Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1060
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CADERNO DO LEITOR >

Chatô reencarnado

09/03/2004 na edição 267

Estou elaborando uma hipótese para este comportamento do Grupo Folha, que em parte poderia explicar como conseguiram descumprir todas as regras, por eles elaboradas, do Manual de Redação [ver remissão abaixo para ‘Folha editorializa título de matéria para atacar Lula’, de Luiz Weis].

A hipótese parte de um princípio do espiritismo, segundo o qual um espírito que ronda o planeta, que ainda não se acostumou com a desencarnação, acaba por encostar num vivente. Assim, o espírito do Assis Chateaubriand, que vagava por aí descontente com sua desencarnação, achou no Grupo Folha sua tábua de salvação para continuar fazendo das suas. Somente esta hipótese pode explicar um pouco isso que você fala sobre jornalismo combatente ou convencional. O grupo precisa imediatamente de um pai de santo ou centro espírita para se livrar deste espírito midiático. Ou na verdade é simples despeito?

Wagner Moraes, autônomo, São Paulo



Combativa e democrática

Aproveitando-se de um até discutível exagero da Folha, o articulista sugere que só agora esse jornal se tornou ‘um jornal de combate’, devido a um entrevero ocorrido em visita que o candidato Lula fez a sua redação. Esse é o fulcro do texto, apesar dos ‘arrodeios’ que faz para mascará-lo. Leio a Folha desde os tempos da ditadura, e sempre a conheci combativa e democrática. Ou Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar e FHC mereceram um tratamento diferente daquele que o Lula recebe?

Rodolfo Segabinazzi, assessor parlamentar, Brasília



Erro similar

A crítica de Luiz Weis tem validade, mas acaba caindo em erro similar ao cometido pela Folha de S.Paulo. O modelo jornalístico apresentado como padrão por Weis começa a se mostrar superado e não apenas a Folha mas diversos jornais já passam a adotar técnicas de texto interpretativo, demonstrando causas e conseqüências dos fatos, assim como sua contextualização. O erro do texto da Folha está na emissão de opiniões – que poderiam ficar para o leitor elaborar –, mas não existe nada de errado em se contextualizar que Lula anuncia o que ele chama de maior programa social da Terra exatamente no momento em que seu governo por pela sua maior crise.

Marcio Flizikowski, professor, Curitiba



Já é demais

Sobre o texto assinado por Luiz Weis, há muito tenho observado o lobby do periódico contra o governo Lula e, como trabalho no PT, também sei há tempos o motivo da mudança de paradigmas. Agora, editorializar título de matéria já é demais, não é? O pior é que leitores desavisados apenas absorvem tais falácias e não percebem que estão sendo doutrinados a assimilar idéias (aliás, na minha classe há muitos desses leitores!) É muito nobre a proposta de vocês, de tentar ‘abrir os olhos’ dos receptores de suas mensagens, para uma leitura crítica dos meios de comunicação.

Giovana Camargo



Duro de agüentar

Muito feliz e objetiva essa matéria de Luiz Weis. Sou assinante da Folha há muitos anos. Confesso que desde a última campanha presidencial minha vontade de cancelar essa assinatura foi muito grande pois, já então, o referido jornal dava mostras contundentes de que estava sendo absolutamente parcial em suas matérias políticas. Infelizmente não o fiz, e o que se tem visto, desde o primeiro dia do governo Lula, é uma saraivada de críticas destrutivas e destaques de primeira página totalmente indevidos, com uma sede premente de esburacar negatividades. Tá duro de agüentar esse que considerávamos o maior jornal do país.

Ângela Souza, administradora, Rio de Janeiro

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