Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

VOZ DOS OUVIDORES > THE WASHINGTON POST

Jornal na porta pela manhã

19/09/2011 na edição 660
Sobre artigo de Patrick B. Pexton, de Washington (EUA)

Quando você recebe seu jornal na porta pensa no trabalhão que dá para que ele esteja ali pela manhã? O ombudsman do Washington Post, Patrick Pexton, relatou em sua coluna [16/9/11] o longo processo para que milhares de assinantes recebam seus exemplares todos os dias.

A jornada começa às 2h15 da manhã nos centros de distribuição do Post – são 28 deles na região metropolitana. No de North Bethesda, o estacionamento começa a ficar lotado com a chegada dos entregadores para mais uma madrugada de trabalho. Os jornais – 50 mil – chegam às 2h45 e, em cinco minutos, já estão fora dos caminhões.

Mais de cem entregadores separam os exemplares de acordo com suas rotas. Eles os embalam e inserem os suplementos publicitários – uma das principais fontes de receita publicitária do Post. Em menos de uma hora, o processo está encerrado: os carros lotados de jornais e prontos para deixar o centro de distribuição. Cada um deles entrega cerca de 150 jornais por hora.

O processo de distribuição das edições impressas do Post, ainda com o declínio de circulação, diz o ombudsman, continua a ser uma das maiores operações do tipo nos EUA. Os jornais devem estar na porta dos assinantes às 6 da manhã (e às 7, aos domingos). Nos últimos anos, o objetivo é conseguir entregar o exemplar às 5h30, porque as pessoas têm saído de casa para o trabalho cada vez mais cedo.

Jornada pesada

Pexton diz que não há um perfil limitado de entregadores. Eles são brancos, negros, asiáticos, hispânicos; homens e mulheres. Para alguns, como homens aposentados, distribuir jornais serve como renda extra. Mas para a maioria, particularmente as mulheres, trata-se apenas do primeiro trabalho do dia. Eles têm dois, às vezes três, empregos, e conseguem terminar a jornada cedo, voltar para casa para levar os filhos para a escola e sair para o segundo emprego do dia.

A jornada dos entregadores é dura: começa no meio da madrugada e dura 365 dias por ano. Eles são pagos pelo número de jornais que entregam. Muitos trabalham com distribuição por cinco anos e depois desistem daquela rotina.

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