Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

Programa nº 37

Mauro Malin

Programa 37
>>Remanso, atenção redobrada
>>Confiança na imprensa
>>Canal agrícola
>>Jornalista foge do Haiti
>>Polícia mata jornalistas no México
>>Tráfico e terrorismo

Por Mauro Malin em 24/06/2005 | comentários

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Remanso, atenção redobrada

 

O presidente Lula deixou de lado o improviso e pôs água na fervura. A CPI dos Correios tenta evitar convocações mais espetaculares. Haverá recesso do Congresso em julho, daqui a uma semana. Houve uma pausa no tiroteio. Mas o trabalho de apuração prossegue. Os fios de muitas meadas continuarão a ser desatados. Com menos atenção do público, maior deve ser o cuidado da mídia para driblar manipulações.

 

Confiança na imprensa

 

O Alberto Dines ressalta o sentido da manifestação de apreço à imprensa feita pelo presidente Lula em cadeia de rádio e televisão.

 

Dines:

 

 

O depoimento do presidente Lula, ontem à noite, não foi de improviso. Ao contrário: foi estudado por várias cabeças e escrito por vários pares de mãos, e lido num aparelho chamado teleprompter. É um documento presidencial, não é uma tirada emocional. O presidente não estava num palanque, mas estava no Palácio do Planalto, e foi categórico ao oferecer um crédito de confiança à imprensa e garantir o seu caráter democrático.

 

Com isso o presidente Lula desautorizou certos setores de seu partido que resolveram enfrentar a recente onda de denúncias com uma campanha de suspeição contra os “barões da mídia” e outros chavões. O Observatório da Imprensa é um precursor da crítica à mídia, mas não pode concordar com o uso político da crítica à mídia.

 

Nesta era da informação, a crítica aos meios de comunicação é uma função cívica e não deve ser partidarizada. Os defeitos da nossa imprensa, como estamos apontando há quase dez anos, são defeitos congênitos. Independem de quem ocupa o poder. São apartidários. Quem pode corrigi-los são os leitores, são os ouvintes e são os telespectadores. Mas não os militantes dos partidos.

 

Canal agrícola

 

A Rede Bandeirantes de Televisão pôs no ar anteontem o canal Terraviva, com 24 horas de notícias sobre o agronegócio. É transmitido principalmente por satélite para antenas parabólicas e briga na justiça, segundo o Estado de S. Paulo desta sexta-feira, 24 de junho, para conseguir a transmissão por operadoras de TV por assinatura como Sky e DirectTV.

 

Jornalista foge do Haiti

 

Sinal negativo para a força de paz da ONU no Haiti, chefiada pelos militares brasileiros: a jornalista Nancy Roc fugiu para Miami uma semana atrás, depois de ter sofrido agressões e ameaças que se tornaram insuportaveis. Em Porto Príncipe, capital haitiana, ela dormia num quarto blindado e tinha segurança 24 horas por dia.

 

Nancy disse ao jornal Miami Herald que a força de paz da ONU é fraca, a polícia é corrupta, e há uma máfia do setor privado. Ela previu uma iminente explosão de violência no Haiti.

 

Polícia mata jornalistas no México

 

No Brasil, o jornalista Tim Lopes foi assassinado há três anos por traficantes de um morro do Rio de Janeiro.

 

No México, desde 2003, pelo menos seis jornalistas que cobriam o tráfico de drogas foram mortos. Mas lá a polícia está envolvida na eliminação de jornalistas, que já provoca auto-censura. Vários jornais do Norte do México pararam de publicar notícias relacionadas ao tráfico.

 

 

Tráfico e terrorismo

 

 

O jornal espanhol El País, que acaba de abrir o acesso a seu site, noticiou ontem a prisão no Equador de uma rede de traficantes ligada à milícia libanesa Hezbolá, considerada pelo governo americano um grupo terrorista.

 

No Brasil, a Operação Tâmara levou à prisão de 19 pessoas, na maior parte libaneses que viviam em São Paulo. Foi uma operação conjunta das polícias brasileira, americana e alemã há uma semana. A mídia brasileira não percebeu a extensão do problema, que envolve a polêmica sobre a presença de financiadores do terrorismo na região de Foz do Iguaçu.

 

A ligação da região da Tríplice Fronteira Brasil, Argentina e Paraguai com tráfico de drogas e terrorismo já é apresentada na imprensa internacional como um dado indiscutível, embora autoridades do Brasil e dos Estados Unidos venham pondo panos quentes no assunto.

 

Todos os comentários

  1. Comentou em 27/06/2005 Sérgio Baker

    1) ‘Barões da mídia’ não é chavão, é fato. Meia dúzia de famílias controlam as nossas comunicações. A história de como se chegou a esse controle, comprova a definição acima.2) Uma característica de nossa imprensa é o seu engajamento político-partidário: 1964 e Color são os exemplos gritantes. 3) ‘Os defeitos congênitos da imprensa’ não independem de governos, ela já conspirou, apoiou e derrubou presidentes conforme os seus interesses e das elites. 4) A nossa imprensa é históricamente partidadrizada pela sua própria forma de agir. A imprensa está, como sempre esteve, no centro da luta políca. Logo, vigiá-la e criticá-la é um dever de todo cidadão, militante ou não.

  2. Comentou em 24/06/2005 Luiz Teixeira Rodrigues

    Talvez coincidências existam…Hoje, acordei com um idéia: por que o Terrorismo Islâmico ainda não buscou financiamento de suas operações contra os Estados Unidos na produção e tráfico de drogas? Depois me espantei de ter ouvido essa reportagem na Rádio Mec FM do Rio. Realmente, para aqueles que querem subverter uma nova ordem mundial que se apresenta, o terrorismo, no mundo, deve dar as mãos para o tráfico de drogas. A rede mundial do tráfico deve espalhar seus tentáculos muito além do noticiado.

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