Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

TV EM QUESTãO > PÚBLICO

Rui Araújo

24/04/2006 na edição 378

‘O futebol é o único desporto que suscita comentários por parte dos leitores. E é natural que assim seja. A extraordinária popularidade alcançada por esta modalidade prende-se com a competição, a planificação, o trabalho de equipa, a divisão de tarefas (à imagem do mundo industrial de que é historicamente o produto) e a propagação de valores como o mérito e a solidariedade (independentemente do factor sorte, das decisões arbitrárias e do negócio, sempre omnipresentes), sem contar com a componente emotiva, que é primordial…

O espectáculo da bola revela-nos, por outro lado, as principais características dos grupos, já que é um campo privilegiado para a afirmação das identidades colectivas e dos antagonismos locais, regionais e nacionais – pelo menos é o que defendem os etnólogos do Centre National de La Recherche Scientifique de França.

Passemos aos comentários dos leitores e às respostas da redacção.

Sendo eu um conhecedor profundo do Público em inúmeros detalhes, conhecendo também o Livro de Estilo e a cultura da casa, não pude deixar de ficar atónito com as notícias escritas a propósito do Sporting-Porto.

No texto principal, dizia-se que a equipa do Norte só teve uma oportunidade de golo, que concretizou, mas na página ao lado escrevia-se que houve mais oportunidades.

Como desde sempre gostei de ler as notícias sobre futebol do Público, as quais alteraram a forma de escrita dos jogos até então – até 1990 era cronológica – fiquei deveras espantado, e como não vi o jogo fiquei baralhado.

É um detalhe eu sei, mas o jornalismo é feito de detalhes e, já agora, que me recorde em peças assinadas por duas pessoas, cada uma costuma ler o que a outra escreveu.

Imagine, caro provedor, algo semelhante a propósito, por exemplo, das eleições em Itália, sem golos, mas com votos…, escreve o leitor João Seabra.

Todas as notícias são importantes e exigem rigor, mas o leitor só parcialmente tem razão.

É legítimo perguntar se o resultado de um jogo de futebol pode ser comparado ao desfecho de umas eleições e ao destino de um país. Ainda que no tempo do dr. Salazar a política estivesse reduzida ao fado e ao futebol…

Eis a resposta de Paulo Curado.

‘As limitações de horário de fecho do jornal não permitem, de facto, que cada um dos cronistas leia, antes de enviar o trabalho, o(s) texto(s) do seu parceiro, ainda que comuniquem entre si no decorrer da partida.

O erro em questão na crónica principal (onde erradamente se diz que o FC Porto só beneficiou de uma oportunidade de golo em todo o encontro e não de duas como seria correcto e é, aliás, mencionado num outro texto da página) foi, no entanto, detectado posteriormente, mas não a tempo de ser emendado antes de a página ser enviada para a gráfica. Pelo lapso pedimos as nossas desculpas’, respondeu o jornalista.

A explicação é aceitável.

Os textos sobre partidas de futebol iniciam-se invariavelmente sobre as expectativas dos treinadores e adeptos, fazem um comentário sobre as disposições tácticas e avançam para a crónica. Nesta fala-se ao pormenor do ‘encaixe’ dos sistemas tácticos, da mentalidade atacante, etc.

A primeira parte das partidas é assim dissecada ao pormenor.

Já no caso da segunda parte temos sempre um texto curtíssimo, independentemente da importância que tenha tido no jogo. O resultado pode ter sido de 3-3 com todos os golos marcados na segunda parte que, após todo o texto sobre a primeira parte, a segunda será garantidamente varrida com dois adjectivos e um comentário sobre os golos e substituições. Sem ser científico será provável que a extensão da primeira parte seja feita em 80 por cento do texto, com a segunda a merecer não mais que os restantes 20 por cento.(…)

De um ponto muito específico, chamo a atenção para o incrível pedaço de mau jornalismo com o título ‘Figo não defronta o Villarreal, Lyon não conta com Juninho’, de Luís Octávio Costa(29 de Março de 2006).

