Domingo, 09 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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VOZ DOS OUVIDORES >

Crítica interna

Por Marcelo Beraba em 22/02/2005 na edição 317

"18/02/2005


As medidas baixadas pelo Planalto para tentar conter a violência no Pará estão nas manchetes dos principais jornais:


Folha – ‘Governo cria pacote anticrise no Pará’.


‘Estado’ – ‘MP interdita 8 milhões de hectares contra conflitos’.


‘Globo’ – ‘Lula baixa pacote ambiental para conter conflitos agrários’.


‘Estado’ e ‘Globo’ preferiram chamar a atenção para a interdição de 8,2 milhões de hectares de área pública nas proximidades da BR 163; a Folha destacou os 3,8 milhões de hectares das duas unidades de conservação de florestas que serão criadas no Pará. Como um dos focos da disputa neste momento está nas terras em torno da BR 163, é evidente que a interdição das áreas públicas naquela região vai ter conseqüências imediatas e deveria ter sido assinalado pelo jornal na primeira página.


Os outros assuntos destacados pela Folha e ‘Estado’: demissões na Febem, Severino Cavalcanti com Lula, novos enfrentamentos entre policiais e sem-teto em Goiânia e indicadores econômicos do IBGE.


Os jornais regionais têm manchetes diversificadas:


‘Correio Braziliense’ – ‘Do Lago Sul para a cadeia’ (sobre a prisão de quadrilha de tráfico de ecstasy).


‘Zero Hora’ – ‘A grande seca de 2005’ (sobre a estiagem no RS).


‘O Dia’ (RJ) – ‘Leão arma ataque a baixos salários’ e ‘Viviane foi visitar Belo mas ficou no zero a zero’.


‘Estado de Minas’ – ‘Prestação brasileira é a mais cara do mundo’.


Brasil profundo


O jornal não traz informações sobre o andamento das investigações do assassinato da irmã Dorothy. Em que pé estão?


Segundo o ‘Estado’, ‘assassinato de irmã Dorothy teria custado R$ 50 mil’ e ‘pistoleiros contratados por fazendeiros de Altamira e Anapu já estariam no exterior’. Não são informações da polícia, mas apuradas pelo repórter de Belém. Segundo o enviado a Altamira, a Polícia Federal acredita que os pistoleiros estejam embrenhados na floresta. São informações contraditórias, mas são as informações colhidas na região.


O ‘Globo’ também tem informações, estas obtidas em Anapu: ‘Polícia suspeita que mandante da morte de freira tenha fugido de avião’. Segundo o jornal, ‘pista improvisada em fazenda vizinha ao assentamento teria sido usada’.


Os dois jornais informam ainda que foram encontradas duas caminhonetes na região, uma atolada e queimada e outra abandonada e com tiros na lataria. O ‘Globo’ tem até fotos de uma das caminhonetes.


Entrevistas


As entrevistas exclusivas com o deputado Severino Cavalcanti (ontem) e o ministro Ricardo Berzoini (‘Agora é Berzoini que ataca política econômica’, hoje, na capa de ‘Dinheiro’) indicam atenção e agilidade do jornal. Foram duas entrevistas importantes.


A do ministro ganha mais importância por sair junto com os indicadores do IBGE que mostram recorde de emprego na indústria. Mesmo assim o ministro está preocupado. A avaliação que faz dos cenários da economia em 2005 e 2006 merece repercussão.


Juventude encarcerada


Achei boas as matérias que saíram sobre as demissões na Febem (‘Alckmin demite 1.751 monitores da Febem’, capa de ‘Cotidiano’), mas senti falta de um material mais analítico dos problemas e da falência do sistema de aprisionamento de menores. Era uma boa oportunidade para o jornal colocar o assunto em discussão. Pelo que o material dá a entender, estão trocando seis por meia dúzia.


O ‘Estado’ enfoca a decisão do governo estadual por um outro prisma: ‘Febem deve economizar R$ 12 milhões’.


Desnecessárias as ilustrações da arte ‘Mudanças na Febem’ (capa do caderno na Edição Nacional e pág. C3 na Edição SP). Elas se pretendem engraçadinhas, mas apenas reforçam estereótipos.


Ilustrada


A apresentação do filme ‘Mar Adentro’ (‘Javier Bardem enfrenta medo da morte’, pág E4) tem entrevistas com o diretor do filme, Alejandro Amenábar, e com o ator Javier Bardem, mas não fica claro se foram obtidas com exclusividade pela Folha ou em alguma entrevista coletiva. Se forem exclusivas mereciam destaque. Se não, era necessário deixar claro.


