Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

Programa nº 654

>>República em branco
>>Lula e o modelo Chávez

Por Luciano Martins Costa em 16/11/2007 | comentários

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República em branco

Mais uma data comemorativa da proclamação da República passou em branco pela imprensa.

Nenhum registro especial, nenhum esforço de memória, nenhuma reportagem que relembre ao cidadão-leitor a conquista de 15 de novembro de 1889.

A imprensa do Brasil não gosta de efemérides, não costuma registrar a passagem de datas importantes da cidadania.

Mas vai comemorar no ano que vem os cinquenta anos da conquista da nossa primeira Copa do Mundo de futebol, assim como celebra até com excessos de ufanismo qualquer medalha em disputas de tênis de mesa e outros esportes de menor expressão popular.

As datas festivas não existem apenas para a folga no trabalho, os longos congestionamentas nas estradas e aeroportos lotados.

Assim como os feriados religiosos são oportunidades para a reflexão dos devotos, as efemérides civis servem para pensar a nação como projeto coletivo.

Ao ignorar essas datas, a imprensa não cria essa oportunidade.

Prefere discutir a cidadania no dia-a-dia, no varejo, o que não favorece um olhar mais profundo e de longo prazo sobre os temas importantes.

No começo desta semana, a Fundação Padre Anchieta promoveu o Seminário Internacional de Cidadania, que produziu valiosas reflexões sobre o desenvolvimento das repúblicas latino-americanas.

Os jornais ignoraram o assunto.

Hoje, pequenos registros fazem um mosaico do estado da República no Brasil e na América Latina.

Ficamos sabendo, por exemplo, que o Instituto Latinobarômetro constatou que os latino-americanos estão insatisfeitos com suas democracias, que o apoio à economia de mercado cai na região e que a população quer uma melhor distribuição de renda.

Marta Lagos, diretora do Latinobarômetro, esteve disponível em São Paulo durante o seminário da TV Cultura. A imprensa a ignorou. A notícia sobre a pesquisa que sai hoje nos jornais é uma reprodução de reportagem da revista britânica The Economist.

Pode-se pensar duas coisas a partir dessas observações.

Primeiro, que a imprensa brasileira enxerga melhor o Brasil e a América Latina com o olhar estrangeiro.

Segundo, não dá para escapar da suspeita de que, para a imprensa, a nação só existe quando calça suas chuteiras.

Lula e o modelo Chávez

O Globo traz hoje na primeira página uma manchete e uma nota que se relacionam entre si.

Diz a manchete que 15 milhões de latino-americanos saíram da pobreza em 2006. Brasil, Argentina e Venezuela lideram as mudanças, graças à maior oferta de empregos, redução da natalidade e programas de transferência de renda.

A nota informa que, pela primeira vez, duas pesquisas indicam que Hugo Chávez poderá ser derrotado no plebiscito que propôs para a reforma constitucional.

Os dois fatos se referem ao futuro das democracias na América Latina e remetem a episódios recentes protagonizados pelo polêmico presidente venezuelano.

Dines:

– Os jornais de ontem deram grande destaque ás declarações do presidente Lula em favor do Modelo Chávez de Democracia. Lula chegou mesmo a falar abertamente em terceiro mandato – assunto tabu –  ainda que relacionado com o processo venezuelano. Não foi um lapso, nem deslize como já aconteceu algumas vezes. Foi pronunciamento pensado e até a noite de ontem não desmentido. Ao que tudo indica mudou a estratégia palaciana: a hipótese do terceiro mandato parece que recebeu livre trânsito e poderá ser agora discutida com naturalidade. Isso não significa que será a escolhida para 2010, significa apenas que será tratada sem os constrangimentos anteriores. O ruim da história é que o uso do paradigma Chávez para justificar opções no cenário nacional faz um nivelamento indevido entre os dois regimes. A Venezuela há muito deixou de ser uma democracia representativa, é um estado autoritário com fortes contornos fascistas. O Brasil, ao contrário, tem sólidas instituições republicanas. Falar em terceiro mandato não constitui ameaça à democracia, mas minimizar o que se passa na Venezuela traz de volta muitos fantasmas.