Nesta peça, temos uma sucessão incrível de asneiras.

Começa com o primeiro parágrafo: ‘Luís Figo não recuperou da lesão (…) e falhará os quartos-de-final da Liga dos Campeões…’

Primeiro assume-se que a lesão não seria grave e que por pouco não permitiu a recuperação do jogador: ‘Luís Figo não recuperou da lesão’, pelo que se imagina que poderá recuperar em breve.

Depois, no entanto, diz-se que o jogador ‘falhará’ os quartos-de-final. Ora, tendo os quartos-de-final dois jogos, é possível que o jogador recupere a tempo do segundo, pelo que não falharia os quartos-de-final, mas apenas a primeira mão.

No segundo parágrafo: ‘duelos entre dois clássicos italianos’. A expressão ‘clássico’ é usada, em geral, para designar um jogo entre duas equipas históricas. Um jogo entre o Inter e o Milan (os tais ‘clássicos’) seria um clássico. Uma referência aos clubes deveria ser feita com recurso a ‘históricos’.

Ainda no segundo parágrafo: ‘o Villarreal (oitavos na Liga espanhola e novato nestas andanças)’. O clube Villarreal passa de singular – ‘o’ – a plural – ‘oitavos’ – e de novo a singular – ‘novato’. Há que ter rigor.

No terceiro parágrafo são transcritas declarações de Diego Forlán (a cujo nome falta o acento), sendo que este é ‘naturalizado’ italiano a fechar o dito parágrafo.

Quarto parágrafo: ‘O Inter não ganha nada desde 1989’, recordou Manuel Pellegrini, confiante no jogo em San Siro, apesar das ausências de Tacchinardi, Moreno e Arruabarrena. ‘Há equipas com mais títulos, mas o Villarreal está a construir agora a sua história’, avisou Cambiasso. Não é feita uma referência a quem são Pellegrini (técnico do Villarreal) ou Cambiasso (jogador do Inter). Na ausência de informação fica a dúvida sobre a intenção de escrever estas declarações.

Quinto parágrafo, o melhor naco desta prosa: ‘estarão frente a frente a frescura do Lyon e a experiência do Milan, que nunca passou dos ‘quartos’ da Champions, prova que o AC Milan já venceu seis vezes.’ Temos então que o Milan é experiente mas nunca passou dos quartos da ‘Champions’ (porque não usar o termo português, já agora?), mas afinal até já ganhou a prova seis vezes (o que até é falso, uma vez que algumas das vitórias foram no formato anterior, de Taça dos Campeões Europeus, mais uma vez falta de rigor).

O texto está simplesmente mal escrito. Qualquer professor de português do segundo ciclo reprovaria imediatamente uma escrita destas numa composição.

Ainda no sexto parágrafo: ‘Juninho (castigado), o ‘melhor do mundo’ na cobrança de livres.’ As aspas indicam que se estaria a citar alguém. Quem, então? Outra hipótese seria ter o jornalista exprimir uma opinião pessoal (o que não deve fazer) ou um ponto de vista generalizado (para o que não deveria usar uma notação idêntica à das citações). (…)

Há que ter atenção a estes pormenores, sob risco de se perder os leitores, escreve João Sousa André.

Pedi uma resposta ao editor do Desporto, em Lisboa.

‘No que se refere à escrita nos textos sobre partidas de futebol, e quanto ao seu início (diz o leitor que ‘invariavelmente’), tenho que discordar.

