Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

Programa nº

Mauro Malin

Programa 387
>>A onda anti-mídia
>>Ambiguidade

Por Mauro Malin em 03/11/2006 | comentários

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A onda antimídia


Alberto Dines:


– Esta onda antimídia está ganhando proporções de verdadeiro linchamento. E como vivemos na era da internet trata-se de um linchamento digital. Digital mas não virtual. Linchamento como todos: agressivo, delirante, sumário e, sobretudo, covarde, produzido por um rancor jamais visto entre nós.


Ontem na Folha [2/10], a colunista de política Eliane Cantanhêde denunciou a avalanche de e-mails ofensivos e ameaçadores que atulha a caixa postal de jornalistas e veículos. Ela não é a única vítima desta insanidade. As mensagens são evidentemente enviadas por militantes petistas, mas não se sabe se fazem parte da facção dos “aloprados” mencionada pelo presidente Lula. Certo é que distanciaram-se da bandeira do “paz e amor” que deu a vitória ao PT em 2002. Gente assim, que aposta no vale-tudo, foi capaz de comprar o Dossiê Vedoin para divulgá-lo às vésperas do primeiro turno e agora reclama porque a imprensa acompanhou todos os seus lances.


A razão do ministro


O estouro da manada nunca acontece por acaso. Alguém a provoca. Neste episódio é possível que alguém a esteja orquestrando através do ressentimento fabricado no momento em que se levou a mídia para os palanques eleitorais e os transformaram em justiçamentos sumários. São os aprendizes de feiticeiros que sabem como criar um clima de quebra-quebra, mas não sabem como evitar as vítimas fatais. Neste caso, a vítima é o respeito humano e também o Estado de Direito.


A verdade é que cinco dias depois da espetacular façanha eleitoral, seus vencedores estão mais preocupados com o panorama político pós-eleitoral do que estavam antes da votação. E não é por causa da oposição. Também não é por causa da disputa interna em torno da política econômica. A violência antimídia – seja ela física ou digital – mostra que o ministro Tarso Genro tem razão quando lembra que há “resíduos de autoritarismo” em militantes do PT.


Não foi apenas o PT que sofreu o rigor da ditadura, mas uma ala do PT parece disposta a reavivar o seu clima de terror e intimidação.


Mauro:


Ambigüidade


O professor de política Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, da PUC e da Unicamp, diz que a mídia, principal vetor da informação, é hoje também um obstáculo à formação, dado o excesso de informações sem qualificação.


Marco Aurélio:


– Fazer o julgamento da mídia… eu cada vez me vejo menos capacitado para fazer isso. Porque eu acho que a mídia tem hoje um comportamento extremamente ambíguo, no que diz respeito aos efeitos da sua atividade. A mídia é o principal vetor do processo de informação e, quem sabe, formação da cidadania, das pessoas, e é, ao mesmo tempo, um dos complicadores mais dramáticos desse processo. Ela ajuda e, de certa maneira, dificulta ou atrapalha as coisas. Mas aí eu acho que isso não é tanto por uma questão que tenha a ver com as intenções da mídia, até onde a gente possa eventualmente perceber essas coisas. Isso é uma espécie de problema estrutural que está aí. Porque a mídia é o conduto das informações, inevitavelmente. Nós vivemos numa sociedade com tanta informação que chega uma hora que fica todo mundo intoxicado de informação e não consegue mais discernir as coisas.


A mídia não é formadora de opinião no sentido, por exemplo, que a extrema esquerda, vamos falar assim, percebe. A “agência do capital”, “o instrumento do imperialismo que está alienando as pessoas”. Ela não é isso daí no sentido da alienação. Também não é o mecanismo que faz de maneira categórica o esclarecimento da opinião. Ela tem uma posição extremamente ambígua nesse quadro. E não é só ela que tem. Se tem um conceito que, para mim, explica este mundo é a ambigüidade. Não é “este mundo”. Acho que sempre houve ambigüidade. Só que antes acho que a ambigüidade era mais contraditória do que é hoje. Sempre ela tendia a se resolver de alguma maneira. E hoje, não, hoje a gente fica paralisado na ambigüidade da informação e dificuldade de decifrar a informação, até em outros campos: o extremo da miséria e o extremo da riqueza; uma coisa muito difícil. E a mídia flutua, como flutuam as pessoas, hoje.



