Sábado, 25 de Fevereiro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº935

Programa nº

Mauro Malin

    Programa 465
>>Rede Record avança
>>Explicitar direitos

Por Mauro Malin em 23/02/2007 | comentários

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Rede Record avança


Em anúncio de página inteira, a Rede Record comemora hoje a notícia, dada uma semana atrás, de que, na medição do Datafolha, assumiu o segundo lugar em audiência na Grande São Paulo. A Igreja Universal do bispo Edir Macedo, proprietária da Record, comprou a TV Guaíba e as rádios AM e FM do grupo, que edita o Correio do Povo, de Porto Alegre. Nos últimos tempos, as mudanças no mercado de radiodifusão convencional brasileiro são movidas ou por grupos religiosos, ou por grupos empresariais especializados em trabalhar com empresas quebradas, grupos como a Companhia Brasileira de Mídia, de Nelson Tanure, controlador da Gazeta Mercantil, do Jornal do Brasil e da Rede CNT de televisão.


Explicitar direitos


O Ministério Público Federal de São Paulo pediu à TV Globo que a novela Páginas da Vida deixe claro em seu encerramento, na semana que vem, que escolas não podem recusar matrícula a crianças com deficiência. Na novela, a personagem de Regina Duarte apenas muda de escola a filha adotada, portadora de Síndrome de Down. A informação é de Daniel Castro, na Folha.


Comunidade e comunicação


Alberto Dines exalta o gesto do filho de Portinari, João Cândido, em benefício da mobilização da sociedade contra a violência.


Dines:


– A luta contra a violência pressupõe uma cruzada a favor da solidariedade. Mais do que as ações do governo e as promessas dos legisladores, o dado capaz de reverter a hegemonia do crime é a resposta firme da comunidade. O gesto de João Cândido Portinari, filho do nosso maior pintor, ao abrir mão dos direitos autorais de cinco mil obras desde que utilizadas em mensagens contra a violência, começou com um e-mail dirigido a duas mil pessoas. Logo converteu-se em notícia, no Globo de segunda-feira e, ontem, ganhou a primeira página do Estadão. Alguém se mexeu e algo se moveu. No receituário para combater o crime raramente aposta-se na vontade coletiva dos ameaçados pelo crime. Fala-se muito em cidadania, mas cidadania pressupõe um estado de direito, estágio político que, reconheçamos, ainda estamos longe de alcançar. Comunidade é algo mais simples, comunidade é filha dileta da comunicação. São palavras com a mesma raiz, indicam comunhão, identidade, afinidade. A sociedade brasileira finalmente assumiu que está dominada pelo medo. Não é medo físico, mas medo do que nos espera se ficarmos quietos e calados. Este medo não tem sido aplacado pelos governantes, está sendo aplacado por aqueles que resolveram juntar-se. Estamos diante de uma outra inclusão, definitiva, articulada pelo nome mágico de Cândido Portinari.


Agência Lusa no Brasil


O jornalista Jaime Spitscovsky fala do site brasileiro da Agência Lusa, uma das atividades da Prima Página, produtora de conteúdo jornalístico da qual é diretor.


Spitscovsky:


– Claro que sempre com a orientação de Lisboa, nós criamos uma versão brasileira, que foi colocada no ar em maio do ano passado. A idéia básica é tropicalizar o noticiário que vem de Portugal, ou seja, colocá-lo dentro de padrões lingüísticos e de padrões editoriais do interesse do consumidor brasileiro. E eles trazem um material muito interessante não só sobre o mundo lusófono, mas sobre a realidade empresarial européia. E é um material que tem sido muito bem aproveitado pelo UOL, onde está hospedado o site, e vários outros meios de comunicação já replicaram material da Lusa.


O fato é que hoje as relações entre Brasil e Portugal estão num patamar que não é refletido pela mídia. Ou seja, tem hoje aqui mais de 600 empresas portuguesas atuando, o noticiário sobre Portugal, sobre o mundo de língua portuguesa, não espelha essa realidade, e o esforço da Lusa é para construir um espaço de mídia em que haja uma correspondência, na mídia, em relação ao que acontece no mundo econômico e também no mundo político e cultural.


Patrono assassinado


Está na primeira página do Globo e do O Dia o assassinato, ontem, de um policial acusado de chefiar a primeira milícia carioca, um grupo de extermínio nascido na favela Rio das Pedras. Félix dos Santos era inspetor condecorado da Polícia Civil e pretendia se candidatar a vereador. Essa relação entre polícia, crime e política está clara no noticiário do Globo.

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