Todos os comentários

  1. Comentou em 18/11/2007 ailton amaral

    o que me preocupa no brasil é essa imprensa que parece nao ter o que fazer, arruma fatos para ter noticias, protege amigos, detona quem nao lhe agrada.
    vi um documentario, a revolucao nao sera televisionada, sobre o golpe na venezuela em 2002, talvez os jornalistas devessem tambem ver.
    nao defendo aqui as pretensoes de chavez, nem as de lula se ele realmente quiser o terceiro mandato, mas questiono sim a forma que a midia tem tratado tais assuntos, vejamos:
    em nenhum momento se questiona a bandidagem que foi tao efusivamente defendida pela imprensa, do governo de fhc.
    o governo chavez, querendo a midia brasileira ou nao, tem seus fundamentos em acoes populares, em votos, em plebiscitos e em eleicoes.
    tenho certeza que nenhum jornalista, seriamente preocupado com a noticia verdadeira foi ate a venezuela e viu como estao as coisas la;
    ate uma brincadeira feita pelo chavez com o lula virou uma noticia deturpada, nao vi um jornal sequer aludindo ao ‘magnata do petroleo’ dito por chavez, como uma brincadeira, ninguem prestou atencao na sua proposta em oferecer petroleo mais barato a quem nao pode pagar.
    é um direito de todo cidadao cogitar ideias como terceiro mandato, mas quando isso vem de alguem do atual governo torna-se algo ruim, mas se a populacao quiser isso vai acontecer, e isso, senhores, no brasil, é o mais proximo que chegamos da democracia;

  2. Comentou em 17/11/2007 João Carlos Rocha

    Antes de qualquer coisa não sou petista. Mas sou LULISTA, de cara ele já tem meu apoio e voto se quiser um terceiro mandato, um quarto, um quinto. Se FHC teve dois, comprou a reeleição e vendeu o Brasil, LULA merece ao menos uns cinco.
    Um observatório que é financiado pela FF e não se envergonha de ostentar o fato, por si já está sob suspeição.

    Estranho que a pobreza caia na América Latina, principalmente nos países que são governados por ‘fascistas’, como quer o Democrata Dines, estranho mesmo. ‘Comunistas e Fascistas’ gostam de pobres e de criancinhas, pelo que tou vendo. E parece que eles não comem criancinhas, pelo contrário, dão comida as criancinhas e aos pobres.

    Este observatório é uma piada, seria mais adequado Conservatório. Uma pena. Não merece ser levado a sério. Perdão!!!!

  3. Comentou em 17/11/2007 João Sebastião Bar

    Cara Luciano,

    Teve alguem que fez um comentario sobre a falta de premio nobel.
    Lanço a ideia do premio nobel de jornalismo da teoria politica do ano.
    Meu voto vai para o jornalista Paulo Henrique Amorim pela descoberta da ‘Teoria do Beijo na Testa’.

    Em tempo, o Dines deixou de ser a muito tempo o observador da imprensa e sim o conservador da imprensa.
    Sds,
    JSB

  4. Comentou em 17/11/2007 Alewxandre Porto

    Mas só quem fala em terceiro mandato é a imprensa e a oposição.

  5. Comentou em 17/11/2007 Miro Junior

    Dou risada toda vez que vejo comentários de gente que nem sabe onde o país fica no mapa e nem ao menos tem cautela de se assegurar das besteiras que compra na TV ou em outra mídia.

    Pelo que entendi de Chaves até agora, incomoda o fato dele já ter passado por três eleições e alguns plebiscitos, promovendo uma reforma na estrutura de poder montada para fazer a riqueza de poucos.

    Deve ser por isto que atualmente se tem tanta saudade das Monarquias. A elite burguesa a derrubou porque estas não expressavam mais os seus interesses e impôs a democracia representativa antes que o povo o fizesse.

    Agora com o povo votando em representantes de seu interesse o negócio talvez seja chamar de volta El Rey.