Todos os comentários

  1. Comentou em 06/11/2006 jairo batista dos santos

    quer dizer que criticar jornalistas golpistas so pode ser lulista?
    a sociedade quer discutir a democratizacao dos meios de comunicacao, o que ‘os donos da verdade’, os jornalistas (jornalistas?) nao esperavam é que a internet fosse um canal para os sem jornal. acabou o monopolio da informação dos ditos formadores de opinião. agora estamos vigilantes, o que for escrito, sera checado, portanto parem de mentir e manipular. recomendo aos obtusos donos da verdade, que nao aceitam criticas, que leaim os artigos da revista carta capital sobre o papel da midia (o golpe do 1º turno….), uma obra prima do bom jornalismo. a grande imprensa não é ambigua, é tendenciosa. voces não mandam mais.

  2. Comentou em 06/11/2006 Manoela ...

    O que me resta é lamentar.
    Temos programas populistas com governantes pifios que nos envergonham por infelizmente nos representar. É ainda mais lamentavel que as pessoas se indignem pela imprensa estar prestam o papel que lhe cabe que é de apurar, investigar e trazer a tona os escandalos .

  3. Comentou em 06/11/2006 Braulio Luna

    Caro Dines

    Sempre ouço seus comentários com atenção e respeito. Eles geralmente são eivados de sabedoria e equilíbrio. No entanto, percebo que ultimamente você tem estado um pouco desfocado na tentativa de justificar o direito da grande Mídia ter a opinião dos seus donos. Nada mais legítimo da parte dela e deles. Todavia, os tempos mudaram e hoje, embora não exista tanta diversidade de opinião na Mídia, há quase um monopólio de opinião – todos contra o governo Lula -, por outro lado, a mesma já não tem também tanta influência no meio da população, na qual me incluo. Particularmente, cancelei todas a assinaturas dos grandes jornais. Só assino os de foco econômico, afinal preciso me defender. Finalizando, continuo assistindo seu programa e tenho a expectativa que você não permitirá que a Mídia deixe de ser criticada.

  4. Comentou em 06/11/2006 geraldo Timoteo

    O professor Marco Aurélio talvez nunca tenha lido a respeito da midia. Por isto não se sinta a vontade para falar a respeito de suas característica e aptidões. Quando, em um momento rico como este, se tem a oportunidade de discutir em profundidade o papel que queremos da imprensa e dos meios de comunicação, e isto não cabe somente aos jornalistas e donos dos meios de comunicacão decidirem, como parece quererem o Alberto Dines e outros, começam a usar do mesmo expediente de que acusam seus algozes: ofensas e suposições de orquestração de uma reação social que há muito já se podia esperar. A democratização da informação se fez ao largo da midia e dos seus profissionais. Isto ainda irá render muitos papers e teses. E muitos jornalistas, como só lêm o que vira best sellers, nunca irão compreender de fato o que aconteceu.

  5. Comentou em 06/11/2006 Antônio Carlos Vieira

    Que a imprensa não inventou os escândalps dp Governo Lula isso é notório. Agora, esconder os envolvidos nos escândalos denunciados como exclusivos do Governo Lula, isso é o que não pode. Quem assite a esse tipo de jornalismo fica imaginando que a imprensa está tomando partido a favor dos partidos que também estão envolvidos e não estão sendo divulgados. O pior, dá a impresão que os meios jornalísticos estão tentando transformar em heróis os corruptos do passado.

  6. Comentou em 06/11/2006 Dimas Roque

    O delírio é mesmo coletivo. Baseado em que o senhor afirma que as mensagens enviadas à colunista de política Eliane Cantanhêde, da Folha, são endereçadas por petistas? Para um melhor entendimento, visto que o seu artigo não informa de onde partiram e se tem assinatura de algum confirmando que é militante deste partido. Assim como estes que “agridem” a “jornalista”, eu também me sinto agredido por sua “matéria”, já que não me considero “aloprado” e estou a favor da onda que quer discutir o papel da mídia no Brasil. Inclusive a possibilidade de suspensão do direito de concessão destes órgãos. Se eu vou a uma instituição financeira e tomo dinheiro emprestado, não adianta falar que não tenho como pagar, meu nome é colocado na lista de inadimplentes. Se eu compro um carro e não tenho como pagar as prestações, ele é confiscado. Agora, por que a mídia de rádio, televisão, escrita não pode se submeter às regras? Abusou, mentiu para prejudicar pessoas e instituições, não há outra forma a ser empregada por ninguém a não ser a lei. É bom reler o que diz a lei de concessões públicas do País para depois não sair reverberando que está sendo censurada e que a mídia está sendo perseguida. Dimas Roque http://dimasroque.blogspot.com