A parte informativa compreende as palavras-chave – isso sim, invariavelmente. Depois entra o estilo do jornalista na sua apreciação do encontro – a crónica do espectáculo, que o é, seja ele bom ou mau. Finalmente, e aqui estamos de acordo, a percentagem da primeira parte poderá não corresponder à da segunda. A explicação é simples: nos anos mais recentes o futebol tem sido dominado – literalmente – pela televisão. É esta que ‘manda’, nos dias e nas horas do seu início. O futebol nocturno entrou no nosso quotidiano, de segunda-feira a domingo, entre as 19h45 e as 21h30. Ora, compreenderão os leitores que o tempo útil para o trabalho do jornalista entre o final dos encontros, que frequentemente passa das 23h15, e o fecho da edição é muito limitado, pelo que a elaboração da crónica é realizada em tempo real, enquanto decorre o jogo, sendo iniciada durante o intervalo dos encontros. Daí que, frequentemente, haja desequilíbrios nas percentagens dedicadas à primeira e segunda partes. Os condicionalismos técnicos assim o obrigam.

Quanto aos golos, novo desacordo: não é preciso fazer contas de cabeça, pois o resultado é sempre expresso, quer no título, na entrada, ou no lead do próprio texto’, contestou Carlos Filipe.

O editor Bruno Prata, do Porto, complementou a resposta.

‘(…) As novas tecnologias vieram facilitar bastante o nosso trabalho nesta área, mas, em contrapartida, são cada vez mais apertados os horários de fecho do jornal. De facto, muitas vezes acontece termos de ter o texto pronto mal o jogo acaba, o que – garanto – não é uma tarefa fácil. (…)

Este problema nos jogos de futebol, de resto, não é um exclusivo do Público e afecta a generalidade da imprensa. (…) Em relação ao texto que o leitor dá como exemplo, há de facto algumas gralhas e erros lamentáveis. Após ter sido dado como concluído pelo jornalista, o texto foi enviado directamente para a revisão, mas nem isso bastou para resolver o problema. Cabe-nos, por isso, pedir desculpa aos leitores e deixar a promessa de que tudo faremos para que estas situações não se repitam’, escreveu Bruno Prata.

As explicações destes dois responsáveis são aceitáveis. O Público reconhece os erros. E deve evitar repeti-los.’

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VOZ DOS OUVIDORES > PÚBLICO

Rui Araújo

24/04/2006 na edição 378

‘O futebol é o único desporto que suscita comentários por parte dos leitores. E é natural que assim seja. A extraordinária popularidade alcançada por esta modalidade prende-se com a competição, a planificação, o trabalho de equipa, a divisão de tarefas (à imagem do mundo industrial de que é historicamente o produto) e a propagação de valores como o mérito e a solidariedade (independentemente do factor sorte, das decisões arbitrárias e do negócio, sempre omnipresentes), sem contar com a componente emotiva, que é primordial…

O espectáculo da bola revela-nos, por outro lado, as principais características dos grupos, já que é um campo privilegiado para a afirmação das identidades colectivas e dos antagonismos locais, regionais e nacionais – pelo menos é o que defendem os etnólogos do Centre National de La Recherche Scientifique de França.

Passemos aos comentários dos leitores e às respostas da redacção.

Sendo eu um conhecedor profundo do Público em inúmeros detalhes, conhecendo também o Livro de Estilo e a cultura da casa, não pude deixar de ficar atónito com as notícias escritas a propósito do Sporting-Porto.

No texto principal, dizia-se que a equipa do Norte só teve uma oportunidade de golo, que concretizou, mas na página ao lado escrevia-se que houve mais oportunidades.

Como desde sempre gostei de ler as notícias sobre futebol do Público, as quais alteraram a forma de escrita dos jogos até então – até 1990 era cronológica – fiquei deveras espantado, e como não vi o jogo fiquei baralhado.

É um detalhe eu sei, mas o jornalismo é feito de detalhes e, já agora, que me recorde em peças assinadas por duas pessoas, cada uma costuma ler o que a outra escreveu.

Imagine, caro provedor, algo semelhante a propósito, por exemplo, das eleições em Itália, sem golos, mas com votos…, escreve o leitor João Seabra.

