Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº963

TV EM QUESTãO > TV POR ASSINATURA

Receita da TV paga vai crescer menos

Por Cibelle Bouças em 06/08/2013 na edição 758
Reproduzido do Valor Econômico, 31/7/2013; intertítulo do OI

Após três anos consecutivos com crescimento da ordem de 30%, o mercado de TV por assinatura vai apresentar em 2013 um incremento menos robusto, de aproximadamente 18%, alcançando uma receita de R$ 28 bilhões. A estimativa foi divulgada ontem pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e é inferior à projeção feita anteriormente, de R$ 30 bilhões.

Em número de assinaturas, a expectativa da ABTA é de um incremento no ano de 14,2%, para 18,5 milhões de clientes. No primeiro trimestre, o setor apresentou um aumento de 15,7% em receita, para R$ 6,5 bilhões, e uma ampliação da base de assinantes de 4,9%, para 17 milhões.

Oscar de Oliveira, presidente-executivo da ABTA, disse que o setor foi impactado pelo crescimento fraco da economia. Também afirmou que o mercado tem sido pressionado pela concorrência indireta de serviços de conteúdo on-line e pela pirataria. “Neste ano não teremos uma expansão tão expressiva, mas ainda assim o desempenho do setor será muito bom”, disse. O executivo acrescentou que os serviços de TV por assinatura estão presentes em 17 milhões de domicílios, o que representa 30% dos lares brasileiros. “Ainda há muito espaço para crescer nos próximos anos”, afirmou.

Neste ano, a expansão da TV por assinatura no país deve-se em parte à ampliação da oferta dos serviços em localidades que ainda não eram atendidas pelas principais competidoras do setor. Oliveira também disse que houve um avanço da demanda por planos com canais em alta definição (HD). Esses serviços foram lançados no país entre 2010 e 2011 e já representam 20% da base de assinantes, disse o executivo.

Preço médio

O setor de TV por assinatura ampliou de forma significativa a oferta de conteúdos nacionais, atendendo às mudanças impostas pela Lei da TV por Assinatura (Lei 12.485/2011). De acordo com dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), no acumulado de 12 meses até junho, a produção de obras brasileiras para TV certificadas totalizou 2.851 títulos, um crescimento de 244,3% em relação aos 12 meses anteriores.

Além da inclusão de mais conteúdo nacional na programação das emissoras de TV paga, o setor apresentou um aumento da oferta de canais brasileiros na grade das operadoras. Nos últimos 12 meses foram criados seis canais brasileiros: Curta! (da Synapse), Arte 1 (da Bandeirantes), Fashion TV Brazil e Travel Box (Grupo Box Brazil), Super Mix (Lsat Programadora e Produtora) e Fish TV. De acordo com a ABTA, há no país em operação 122 canais pagos, sendo que 46 emissoras transmitem conteúdo em alta definição. No ano passado, havia 31 canais em HD.

O aumento da oferta de conteúdo exerceu seu efeito sobre os preços dos pacotes. De acordo com cálculos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço médio pago por canal pago aumentou 32,2% entre 2012 e 2013, para 57 centavos de dólar. Os preços foram equalizados pelo índice Big Mac, da revista “The Economist”. Apesar do aumento, o preço médio pago no Brasil está abaixo da média mundial, de US$ 0,65 por canal. O preço médio dos pacotes é de US$ 23,25 por mês no país, também abaixo da média global, de US$ 27,43.

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Cibelle Bouças, do Valor Econômico

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