  7. Comentou em 06/11/2006 João Lisboa

    A fala do professor de política Marco Aurélio Nogueira flutua de tantas ambigüidades.

  8. Comentou em 06/11/2006 Dary Beck Filho

    Caro Dines, foi o ‘ressentimento fabricado’ que colocou a mídia nos palanques eleitorais? Quem se colocou lá foi ela própria ao tomar lado e participar de um golpe midiático. A grande maioria dos veículos de mídia do nosso país demonstrou toda sua parcialidade mais uma vez nessa eleição. A mídia não é ambígua, ela é parcial, só que não assume, com raríssimas exceções. Quando editamos ‘panfletos’ defendendo nossa ideologia devemos nos preparar para as respostas do outro lado, que serão naturais num ambiente democrático.

  9. Comentou em 06/11/2006 Ademir Tamanini

    Queremos discutir a mídia, sim, queremos discutir a mídia e a sua influência na sociedade, mas antes de tudo queremos que esta discussão seja pautada pelo respeito mútuo entre as partes. Muitos dos que criticam as nossas posições em referência ao papel da mídia nesta última eleição, e principalmente alguns articulistas, não têm dado o direito exato e proporcional às nossas respostas, preferem partir direto para desqualificação, tipo indigência mental, como quis o sr. Clovis Rossi, com todo o respeito que tenho por ele e pelos seus serviços prestados, quero deixar claro que não é assim que iremos resolver estas questão, sou contra o patrulhamento, assim como sou contra este tipo de desqualificação, ou seja, pretendem encerrar a discussão antes mesmo dela começar. É assim que querem a liberdade de imprensa?, desqualificar o oponente para não haver réplica, já que quando você desqualifica eu seu adversário, nada do que ele disser fará sentido e desta desqualificação é que surge preconceito; uma vez instalado, será sempre julgado pelo pressuposto estabelecido. Infelizmente não é esta a imprensa que queremos e desta não precisamos, se não querem o nosso patrulhamento, poderiam começar, primeiro nos respeitando e segundo respeitando os fatos, deixem o julgamento para a Justiça, pois antes de sermos consumidores, somos cidadãos, com direitos e deveres iguais aos deuses da imprensa.

  10. Comentou em 06/11/2006 alvaro marins

    É simplesmente ridículo a grande mídia se autovitimizar depois da derrota acachapante que a sua coligação sofreu nas urnas . Acredito que ela só tenha duas opções. Uma é revisar sua linha editorial e tentar ser um pouco mais respeitosa com a verdadeira opinão pública (não a publicada). Acho difícil que adote essa opção. Isso implicaria numa revisão ideológica de grandes proporções e setores expressivos da nossa sociedade (banqueiros, grandes latifundiários, multinacionais e grandes industriais) não admitiriam isso. A cumplicidade da mídia é fundamental para a defesa diária de seus interesses. A segunda opção é a que me parece mais provável: continuar a afirmar esses interesses de forma dissimulada, sempre demonizando o PT ou qualquer um que perceba o jogo da grande mídia e o desmascare. Esperar que ela assuma publicamente a sua parcialidade ideológica é ingenuidade, pois a máscara dissimulada da imparcialidade é que lhe garante a eficácia manipuladora sobre sua audiência. Se ela assume sua parcialidade, essa mesma audiência desconfia da seletividade de suas informações e o uso de dois pesos e duas medidas em suas abordagens. O problema atual da grande mídia é justamente esse. Durante as eleições, por ter se desesperado e apostado no tudo ou nada, a máscara da imparcialidade caiu e deixou a grande mídia nua em praça pública. E essa nudez, sempre oculta, foi vista fartamente.

