Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

TV EM QUESTãO > ‘OKAY PESSOAL’

De ombudsman não tem nada

Por Stephany Ramos em 27/05/2014 na edição 800

Quem costuma ficar acordado até mais tarde já deve ter percebido que Otávio Mesquita estreou no SBT há pouco menos de um mês. O apresentador já acordou celebridades, cobriu festas e se aventurou em programas de auditório, tanto no SBT quanto na Band. Era de se esperar que retornasse à “TV mais feliz do Brasil”. O Okay Pessoal vai ao ar por volta das duas e meia da madrugada, logo após o Jornal do SBT, desde 28 de abril.

Até aí tudo bem, o problema é que o novo programa não passa de uma reformulação do antigo Claquete, da Band. Com cenário mais caprichado, a produção enfeitou demais a embalagem e esqueceu-se do conteúdo. Pouco mudou do que já foi visto na outra emissora, falta um quê a mais. As matérias apresentadas são sempre ao velho estilo “sem noção” de ser. O programa tem a proposta de ser descontraído, moderno e com muita informação, mas só está seguindo a primeira linha.

Se tem mais uma coisa que pecou muito foi o quadro “Tábata, a mais abusada”. Personagem do próprio apresentador, que já havia sido apresentada em outras edições, foi repaginada, mas parece ter perdido o glamour. Em sua versão original havia mais produção, melhor acabamento nos quesitos maquiagem, cabelo e figurino. A personagem, que continua com a mesma voz, se propõe a ser ombudsman da emissora, o que significa ser “representante do povo”, com o papel de criticar a televisão, mas não é o que temos assistido nas exibições durante as madrugadas. Com piadas de péssimo gosto e falta de roteiro para o quadro alavancar, o que a análise bizarra sobre as próprias fotos do Instagram tem a ver com o papel de ombudsman?

Apesar desse estilo descontraído ser característico de Otávio, chega uma hora que a coisa já não funciona mais e deixa a desejar, servindo apenas como remédio para a insônia quando não se tem outras opções na TV aberta. Um pouco mais de foco, inovação e elaboração de roteiro poderia mudar essa concepção clichê que o programa tem passado.

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Stephany Ramos é estudante de Jornalismo

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