Terça-feira, 25 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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A Eureka! de Arquimedes e a brincadeira da peteca

Por Celso Fernandes em 26/05/2009 na edição 539

Tudo ou quase tudo do que vemos e ouvimos diariamente em frente às telinhas e que não apitamos em quase nada, porém, não necessariamente seguindo a ordem do fator único para o que disse o sábio matemático grego sobre o volume do corpo e a água na banheira (descoberta que o fez sair correndo peladão pelas ruas afora), quem tiver alguma nova – e boa! – sugestão de pauta que levante o dedo. Agora, que temos medidas provisórias de sobra, alguém pode duvidar?

Ganha mais do que na época do ‘gatilho salarial’ do José Sarney, ora em plena forma física e ascensão governamental, querendo botar ordem e fazer faxina na Casa. Haja aspirador, pois, tudo desce goela abaixo bem mais que as pastilhas Valda, mas que não se aproxima em nada do genérico Simancol que em breve deve ser distribuído entre Vossas Excelências em ação. Vai tirar qualquer pigarro e rouquidão durante as CPI´s e sessões (extra)ordinárias.

Com a palavra, o (e)leitor!

Dura Cel, não. Dura mais ainda quando sai algo de novo no noticiário local e que eles não precisaram trabalhar muito (acredite) em aprovar aquela outra medida, quando não em benefício próprio, disfarçam no alheio – sob medida, óbvio. Fosse na banheira de água fria do velho Arquimedes naquela lonjura secular, o mestre e filho de astrônomo ia querer, sim, era fugir da escola de Alexandria para somar com os juros e dividendos do Senado. ‘Aonde estão os meus lucros, foram pro espaço ou estão descansando em paz em alguma ´República das Bananas`, que fica logo ali, próximo dos paraísos fiscais?’ Da cobiçada cidade de Absulândia, que todo mundo gostaria de entrar de passaporte carimbado na foto 3 x 4 e tudo, dessa eu já falei.

Pegando carona na tela vizinha

E só para um outro início de conversa e dizer que não falei da sua, da minha e da nossa outrora e ‘imexível’ poupança, cadê aquela que ‘Deu Fim?’ Neto, né? – aquela dos idos e fartos anos 80, que não me falhe a memória! Como, ainda – não ria! – daquelas latinhas ‘colloridas’ que começam a surgir por aí em campanhas por antecipação, tipo pit stop, ou daquele dedo-duro, o ‘Thomaz’ Jefferson socado de direita, dizendo que tinha sido culpa do armário, e não do pobre serviçal Mário. Ou mesmo como daquelas moedinhas ‘amanteigadas’ e da ordem da gastança. ‘Gaste, gaste o que puder e limpe toda a sua poupança, que vamos gerar milhões de empregos nesse e naquele outro país das multiplicadas (idem) emendas.’

E sem tirar uma letra sequer do abecedário desse nosso humor picante que passa por aqui, ‘no aumentativo do santo nome de batismo do meu amigo Antonio, vulgo, portanto, o Tonhão, vou lá querer escolher na ponta do teclado qual vai ser o meu futuro – e próspero – candidato!’ Pela internet ainda não vale? Ah! bom. Ainda mais se o camarada quiser votar antecipado. Igual nos BBB´s do Pedro Bial e que agora na Rede Record vai ser na fazenda, tenha dó. Vai que a cobra abandone o vício de fumar e só passe a comer, bom…

Ora, ora, ora, se a coisa passa de partido e de programa para programa, onde copiar lá de fora passou a ser mais que preciso, por que não ir à escola? Arriscaria na sorte – talvez do palitinho – do nosso ‘cara’, driblar num terceiro mandato? Com ele lá, na China, dia destes, o negócio só podia ser do Brasil. Mais línguas pudesse falar… Ops! No caso do animado Flintstones, ficaria: ‘Ô Dilmaaaa’… Que ela já anda falando, não vou repetir a sinopse do amedrontado Jason, e que pegando carona na tela vizinha, sobraria: ‘Eu sei muito bem o que vocês fizeram no último verão’ (Parte Um, Dois, Três) com direito a slow motion e tudo.

Alguma nova pegadinha?

E xô, chiado, sai dele! Se por aqui peão vira até presidente, que das papas eu não sei, mas vai gesso na língua? Santa malvadeza não é só pra picadura do desprezado mosquito, nem mesmo próprio do meu pobre Macuco. Sim, senhor, heim!

E quer outra? Prioridade zero serve de estepe político? Começaram até a arremessar no verbo, por aí, que coisa pegajosa passa de partido para partido e não tem antivírus que dê conta disso. Não há Norton nem AVG que elimine tal corrosão a baixo custo. Daí de você querer entrar novamente na brincadeira do advinha: ‘O que é o que é, pede voto e não cumpre, dá tapinha nas costas, mas não é doutor; diz que é seu amigo do peito, mas não é sutiã; some por uns tempos e depois reaparece?’ Não vale soprar. Tem uns de estatura média, 1,50m, mas que só pensam alto. Ao invés de investir na bolsa, investem nos bolsos. Dou-lhe uma…

Afinal, não queriam enxergar a luz! E bem que aquele castelinho do Edmar Moreira podia ser de areia, ou ter sido erguido em alto mar! Humildade é pouca. Filho de carteiro, pós-vírgula etc. e tal, com ou sem Arquimedes, Eureka! E que no pressuposto ‘chocoalhar todo mundo chocoalha’, se não conseguir falar diretamente com o pai da criança, Bill Gates, pergunte ao herdeiro Google que ele te responde numa boa. Quanto à peteca cair ou não, vai arriscar alguma nova pegadinha? Saques, em ‘espécime’, isso tem para dar ou é da gente comer na feira-livre?

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Jornalista, poeta e escritor, autor de As duas faces de Laura, O Sedutor, Sonho de Poeta (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de moda, cultura & TV, escreve semanalmente em jornais, revistas e sites relacionados às áreas

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