Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
Menu

ENTRE ASPAS >

Presidente da Venezuela ameaça emissoras privadas

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 12/05/2009 na edição 537

Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


 


************


O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 12 de maio de 2009


 


VENEZUELA
EFE, AFP e AP


Chávez ameaça emissoras privadas


‘O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou tomar ‘medidas severas’ contra as emissoras de rádio e TV que ‘causarem problemas’ para seu governo. As ameaças foram feitas no domingo à noite, no programa de TV semanal do líder venezuelano Alô, Presidente. Chávez acusou os meios de comunicação privados de incitar o ódio e conspirar contra seu governo, apoiando rebeliões militares e tentativas de assassinato.


O presidente disse que as emissoras opositoras podem esperar ‘uma surpresinha’ se continuarem com ‘tais ações’. ‘Elas estão brincando com fogo, manipulando e incitando ao ódio’, afirmou. Ele não citou o nome de nenhuma emissora, mas ontem o chanceler venezuelano e vice-presidente do chavista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Nicolás Maduro, acusou o canal de TV opositor Globovisión e seu diretor, Alberto Ravell, de fazer ‘terrorismo midiático’.


‘Não vamos ficar de braços cruzados diante disso’, afirmou Maduro, após dizer que a Globovisión é um canal de ‘extrema direita’ que atua como um ‘partido político’.


‘Vamos apoiar nas ruas, com o povo, as medidas do Estado para pôr um fim a esse terrorismo midiático.’


Na semana passada, o Conatel, órgão que regula as telecomunicações na Venezuela, começou a investigar a Globovisión por ‘incitar o pânico e a ansiedade entre a população’ ao noticiar o terremoto que abalou Caracas no dia 4 sem antes consultar as autoridades do país.


Logo após o tremor, a Globovisión deu a informação do Serviço Geológico dos EUA de que o abalo sísmico seria de magnitude 5,4. Além disso, Ravell criticou o que qualificou como uma reação lenta de funcionários do governo.


Segundo a Conatel, apesar de a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas mais tarde confirmar a intensidade do terremoto, a TV pode ser multada ou obrigada a interromper suas transmissões temporariamente.


‘Essas ondas eletromagnéticas pelas quais transmitem as emissoras privadas são de propriedade pública, social’, afirmou Chávez, justificando as ameaças.


Em resposta, o prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, pediu que a população saia às ruas para defender a ‘liberdade de expressão’. ‘Só um regime ditatorial é capaz de ameaçar os meios de comunicação como fez ontem o presidente’, disse Ledezma. ‘Estamos em estado de alerta para nos mobilizarmos em defesa da liberdade de expressão.’


DESAPROPRIAÇÕES


Chávez também assinou no domingo a permissão para a expropriação de 10 mil hectares de terras. Segundo o presidente, essas terras estavam ociosas ou foram adquiridas de forma ilegal e agora serão destinadas à agricultura e ‘convertidas em projetos de unidades primárias de produção’.


‘A terra é por natureza propriedade de todos’, afirmou Chávez. ‘Quase todos os latifúndios são produto de roubo, da violência dos poderosos contra camponeses, pobres e indígenas. A revolução chegou para pôr as coisas em seu lugar.’


Na sexta-feira, o governo venezuelano estatizou 60 empresas que prestavam serviços para a indústria petrolífera, fazendo desde o transporte de equipamentos até a injeção de água e gás nos poços.’


 


 


Reuters e AP


RCTV saiu do ar em 2007 causando onda de protestos


‘Em maio de 2007, o governo venezuelano recusou-se a renovar a concessão da opositora Rádio Caracas Televisão (RCTV), que estava havia 53 anos no ar e era a emissora de TV mais popular da Venezuela. Chávez acusou o diretor da TV, Marcel Granier, de ter participado do golpe contra seu governo em 2002. Na época, a decisão desatou uma onda de protestos em toda a Venezuela. Os grupos estudantis venezuelanos tiveram uma grande participação no movimento – o que não ocorria havia muitos anos no país.


Desde então, a RCTV transmite a partir de Miami em sinal fechado. Os índices de audiência da emissora que a substituiu na frequência do canal 2 – a Televisão Venezuelana Social (Teves) – são de cerca de 2%. Quando ainda transmitia em sinal aberto, a RCTV costumava ter 40% da audiência.’


 


 


ROXANA SABERI
O Estado de S. Paulo


Jornalista americana é libertada em Teerã


‘A Justiça iraniana libertou ontem a jornalista americana Roxana Saberi, presa desde janeiro sob acusações de trabalhar como espiã para os EUA. Roxana, que é de origem iraniana, teve sua sentença reduzida de 8 para 2 anos, mas já está livre para deixar o Irã.


De acordo com o porta-voz do Judiciário iraniano, Ali Reza Jamshidi, a decisão da corte sobre o caso da jornalista foi um gesto de ‘misericórdia islâmica’ porque Roxana colaborou com as autoridades e expressou arrependimento.