  6. Comentou em 17/11/2007 eustáquio fernandes

    Continua o ex-golpista, o general Hugo Chaves causando paixões entre os esquerdistas. Perguntaria ao Ricardo e ao Marco Antônio (pricipalmente a este último): Fidel Castro é um ditador? Stalin foi um ditador? E Mao Tse Tung? Ou só Pinochet e Médici foram ditadores?
    É incrível a cara de pau de defender ditaduras dizendo serem elas as verdadeiras democracias. E depois dizem que o tempo do socialismo autoritário passou, que a esquerda é hoje democrática… De democratas assim o Brasil deve manter grande distância…
    De sofismas e meias verdades vive a esquerda no mundo e no Brasil: Ricardo, porque alguém da ‘imprensa burguesa’ teria medo do Lula? Ele governa como as esquerdas querem? Me parece que os aplicadores em bolsa de valores e os banqueiros gostam muito deste governo. Por que os ‘capitalistas’ não gostariam? Ele não acabou de ‘privatizar’ algumas estradas (teria aprendido com FHC, além das bolsas e outras bossas). Você se recorda que o PT era viseralmente contra UMA reeleição agora cogita em mais de duas? Teria o Lula mandado esquecer o que dissera antes (era socialista, agora neo-alguma coisa entre social democrata populista e liberal. Vamos pedir à Heloisa Helena para classificá-lo politicamente).
    Por fim boa sorte à Venezuela e seu mergulho no obscurantismo bolivariano

  7. Comentou em 17/11/2007 Thiago Costa

    ‘A Venezuela há muito deixou de ser uma democracia representativa, é um estado autoritário com fortes contornos fascistas.’

    Estamos perdidos. Até no OI sou obrigado a ler absurdos como esse…

  8. Comentou em 17/11/2007 ricardo feltrin costa

    inacreditável, realmente, é o fato de que — desmentido após desmentido, da boca de ministros, aliados, do partido e do próprio presidente — a nossa imprensa continua não acreditando que Lula não deseja nem perseguirá o terceiro mandato. um pavor risivelmente perceptível assola nossa mídia, que sonha com o fim do governo Lula: e se ele ganha de novo?? e se tivermos que aguentar ainda mais. agora, eu me pergunto, pesquiso e não encontro uma única linha falando da extensão do próprio mandato, feita por FHC, verdadeiro GOLPE, em 1998. nem na época, nem agora. coincidência? até prova em contrário, FHC e Chávez têm mais em comum que Lula e o presidente venezuelano. ou não?

  9. Comentou em 16/11/2007 Marcelus G. Zalotti

    O comentário de Lula que comparou as pretensões chavistas aos longos mandatos de Helmut Kohl ou Maragret Thatcher é completamente fora de questão, visto que em regimes parlamentaristas a dinâmica de poder é muito diferente, e nele a soberania reside no parlamento que escolhe um dos seus deputados para se tornar premiê, que fica o tempo — de meses a décadas — de acordo com o que a coalizão majoritária no parlamento decidir. E as moções de censura e dissoluções parlamentares para a convocação de eleições ajudam a dar equilíbrio na relação entre governo e população. Algo bastante diferente do sistema presidencialista, onde os mandatos são fixos.

    Dar a possibilidade de reeleição sem limites para presidentes latino-americanos é um precedente perigosíssimo, para se dizer o mínimo.

  10. Comentou em 16/11/2007 Carlos Lorenzo Stojkovic

    ‘O Brasil, ao contrário, tem sólidas instituições republicanas’. Dines, Brasil, como o sr. mesmo falou em outras ocasiões, tem elevada tradição caudilhesca e sobram exemplos na nossa história de líderes que são cultivados no imaginário da população, assim sendo, a possibilidade de reeleição indefinida passa uma visão personalista em torno do cargo de presidente da República, ajudando deteriorar os valores democráticos ainda pouco amadurecidos na sociedade brasileira. Há também cargos importantes que são nomeados pelo presidente como por exemplo os ministros do Supremo. Um presidente que se perpetua no poder, ainda que pelo voto, poderá governar com todos os ministros do STF nomeados por ele e, neste caso, o judiciário deixa de ser um contrapeso. Se houver necessidade de um presidente prolongar o mandato de acordo com a vontade do povo, será necessário retirar do chefe de governo e de Estado alguns poderes para que o peso da balança não favoreça o Executivo. Num país que já passou por tantas arbitrariedades, inserido num continente turbulento como o nosso, eu creio que não resta outra alternativa a não ser radicalizar a defesa do ideal democrático e está atento aos detalhes silenciosos, obscuros que os oportunistas do poder tiram proveito. Mudando de assunto, está na hora de OI cobrar as promessas do min. Franklin Martins para o presidente voltar a falar com a imprensa.

