Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > FOLHA DE S. PAULO

Crítica diária

Por Mário Magalhães em 26/02/2008 na edição 474

21/2/08

Forfait

Não haverá crítica diária.

20/2/08

Nas coxias

Se é verdade que Fidel Castro sai de cena, ele, das coxias, seguirá influente nos rumos de Cuba enquanto tiver condições físicas.

Esse foi o maior desafio da edição de hoje dos jornais de todo o mundo. Há décadas se especula sobre o que será de Cuba após a morte do líder da revolução de 1959. Há anos o jornalismo prepara obituários, edições encorpadas, cujas peças adaptadas puderam ser reconhecidas hoje.

Os jornais estavam prontos para contar a morte, mas não a manobra política de avançar a dita transição cubana com Fidel, vivo, como fiador.

Nesse cenário nebuloso, que começará a se delinear mais claramente nos próximos dias, a Folha fez um bom caderno, de oito páginas, mas sem brilho. O do ´Estado` teve o mesmo tamanho, e o do ´Globo` alcançou dez páginas.

Devem ser poucos os que lerão tudo, mas se trata de edição histórica, o que justifica o espaço.

Uma das principais limitações da cobertura é a falta de informações sobre o impacto, na ilha, do anúncio da renúncia. É claro que em um regime de partido único –sem liberdade de imprensa, de organização e manifestação– o trabalho jornalístico tem mais obstáculos.

Para superá-los, a Folha deveria aproveitar melhor os despachos de correspondentes de agências internacionais e, sobretudo, enviar repórter(es) a Havana.

Penso que o jornal deveria ter destacado a influência cubana em tentativas de revolução em três continentes, algumas fracassadas, outras vitoriosas. A relação de Cuba com brasileiros, inclusive ou especialmente com guerrilheiros, treinando militarmente mais de uma centena deles, merecia atenção. (Quadro na pág. A17 dá a entender que a ajuda de Cuba a brasileiros começou em 1965; ela é anterior ao golpe de 1964, principia no governo Jânio.)

Creio que a Folha desperdiçou a experiência e o talento de jornalistas da casa que conheceram Cuba no começo da revolução e enriqueceriam a edição escrevendo sobre o meio século de poder de Fidel Castro.

Reparei em um cartaz anunciando a morte de Fidel, em pequena manifestação em Miami. Aparentemente, estava pronto havia tempos, à espera de oportunidade de uso. Como os obituários, adaptou-se à situação.

É boa a sacada de Tutty Vasques, cujo blog foi citado na coluna Toda Mídia: ´Que diabos a imprensa vai publicar´, depois de tanto ´obituário precoce´, quando Fidel morrer de fato?

Em alguns Estados, como o Rio de Janeiro, ´chamar o Raul` é uma expressão que equivale a vomitar. Manchete do Extra de hoje: ´Fidel chama o Raúl´.

Queridos amigos

O ´Estado` revela que Rogério Buratti registrou declaração em que retira todas as acusações que havia feito contra Antonio Palocci.

É um furo e tanto.

Não faltam bastidores para contar.

Dois pesos

No dia 6 de fevereiro, a Folha dedicou alto de página e chamada na capa para a reportagem ´SP usa menos da metade de verba para reforma agrária´.

Baseado em dados do Incra, o jornal estava errado. Não havia como checar as informações oficiais?

Hoje, em pé de página e sem chamada na capa, saiu o texto ´Incra reconhece equívoco em dados repassados à reportagem da Folha´.

O jornal deveria adotar o método: correções merecem tanta visibilidade quanto a informação original.

Mais: não foi publicado Erramos. É bom que saia texto maior, mas este não exclui a retificação formal, na seção específica.

As prioridades da Folha

Houve um tempo em que a crítica dos espetáculos teatrais que estreavam à noite saía na edição do matutino do dia seguinte. (A internet poderia recuperar a tradição, com críticas ainda na madrugada.)

