Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

TV EM QUESTãO > ABC / DISNEY

Heróis são chamados para salvar rede ABC

Por Christopher Palmeri e Andy Fixmer em 13/08/2013 na edição 759

Reproduzido do Valor Econômico, 8/8/2013; intertítulo do OI

A Walt Disney aposta nos personagens da Marvel para salvar a situação em sua rede de televisão ABC, da mesma maneira como salvaram o estúdio cinematográfico da empresa. “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.”, que vai estrear em 24 de setembro na rede ABC, é produzida por Joss Whedon, diretor do sucesso de bilheteria “Os Vingadores”. A série pode atrair mais homens jovens para uma rede cujas séries pendem mais para o público feminino, como “Grey’s Anatomy” e “Scandal”. A ABC fez no domingo uma apresentação do primeiro episódio do programa, em um evento para críticos de TV em Beverly Hills, na Califórnia.

Paul Lee, presidente da ABC Entertainment, disse que a rede vem trabalhando com executivos da Marvel para aproveitar a experiência deles em marketing para o público jovem do sexo masculino, como uma aparição de Whedon e de membros do elenco na Comic-Con, a convenção de fãs de histórias em quadrinhos realizada em San Diego, no mês passado. Ele disse que o programa da Marvel está atraindo mais anunciantes para a rede, como os estúdios de Hollywood, que fazem a divulgação de seus filmes. “[O programa] despertou muito interesse da parte dos anunciantes”, disse.

Em “S.H.I.E.L.D”, o ator Clark Gregg retoma o papel do agente Phil Coulson, dos filmes da Marvel. Ele reúne um grupo de agentes que protege o público de acontecimentos estranhos ocorridos no mundo inteiro.

A ABC acabou em segundo lugar, depois da rede de emissoras da CBS, em número de espectadores na mais recente temporada da TV americana, mas ficou em último lugar entre as maiores redes americanas na faixa de espectadores de 18 a 49 anos, o grupo visado pelos anunciantes, segundo dados da Nielsen.

Cerca de 65% dos telespectadores da rede ABC são do sexo feminino, e a média de idade é de 53 anos. É a segunda faixa de idade mais elevada entre as grandes redes depois da CBS, segundo a empresa de publicidade Horizon Media, de Nova York, com base em dados da Nielsen, de pesquisa nas áreas de mídia e varejo.

Custos altos

Entre outros programas da rede ABC que estreiam neste ano nos Estados Unidos estão os seriados “The Goldbergs”, uma comédia com Jeff Garlin, da série da HBO “Curb Your Enthusiasm”, e “Back in the Game”, estrelado pelo veterano James Caan.

A rede continua a implementar uma estratégia baseada no que Lee chama de “mulheres emancipadas”, principalmente na programação de quinta à noite, que inclui a nova série “Once Upon a Time in Wonderland”, uma fantasia baseada no clássico infantil “Alice no País das Maravilhas”.

A Marvel, comprada pela Disney por US$ 4,2 bilhões em 2009, teve um enorme efeito sobre a divisão cinematográfica da empresa. O lucro operacional da unidade aumentou para US$ 722 milhões em 2012, em relação aos US$ 175 milhões de 2009. “Os Vingadores” foi o filme que obteve o maior lucro bruto do mundo no ano passado, com US$ 1,5 bilhão em bilheteria global, segundo a empresa de pesquisa BoxOfficeMojo.com.

“Homem de Ferro 3”, que tem Robert Downey Jr. no elenco como o industrial de armadura Tony Stark é o maior sucesso de bilheteria deste ano até agora, com uma receita mundial de US$ 1,2 bilhão.

A estratégia que envolve a Marvel foi tão bem-sucedida que no ano passado a Disney pagou US$ 4 bilhões pela Lucasfilm, a produtora de George Lucas, para poder usar os personagens de “Guerra nas Estrelas” em novos filmes, programas de TV e atrações de parques temáticos.

Lee disse que as conversações com a Lucasfilm começaram com a possibilidade de empregar o conteúdo da empresa em um programa de TV.

O lucro da rede de emissoras de TV da Disney caiu 40% no trimestre encerrado em 30 de março, para US$ 138 milhões, devido à alta dos custos da programação no horário nobre e à queda da receita de publicidade ligada aos índices de audiência, segundo a mais recente demonstração de resultados da empresa.

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Christopher Palmeri e Andy Fixmer, da Bloomberg, em Los Angeles 

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