Aviso


Participo segunda-feira de manhã de um seminário sobre violência e mídia na Universidade Cândido Mendes e por esta razão não farei a Crítica Interna.


17/02/2005


Para a Folha e os jornais de economia o destaque no noticiário é a elevação dos juros.


Folha – ‘BC eleva juros pelo 6º mês seguido’.


‘Valor’ – ‘BC eleva juro e incita debate sobre a eficiência da medida’.


‘Gazeta Mercantil’ – ‘Aperto monetário prossegue; juro básico vai a 18,75%’.


‘Estado’ e ‘Globo’ não deram manchete, mas destacaram: ‘BC sobe juro pelo 6º mês seguido’ (‘Estado’) e ‘BC bate recorde de aumento de juros’ (‘Globo’).


Os jornais abrem bem as fotos do conflito em Goiânia que resultou na morte de dois sem-teto e na expulsão de 4.000 famílias de uma área invadida. A melhor foto é a do ‘Estado’, uma vista aérea que dá idéia do campo de batalha e dos prisioneiros enfileirados. No início do século 21, a questão social ainda é um problema de polícia.


A Folha deu duas fotos fortes, mas subestimou o assunto, principalmente na Edição Nacional, em que é tratado com um título abaixo da dobra e sem força gráfica, ‘Sem-teto são mortos em Goiás’. Na Edição SP, a chamada teve um pouco mais de destaque: ‘Conflito entre PM e sem-teto deixa 2 mortos em Goiânia’.


O conflito foi a manchete do ‘Globo’, que veio acompanhada de três fotos também fortes: ‘Tensão social cresce e dois sem-teto morrem em Goiás’. No ‘Estado’, foi a submanchete: ‘Pânico e 2 mortes em terreno invadido’.


E ainda tem o primeiro dia de fato do novo presidente da Câmara. A Folha começou a rodar com uma chamada para a primeira entrevista coletiva do deputado (‘Severino quer mandato de seis anos para Lula’), mas trocou na Edição SP por entrevista exclusiva para o jornal (‘Banco Central precisa de ‘cabresto’, diz Severino’. No ‘Estado’, foi manchete (‘Efeito Severino leva governo a rever aumento de imposto’), e no ‘Globo’, uma chamada (‘Promessas de Severino custarão R$ 110 milhões’).


A revanche dos 300


As reportagens que o jornal editou hoje a respeito do deputado Severino Cavalcanti nas páginas A6 (‘Deputado discorre sobre bananas e CLT’) e A8 (‘Severino não declarou imóveis e deve cheque’) deveriam ter sido produzidas e publicadas antes da votação para a presidência da Câmara, e junto com reportagens semelhantes sobre o patrimônio declarado, o patrimônio não declarado, o desempenho e as idéias dos quatro deputados que disputavam o cargo.


Aí sim o jornal teria prestado um serviço completo a seus leitores. O jornal gastou duas páginas para ressuscitar o caso Lubeca. Ótimo, fez bem. Mas por que não fez o mesmo com os outros três candidatos? Como os leitores podem constatar agora, o novo presidente tem problemas com seus imóveis. É o tipo da informação fácil de ser levantada e que poderia ter saído antes. Mudaria alguma coisa na votação? Imagino que não. Mas os leitores conheceriam melhor os quatro candidatos.


É melhor estas informações saírem agora do que não saírem nunca. Mas o correto teria sido publicá-las na apresentação dos quatro candidatos.


Tragédia anunciada


A Folha tem dificuldade de dimensionar nas suas capas as tragédias sociais. Foi assim, recentemente, com a morte da menina Caiuá, no Mato Grosso do Sul; foi assim no domingo, com o assassinato da freira Dorothy Stang, morta no Pará; e, foi assim hoje, com a tragédia dos sem-teto de Goiânia.


O jornal acaba despertando para estes assuntos um ou dois dias depois.


Brasil profundo


Sinto ter de repetir o mesmo comentário de ontem e de anteontem: a cobertura da Folha em Anapu está exclusivamente baseada em declarações e informações oficiais. Falta vida, gente, histórias, personagens, ambiente. Ninguém conhece Anapu. Sem isso fica difícil entender o número de mortes, as estatísticas e as teorias sobre a origem da violência.