É certo, porém, que industrialmente seria complicado publicar na terça a crítica sobre o primeiro capítulo da minissérie ´Queridos Amigos´, que foi ao ar na noite da segunda-feira.

No mesmo dia, também estreou a nova novela das 7 da TV Globo.

Hoje, a Folha não veiculou crítica sobre nenhum desses programas.

Leitor do romance ´Aos Meus Amigos´, de Maria Adelaide Amaral, acompanhei as reportagens da Folha que antecederam a exibição. O jornal deu destaque à adaptação que a autora fez para a TV.

Antes, falou-se muito. Depois, quase nada (apenas nota com os números da audiência). Nem sobre a novela.

O jornal não deixou, contudo, de publicar texto sobre documentário a respeito de Affonso Beato exibido hoje às 14h no Canal Brasil.

Globo e Estado publicaram crítica sobre ´Queridos Amigos´.

Erramos

Alertas de leitores sobre erros, de dias atrás, ainda não resultaram em retificações.

Contribuição para amanhã: está errada a legenda de fotografia publicada na pág. C4 da edição Nacional (caiu na São Paulo/DF).

Se a imagem registra evento em Porto Alegre que foi tema de reportagem indicada ao Prêmio Folha, os policiais ´em curso de treinamento` não são do Bope. Eles podem ter sido treinados por oficial do batalhão, mas não integram aquela unidade da PM do Rio.

Errei

Uma observadora atenta avisa que esta crítica diária vem cometendo o erro de escrever ´UNB´, três maiúsculas, ao se referir à Universidade de Brasília.

O correto é ´UnB´, com o ene em caixa baixa.

19/2/08

Responsabilidade social

Cotidiano informou, na pág. C9: ´Índia de 15 anos morre no MT por febre amarela´. É a 16ª morte com registro neste ano pela doença, contraída, em todos os casos, em áreas rurais.

Dezesseis óbitos, uma tragédia.

Na pág. Especial 7, do Fovest, a Folha veicula anúncio do Anglo Vestibulares. Título: ´Febre do Anglo se alastra pelo país´.

Um leão segura o aviso: ´Universidades em alerta!´.

O texto: ´Atenção! Notícia de última hora! Novamente, uma onda de febre atinge todo o Brasil! Nossa equipe de reportagem faz aqui um alerta: todo início de ano, o surto se repete. Trata-se de uma conhecida modalidade de febre, amarela, azul, vermelha. Essa doença colorida contamina jovens de todas as idades, alastrando-se nos principais ambientes universitários brasileiros. Os centros irradiadores do vírus são as salas de aula do Sistema Anglo de Ensino, que reúnem todas as condições para sua proliferação […]´.

Airresponsabilidade do anúncio é sugerir um surto inexistente –desde 1942, ignora-se transmissão de febre amarela em espaços urbanos.

O mau gosto é brincar com uma doença que, desde dezembro, matou 16 pessoas.

A questão: o anunciante tem o direito de publicar o que bem entender no jornal?

Em outras oportunidades, a Folha, corretamente, vetou publicidade que feria seus princípios editoriais.

Deveria ter vetado agora.

´Intimidação e má-fé`

Em edição histórica, a Folha publica na primeira página o editorial ´Intimidação e má-fé´.

O jornal reage a um modelo de ataque ao jornalismo que, se vingar, restringirá a liberdade de imprensa no país.

Uma página foi dedicada à cobertura, com o título principal ´Universal quer intimidar, dizem entidades´.

Considerei o tom correto, sóbrio.

A Folha faz bem em buscar a palavra da Igreja Universal do Reino de Deus e da TV Record. A decisão de falar é dessas duas instituições. O dever da Folha é tentar expor as opiniões delas.

Registro: são numerosas as manifestações de leitores, das mais diversas religiões e orientações políticas, em apoio ao jornal e à repórter Elvira Lobato.

Manchete

Na minha opinião, a manchete deveria ser o furo ´Fisco vê notas frias em campanha de Serra` (título da primeira página).

E não a opção escolhida, ´Receita aperta cerco a dependentes´.

As mudanças na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física não são tão radicais. E as informações estão no conjunto dos jornais, divulgadas desde ontem por diversos meios.

A reportagem sobre as contas da campanha presidencial de 2002 é exclusiva.

A Folha deveria valorizar mais seus furos. Eles são um diferencial imprescindível em toda empreitada jornalística de sucesso.

Fidel Castro Ruz

Se a Folha for fiel à sua tradição, circulará amanhã com caderno especial sobre a renúncia de Fidel Castro à Presidência de Cuba.

Quanto mais plural, mais valiosa será a cobertura sobre o gesto de um dos homens que marcaram a segunda metade do século 20.

História pop

O ´New York Times` destaca na primeira página a apresentação de documentos e objetos relacionados ao assassinato de JFKennedy.

O Estado publicou pequeno texto sobre o assunto.

Nada vi na Folha.

Informar sobre a novidade não implica se associar a teorias conspiratórias sobre o crime de Dallas.

Há relevância histórica e jornalística no fato. E esse assunto, pop, interessa a muita gente.

A Folha não deve ter como único critério para eleger os seus temas a importância deles, mas a importância combinada com o interesse dos leitores.

Se a importância dispensasse o interesse, talvez fosse o caso de imprimir dez páginas diárias sobre pesquisas genéticas.

Quantos as leriam?

De antologia

O jornal fez bem em destacar o pronunciamento de Cristovam Buarque. Para o senador, o reitor da UNB, Timothy Mulholland, cometeu apenas ´um grande equívoco de prioridades` na farra de dinheiro público gasto em ´apartamento funcional´.

Na contramão

Jornalisticamente, o que mais chama atenção na morte do motorista que bateu de carro depois de dirigir na contramão por 4 quilômetros na rodovia Castello Branco é o fato de que o episódio ocorreu antes das 7h do domingo.

A pista só foi liberada por volta das 12h30 daquele dia, o que provocou transtornos. E a Folha só foi noticiar o caso hoje, terça-feira.

Ontem, ignorou-o (o Estado publicou uma nota), em manifestação de insensibilidade jornalística.

A cobertura de hoje é correta, mas sem brilho.

Há um pecado original, a infeliz abertura do texto principal, ´Bancário morre após dirigir por 4 km na contramão´: ´Na manhã de domingo, um homem de 27 anos…´.

Ora, ´na manhã de domingo` distancia o leitor. Hoje é terça-feira. É claro que a informação deve constar, mas não de cara.

O título do Estado é melhor, mais interessante: ´Após briga com namorada, 4 km na contramão´.

Os dois principais jornais paulistanos trazem informações ausentes no concorrente. A Folha conta que o automóvel de Kleber Rodrigo Pens era turbinado.

O Estado conta o que ele bebeu na festa e dá mais detalhes dela.

O texto do Estado parece mais bem escrito.

O Estado conta episódios de carros na contramão, provocando acidentes e mortes, em Santa Catarina e Portugal.

Detalhe: a ilustração da Folha mostra o local da batida com três pistas. Na fotografia, a impressão é de que naquele ponto da Castello Branco há quatro pistas.

Critérios

Um leitor fez boa observação: na pág. C3, o jornal noticia dois casos: o do delegado de Polícia Federal com excesso de bagagem que fez vôo atrasar uma hora e o do promotor que, sem querer, feriu um agente da PF, com arma de fogo (de porte legal), em aeroporto.

Saiu a fotografia do promotor, que atirou sem querer.

Mas não a do delegado que, por querer, teria, na opinião de dirigente de conselho de turismo, cometido abuso de autoridade.

A imagem mais importante era a do delegado, personagem do texto do alto da página, e não a do promotor.

18/2/08

´Pai, pai, meu braço´

A Folha deu no alto da primeira página do sábado uma fotografia do memorial pelos cinco mortos na Universidade do Norte de Illinois, vítimas de um atirador que se matou em seguida. A imagem, aberta em cinco colunas, ocupou 328 centímetros quadrados. Tratava de uma suíte –o massacre havia sido noticiado na véspera, com chamada e foto na capa.

Também no sábado, o ´New York Times` estampou a fotografia do memorial, com as cinco cruzes, no alto da primeira página. Abriu-a igualmente em cinco colunas, mas em menos espaço que a ´Folha´, 212 centímetros quadrados.

O ´NYT´, que eu tenha reparado, não noticiou que, na sexta-feira, uma menina de 11 anos foi morta a bala na favela carioca da Rocinha, durante ação policial.

A ´Folha` noticiou com discrição o assassinato, em cidade bem mais próxima de São Paulo que a do campus americano. Deu um microtítulo no pé da capa, sem espaço nem mesmo para um texto de chamada. ´Estado` e ´Globo` não editaram título na primeira página, mas as opções alheias não devem justificar as da Folha.

A menina se chamava Ágata. O que fazia? Estudava? Morava com o pai ou, como li em outras publicações, passava com ele apenas férias? Onde a velaram? Onde foi enterrada? Em que condições? O que pensava sobre o futuro? Tinha sonhos, planos? Quem era sua mãe?

Nada disso a Folha informou. Teria sido assim em uma operação de 200 policiais (ou muito menos) na qual morresse uma garota de 11 anos em Higienópolis, em São Paulo, ou no Leblon, no Rio?

O problema não foi de apuração na Rocinha, mas da fórmula burocrática e insensível que a Folha adotou para cobrir a morte de pessoas pobres. O pai da menina acusou a Polícia Civil de matá-la. Até ontem, li nos jornais do Rio, não havia sido feita nem perícia na casa onde Ágata foi alvejada.

De que adianta a obsessão com estatísticas de segurança pública se o jornal é incapaz de contar um crime como o de sexta-feira? Leitura por leitura, duvido que a numeralha tenha mais leitores.

A Folha passou a tratar como normal, com reles pés de página, o que não é normal.

Não é normal uma menina ser morta a tiro (ou tiros; o IML emitiu laudo?) em uma operação truculenta, à luz do dia, que teve como resultado marcante a morte de Ágata, e não uma ´derrota do tráfico´.

A Folha veiculou muito mais detalhes sobre o louco (mais um) nos EUA do que sobre a vítima da Rocinha. Parece submissão cultural, provincianismo. No domingo e hoje, a história da favela sumiu do jornal.

Quanto mais o jornalismo for insensível à barbárie, às histórias que mexem com as pessoas, menos importante será na vida delas.

OK, os leitores da Folha não moram em favela, e a minoria deles vive no Rio.

A questão é que, perdoem-me o lugar-comum sessenta-e-oitista, Ágata poderia ser filha deles, leitores.

O frase que titula essa nota foi dita pela menina pouco antes de morrer.

Elite da tropa

O triunfo espetacular de Tropa de Elite no Festival de Berlim exigia da Folha, pelo menos ontem e hoje, informar a composição do júri.

Mais: os jurados assistiram à sessão ´caótica` para a crítica/imprensa, sem a cópia legendada em inglês, que desapareceu? Havia alguém de língua inglesa no júri? Essa pessoa ´entendeu` o Capitão Nascimento por meio da voz de mulher que fazia a tradução simultânea?

Se havia alemães no júri, não teria havido problema para eles, já que as legendas da sessão para a crítica/imprensa estavam em alemão.

Ou o júri assistiu ao filme em sessão privada? É informação elementar.

A ‘Folha’ hoje entrou na onda da ´completa aceitação` do filme pelos jurados. O Estado, que conversou com o presidente do júri, Costa-Gavras, conta que não houve unanimidade.

Senti falta da palavra da comissão, integrada também por um crítico da Folha, que preferiu ´O Ano em que Meus Pais…` como concorrente brasileiro ao Oscar, com um discurso pragmático de ´mais chances´.

A propósito, é papel da Folha compor comissão oficial do governo que indica filme brasileiro para concorrer ao Oscar?

A Folha foi co-autora do veto a ´Tropa de Elite` como postulante ao Oscar em 2008.

A fabulosa carreira de ´Tropa` reforça a impressão: o jornal demorou a se dar conta de que o filme era um fenômeno, tanto cultural como de comportamento.

Espionagem?

Desde o noticiário da sexta-feira, minha impressão é que a Folha embarcou muito credulamente na hipótese de espionagem, no furto (roubo?) dos computadores da Petrobras.

Pode até ser, mas não há provas, pelo menos por enquanto.

O furo do jornal hoje, sobre laudo indicando obra de ladrões comuns, é importante.

Em qualquer hipótese, se o material continha de fato informações relevantes, a Folha parece muito condescendente, como de hábito, com a Petrobras. Como a empresa despacha por contêineres informações de interesse de Estado?

Reafirmo: é impressionante como, na cobertura da Petrobras (e da Vale e outras empresas), o jornal costuma abrir mão dos fundamentos críticos do seu projeto editorial.

Polícia bandida

É ótima a cobertura do Estado sobre os grupos de extermínio dentro da Polícia Militar paulista.

Entrevistas

Na entrevista de ontem, Ciro Gomes falou do pavio curto que lhe custou votos na campanha de 2002. Pois a Folha não perguntou sobre a discussão com Letícia Sabatella na semana passada. Nem sobre o São Francisco.

Nada que se compare, porém, à entrevista de hoje com José Sarney. Não me lembro de ter visto nas páginas do jornal um pingue-pongue tão acrítico. Foram só levantadas de bola. Sarney cortou fraquinho, esse é seu estilo, desde a turma dos bossa-novistas da UDN. O jornal não lembrou que o senador é colunista da casa. Nem sequer indagou sobre como o discurso de ´estadista` se aplica ao Maranhão.

O jornal sem erros

Além de particularmente insossa, a edição de ontem da Folha chamou a atenção por um fenômeno: não teve erros!

E ontem saiu uma só correção, de 2 de fevereiro.

Até o Le Monde, que odeia se corrigir, foi melhor: veiculou ontem cinco correções.

Tudo bem que, no sábado e no domingo, não são encaminhadas à Redação pelo ombudsman as anotações dos leitores, responsáveis pela identificação da maioria absoluta dos erros corrigidos.

Também não há crítica do ombudsman, que contribui com parcela bem menor das retificações.

Mas a Redação não deve ser dependente da ´ação externa´, sem tomar a iniciativa de corrigir seus próprios erros.

Não houve erros no fim de semana?

No domingo, a Folha disse que o México se localiza na América do Sul…

Há outros, apontados pelos leitores, cujas mensagens começam a chegar à Redação daqui a pouco.

Pouco adianta, contudo, apontar erros, se há demora excessiva na retificação. Exemplo: na segunda-feira passada, esta crítica questionou a explicação do jornal para o significado da expressão ´writ´.

Primeiro, um leitor escreveu tratando do que considerou equívoco.

Em seguida, consultei um procurador da República, que deu razão ao leitor.

Até agora, porém, o jornal nem respondeu ao leitor, negando-se a existência de erro, nem publicou Erramos.

Sete dias. Por que tanta demora?

Breve contribuição para o Erramos de amanhã: o prêmio do Festival de Berlim não é o Leão, mas o Urso, ao contrário do que afirma a primeira frase da nota ´Ultra-violência` (pág. A10 de hoje). O Leão ruge em Veneza.’

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