A libertação da jornalista é um importante passo no caminho para o restabelecimento das relações entre os EUA e o Irã. Washington já havia criticado Teerã pela prisão de Roxana e pedido por diversas vezes a retirada de acusações contra a jovem. Segundo analistas, a decisão também pode ajudar o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a ganhar alguns pontos políticos internamente a poucas semanas das eleições gerais de 12 de junho – nas quais ele tentará a reeleição.


O pai de Roxana, Reza Saberi, nasceu no Irã, mas vive há anos em Fargo, no Estado de Dakota do Norte, na companhia da mulher, Akiko, de descendência japonesa.


Os dois estavam visivelmente emocionados quando chegaram ontem na prisão de Evine, em Teerã, para ver a filha. ‘Estou muito feliz que ela está livre. Roxana está em boas condições’, afirmou Saberi. ‘Esperávamos a libertação dela, mas não tão rápido assim.’ Ele disse que Roxana deve deixar o Irã entre hoje e amanhã. No dia 21 a jornalista iniciou uma greve de fome para protestar contra sua condenação, mas interrompeu a manifestação duas semanas depois, a pedido de seus pais.


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou a libertação, afirmando estar ‘satisfeita’ com a decisão tomada pela corte iraniana.


Roxana, que foi coroada Miss Dakota do Norte em 1997, vivia no Irã havia seis anos, onde trabalhava como jornalista freelancer para diversas organizações – como a BBC e a Fox News, por exemplo. Ela foi presa no fim de janeiro em Teerã e condenada em 13 de abril por espionagem. O Ministério de Relações Exteriores do Irã afirmou que ela estava trabalhando ilegalmente no país porque seu visto de jornalista havia vencido em 2006.’


 


 


ENTREVISTA
O Estado de S. Paulo


Deputado bate boca com entrevistador


‘Em entrevista à Radio Eldorado ontem sobre a reforma política, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)bateu boca com o jornalista Daniel Piza ao defender voto por lista partidária independentemente da adoção do sistema distrital misto. Quando Piza disse que era necessário que a sociedade debatesse essa concepção, Ibsen reagiu. ‘A melhor representação da sociedade não é um microfone de rádio, mas o Congresso Nacional.’ Ao falar de corrupção no Legislativo, Ibsen disse que ‘o Congresso tem os defeitos do povo brasileiro’ e ‘desvios de conduta são encontrados até dentro de convento’. ‘Na mesma proporção que existe na sua emissora de rádio, num grande jornal, na grande universidade.’’


 


 


BLUSH
O Estado de S. Paulo


Tabloide revela dicas de beleza de premiê


‘Um assessor pessoal do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, esqueceu ontem num táxi de Londres papéis que revelam o roteiro de automaquiagem seguido por seu chefe todos os dias. As dicas de como usar blush e pó facial foram publicadas pelo tabloide britânico The Sun e causaram embaraço para o premiê, de 58 anos.’


 


 


LITERATURA
Ethan Bronner, The New York Times


Amos Oz, caneta preta para falar de política e azul para histórias


‘Há quatro décadas Amos Oz é conhecido em Israel e em todo o mundo por duas de suas características: sua visão política ardentemente liberal e a observação íntima presente na sua ficção. Ele sempre insistiu que se tratam de coisas distintas, e de fato assim parecem ser. Seus romances e contos não são alegorias do conflito palestino, mas histórias profundamente humanas de ambiguidade e melancolia. Os ensaios políticos, por sua vez, expõem argumentos com transparência completa.


Uma das maneiras pelas quais ele mantém a separação entre as duas formas de escrita é a utilização de canetas de cores diferentes – uma preta e uma azul – que repousam na sua escrivaninha neste escritório repleto de livros na sua casa nesta cidade desértica.


‘Eu nunca confundo as duas’, diz ele a respeito das canetas. ‘Uma serve para mandar o governo ao inferno. A outra é para contar histórias.’


Nos seus 70 anos, comemorados nesta semana com um festival de três dias em Arad e uma conferência acadêmica realizada na Universidade Ben-Gurion em Bersheva, além do lançamento simultâneo da tradução inglesa do seu mais novo romance e de uma nova coletânea de obras traduzidas de ficção e não ficção intitulada O Leitor de Amos Oz, ele oferece uma oportunidade de enxergar seus dois estilos de escrita por meio de uma única lente. Ficção e não ficção emanam da mesma fonte, diz ele – a empatia. As duas tentam imaginar o próximo.


‘É esta a minha profissão’, destacou ele num inglês preciso e manso enquanto caminhava, em um recente final de tarde, sob as tonalidades rosadas do deserto de Arava e o Mar Morto reluzindo no horizonte. ‘Acordo pela manhã, bebo uma xícara de café, sento-me à escrivaninha e começo a me perguntar: ?E se eu fosse ele? E se eu fosse ela? Como me sentiria? Como reagiria??’