Não é possível que o jornal não tenha espaço para um bom texto com informações e impressões sobre a região. Volto a lembrar o impacto que teve a cobertura da morte do Arafat. Nenhuma aspa ou relato oficial substitui a observação direta de um bom repórter. Ainda há tempo.


A informação que a editoria escolheu para o título que abre a página A12, ‘Seis policiais tomam conta da Parauapebas ‘sem lei’, é ruim e empobrece a reportagem sobre o enterro do sindicalista.


Iraque sob tutela


Há um descuido de edição na capa de ‘Mundo’. As reportagens sobre a jornalista italiana (‘Por favor, me ajudem’, suplica refém italiana’ e ‘SP terá ato público por engenheiro’) deveriam estar próximas, e não separadas pelo noticiário político do Iraque (‘Aliança xiita se divide entre dois candidatos pra cargo de premiê’).


16/02/2005


A vitória do deputado Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara é a manchete e as principais chamadas de quase todos os grandes jornais do país, inclusive os de economia:


Folha – ‘Câmara derrota Lula e elege Severino’.


‘Estado’ – ‘Vitória de Severino na Câmara atordoa governo’.


‘Globo’ – ‘Corporativismo, traição e erros impõem derrota histórica a Lula’.


‘Correio Braziliense’ – ‘Como a Câmara construiu a maior derrota política do governo Lula’.


‘Zero Hora’ – ‘Severino derrota Lula com promessas de benesses a deputados’.


‘JB’ – ‘Derrota histórica na câmara complica reeleição de Lula’.


‘Valor’ – ‘PT sofre derrota e Lula fala em ‘novas relações’.


‘Gazeta Mercantil’ – ‘Governo terá de refazer relação com o Congresso’.


Alguns jornais destacaram na primeira página o perfil do novo presidente:


Folha – ‘Católico roxo, deputado rejeita o aborto e os gays’.


‘Estado’ – ‘Conservador e contrário à pesquisa com células-tronco’.


‘Valor’ – ‘O líder do ‘baixo clero’ chega ao topo’.


A revanche dos 300


O resultado da disputa para a presidência da Câmara deveria provocar nos jornais uma discussão interna sobre os rumos da cobertura política. O problema não é o fato de nenhum jornal ter acertado o resultado, mas a forma como a cobertura foi feita ao longo das últimas semanas centrada quase que exclusivamente no Planalto e nas previsões oficiais dos grandes partidos. Raríssimas reportagens (minha vontade é dizer nenhuma, mas posso ter tido uma leitura preguiçosa ao longo das férias de janeiro) se dispuseram a entender o que realmente acontecia na Câmara dos Deputados.


O Planalto e os grandes partidos definiram que os contendores eram dois, o nome oficial do PT e a candidatura rebelde, e a partir daí os jornais trabalharam com este cenário. Eu diria que foi uma cobertura de gabinetes, e não de corredores.


Ninguém pede adivinhação, mas uma boa cobertura exigia se saber de véspera, pelo menos de véspera, que a candidatura do deputado Severino Cavalcanti tinha força para disputar o segundo lugar no primeiro turno. Tínhamos três candidaturas fortes, mas só levamos em conta duas. As outras candidaturas foram tratadas como coadjuvantes.


As edições de hoje estão boas, alentadas, com várias e diferentes análises do que aconteceu e do que poderá acontecer, com históricos e perfis, e dão uma boa dimensão da ressaca que tomou conta de vencidos e vencedores ao longo do dia de ontem. Ótimo. Mas bom mesmo teria sido que ao longo das últimas semanas os jornais tivessem produzido menos volume e mais qualidade na cobertura da disputa.


O texto de abertura da página A4 da Edição Nacional da Folha (modificado na Edição SP) registra: ‘A derrota (…) foi surpreendente: o principal rival de Greenhalgh na avaliação da classe política era o petista dissidente Virgílio Guimarães (|MG), que nem ao segundo turno foi’. É um registro incompleto. Deveria informar que esta também era a avaliação dos jornalistas especializados em política nacional porque seguiram a avaliação da classe política. Mas, uma coisa são os políticos, que falam aquilo que gostariam que acontecesse; outra, os jornalistas, que deveriam duvidar e perscrutar.


Os jornais estavam mal informados sobre o que de fato acontecia no interior da Câmara e dos partidos. Não perceberam a dimensão do que próprio Severino definiu como insatisfação generalizada da maioria dos deputados. Faltou gastar sola de sapato.


