Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 22 E 23/3

O Estado de S. Paulo

25/03/2008 na edição 478

TIBETE
O Estado de S. Paulo

Chineses divulgam lista de ‘ativistas procurados’

‘A China divulgou ontem uma lista de 21 manifestantes tibetanos ‘mais procurados’ acusados de ‘pôr em risco a segurança nacional’. Segundo Pequim, eles agrediram policiais, cometeram roubos ou incendiaram edifícios. Alguns teriam aparecido em imagens feitas em Lhasa, capital do Tibete, portando facas e espadas. Ao mesmo tempo, milhares de soldados avançavam na direção do Tibete para conter a revolta.

Em Dharamsala, na Índia, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, deu seu apoio ao dalai-lama, líder tibetano no exílio. Nancy qualificou a repressão chinesa de um ‘desafio para a consciência’ de todos os países e conclamou a comunidade internacional a condenar a ação da China. ‘Se nós, que defendemos a liberdade pelo mundo, não protestarmos contra a opressão chinesa no Tibete, perderemos o respeito para falar sobre direitos humanos em qualquer outro lugar.’’

CUBA
O Estado de S. Paulo

‘Granma’ cria seção com cartas de leitores

‘O jornal do Partido Comunista cubano Granma abriu ontem, após mais de quatro décadas de existência, uma seção com cartas de leitores. Em uma edição especial com 16 páginas em vez das 8 habituais, o jornal publicou mensagens contra e a favor das reformas que estão sendo discutidas pelo governo, sob o comando de Raúl Castro.’

 

INTERNET
Felipe Grandin

Cresce 120% o número de denúncias de pedofilia online

‘Levantamento da ONG SaferNet mostra que o número de denúncias de pedofilia na internet no Brasil aumentou 120% entre 2006 e 2007, passando de 121.358 para 267.470. Somente neste ano, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela entidade, recebeu 39.820 denúncias de pornografia infantil online – cerca de 500 por dia.

Esse crescimento se deve, em parte, à ampliação do acesso à internet e à maior divulgação do serviço na mídia. A grande quantidade de denúncias, porém, deixa claro que a pedofilia online é um crime que acontece em larga escala.

Apesar da dimensão do problema, não há política pública federal voltada para combater a pedofilia online. Em setembro de 2006, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) criou uma comissão responsável por elaborar um plano com esse objetivo, mas nada foi colocado em prática até agora. ‘O investimento do Estado brasileiro nessa área é zero’, afirma o presidente da ONG SaferNet, Thiago Tavares.

Ele cita a Polícia Federal, que investiga crimes virtuais de maneira quase informal, pois não há, em sua estrutura, uma divisão específica para esse fim. A PF requisitou a criação dessa divisão, mas o projeto está no Ministério do Planejamento desde 2005. ‘Os delegados são quase voluntários. E a prioridade são os crimes contra o patrimônio’, diz. ‘Apenas seis Estados têm delegacias especializadas, mas a estrutura, o pessoal e o treinamento são insuficientes.’

Enquanto não há uma ação estatal mais enérgica, o combate fica restrito aos que denunciam, às ONGs especializadas e ao Ministério Público Federal (MPF), que criou força-tarefa especializada na repressão à pedofilia online em cinco Estados. A primeira, em São Paulo.

São eles que recebem as denúncias feitas à central da ONG. As queixas chegam anonimamente e são analisadas por técnicos da SaferNet, que visitam os sites, coletam as evidências do crime e enviam um relatório aos procuradores do MPF, de acordo com o Estado onde está localizado o provedor que hospeda o site irregular.

Nos dois anos em que a Central está em funcionamento, foram produzidas 6 mil páginas de relatórios, em cerca de 500 notícias-crime. Apenas uma delas, sobre o site de relacionamentos Orkut, continha mais de 4 mil denúncias. Atualmente, há mais de 400 investigações em curso, 70% delas relacionadas à pedofilia na internet.

O principal entrave é conseguir levantar provas contra o autor dos crimes com os provedores de acesso que hospedam as páginas ilegais. Como não há legislação específica, é preciso entrar com uma ação na Justiça em cada caso pedindo a quebra de sigilo. Uma vez identificado, o pedófilo está sujeito à prisão, de acordo com o crime que cometeu.

Na terça-feira, começa a funcionar uma CPI no Senado com o objetivo de aumentar a punição aos pedófilos que agem na internet. O foco da comissão, criada pelo senador Magno Malta (PR-ES), é a Operação Carrossel da Polícia Federal, feita no ano passado para combater a pedofilia. Na época, foram cumpridos 102 mandados de busca e apreensão em 15 Estados. A intenção é levantar subsídios para mudar a lei.

Para Carolina Padilha, coordenadora no Brasil do instituto World Childhood Foundation (WCF), a criação de CPIs não é suficiente para resolver o problema. Ela cita a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Exploração Sexual, concluída em 2004, que tem propostas de lei ainda em tramitação. ‘A prioridade tem de ser dada aos projetos já em andamento.’’

 

TELEVISÃO
O Estado de S. Paulo

Sexo Forte vai ao ar hoje na Cultura

‘O episódio brasileiro da série Sexo Forte, que homenageia em documentários de 41 países as mulheres que ajudam a construir um novo mundo, vai ao ar hoje, às 20h30, na TV Cultura. A emissora brasileira foi a escolhida pela TVE (rede britânica que organiza a série) para produzir o vídeo que conta a história de Dagmar Garroux, a Tia Dag, presidente da Casa do Zezinho, grande cooperativa educacional que atende milhares de crianças e adolescentes em São Paulo. A Casa é para muitos a porta de entrada para a inclusão social e a esperança de um futuro mais digno. Tia Dag diz que busca com esse trabalho defender o ‘direito ao sonho’.’

 

Keila Jimenez

Pancadaria no SBT

‘O mundo-cão tomou conta dos bastidores do Aqui Agora, do SBT. Anteontem, durante a exibição do jornalístico, o apresentador Herbert Viana deu um soco em um dos produtores da atração, após uma discussão, segundo os presentes, infundada.

A briga começou enquanto uma reportagem do programa estava sendo exibida. Herbert começou a gritar com o produtor, dizendo que ele o estava prejudicando. Enquanto a matéria ia ao ar, Herbert, aos gritos, foi na direção do colega e lhe deu soco.

A briga foi apartada, e o jornalista encaminhado para a redação até o término do noticiário. Cristina Rocha, Luiz Bacci e Joyce Ribeiro seguiram no comando do programa. O diretor do jornalístico, Albino Castro, acabou demitindo o âncora.

Nos bastidores do programa já era fato que, há alguns dias, Herbert estava se comportando de maneira estranha e agressiva com os colegas, muitas vezes atravessando na vez de outro falar na atração.

O SBT ainda não sabe se irá substituir o apresentador, ou permanecerá só com os outros três. Vale lembrar que Ratinho anda de olho em uma vaga no jornalístico.’

 

 

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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

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