  11. Comentou em 16/11/2007 Fernando Schweitzer Schweitzer

    Mentira deslavada, a Record fez uma matéria de 17 minutos sobre o tema…
    Abordou pessoas com fotos do D Pedro II, do Marechal Deodoro…
    Questionou a falta de memória do brasileiro… Tentando fazer as pessoas identificarem qual era a foto de um e de outro.
    Trouxe 2 historiadores falando os pôrques de as pessoas não valorizarem datas…

    Dines acho qque você é daqueles que acha que só a Globo Manupulation é que faz jornalismo…

  12. Comentou em 16/11/2007 Marco Antônio Leite

    A verdadeira democracia esta instalada na Venezuela, a qual tem a frente o grande e competente Hugo Chávez. Depois da queda da elite que dominou aquele país pôr décadas, o povo pobre teve uma melhora acentuado no quesito boas condições sociais. Para o senhor, Chávez é um ditador, para a maioria do povo daquele país o sistema é uma verdadeira democracia. No Brasil, a imprensa através desses interlocutores procuram mostrar um país que evoca a democracia plena. No entanto, trata-se de puro sofisma dessa mídia bajuladora da elite dominante. Existe uma democracia somente para aqueles que tem os poderes econômico e político, bem como para uma imprensa puxa sacola do sistema ditatorial para a maioria da população. Não é difícil analisar, avaliar e concluir sobre o comportamento dos mandatários no tratamento desumano contra os mais fracos e oprimidos. Senhor, às cadeias estão cheias de pobres, o atendimento de saúde para a população é o pior possível, paga-se um dos piores salários mínimos do mundo entre outras mazelas do regime contra o povão. Em tempo: O presidente Chávez não dá moleza para os meios de comunicação, isso não significa ser ditador, mas sim um disciplinador e fiscal de uma atividade que pensa que esta acima de tudo e todos. O povo não esta preocupado com a livre expressão de pensamento, o que ele deseja é ser considerado como gente, e não como bicho.

  13. Comentou em 16/11/2007 alfredo wandel silva machado

    Sempre fui ‘barrado’ aqui, mas caso seja aceito hoje peço, encarecidamente, que o sr. Dines olhe para o seu próprio passado e volte ao estado da razão, já está mais que na hora, caso contrário corre o risco de ficar tão caricato quanto as meninas do Jô ou o próprio apresentador, de um servilismo ímpar acompanhado por hipocrisia idem.

  14. Comentou em 16/11/2007 Luiz Carlos Bernardo

    Às vezes me constrange jamais poder elogiar o presidente Lula ou o seu governo. No entanto, depois de ontem em que o nosso presidente defende ardorosamente o tal Chávez, enfatizando ser ele um democrata, não dá mesmo para elogiá-lo. Parece que a nação viu um Lula no passado não muito distante, e vê outro hoje. São pessoas distintas ou posturas distintas? Pouco importa. O que importa mesmo é que elogiar o Chávez, na atual conjuntura, é jogar por terra a conquista sangrenta da democracia, onde muitos brasileiros e sul-americanos foram torturados e mortos nos corredores da tortura. Que futuro teremos? Isso só o Chávez dirá; porque parece que o homem está rodeado de submissos, tudo em defesa do viés ideológico. É o fascismo que ressurge.