Todas as notícias são importantes e exigem rigor, mas o leitor só parcialmente tem razão.

É legítimo perguntar se o resultado de um jogo de futebol pode ser comparado ao desfecho de umas eleições e ao destino de um país. Ainda que no tempo do dr. Salazar a política estivesse reduzida ao fado e ao futebol…

Eis a resposta de Paulo Curado.

‘As limitações de horário de fecho do jornal não permitem, de facto, que cada um dos cronistas leia, antes de enviar o trabalho, o(s) texto(s) do seu parceiro, ainda que comuniquem entre si no decorrer da partida.

O erro em questão na crónica principal (onde erradamente se diz que o FC Porto só beneficiou de uma oportunidade de golo em todo o encontro e não de duas como seria correcto e é, aliás, mencionado num outro texto da página) foi, no entanto, detectado posteriormente, mas não a tempo de ser emendado antes de a página ser enviada para a gráfica. Pelo lapso pedimos as nossas desculpas’, respondeu o jornalista.

A explicação é aceitável.

Os textos sobre partidas de futebol iniciam-se invariavelmente sobre as expectativas dos treinadores e adeptos, fazem um comentário sobre as disposições tácticas e avançam para a crónica. Nesta fala-se ao pormenor do ‘encaixe’ dos sistemas tácticos, da mentalidade atacante, etc.

A primeira parte das partidas é assim dissecada ao pormenor.

Já no caso da segunda parte temos sempre um texto curtíssimo, independentemente da importância que tenha tido no jogo. O resultado pode ter sido de 3-3 com todos os golos marcados na segunda parte que, após todo o texto sobre a primeira parte, a segunda será garantidamente varrida com dois adjectivos e um comentário sobre os golos e substituições. Sem ser científico será provável que a extensão da primeira parte seja feita em 80 por cento do texto, com a segunda a merecer não mais que os restantes 20 por cento.(…)

De um ponto muito específico, chamo a atenção para o incrível pedaço de mau jornalismo com o título ‘Figo não defronta o Villarreal, Lyon não conta com Juninho’, de Luís Octávio Costa(29 de Março de 2006).

Nesta peça, temos uma sucessão incrível de asneiras.

Começa com o primeiro parágrafo: ‘Luís Figo não recuperou da lesão (…) e falhará os quartos-de-final da Liga dos Campeões…’

Primeiro assume-se que a lesão não seria grave e que por pouco não permitiu a recuperação do jogador: ‘Luís Figo não recuperou da lesão’, pelo que se imagina que poderá recuperar em breve.

Depois, no entanto, diz-se que o jogador ‘falhará’ os quartos-de-final. Ora, tendo os quartos-de-final dois jogos, é possível que o jogador recupere a tempo do segundo, pelo que não falharia os quartos-de-final, mas apenas a primeira mão.

No segundo parágrafo: ‘duelos entre dois clássicos italianos’. A expressão ‘clássico’ é usada, em geral, para designar um jogo entre duas equipas históricas. Um jogo entre o Inter e o Milan (os tais ‘clássicos’) seria um clássico. Uma referência aos clubes deveria ser feita com recurso a ‘históricos’.

Ainda no segundo parágrafo: ‘o Villarreal (oitavos na Liga espanhola e novato nestas andanças)’. O clube Villarreal passa de singular – ‘o’ – a plural – ‘oitavos’ – e de novo a singular – ‘novato’. Há que ter rigor.

No terceiro parágrafo são transcritas declarações de Diego Forlán (a cujo nome falta o acento), sendo que este é ‘naturalizado’ italiano a fechar o dito parágrafo.

Quarto parágrafo: ‘O Inter não ganha nada desde 1989’, recordou Manuel Pellegrini, confiante no jogo em San Siro, apesar das ausências de Tacchinardi, Moreno e Arruabarrena. ‘Há equipas com mais títulos, mas o Villarreal está a construir agora a sua história’, avisou Cambiasso. Não é feita uma referência a quem são Pellegrini (técnico do Villarreal) ou Cambiasso (jogador do Inter). Na ausência de informação fica a dúvida sobre a intenção de escrever estas declarações.