  11. Comentou em 06/11/2006 JOSÉ DA COSTA CARVALHO

    Sabemos todos dos interesses de alguns orgãos de imprensa quanto a preferência política. Têm lá seus motivos. Muito te admiro, não é de hoje que leio todos os seus artigos, mas agora parece que vc está radicalizando. É notória a coação que esses orgãos praticam , as ‘verdades ‘divulgadas, as suas opiniões intituladas de opinião pública, a necessidade do caos constante. Falam e publicam o que querem, sem nenhum compromisso com a verdade e quando criticados levantam a bandeira da liberdade de imprensa. Não esperava isso de vc.

  12. Comentou em 06/11/2006 antonio carvalho

    Chamar os arautos da intolerância de ‘manada’ é interessante, porém ofensivo aos animais. Não conheço uma única zebra ou elefante que queira dar porrada em semelhante seu por questão de opinião. Dirão eles: animais não têm opinião. Pois é, por isso mesmo querem cassar a dos outros.

  13. Comentou em 06/11/2006 Wladson Dalfovo

    Desculpe, meu senhor, mas o que existe é uma verdadeira onda antidemocrática como pude observar aqui no Sul do país, onde os jornais são totalmete parciais e que vão contra nosso país, o Brasil, através de editoriais clamando pelo conservacionismo político. Nenhum meio de comunicação aqui no Sul é confiável em relação às informações, sendo o único canal confiável a internet. Estes e-mail ofensivos talvez sejam a indignação dos brasileiros a jornalistas perante um autoritarismo midiático dos principais jornais e tv abertas do Brasil.

  14. Comentou em 06/11/2006 solon santos

    Dines, você perdeu a independência jornalística que um dia teve. Que pena!

  15. Comentou em 06/11/2006 Paulo Henrique Caldeira

    Eu também me indignei, e nunca fui filiado a nenhum partido. Me indignei com uma imprensa totalmente viciada e direcionada. Em uma competição desenfreada de ‘dar furo’, esquece da vercidade das informações. Ou vcs se reciclam, ou a democratização do acesso à informação vai fazer com que muita gente fique para trás… Abaixo a mídia manipulada!

  16. Comentou em 06/11/2006 Gilson Coimbra

    Compartilho de sua decepção, amigo Adeilton… Aliás, mais uma essa do Dines. Duro ter que ler uma afirmativa de que um ´anônimo´ faz parte do PT. Que convicção!!! Para mim, anônimo é anônimo: pode ser do PT, do PSDB, do Corinthians, do Flamengo… No mundo da internet, o que mais se tem são ´anônimos´ com nomes próprios…O mundo virtual é traiçoeiro, Sr.Dines… Não se sabe com quem se está lidando. A não ser para uns poucos que, só pelo teor do que está escrito, identificam o missivista….’Falou mal de mim, me ameaçou….é do PT, tenho certeza!!!’ Ninguém é perfeito…..

  17. Comentou em 06/11/2006 Rosana Aquino

    O que vc chama de ‘linchamento digital’ não é nada novo, foi posto em prática contra petistas desde que estourou o chamado escândalo do mensalão: scrap books, blogs e e-mails petistas eram diariamente infestados de agressões. A Folha de S. Paulo durante toda a campanha chamou os nordestinos de maus eleitores, despreocupados com a ética, e que vendiam seus votos em troca do bolsa-família. Partidários do PT tiraram seus brochinhos para poder andar na rua sem medo de apanhar. Mas tudo isto é ‘besteira’ e ‘parte do processo’ até que… tcham, tcham, tcham, tcham: aconteceu com os jornalistas. Tudo o que acontece contra os jornalistas vira coisa de outro mundo. Da mesma forma, as condições em que foram feitos os depoimentos dos jormalistas da Veja na PF ganharam megaproporções. Os coitados foram intimidados! A liberdade de imprensa está em perigo! Cuidado, cuidado! Ninguém quer saber como foram feitos os depoimentos na PF das pessoas que atacaram o PT? E as CPIs? Ninguém se preocupa com as agressoes durante os depoimentos nas CPIs? Ainda não, mas espera um jornalista ser humilhado em uma CPI …