  15. Comentou em 16/11/2007 Antônio Carlos Oliveira

    O brasileiro não comemora suas datas cívicas pelo simples fato de que não existe mais consciência cívica! Os brasileiros estão de saco cheio. Eu, por exemplo, se fosse mais jovem, pegaria meu boné e iria tentar a vida em outro lugar. Bem longe dessa Bruzundanga, onde o arcaico, tosco e ineficiente populismo ainda irá se institucionalizar, não demora muito. O Brasil é um país medíocre de gente medíocre; samba, carnaval e futebol. Sabe quando um brasileiro chegará finlamente a ganhar um prêmio Nobel? Nunca!

  16. Comentou em 16/11/2007 Dante Caleffi

    Era o pretexto,que o PIG,aguardava. Difícil envolver Lula no episódio ‘real’,mesmo porque, estava ausente da reunião e do país,naquele momento. A entrevista deu fôlego e sub-texto até para o DEM(principalmente),através de seu presidente Rodrigo [ ] Maia, que publica absurdo,ofensivo e disparatado panfleto. O texto,lembra, o mesmo da organização Pátria e Liberdade,de ideologia fascista,divulgado durante o governo de Salvador Allende,no Chile.Parece, que a inspiração e o patrocínio têm uma mesma origem. Hoje ,menos sutís do que ontem.E mais perigosos.Faltam-lhes, os predadores naturais,que permitem o equilíbrio….

  17. Comentou em 16/11/2007 douglas puodzius

    ‘A Venezuela há muito deixou de ser uma democracia representativa, é um estado autoritário com fortes contornos fascistas. ‘ Caro Luciano, A afirmação de Dines tem aquele lampejo [ ] da mentira que se repete. Há no seu texto, um sofisma mal elaborado, essa coisa de escrever como escrevesse num desses jornais de grande circulação onde a maioria dos leitores lê apenas as manchetes. Talvez o uso do cachimbo lhe tenha deixado com o bico torto e com isso esqueceu que neste espaço, difrentemente do que há entre os fãs de Dines, existe vida inteligente. Então vejamos o esforço dele para atacar um movimento democratico que tão bem vem fazendo a america latina. A frase acima não se apoia em nada. Não há fato na realidade real da venezuela que lhe garanta credibilidade. No país de Hugo Chaves, ao inverso daquele apoiado por Aznar, a Democracia campeia a olhos vistos. Aliás, a imprensa vem tentando inverter os papeis conferindo a El Rei uma aura democrática que venhamos, é em essencia, impossivel representa-la numa figuara destas. Nem na figura e nem na pessoa pouco nobre que não conseguiu ouvir as verdades sobre a posição espanhola de apoio a um golpe de estado e se pos a gritar feito uma criancinha mimada para calar um mandatário devidamente eleito e com representação legal e legitima conferida pelo povo venezuelano. Infelizmente para a direita, errado estava o absolutista Juan.

  18. Comentou em 16/11/2007 Marco Antônio Leite

    A verdadeira democracia esta instalada na Venezuela, a qual tem a frente o grande e competente Hugo Chávez. Depois da queda da elite que dominou aquele país pôr décadas, o povo pobre teve uma melhora acentuado no quesito boas condições sociais. Para o senhor, Chávez é um ditador, para a maioria do povo daquele país o sistema é uma verdadeira democracia. No Brasil, a imprensa através desses interlocutores procuram mostrar um país que evoca a democracia plena. No entanto, trata-se de puro sofisma dessa mídia bajuladora da elite dominante. Existe uma democracia somente para aqueles que tem os poderes econômico e político, bem como para uma imprensa puxa sacola do sistema ditatorial para a maioria da população. Não é difícil analisar, avaliar e concluir sobre o comportamento dos mandatários no tratamento desumano contra os mais fracos e oprimidos. Senhor, às cadeias estão cheias de pobres, o atendimento de saúde para a população é o pior possível, paga-se um dos piores salários mínimos do mundo entre outras mazelas do regime contra o povão. Em tempo: O presidente Chávez não dá moleza para os meios de comunicação, isso não significa ser ditador, mas sim um disciplinador e fiscal de uma atividade que pensa que esta acima de tudo e todos. O povo não esta preocupado com a livre expressão de pensamento, o que ele deseja é ser considerado como gente, e não como bicho.

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