Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

TV EM QUESTãO > ‘SUPERSTAR’

Persistir no erro é caso de honra?

Por Pedro Henrique Lorena em 13/05/2014 na edição 798

Até quando a Rede Globo insistirá no Superstar? Esta é uma pergunta que me percorre todo domingo, logo após o grande “show da vida”, que não está nada Fantástico. Pois é, o que dizer da apresentação de Fernanda Lima, Fernanda Paes Lemes e André Marques? Um jogo de pingue-pongue entre cegos. Lima, apresentadora principal, conduz o programa de forma roteirizada-escancarada, dá até para enxergar o “famoso tp” no brilho dos olhos de “Fefê”; assim chamada por Fernanda Paes Lemes. E as entradas da “linda, gostosíssima e gata” Fernanda Paes Lemes, assim chamada pela apresentadora, com entrevistas rápidas sobre o que a família, amigos ou público estão achando sobre o programa? De fato, sem consistência televisa. E as gaguejadas de André Marques? Sem dúvida, um grande show de humor e música.

Que formato é este de programa? Não há um começo, meio e fim; tudo se torna improvisado. Dizem: “Mas, o programa é ao vivo.” E a arte de improvisar e fazer televisão, onde fica?

Em um dos capítulos de Superstar, tive a desonra de presenciar Ivete Sangalo humilhar uma banda porque não era de seu agrado. Mas levantou o painel e ela, por decisão obrigatória entre Dinho e Fábio, foi a madrinha da banda. Até se esconder debaixo da bancada, fez. Neste último domingo (04/maio), a rainha do Axé pediu desculpas pelo seu ato antiético diante da banda e do público.

Não é o ano da Rede Globo

O programa que deveria ilustrar me faz apagar a luz e ir dormir. A tecnologia envolvida, que computa votos pelos smartphones, com um aplicativo desenvolvido para o acesso gratuito do público, gerou revolta e indignação no primeiro mês de apresentação de bandas. Inúmeros casos foram repercutidos pelo Twitter e Facebook. Indivíduos que tentaram votar, porém houve falhas e relutância popular.

Não é somente o aplicativo que “trava” a falta de ética e a má apresentação que resume o programa, mas também a falta de um técnico que controle os microfones de todos os participantes. É todo mundo junto ao mesmo tempo; Fábio, Dinho, Ivete, Fernandas, André e a banda. Não há ordem, nem disciplina; bagunça nunca vista antes pela emissora. Além disso, a forma pela qual se escolhem os padrinhos. É um achismo total! Um diz quero, outro também, ninguém decide nada e Fernanda Lima acaba decidindo por todos, sempre com a mesma frase de que: “A voz do povo é a voz de Deus” e, a partir disto, a decisão é feita.

Diga-se de passagem, que este ano, não é o ano da Rede Globo; não só o Superstar está em baixa, mas também as novelas de todos os horários. A audiência é fraca; e a concorrência labuta pelo pódio. E o que fazer para mudar os prognósticos negativos? Alterações, reformas e significativas mudanças, voltar o dono de cada pingo do i, para sua verdadeira função.

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Pedro Henrique Lorena é professor de inglês

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