Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Saraivada de fatos
>>Armas e perguntas

Por Mauro Malin em 15/03/2006 | comentários

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Saraivada de fatos


O noticiário de política volta a um ritmo acelerado. Hoje a Câmara dos Deputados ouve Duda Mendonça e vota pedidos de cassação dos pepistas Pedro Henry e Pedro Correa. O ex-caseiro de Vladimir Poleto em Brasília vai à Polícia Federal e pode complicar ainda mais o ministro Palocci.


O acúmulo de fatos relevantes obriga a imprensa, que tem redações desfalcadas, a usar processos abrangentes de análise. Para não ficar perdida e não deixar mais perdidos ainda os cidadãos.


Idéias para a campanha


Como se não bastasse a crise de corrupção, vai para as ruas a campanha eleitoral. A mídia não pode se contentar com o balé das candidaturas – logo virão as estaduais. Precisa cobrar dos candidatos, a partir de um diagnóstico competente, idéias e propostas para os maiores problemas do país. PT, PSDB, PMDB e PFL, para citar só esses, há muito seguem lógicas próprias que não partem do interesse público.


Armas e perguntas


Devolvidas as armas do Exército no Rio de Janeiro, a questão mais importante é saber se as Forças Armadas se acomodam com o controle de partes do território pelo tráfico. É o que sinaliza a estratégia da asfixia: vamos prejudicar suas vendas até que vocês, traficantes, nos devolvam as armas. Daí para a frente, volta-se à anormal normalidade. A mídia precisa apurar se é essa a orientação.


O segundo ponto é saber se, como informa a Folha desta quarta-feira, 15 de março, o Exército já estava com as armas desde domingo e manteve a encenação do movimento de tropas. E há uma série de perguntas subsidiárias, que dependem das respostas dadas às anteriores. Por exemplo: houve de fato a intenção de uma facção criminosa de prejudicar a outra? Ou seja: pode-se contar com essa divisão?


A pergunta-mãe é: quais serão os passos dados agora pela polícia do Rio, sozinha ou em colaboração com as Forças Armadas, para combater a criminalidade e buscar o controle da violência?



Comercial versus redação


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, diz que nos jornais americanos os departamentos comerciais triunfam sobre as redações.


Egypto:


– Foi divulgado anteontem o relatório The State of the News Media 2006, estudo anual sobre a indústria jornalística norte-americana, produzido pelo Projeto para a Excelência em Jornalismo da Universidade de Colúmbia. Embora trate apenas do caso americano, a pesquisa estuda todos os meios de informação e é acurada o suficiente para revelar tendências importantes na atividade jornalística. No que toca aos jornais, por exemplo, a redução de empregos formais nas redações e a queda ininterrupta da circulação, que nos Estados Unidos foi o equivalente a 9 milhões de exemplares diários, desde 1990.


Mesmo assim, o estudo sustenta – abre aspas: “A idéia de que os jornais estão em extinção parece exagerada. E se forem combinados o índice de leitores das versões impressa e online, a audiência que os jornais atingem é a mais alta já observada”. Fecha aspas.


Sob os novos desígnios do marketing, os jornais deixaram de contar leitores e passaram a medir audiência. Significa que na briga do Comercial com a Redação, o Comercial finalmente ganhou a parada.


Compra de consciências


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, denunciou, a propósito do noticiário sobre a escolha dos padrões de TV digital, compra de consciências na mídia pelo lobby das empresas de telecomunicações. O incômodo assunto ficou no ar.


A repórter Adriana Nicacio, da IstoÉ Dinheiro em Brasília, considera equilibrada a cobertura do tema TV digital. Segundo Adriana, a comprovação disso é que todas as partes envolvidas – redes de televisão, teles, fabricantes de equipamento – periodicamente se queixam das notícias.


Corrida pela audiência


Ontem à noite o Observatório da Imprensa discutiu na televisão a disputa dos telejornais por audiência. Voltou à tona o tópico da demonização da TV Globo. Alberto Dines disse que foram insistentemente convidados representantes de todas as redes de TV aberta e ninguém aceitou. Mas o debate foi produtivo. O programa será reprisado no sábado, às oito da noite.


De costas para o interior


Os dois grandes jornais de São Paulo estão distantes da realidade do estado. Deram notas infinitesimais sobre o assassinato, em Marília, de Rafael Almeida Camarinha, filho do ex-prefeito Abelardo Camarinha e irmão do deputado estadual Vinicius Camarinha. Rafael Camarinha havia sido indiciado pela polícia sob suspeita de ter ordenado que fossem incendiados no ano passado o Diário de Marília e duas emissoras de rádio da mesma empresa.


Marília é uma cidade relativamente próspera do Centro Oeste paulista, com 200 mil habitantes atividade econômica importante e três universidades, mas a política local é dominada por um sistema coronelista.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br.  

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