Sábado, 17 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

TV EM QUESTãO > ‘AMOR À VIDA’

Emissora retoma tradição de forçar limites morais com telenovelas

Por Nelson de Sá em 04/02/2014 na edição 784
Reproduzido da Folha de S.Paulo, 1/2/2014

Um centro europeu de pesquisa levantou há cinco anos que “as mulheres que vivem em áreas cobertas pelo sinal da Globo apresentaram taxa de natalidade muito menor”. O motivo: por mais de três décadas, em 115 novelas, 72% das personagens femininas não tinham filhos.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento apontou depois que “a parcela de mulheres que se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível”. A própria Globo acha que “Escalada”, de 1975, abriu um debate que levou à aprovação do divórcio no país, em 1977.

A protagonista de “Escalada” era a atriz Susana Vieira. Ela também foi protagonista agora de “Amor à Vida” e, no lançamento da novela em maio de 2013, já tratava de avisar que “é para dar uma resposta aos desaforos que aquele homem lá dos Direitos Humanos diz”.

Referia-se ao deputado Marco Feliciano, que transformou a Comissão de Direitos Humanos em plataforma de defesa da homofobia. Nada do que ele tentou, como liberar “cura gay” ou reverter decisão do Supremo em favor da união homossexual, foi além da comissão.

Parte de seu fracasso pode ser creditado aos oito meses de “Amor à Vida”, a ponto de provocar questionamentos seguidos de Feliciano à Globo, no período. O beijo de Félix e Niko, ontem, serviu para marcar a vitória.

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Nelson de Sá, da Folha de S.Paulo

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