Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

VOZ DOS OUVIDORES > O POVO

Paulo Rogério

21/08/2012 na edição 708
“Vigilância constante”, copyright O Povo, Fortaleza (CE), 18/8/12.

“Você compreenderá agora o poder que suas palavras possuem caso simplesmente as escolha com sabedoria.’ Anthony Robbins, escritor

Desde o dia 1º de julho todos os funcionários do Grupo de Comunicação O POVO estão com suas condutas nas Eleições 2012 delimitadas de acordo com o ‘Manual de regras e procedimentos’. O documento determina o comportamento que os profissionais do grupo – jornal, rádio, tv e portal – devem ter diante do próximo pleito, em outubro. A medida não é nova. Já vem sendo adotada desde 2004 e visa ‘preservar, interna e externamente, a isenção jornalística de todos os veículos’ informou o documento, publicado na edição de 1º de julho.

Diante da promessa era de se esperar uma constante fiscalização sobre os profissionais. Pois bem. Na semana passada, o leitor que também atua na assessoria de um dos prefeituráveis de Fortaleza – pediu para não ser identificado – criticou o editor executivo do Núcleo de Cultura e Entretenimento, Magela Lima, por ter publicado, no artigo ‘Nasce um novo Moroni’, uma referência elogiosa a um dos candidatos. ‘Isso fere a conduta. Não estaria errado?’ indagou.

Procedimentos

Deixando de lado o interesse partidário, o assessor/leitor tem razão. A observação em referência a certo postulante – ‘de longe, nosso candidato mais bem preparado’ – acaba sendo uma propaganda gratuita. Algo que deveria ter sido evitado. A chefia de Redação disse que ‘de fato há uma impropriedade que contraria o guia de conduta’. O caso foi discutido em reunião com o articulista e a editora de Opinião. ‘Isso não voltará a se repetir’ garantiu a chefia. Magela Lima reconhece que poderia ter escrito o trecho de forma mais amena, mas não viu que o fato revele sua opção. ‘De toda forma, peço desculpas sobre o possível excesso’ explicou.

A preocupação do O POVO ao estabelecer o manual é garantir a imparcialidade dos profissionais. As determinações do manual até podem parecer exageradas, mas são elas que garantem essa independência. Neste caso ainda poderia se questionar – o que foi feito pelo leitor – todos os futuros textos do autor, um articulista semanal. Seriam eles fruto da simpatia do jornalista por uma candidatura? A dúvida é compreensiva, o que deixa claro a importância do cuidado que se deve ter com cada palavra que os profissionais publicam diariamente.

Pecado virtual

O Portal O POVO Online se viu no meio de um tremendo problema na última quinta-feira. Ao disponibilizar imagens na seção ‘Galeria de Fotos’ do evento católico ‘Caminhada com Maria’, realizado quarta-feira acabou incluindo no mesmo espaço outra celebração, de crendice bem diferente. Ao clicar no link da caminhada, o leitor/internauta podia ver além das imagens de Nossa Senhora da Assunção, fotos da festa de Iemanjá realizada no mesmo dia, por umbandistas, na Praia do Futuro. ‘Isso se configura uma ofensiva (ou tentativa) ao leitor católico’ criticou David Barbosa Lima. Brunna Coelho engrossou a reclamação. ‘É um sério engano’.

De fato. Um engano lamentável. Porém, é exagero falar em ofensa proposital. Diferente do impresso, o jornal online permite a correção rápida, o que foi feito. fato. Segundo o editor do Portal, Michel Victor, na quinta-feira pela manhã o erro foi corrigido. Ele não soube especificar o horário. O ombudsman foi informado pelo leitor às 12h45min. O editor recomenda que os internautas sempre limpem a memória cachê do navegador (CRTL mais F5), pois as atualizações no portal são feitas constantemente.

Velhos problemas

Uma das atribuições diárias do ombudsman é avaliar internamente o jornal para apontar erros e acertos ou sugerir novos enfoques nas matérias publicadas. Embora esteja no terceiro ano de mandato, alguns erros ainda causam espanto. Um deles merece registro. Na edição da terça-feira, em Política, na manchete ‘Assembleia irá aproveitar ideias de crianças e adolescentes’, o jornal criou uma nova cidade no Ceará: Xorozinho. Isso mesmo, com X, quando correto é Chorozinho. O erro foi corrigido na edição seguinte, mas fica a questão: como uma falha dessa passa pelo repórter e pelo editor?

Esquecido pela mídia

Onde está e o que anda fazendo o italiano Cesar Battisti, cuja extradição foi negada pelo ex-presidente Lula no último dia de Governo.”

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