É claro que ele está topando porque a situação em que ele se encontra é uma situação no canto, ele sabe que pode ser cassado, ele é réu confesso, então ele quer falar mais.

 

O cantor de ópera

 

O melhor título do fim de semana foi da Veja, sobre o depoimento de Roberto Jefferson na Câmara: Ópera do malandro.

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