  18. Comentou em 06/11/2006 Rosana Aquino

    A mídia não entende o que significa liberdade de expressão? Liberdade de expressão é para todos, não é algo restrito aos grandes meios de comunicação, ora. A grande midia quer para si o direito de dizer o que quer, até mentiras; e para o leitor, o direito de concordar e acreditar em tudo o que ela propaga. Poupe-me! Eu nao sou jornalista mas tambem tenho o direito de me expressar, e a minha opiniao é que a grande midia brasileira (Globo, Estadão, Folha, Veja, UOL, IG …) é antiética, corrupta e não tem nenhuma credibilidade. Você nega que os grandes meios de comunicacao desejavam a vitoria de Alckmin Vocênega que tenham distorcido fatos com este fim? Você nega que tenham produzido manchetes que não condizem com o texto? Voce nega que a mídia tem submetido o governo Lula a muito mais escrutinio que o governo Alckmin? Você nega que a mídia em nada contribuiu para um debate construtivo durante esta campanha? Onde foram tratados os temas educação e saúde? Alguém perguntou ao candidato do PSDB quais eram suas propostas? A mídia fez questão de baixar o nível da campanha, de fazer uma campanha chula, como o unico objetivo de prejudicar o candidato Lula. Isto tá na cara. Por isso as pessoas estão certas quando dizem que esta eleição foi a derrota da mídia.

  19. Comentou em 04/11/2006 adenilton turquete souza

    ,,,Ontem na Folha [2/10], a colunista de política Eliane Cantanhêde denunciou a avalanche de e-mails ofensivos e ameaçadores que atulha a caixa postal de jornalistas e veículos.,,,, gostaria de comentar sobre este trecho, especificamente. o comportamento da imprensa parece ter irritado a população brasileira, não pelas denúncias de corrupção, ou o tratamento devido ou indevido a estes fatos. A corrrupção está evidente, isto e fato. O que irritou a população foi o fato da midia tentar criar heróis, pior, transformar alguns vilões em heróis. Historicamente a politica brasileira esta infestada de corrupção e resgatar pessoas e partidos outrora envolvidos em similares escândalos e promovê-los a salvadores da pátria, pegou mal. Uma população consumidora de novelas, como a nossa, sabe que os vilões tentam incriminar os heróis, e a farta produção de provas, muitas vezes questionáveis, tanto pela imprensa, como pelas propagandas politicas surtiu efeito bumerangue. A mídia perdeu a capacicade de supremacia na opinião pública. A internet se tornou o meio mais poderoso e democrático de comunicação, embora a maioria da população ainda não disponha de um pc, as lan houses e cibercafés estão sempre lotados. A mesma democracia da internet não existe na imprensa, ouvimos a sua voz mas não temos voz nela.

  20. Comentou em 03/11/2006 MAURILIO WALTER WALTER

    CARO DINES, Alberto Dines sempre que posso fico até altas horas para assistir OI e também o Olhar 2006 e outros programas interessantissimos que o publico (povo) brasileiro deveria observar com atenção como: RODA VIVA ás segundas feiras e o de quinta feira que falhou a memória com FLORESTAN F. JUNIOR. Neste último debate com jornalistas sobre o tema em questão ‘a midia encuralada ou a onda anti-midia’ fiquei bastante curioso com o desenrolar dos comentários aferidos ao público. Eu próprio fiquei bastante indignado com vários se não dizer com todos os comentários infectados de autoritarismo de jornalistas que se dizem democratas e para espanto meu (decepção) você caro Dines, que tinha como defensor de uma imprensa justa solidária ficou ao lado esses postulantes da democracia ditatorial, porque é isso que eles são: cão raivosos e é isso, cão raivosos cheios de lepras da ditadura que não foi sanada. Espero que tenha sido uma noite de inverno. Quero sim, ter muitas noites de verão com programas como OI, RV. e outros que a tve sabe muito bem fazer. Maurílio Walter Marcelino Granjeiro Riacho Fundo I – DF

  21. Comentou em 03/11/2006 douglas puodzius

    Ainda esperamos comentários sobre a grande barriga que a midia levou da jornalista do PSDB e do padeiro no caso do Dossiê. Este Observatório está deixando passar em branco uma das mais flagrantes provas do partidarismo da imprensa. Comprar a estoria, absurda, contada pelo padeiro sem qualquer averiguação é partidarismo ou incompetência? Esta é uma discussão interessante para um site que se propõe discutir a imprensa. Eu acho…

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