Quinto parágrafo, o melhor naco desta prosa: ‘estarão frente a frente a frescura do Lyon e a experiência do Milan, que nunca passou dos ‘quartos’ da Champions, prova que o AC Milan já venceu seis vezes.’ Temos então que o Milan é experiente mas nunca passou dos quartos da ‘Champions’ (porque não usar o termo português, já agora?), mas afinal até já ganhou a prova seis vezes (o que até é falso, uma vez que algumas das vitórias foram no formato anterior, de Taça dos Campeões Europeus, mais uma vez falta de rigor).

O texto está simplesmente mal escrito. Qualquer professor de português do segundo ciclo reprovaria imediatamente uma escrita destas numa composição.

Ainda no sexto parágrafo: ‘Juninho (castigado), o ‘melhor do mundo’ na cobrança de livres.’ As aspas indicam que se estaria a citar alguém. Quem, então? Outra hipótese seria ter o jornalista exprimir uma opinião pessoal (o que não deve fazer) ou um ponto de vista generalizado (para o que não deveria usar uma notação idêntica à das citações). (…)

Há que ter atenção a estes pormenores, sob risco de se perder os leitores, escreve João Sousa André.

Pedi uma resposta ao editor do Desporto, em Lisboa.

‘No que se refere à escrita nos textos sobre partidas de futebol, e quanto ao seu início (diz o leitor que ‘invariavelmente’), tenho que discordar.

A parte informativa compreende as palavras-chave – isso sim, invariavelmente. Depois entra o estilo do jornalista na sua apreciação do encontro – a crónica do espectáculo, que o é, seja ele bom ou mau. Finalmente, e aqui estamos de acordo, a percentagem da primeira parte poderá não corresponder à da segunda. A explicação é simples: nos anos mais recentes o futebol tem sido dominado – literalmente – pela televisão. É esta que ‘manda’, nos dias e nas horas do seu início. O futebol nocturno entrou no nosso quotidiano, de segunda-feira a domingo, entre as 19h45 e as 21h30. Ora, compreenderão os leitores que o tempo útil para o trabalho do jornalista entre o final dos encontros, que frequentemente passa das 23h15, e o fecho da edição é muito limitado, pelo que a elaboração da crónica é realizada em tempo real, enquanto decorre o jogo, sendo iniciada durante o intervalo dos encontros. Daí que, frequentemente, haja desequilíbrios nas percentagens dedicadas à primeira e segunda partes. Os condicionalismos técnicos assim o obrigam.

Quanto aos golos, novo desacordo: não é preciso fazer contas de cabeça, pois o resultado é sempre expresso, quer no título, na entrada, ou no lead do próprio texto’, contestou Carlos Filipe.

O editor Bruno Prata, do Porto, complementou a resposta.

‘(…) As novas tecnologias vieram facilitar bastante o nosso trabalho nesta área, mas, em contrapartida, são cada vez mais apertados os horários de fecho do jornal. De facto, muitas vezes acontece termos de ter o texto pronto mal o jogo acaba, o que – garanto – não é uma tarefa fácil. (…)

Este problema nos jogos de futebol, de resto, não é um exclusivo do Público e afecta a generalidade da imprensa. (…) Em relação ao texto que o leitor dá como exemplo, há de facto algumas gralhas e erros lamentáveis. Após ter sido dado como concluído pelo jornalista, o texto foi enviado directamente para a revisão, mas nem isso bastou para resolver o problema. Cabe-nos, por isso, pedir desculpa aos leitores e deixar a promessa de que tudo faremos para que estas situações não se repitam’, escreveu Bruno Prata.

As explicações destes dois responsáveis são aceitáveis. O Público reconhece os erros. E deve evitar repeti-los.’

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