Oz, cujo humor é tão seco quanto o clima, é um dos autores mais estimados de Israel – ao lado de A. B. Yehoshua, Aharon Appelfeld e David Grossman – e o seu novo romance, Rimas da Vida e da Morte, lança um olhar algo brutal sobre a vida e a sensibilidade de uma celebridade da literatura.


O protagonista, conhecido simplesmente como Autor, se mostra cheio de uma camaradagem forçada em relação a figuras culturais menores, de elogios insinceros a mulheres vulneráveis e de falsa modéstia diante daqueles que o admiram. Mas ele demonstra um poder de observação especialmente aguçado para o detalhe narrativo e uma propensão quase incontrolável à invenção.


Tão logo uma garçonete lhe traz café, ele cria a história dela, repleta de amores e perdas. Ao final, o Autor evoca uma compaixão surpreendente; sua jornada é compulsiva e desprovida de alegrias, mas ainda assim vital de alguma maneira.


O escritor nega que o personagem tenha traços autobiográficos, apesar de ter argumentado, numa entrevista publicada em 1990 no jornal Haaretz: ‘Sempre existe uma parte de mim que não se envolve, que se senta à parte e observa. Às vezes é um olhar que se mantém distante, quase hostil. Muito frio.’


O novo livro discute, tanto explícita quanto implicitamente, os méritos de se escrever ficção, sugerindo que se trata menos de um nobre esforço do que de uma compulsão, como o sexo e o sonhar.


‘A necessidade de se contar uma história é algo elementar, primevo’, acrescentou Oz quando a questão foi levantada. Mas isso não significa que se trate de uma tarefa simples, especialmente num lugar como Israel. Como ele destacou: ‘Não é fácil escrever romances e contos no coração de um drama político.’


Como ele lembrou outro dia. ‘Quando meus amigos e eu começamos a defender a solução de dois Estados em 1967, éramos tão poucos que seria possível realizar nossa assembleia nacional dentro de uma cabine telefônica.’


Esta perspectiva é hoje amplamente difundida: a administração Obama disse estar firmemente comprometida com esta solução, apesar de ela ter perdido apoio entre israelenses e palestinos, conforme cada um dos dois lados enxerga o outro com mais suspeita, desconfiando das suas pretensões guerreiras. A campanha militar israelense na Faixa de Gaza, alguns meses atrás, realizada para impedir o disparo de foguetes do Hamas contra cidades israelenses próximas a esta, só fez aumentar esta desconfiança mútua.


Amos Oz apoiou o ataque, considerado por ele uma resposta apropriada aos disparos de foguetes, mas segundo ele a ofensiva deveria ter sido suspensa depois de alguns poucos dias, em vez de ter prosseguido por três semanas. Ao mesmo tempo, ele se mostrou entristecido com o comportamento dos soldados israelenses em Gaza.


O novo governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu representa uma posição bastante à direita de Oz. A administração não se comprometeu com a solução de dois Estados e diz que jamais partilhará Jerusalém com os palestinos. Oz guarda esperanças apenas modestas de que o governo possa surpreendê-lo.


Ser um israelense de 70 anos, segundo ele, é como ser um americano de 250 anos. Ele testemunhou o nascimento do seu país há 61 anos. ‘Eu participei da Festa do Chá em Boston’, disse o autor, piscando. ‘Conheci George Washington e Abraham Lincoln pessoalmente.’ TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL’


 


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


Carnaval no gelo


‘Sem o ziriguidum da Sapucaí, nem do Anhembi, muito menos do baile gay, a Record entrará em uma fria no próximo carnaval. Literalmente. A emissora já se prepara para sacrificar nesse período seis horas, no mínimo, de sua programação, por conta da exibição da Olimpíada de Inverno em Vancouver, no Canadá.


Com direitos exclusivos de transmissão do evento na TV aberta, a rede pretende enviar cerca de 60 profissionais, entre técnicos e jornalistas, ao local.


Já em dezembro, a emissora abre espaço em sua programação para boletins e reportagens sobre as modalidades dos jogos de inverno, como o bobsleigh, o combinado nórdico ou o skeleton. Ah, vai dizer que não sabe do que se trata? Se a resposta é ‘não’, bem-vindo a média do público da emissora ou melhor, da TV brasileira. Mesmo assim, a Record acredita na força do marketing esportivo que essa transmissão pode lhe dar.


‘Vamos sacrificar nossa grade, talvez até em audiência, mas queremos nos firmar como a emissora dos esportes olímpicos, e o caminho começa na Olimpíada de Inverno’, fala o diretor de Jornalismo da Record, Douglas Tavolaro.’


 


 


 


************


Folha de S. Paulo


Terça-feira, 12 de maio de 2009


 


OPINIÃO PÚBLICA
Clóvis Rossi


Sérgio é ‘o cara’ (ou a cara)


‘SÃO PAULO – O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) tem mesmo que recorrer ao Supremo para continuar relator do caso do deputado do castelo.


Não seria justo dispensar o deputado que se lixa para a opinião pública. Por um motivo simples: ele é a cara do Congresso Nacional. Vamos ser francos: todos os congressistas, salvo no máximo meia dúzia, se lixam para a opinião pública -o que, aliás, já foi dito mais de uma vez neste espaço, bem antes da frase de Moraes.


Não dependem dela para se eleger, que é o único ‘projeto’ que têm. Elegem-se, como Moraes, por distritos não necessariamente geográficos. São, em geral, distritos pequenos, como a Santa Cruz do Sul a que Moraes deve seu mandato (115 mil habitantes).


Outros distritos são de, digamos, comunidades (étnicas ou a de ouvintes de uma dada rádio etc.). Para os eleitores desses ‘distritos’ conta pouco ou nada o comportamento ético de seu representante. Vale o que ele traz ou pode trazer de benefícios para o ‘distrito’. Mais do que a cara do Congresso, Moraes é também a cara de uma fatia ponderável do Brasil. Chegou a ser afastado da prefeitura de sua cidade porque fez um ‘gato’ telefônico: instalou um telefone público na casa da família.


Preciso dizer quantos ‘gatos’ existem por aí, nos mais diferentes equipamentos públicos? Não há, por acaso, ‘gatos’ de instalações de TV a cabo em condomínios de classe média?


Não vamos esquecer que, tanto no final do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso como em idêntico período de Luiz Inácio Lula da Silva, pesquisas Datafolha mostravam que algo em torno de 80% dos eleitores enxergavam corrupção em um e no outro governo. Não obstante, ambos se reelegeram até confortavelmente.


Tradução inevitável: parte do público se lixa para a corrupção.’


 


 


Carlos Heitor Cony


Opinião e público


‘RIO DE JANEIRO – Deputado federal desconhecido irritou a mídia ao declarar que estava se lixando para a opinião pública. No fundo, quis dizer que se lixava para a própria mídia, que segundo ele, não forma nem informa a dita opinião pública.


A reação dos veículos de comunicação foi, como se devia esperar, imediata e truculenta. A declaração do deputado foi considerada um insulto -e, na realidade, a intenção dele deve ter sido essa. Além das intenções, o que sobra é o conteúdo de sua afirmação. Há mesmo uma opinião pública ou apenas uma opinião do público? Não parece, mas são coisas diferentes.


A começar pela raiz da questão. Ao se falar em opinião pública, imagina-se um pensamento ou um sentimento comum sobre determinado assunto ou coisa. A opinião do público é como aquela dona da ópera de Verdi: ‘è mobile’. Além disso, o público é heterogêneo por definição e mal informado por formação.


Até que a mídia não tem culpa nisso tudo. Ela faz o que pode. Não é perfeita nem dá conta do recado integralmente. Às vezes tenta fazer mais do que pode, às vezes se estrepa. O fato é que o público, a mídia, os governantes, os representantes do povo fazem parte de uma coisa complicada e imperfeita que é a sociedade.


É comum e banalíssimo apelar para ela, em nome da qual é cobrado um comportamento cívico e moral mais que perfeito, como se ela, a sociedade, fosse a pedra de toque, o referencial básico para o julgamento dos atos e fatos humanos. Na realidade, o único referencial existente e imutável é o próprio homem, feito do barro e destinado ao pó.


Pessimista profissional, gosto de citar um dos melhores personagens de Shakespeare, o vilão Iago: ‘men are men’. Os homens são homens.’


 


 


CONGRESSO EM FOCO
Painel do Leitor


Congresso


‘É incorreto vincular o site Congresso em Foco, como fez a Folha em suas edições de sexta-feira e de sábado, a atividades de ‘assessoria de imprensa’ realizadas pela Oficina da Palavra (‘Escândalos no Congresso projetam site’, Brasil). O Congresso em Foco é sustentado pelas receitas geradas pelo iG, portal que o hospeda, por publicidade e por projetos especiais, observando sempre a prática de estampar nas suas páginas, de modo claro, os nomes dos seus anunciantes, patrocinadores e parceiros comerciais ou institucionais. Quando tais receitas são insuficientes para pagar os custos, a diferença é coberta com os recursos próprios do abaixo assinado, seu sócio majoritário, recursos esses obtidos por meios legais, declarados à Receita Federal e perfeitamente compatíveis com a independência e credibilidade do site, que podem ser atestadas pela frequência com que ele tem abastecido o noticiário de outros veículos, incluindo a Folha.


Isso ocorre não porque o site tenha sido projetado por ‘escândalos’, como sugere o título da reportagem de sexta-feira, mas pelos cuidados técnicos e preocupações editoriais que o tornaram uma referência confiável para acompanhar a política brasileira. O Congresso em Foco tem razão social, sede, redação, sócios e objetivos distintos dos da Oficina, que, ao contrário do que afirmou o jornal, não presta serviços de assessoria de imprensa a nenhuma das empresas apontadas pela Folha como seus clientes nessa área, a não ser ao próprio site.


Nesse caso, ela oferece colaboração gratuita, como fizeram ao longo dos últimos anos inúmeros leitores, colegas e colunistas, todos movidos pelo objetivo comum de consolidar o primeiro projeto de alcance nacional da internet brasileira com propriedade e operação inteiramente controladas por jornalistas profissionais.’


SYLVIO COSTA, diretor do Congresso em Foco (Brasília, DF)


Nota da Redação – O diretor do Congresso em Foco detém 10% das ações da assessoria Oficina da Palavra; os outros 90% são de sua mulher; até 2005, ele detinha 99% da participação. As empresas funcionam em salas contíguas e compartilham serviços administrativos e de contabilidade. A lista dos clientes da assessoria foi obtida no site www.oficinadapalavra.com.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Uma pausa


‘No destaque de ‘Financial Times’ e outros no fim do dia, a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento, o ‘clube dos ricos’, vê sinais de ‘uma pausa’ na desaceleração de China e até de europeus como Reino Unido e França.


Nas mesmas reportagens, o presidente do Banco Central Europeu avalia que ‘algumas grandes economias’ bateram no fundo e o vice-diretor do BC da China faz a previsão de um retorno ao ‘crescimento acelerado e sustentável’ no país.


FRANGO, AVIÃO E POLÍTICA


O ‘Valor’ adiantou o que Lula vai levar à China, nesta semana. Em destaque, ‘abrir o mercado para frangos e suínos’ e aumentar ‘os pedidos de aviões da Embraer’.


Já Pequim quer, ‘com as descobertas de novos campos de petróleo, ampliar a cooperação’. Mas ‘Lula quer também falar de política e articular com a China uma ação coordenada em instâncias como a reunião dos Brics em junho e a ONU’.


CHINA & BRASIL


O governo brasileiro diz que é ‘circunstancial’ a posição da China como maior parceiro comercial. Mas o ‘China Daily’, ontem em reportagem sobre a feira de Canton, destacou como faltaram ‘compradores da Europa e dos EUA’ e avançam sauditas, brasileiros, turcos. Um executivo de calçados declarou que ‘o principal mercado para a companhia agora é a América Latina’.


EUA & BRASIL


Em contraposição, o Eximbank americano ‘triplicou o crédito ao Brasil’ e o secretário do Comércio, Gary Locke, anunciou na Cúpula do Investimento Latino-Americano da Reuters uma ‘agenda comercial agressiva’.


Ele cobrou a abertura do mercado brasileiro, enquanto o novo representante comercial dos EUA, Ron Kirk, viajou a Genebra disposto a ouvir o Brasil sobre Doha.


POR SETOR, NÃO PAÍS


O ‘Washington Post’ postou conselhos sobre como investir depois da crise e sublinhou a ‘interconexão’ global dos mercados, exemplificando com o caso brasileiro.


OMS, GENÉRICO E GRIPE


A Associated Press noticiou críticas à Organização Mundial da Saúde por agir ‘devagar’ na extensão dos medicamentos ‘genéricos para a gripe suína’. O laboratório Roche, que faz o Tamiflu, já se diz ‘pronto para discutir alternativas’, mas nada da OMS. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, países ‘como Tailândia e Brasil’ seriam os maiores beneficiados.


GOOGLE TIMES?


A ‘Fortune’ deu ontem e ecoou por toda a cobertura de mídia dos EUA que David Geffen, magnata de Hollywood, e Larry Page, fundador do Google, entraram separadamente em negociações para compra de parte do ‘New York Times’, sem sucesso.


Por outro lado, o ‘Washington Post’ noticiou que está em conversas com o Google para ‘possível colaboração’, inclusive o lançamento de novos sites. E o ‘NYT’, em ‘tweet’ enviado de reunião estratégica do próprio jornal, ontem também, postou que o ‘WP’ ‘não é o único jornal em conversas com o Google’.


MICROPAGAMENTO


O editor-executivo do ‘Wall Street Journal’, Robert Thomson, adiantou a Reuters e ‘FT’ os planos para o futuro dos jornais da News Corp. de Rupert Murdoch. Além das assinaturas, haveria ‘um sofisticado sistema de micropagamentos’, cobrando ‘alto preço por material especializado’ em setores como energia e commodities.


OU DOAÇÃO


Já o ‘NYT’, em ‘tweets’ monitorados pelo blog ValleyWag, ‘não quer quer seu conteúdo padrão seja cobrado, porque afetaria o faturamento publicitário on-line’. Seu plano envolveria ‘levar os leitores que amam o jornal a doar’, mantendo acesso livre e desenvolvendo um programa para oferecer novos produtos e vantagens.


‘O MAIOR DO MUNDO’


O blog de mídia Romenesko destacou que, também via Twitter, ontem, o ‘NYT’ anunciou a nova versão do Times Reader, proclamando: ‘O futuro chegou. Lê-se como um jornal e como um site. Uma maneira simples e bonita de desfrutar o maior jornal do mundo’.


UM MARCO


Em destaque nas buscas de Brasil no Yahoo News, ontem, a derrubada da Lei de Imprensa pelo Supremo, dias atrás, no que é avaliado como ‘um marco’ para a liberdade de imprensa pela Comissão para Proteção de Jornalistas, de Nova York.


NOTÍCIA BOA


E na home page do UOL, ontem também, uma ‘notícia boa do Congresso’, na avaliação de Fernando Rodrigues, em vídeo sobre o projeto a ser apresentado esta semana, para a criação de uma ‘lei de acesso fácil a informações públicas’ no país.’


 


 


ROXANA SABERI
Associated Press


Jornalista dos EUA presa no Irã é libertada


‘A jornalista irano-americana Roxana Saberi, condenada no mês passado a oito anos de prisão no Irã por suposta espionagem, foi libertada ontem, um dia depois de a sua sentença ter sido reduzida por um tribunal a dois anos em regime condicional.


Saberi foi recebida na saída da prisão pelos pais e poderá voltar aos EUA, o que deve acontecer nos próximos dias. Washington se disse ‘aliviada’ com a libertação da jornalista.


O controvertido caso, surgido em meio a uma distensão entre Washington e Teerã, traduz a pouca transparência do sistema jurídico iraniano.


Saberi, 31, foi presa em janeiro sob a acusação inicial de comprar bebida alcoólica, o que é proibido no Irã. Mais tarde, a Chancelaria iraniana afirmou que a jornalista trabalhava de forma ilegal no país, pois suas credenciais de imprensa teriam expirado.


Finalmente, no mês passado, antes de se iniciar o julgamento -a portas fechadas-, a Justiça afirmou que Roxana era ‘espiã’ para Washington.


Analistas afirmam que sua prisão foi orquestrada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, que teria usado a jornalista como instrumento de barganha política com os EUA. A libertação mostraria a suposta boa vontade do Irã.


Mas há relatos de que a confusão no caso evidenciou disputas internas entre Ahmadinejad e segmentos ultrarradicais que controlam o aparato de segurança nacional.’


 


 


VENEZUELA
Fabiano Maisonnave


Chávez ameaça fechar outra TV opositora


‘O presidente venezuelano, Hugo Chávez, prometeu retirar a licença da emissora oposicionista Globovisión, a mais crítica do seu governo. A ameaça ocorre num momento em que o canal de TV especializado em notícias responde a três procedimentos administrativos que podem levá-lo à perda da concessão e coincide com o aumento de processos judiciais contra líderes opositores.


Durante o seu programa dominical de TV, ‘Alô, Presidente’, Chávez chamou o diretor do canal, Alberto Federico Ravell, de ‘louco com um canhão’ e disse que ‘isso [Globovisión] vai acabar ou deixo de me chamar Hugo Chávez Frías’.


‘O tempo de vocês acabou, oligarcas. Digo apenas para reflexão. Espero que o meu chamado possa ter algum efeito sobre eles, o que eu duvido, porque estão cheios de ódio e não pensam racionalmente.’


Três dias antes, na quinta-feira, a Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações), órgão regulador do setor controlado pelo chavismo, abriu um procedimento contra a Globovisión por causa da cobertura realizada na madrugada do dia 4, quando Caracas sofreu terremoto que, apesar de ter chegado a 5,4 na escala Richter, só provocou danos menores.


Em nota, a Conatel disse que a cobertura jornalística do terremoto ‘poderia ter gerado alarme, temor, confusão ou pânico entre a população, produzindo nos indivíduos um sentimento de que estão em perigo e desprotegidos’.


A Globovisión tem dez dias úteis, contados a partir do dia 7, para apresentar sua defesa. Depois, a Conatel anunciará se haverá sanções contra a emissora.


A acusação foi rechaçada por Ravell, que disse que o único ‘erro’ da emissora foi ter dado a notícia do terremoto antes da estatal VTV. ‘Abriram um procedimento por apresentar uma informação de interesse público. É a primeira vez que vão punir um canal por divulgar uma informação que buscava tranquilizar os venezuelanos.’


Para valer


Não é a primeira vez que Chávez ameaça a Globovisión, um dos canais que apoiaram abertamente o frustrado golpe de abril de 2002. Mas recentes ações contra a oposição, como o processo criminal que levou o prefeito licenciado de Maracaibo, Manuel Rosales, a se exilar no Peru, sugerem que a ameaça agora é mais séria.


‘Desde que ganhou o referendo de 15 de fevereiro [que aprovou a reeleição indefinida], Chávez se sente mais fortalecido’, disse à Folha Marcelino Bisbal, professor de comunicação da Universidade Católica Andrés Bello.


Bisbal acredita que a Conatel fará um ‘teste’ e tirará a Globovisión do ar por 72 horas, para ver como reage a opinião pública, antes de decidir pelo fechamento definitivo do canal.


Para ele, a saída do ar da Globovisión dificilmente provocará manifestações semelhantes às ocorridas há dois anos, quando Chávez retirou a concessão de outro canal oposicionista, a RCTV. ‘A Globovisión não tem novelas. Por isso, tem um público mais restrito e sobretudo de classe média.’


A Globovisión só transmite notícias e é atualmente o terceiro canal mais visto do país, com cerca de 11% da audiência.’


 


 


INTERNET
Agora


Mulher recebe indenização de ex que expôs fotos no Orkut


‘Depois de quase cinco anos de espera, uma mulher conseguiu da Justiça paulista uma indenização do ex-namorado de R$ 50 mil por danos morais.


Ela o acusa de divulgar no site de relacionamentos Orkut 50 fotos dela nua e fazendo sexo oral. As imagens são acompanhadas de nome e telefone.


O registro foi feito à época em que os dois namoravam e estudavam juntos na USP (Universidade de São Paulo).


Após a vitória na Justiça, em abril, ela contou sua história ao site G1, em reportagem publicada ontem. Segundo a reportagem, a defesa do ex-namorado já entrou com recurso da decisão alegando que ele não foi o responsável pela divulgação.


A mulher, hoje com 30 anos, disse que após a publicação das imagens, em 2005, não se firmou em empregos como professora. Agora é atendente de telemarketing bilíngue.


Ela disse que chegou a dar aulas por dois anos em uma escola particular, mas saiu do emprego após um aluno de 13 anos descobrir as fotos. ‘Coloquei meu diploma embaixo do colchão para não amassar e perdi o contato com a maioria das pessoas que conhecia’, afirmou.


O fantasma que a persegue é difícil de ser aniquilado. Uma vez na rede, não há mais controle sobre o material, que continua a circular na internet.’


 


 


Bruna Bittencourt


remixer.com


‘Sob a alcunha de Girl Talk, o produtor americano Gregg Gillis ficou conhecido por seus excêntricos mash ups, nos quais se apropria de dezenas de trechos de músicas de outros artistas, editados e rearranjados, para criar novas faixas.


Mas, para lançar cada um dos seus quatro álbuns, Gillis teria de ter desembolsado US$ 4,2 milhões com licenças para editoras e gravadoras -o que nunca aconteceu. O cálculo foi feito pelo diretor canadense Brett Gaylor em ‘RIP: a Remix Manifesto’, documentário que parte de Gillis para discutir o direito autoral na era da informação e que agora está disponível em www.ripremix.com/ripit.


‘Sempre houve uma tensão entre a internet e as ideias tradicionais que cercam propriedade intelectual’, diz Gaylor, 32, em entrevista à Folha.


Em ‘RIP’, o diretor defende a chamada cultura de remix, na qual, a partir do download -seja de uma música, seja de um filme-, internautas podem transformar uma obra já conhecida em algo novo, como sugere ser o caso de Gillis. ‘É uma forma de cidadãos não serem mais só consumidores, mas de se tornaram criadores.’


No filme, a cultura de remix é defendida pela flexibilização da atual legislação que protege a propriedade intelectual -pela qual o uso de qualquer trecho de uma música sem autorização é passível de processo.


O filme trata desde a batalha do Napster até a atuação das grandes corporações, detentoras de gravadoras e estúdios, para que as regras do jogo não mudem. O diretor ouve, entre outros, Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons -organização que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais. Para Gaylor, tal proposta é uma das melhores alternativas para o embate dos direitos autorais.


‘É uma solução razoável que permite aos artistas declararem que seu trabalho pode ser sampleado, mas sem abrir mão de seus direitos comerciais, caso a obra venha a ser usada com fins lucrativos’, diz o diretor. ‘A única alternativa para o futuro é restaurar o equilíbrio do direito autoral. Atualmente, há muita coisa nas mãos das grandes corporações.’


Neste mês, enquanto ainda apresentava ‘RIP’ em festivais de cinema, Gaylor disponibilizou o filme para download com a intenção de permitir às pessoas que ‘remixem, adicionem e melhorem’ o documentário.


‘Me inspirei no movimento do open source [código aberto], em que programadores e hackers criam softwares colaborativamente’, diz Gaylor sobre o que ele chama de ‘cinema open source’, instrumento que usou para permitir que o público interfira em seu filme. ‘Foi também um jeito de adotar algumas das ideias das quais o filme fala e de provar que elas podem ser um modelo novo, atual.’


Brasil como exemplo


O Brasil ocupa uma significativa fatia do filme. Gaylor diz acreditar que o país tem muito a ensinar. Em passagem pelo Rio, conversou com Gilberto Gil, que levou o Creative Commons a um debate público quando ainda era ministro da Cultura. ‘É inspirador que a América do Norte veja isso.’


Enquanto a discussão se aquece, o Girl Talk segue lançando seus discos por um selo especializado em samples, batizado de Illegal Art. E Gillis afirma que, até hoje, nunca foi processado.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Ronaldo será garoto-propaganda do SBT


‘Astro do futebol na Globo, o jogador Ronaldo, do Corinthians, assinou contrato na semana passada com o SBT. Será garoto-propaganda da emissora até o final do Campeonato Brasileiro, em dezembro.


Ronaldo gravará dois comerciais institucionais, que serão veiculados pelo SBT em todo o país. Haverá anúncios também em jornais e revistas. Nas peças para TV, ele irá interagir com os apresentadores da rede.


Os comerciais estão sendo criados pela Talent, nova agência de publicidade do SBT. As gravações ainda não foram agendadas, mas a expectativa é de que as peças estreiem no máximo em 30 dias.


A ideia da campanha é associar ao SBT a capacidade de ‘dar a volta por cima’ mostrada por Ronaldo. Mas os anúncios não deverão deixar isso explícito. O SBT quer mostrar que está se reinventando e subindo no Ibope com programas como o ‘Esquadrão da Moda’.


A contratação de Ronaldo foi uma conquista de Daniela Beyrutti, filha de Silvio Santos e diretora do SBT. Ela encontrou resistência por parte de diretores do grupo Silvio Santos.


Inicialmente, Daniela queria a marca do SBT estampada na camisa do Corinthians, mas o clube, para não ter problemas com a Globo, só aceitou o patrocínio de outras empresas do grupo. Daniela, então, atacou Ronaldo. A contratação do craque pelo SBT causou desconforto dentro da Globo.


VEM AÍ 1


As séries ‘Cinquentinha’, de Aguinaldo Silva, e ‘Aline’, de Mauro Wilson, estão praticamente certas no segundo semestre da Globo. Foram aprovadas por Manoel Martins, diretor-geral de entretenimento. Só falta o aval do comitê que reúne toda a cúpula da Globo, o que deve ocorrer nesta semana.


VEM AÍ 2


A Globo também deverá exibir no segundo semestre uma segunda temporada da independente ‘Ó Paí, Ó’.


MARKETING


A Record mudou o nome de ‘Promessas de Amor’. Agora é ‘Os Mutantes – Promessas de Amor’. O objetivo é tentar atrair de volta o público adolescente que assistia a ‘Os Mutantes’. A novela vai mal no Ibope. Sábado, deu só 6,8 pontos.


SEM ANÚNCIO 1


A Record ficou quase cinco horas sem exibir comerciais, anteontem à noite. Depois do último break do ‘Domingo Espetacular’, das 19h23 às 19h30, só voltou a interromper sua programação às 23h58, quando apresentava filme.


SEM ANÚNCIO 2


O ‘Repórter Record’, com 53 minutos, foi todo ao ar sem intervalos. Mesmo assim, empatou com o ‘Pânico na TV’ (Rede TV!) em seu horário (22h12/23h05), em 12 pontos. Na média total, o ‘Pânico’ ficou com 11,2, seu novo recorde.


SEM ANÚNCIO 3


Com 12,3 pontos, o ‘Domingo Espetacular’ deu menos que o ‘O Domingo Legal’, do SBT, que cravou 13 de média. No sábado, o ‘Show da Gente’ estreou no SBT com sete pontos.’


 


 


Folha de S. Paulo


Canal Brasil estreia programa de MPB


‘Autor de ‘Maria Sapatão’ e ‘A Cabeleira do Zezé’, o compositor de marchinhas João Roberto Kelly é o primeiro convidado de ‘MPBambas’, programa que estreia no Canal Brasil na quinta-feira. A entrevista é liderada pelo crítico musical Tárik de Souza, responsável pelo roteiro e pesquisa de outro programa musical da emissora, ‘O Som do Vinil’. Kelly relembra a época em que arrastava multidões nos carnavais, define o ‘sambalanço’, gênero que ajudou a popularizar, e conta por que não acompanhou a bossa nova.


Os próximos convidados desta primeira temporada, com 13 programas, são Elza Soares, Billy Blanco e Dona Ivone Lara. Os depoimentos são acompanhados por imagens de arquivo e, após o bate-papo, um ‘artista fã’ é chamado para interpretar alguma de suas canções.


MPBAMBAS


Quando: quinta, às 21h


Onde: Canal Brasil


Classificação: livre’


 


 


 


************

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem