Domingo, 20 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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A regulação necessária

20/10/2009 na edição 560

Para melhorar a qualidade dos programas exibidos na televisão brasileira o país precisa criar um órgão regulador com a função de mediar os interesses da sociedade e das emissoras. A avaliação é do ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Laurindo Lalo Leal.

Em debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia sobre a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, que completou quatro anos no domingo (18/10), Lalo disse que o país não possuiu instrumentos jurídicos para para fiscalizar o conteúdo das emissoras de televisão.

‘Não temos instrumentos [legais]. Infelizmente, com exceção das emissoras não comerciais, a maioria das grandes emissoras funciona de acordo com o mercado. Aqueles programas que dão mais audiência são colocados no ar e não há, para obtenção da audiência, outros critérios que não aqueles que buscam audiência a qualquer preço’, criticou Lalo.

‘As pessoas, às vezes, esquecem que é um serviço público que precisa ser acompanhado pela sociedade para que ele mantenha, de alguma forma, um nível de qualidade’, completou o ouvidor da EBC.

Pulsar das ruas

Para ele, o Brasil precisa seguir exemplo de países da Europa e também dos Estados Unidos, que possuem órgãos reguladores para acompanhar o que é veiculado nas empresas que possuem concessões públicas de comunicação.

‘É necessário que a sociedade se organize e a companha é um bom exemplo disso. É preciso que as pessoas se organizem para, de alguma forma, conquistar no início do século 21 algo que sociedades democráticas consolidadas, como nos Estados Unidos e na Europa, já fizeram no meio do século passado, que foi a criação de órgãos reguladores’, argumentou Lalo.

‘Apesar do temor dessa palavra [reguladora], não se pode fugir dela. [Tem que se criar] um órgãos democrático, com a participação ampla e diversificada da sociedade para que se possa estabelecer, não controlar, uma mediação entre o público e os concessionários de comunicação. Sentir o pulsar da sociedade, saber o que ela precisa e fazer com que isso chegue aos veículos de comunicação’, pontuou. ‘O Brasil está muito atrasado em relação a isso’, observou Lalo. [Edição: João Carlos Rodrigues]

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Repórter da Agência Brasil

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