Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

TV EM QUESTãO > DEMISSÃO DE CASOY

Isso é uma vergonha

Por Juliano Schiavo Sussi em 09/01/2006 na edição 363

Ele nasceu em uma família de imigrantes russos. Sua infância foi difícil, pois, ainda no seu primeiro ano de idade, contraiu poliomielite. Aos 9, foi levado aos EUA para fazer uma cirurgia nas pernas, pois tinha dificuldade de andar devido à perna direita ser menor do que a esquerda.

Deu a volta por cima e iniciou seu histórico profissional na rádio em 1956, aos 15 anos. Entrou para uma Faculdade de Direito e, faltando seis messes para se formar, desistiu do curso. Seguiu seu coração: optou por atuar na área jornalística.

Trabalhou nas rádios Piratininga, Santo Amaro, Panamericana e Eldorado. Na imprensa escrita, dirigiu a redação da Folha de S.Paulo (74 a 76 e de 77 a 88). No mesmo jornal foi editor de política e da seção Painel.

Estreou na televisão em agosto de 1988, no TJ Brasil do SBT, até junho de 1997. Alguns estudiosos o têm como o primeiro âncora da TV brasileira – jornalista a quem é dada autonomia para apresentar, editar e comandar de forma independente a equipe que produz o telejornal.

Ele também recebeu o Prêmio Rotary de Comunicação e o Troféu Imprensa de Telejornalismo em 1992, 1993, 1994 e 2001. Foi o âncora do Jornal da Record de 14 de julho de 1997 a 30 de dezembro de 2005. Mas afinal, quem é ele?

Ele é Boris Casoy, um crítico feroz da atual administração petista – uma administração que adora calar a imprensa – e teve seu contrato com a Record desfeito. Por quê?

A presidência da Record relatou a Casoy que o governo não admitia críticas e que teria ameaçado com corte de publicidade estatal no Jornal da Record, além de ter sugerido nomes para substituí-lo. Como o dinheiro fala mais alto no mundo capitalista, a direção da Record decidiu quebrar o contrato com o ‘simples’ jornalista.

Mais uma vez a administração de Luiz Inácio Lula da Silva dá mostras de que os ‘fins justificam os meios’. A quebra de contrato do jornalista Boris Casoy demonstra que as bases do governo petista se estruturam na manipulação. Como diria Casoy: ‘Isso é uma vergonha!’

******

Estudante de Jornalismo, 18 anos

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/10/2006 Norma Cândido Costa Rosário Cândido Costa Rosário

    Só o povo brasileiro é que perde com toda esta intolerância.Talvez nosso presidente também ‘ não saiba’ que tolir o direito da livre expressâo é aferir de forma violenta a democracia. Quanto a Record, perdeu telespectadores. Onde Boris Casoy estiver trabalhando, lá estaremos sintonizados.

  2. Comentou em 10/01/2006 alfredo sternheim

    O estudante Juliano tem provas do afirma no seu texto? Quando e onde a presidência da TV Record relatou a interferência do governo. Repetir boatos não é nada correto, ninguém tem certeza da saída desse jornalista outrora brilhante. Mas seu estilo excessivamente pessoal, como lembrou Eliakim Araujo em um artigo, já estava ultrapassado, já estava cansando. É perigoso apresentar notícias de forma opinativa, com julgamentos e pré-julgamentos como ele fazia. E seu bordão ‘isto é uma vergonha’ era seletivo, deixou de ser usado, por exemplo, no caso daquele deputado-bispo do PFL (era do partido na ocasião) que foi detido pela Polícia Federal transportando mala de dizimos (dez milhões de reais) em dia que deveria estar trabalhando na Câmara Federal. Agora, ficar repetindo, espalhando hipoteses como verdade, como faz o estudante de jornalismo, ai sim, isso é uma vergonha.

  3. Comentou em 10/01/2006 Edna Moraes

    Isso é uma vergonha.
    Como vergonhoso é esse Governo do PT.O presidente não sabe de nada, não ve nada.
    Quem precisa de um governo assim por mais 04 anos??

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem