Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ENTRE ASPAS > TV À MANIVELA

Peões do asfalto

Por Celso Fernandes em 24/11/2009 na edição 565

Como é, não deu ainda aquela famosa esticada de olho no novo reality show fazendário? Nem bem começou ainda a segunda etapa e já planejam a terceira A Fazenda para bater todos os recordes de audiência na oratória da ‘vida dos outros’. Perguntas infames e elogios quanto aos 16 concorrentes na vigília do milhão é que não param de chegar. Tal aquela do ‘pega marrecos’ e se vai baixar o espírito do Raul Seixas para ensaiar outro rock das aranhas tudo virou piadinha batida.

Reticências a parte… o novo reality está no ar e não precisamos dar nomes aos muitos bois, nem sob a batuta de quem, pois todos são da casa. É ver, torcer, ouvir, goz(…) e relaxar! Afff! Só não esqueça de votar e eliminar no repertório das indescritíveis e sinceras afinidades e que tudo tem o jeitinho brasileiro do que nem bem assistimos ontem e já estão lascando na tela da Casa de Vidro, que é para todo mundo enxergar até a etiqueta do que eles usam por baixo dos panos. Nessa, creio, a pulga anda é treinando malabarismo atrás das orelhas.

É ver, gostar, coçar, deletar (ops) e… Tanto é que penso em instalar um ‘linha direta’ com essa rapaziada 24h D/N (Dia/Noite), isto sim, que é para ir armazenando minha soma de votos para cima da Carina Bacchi no bordão do ‘já levou’. Visto o fato – e se é de direito –, igual àqueles melodramas dublados que colocam para a gente engolir (e depois digerir, como postulou aquele senador ‘collorido’), por acaso não deixam os atores com cara de quem mastiga chiclete de bola sempre no sabor tutti-fruti?

O resto é roça

E quer outra? Com esse timaço todo aí perto do calorão imenso que promete fazer por aqui, logo mais vão começar a cantar é que o fogo está caindo. Aleluia! Podem passar a sacolinha e se é coisa de bispo, peão, rainha, também é da gente somar algo assim D., DMais(cedo). Oremos, irmãos, porque nessa nem mesmo a perereca na casa da minha vizinha escapa. Banguela, eu? Uma vírgula, que o meu biscoito gosto de molhar logo cedo no café da manhã. Sabe como é, a idade quando chega, chega para todo mundo, mas ainda não me sinto cantando aquela música do ‘tô fraco’, não. Só não sopra, que a vela apaga.

É ver, curtir, assanhar e… Boas opções é que não vão faltar dentro dessa nova jogada assim. Tudo original, criativo. Delícias do meu Brasil, soy loco por ti América, tenho espírito de porco, e pode tirar o jumento da chuva que eu ando é de olho (grande, né?) no time daquelas oito divas (lati)fazendárias, correndo atrás de agarrar o pinto. Tanto é que vou incluir alguns desses flashes para lá de reality show no arquivo dos meus favoritos.

Afinal, com a prendada Maria João Abujamra por lá, preparando o café da manhã ‘para nós’ quinze, pois um sempre fica de jejum, haja unhas para roer nos dedos das mãos. Com a Cacau Melo, dou um basta no contorcionismo da minha carcaça ’40tona’ e rôo até as unhas dos pés. Na pele das Oliveiras (Ana Paula e Andressa), bom, – D., D Adriana Bombom, olha a concorrência desleal, que eu não perdoo nem começo de filme no antigo preto e branco. E como já tinha declarado meu voto por aquelas trincheiras repletas de câmeras indiscretas para cima da Karina Bacchi (por certo, também louca para segurar o seu ganso), boto meu último milhãozinho na parada e não se fala mais no assunto. O duro é sempre duvidar da força que o bicho preguiça tem que fazer na hora de mexer o caldo. Principalmente no refrão das 24h D/N (Dia/Noite) de reprises ‘inéditas’ que eles colocam no ar. O resto é roça.

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Jornalista, poeta e escritor

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