Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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ABTA projeta base de 20 milhões de assinantes até o final do ano

Por ‘Teletime’ em 05/08/2014 na edição 810

O mercado de TV paga deve fechar 2014 com 20 milhões de assinantes. A previsão é de Oscar Simões, presidente da ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura. Na apresentação da ABTA 2014, evento que começa no dia 5 de agosto, em São Paulo, a associação apresentou alguns números referentes ao setor. A base de assinantes do serviço em maio deste ano era de 18,8 milhões de assinantes, um crescimento de 10,8% sobre o mesmo mês de 2013. “Um crescimento de dois dígitos é algo muito expressivo. Demonstra a força de um setor que a população efetivamente adotou”, disse Simões.

A ABTA apresentou ainda a penetração do serviço por classe social em 2013. O serviço chegava ao final de 2013 a 34% da classe C, um avanço de dez pontos percentuais em relação a 2011 e de três pontos sobre 2012. Na classe B, o serviço chegava a 65% em 2013, contra 63% em 2012 e 51%, em 2011. Já na classe A, o serviço perdeu espaço. Em 2013, 87% tinham TV por assinatura, uma queda de um ponto percentual sobre 2012, mas um avanço de nove pontos sobre 2011. “A classe C é formada por aproximadamente 30 milhões de domicílios. Se a TV paga chega a pouco mais de 1/3, são mais de 10 milhões de assinantes. A classe C já é a maioria da base de assinantes do setor”, aponta Simões.

Receita

A receita do setor também segue avançando. A receita operacional bruta com mensalidade, banda larga e publicidade no primeiro trimestre de 2014 foi de R$ 7,5 bilhões, uma evolução de 15,4% sobre o mesmo período de 2013.

A publicidade, aponta Simões, representa um valor entre 5% e 6%. “A publicidade não acompanhou o crescimento do setor. Em mercados maduros, o setor tem pelo menos 10% do bolo publicitário. No Brasil, o setor mordia uma fatia de pouco menos de 5% do bolo até o final de 2013. “Até abril, o meio cresceu 60,5%, enquanto o mercado todo cresceu 16%. A TV paga foi o mercado que mais cresceu em 2013”, completa o coordenador do comitê de publicidade da ABTA, Fred Muller.

Postos de trabalho

No primeiro trimestre de 2014, o total de postos de trabalho nas operadoras de TV paga era de 109.209, crescimento de 12,5% em um ano. “Não estamos contabilizando ainda o avanço na geração de conteúdo, que também cresceu muito com as cotas de programação e conteúdo brasileiro”, diz Simões.

O aumento em cinco anos no número de postos de trabalho foi de 52%. Um crescimento expressivo se comparado a outros setores, como o automotivo (21%) e de máquinas (5%) no mesmo período.

Preços

A ABTA também atualizou o índice de preços de TV por assinatura realizado em 2012 e em 2013 pela Fipe, para um conjunto de 49 países, que englobam mais de 75% do PIB mundial. A constatação é que os preços estão abaixo da média mundial. A posição do Brasil no ranking é a 30ª, sempre analisando o preço do pacote básico. “O setor é competitivo. Mesmo sem qualquer regulação, o mercado acaba sendo disciplinado pela força do consumidor”, aponta Oscar Simões.

Feira e Congresso

A Feira e Congresso ABTA, realizada e organizada pela Converge Comunicações, que edita este noticiário, contará com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e com os presidentes das duas agências que regulam o setor, Manoel Rangel e João Rezende – da Ancine e da Anatel, respectivamente.

Uma novidade na programação do congresso este ano é o painel com a participação dos principais CEOs das indústrias de TV por assinatura e telecomunicações, que terá o formato de um talk show, ancorado pelos jornalistas Lucas Mendes e Ricardo Amorim, apresentadores do “Manhatan Connection”, programa brasileiro mais longevo da TV por assinatura.

“A feira é a maior de TV por assinatura da América Latina. Contará, este ano, com 123 expositores, sendo 81 internacionais”, aponta Rubens Glasberg, presidente da Converge Comunicações. “Este ano haverá uma arena de apresentações para os visitantes da feira, não apenas para os inscritos no congresso”, acrescenta. As apresentações serão feitas por empresas expositoras do evento.

A publicidade será abordada no congresso em várias sessões, reunindo profissionais de agências, especialistas em mídia e pesquisa de audiência.

No bloco regulatório, haverá a apresentação de uma das maiores avaliações já realizadas sobre o mercado clandestino de sinais de TV por assinatura no Brasil.

Outros temas abordados serão o switch-off do sinal analógico da televisão aberta, a produção nacional e a agenda regulatória da Ancine para o mercado de conteúdo.

Entre os destaques internacionais está a palestra de Lee Hunt, especialista em branding para canais de TV.

***

TV paga fecha o primeiro semestre com 18,97 milhões de assinantes

O Brasil fechou junho de 2014 com 18,97 milhões de assinantes de TV paga, uma penetração de 29,02% dos domicílios, segundo dados divulgados pela Anatel nesta terça, 29. O destaque foi para o forte desempenho da Net e da Vivo TV.

O grupo mexicano América Movil é o grupo econômico com a maior participação de mercado (53,28%), com uma base de 10,1 milhões de assinantes. Sob o guarda-chuva do grupo (que a Anatel ainda chama de Telmex) estão a Claro hdtv (3,7 milhões de assinantes, crescimento de 10 mil no mês) e a Net (6,4 milhões de assinantes, crescimento de quase 60 mil no mês). A Sky tem uma fatia 29,61%, chegando a 5,61 milhões de lares (crescimento líquido de 38 mil clientes no mês).

Na sequência vêm a Oi, com 886,55 mil assinantes (crescimento de 23 mil no mês); Vivendi (GVT), com 799,31 mil (crescimento de 14 mil); Vivo TV, com 687,81 mil (com um significativo crescimento de 70 mil clientes no mês); Big Brasil, com 159,19 mil; Algar (CTBC Telecom), com 133,28 mil; NossaTV, com 113,74 mil; Cabo Telecom (Natal), com 49,31 mil. Outras operadoras de menor porte dividem uma base de 417,05 mil.

O DTH continua avançando sobre as outras tecnologias de distribuição. A base de assinantes do serviço por satélite no final do semestre foi de 11,62 milhões, enquanto o cabo tinha 7,11 milhões de assinantes. A distribuição por fibra (FTTH) chegou a 61,49 mil assinantes, enquanto o MMDS fechou o semestre com 12,79 mil assinantes.

Com o desempenho das operadoras em junho, o crescimento anualizado do mercado ficou em 11,7%. É o segundo aumento seguido na taxa de crescimento, possivelmente impulsionado pelas vendas da Copa do Mundo.

Brasil

Na divisão geográfica, a maior densidade está na região Sudeste, em que o serviço chega a 41,19% dos lares, totalizando 11,68 milhões. Pela ordem, seguem as regiões Sul, com 2,8 milhões (densidade de 28,42%); Centro-Oeste, com 1,34 milhões de assinantes (26,64% dos lares); Norte, em 824,65 mil lares (17,25%); e Nordeste, em 2,27 milhões (13,34% de densidade).

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