Tem um parágrafo interessante na análise da Renata Lo Prete (‘Tsunami nasceu no PT’, pág. A4):


‘Eliminadas essas dificuldades, tudo o mais se resolveria, acreditava o PT, porque ‘governo não perde eleição de presidente da Câmara’, como a imprensa se cansou de repetir até quase o amanhecer de ontem’.


Foi um pouco isso o que aconteceu: a imprensa gastou a maior parte do seu espaço precioso, e consumiu o ainda mais precioso tempo do leitor, repetindo, e não apurando.


Insisto: a cobertura da disputa para a presidência da Câmara deveria merecer dos jornais uma análise cuidadosa, distanciada, calma. Não para saber por quê ninguém acertou o nome de Severino Cavalcanti; mas para que fique claro o que é necessário fazer para mudar o rumo de um modelo de cobertura oficialista, baseada nas mesmas fontes, sem trabalho de campo, repetitiva, superficial, chata, e que não é capaz de perceber os fenômenos que vão se desenhando ao longo dos dias. Será bom para todos, jornalistas e leitores.


Brasil profundo


Segundo o ‘Estado’, o ‘governo vai desapropriar terras de madeireiros’ da região de Anapu para acabar com os conflitos. Não vi na Folha.


O ‘Estado’ também informa que diversas entidades, entre elas a Procuradoria da República no Estado do Pará, divulgaram ontem uma nota em que repudiam a versão de que o trabalhador rural Adalberto Xavier Leal teria sido morto como vingança pelo assassinato da irmã Dorothy. Como a Folha é o jornal que mais tem noticiado esta hipótese, e chegou a citar o nome de um suspeito, seria correto publicar a nota das entidades.


Continuo achando que o jornal tem dado pouco espaço para a descrição do vilarejo Anapu, de seu entorno, das condições de vidas dos moradores e dos que fazem trabalho social ou político na região, dos costumes, das distâncias.


15/02/2005


Folha e ‘Globo’ mantêm o caso da freira assassinada sábado no Pará em suas manchetes: ‘Há um ano, freira morta já pedia que PF agisse no Pará’ (Folha) e ‘Execução de freira leva Lula a criar força-tarefa no Pará’ (‘Globo’). O assunto também é o destaque do ‘JB’ (‘Violência pressiona governo a combater campo sem lei’) e do ‘Correio Braziliense’ (‘Polícia caça fazendeiro suspeito de matar freira’).


O ‘Estado’ reduziu o caso a uma pequena chamada perdida na parte inferior de sua capa, ‘A freira assassinada rezou por seus assassinos’. O jornal de SP reservou seu principal espaço, manchete e foto em cinco colunas, para o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri: ‘Atentado em Beirute mata líder libanês anti-Síria’.


Embora os dois maiores jornais de SP tenham concluído suas primeiras edições no mesmo horário, 20h30, a Folha traz na capa informações na sua Edição Nacional que não constam na do concorrente: a eleição do novo presidente do Senado, Renan Calheiros, e a festa de Ronaldinho no castelo de Chantilly.


Painel do Leitor


Para fazer jus ao seu objetivo de expressar a opinião dos leitores, o ‘Painel do Leitor’ de hoje deveria ter aberto e dado mais espaço para as cartas que comentam o principal assunto do noticiário, o assassinato da freira Dorothy Stang no Pará. Ao reduzir as manifestações a três mensagens (na Edição Nacional; duas, na Edição SP) e jogá-las no pé da coluna, ignorou o critério jornalístico e tirou a temperatura do espaço.


Outro assunto que mexeu com os leitores, a foto na primeira página de domingo do ministro Gilberto Gil sendo depilado, foi ignorado pelo ‘Painel’. O ombudsman recebeu 13 cartas de leitores criticando a publicação da foto e encaminhou-as para a Redação. Acho que a opinião destes leitores deveria estar contemplada num espaço que, em tese, lhes pertence.


A carta ‘Mercosul’, da embaixadora do Canadá e que ocupa quase metade da coluna, deveria ter tido um tratamento jornalístico, e não de carta. As informações ali contidas deveriam ter sido transformadas em texto jornalístico. Outra opção teria sido entrevistar a embaixadora. O assunto justifica.


Brasil profundo


Segundo o ‘Estado’, a irmã Dorothy Stang soube na sexta-feira que dois pistoleiros teriam sido contratados para matá-la, foi onde eles estavam escondidos, conversou com os dois, tentou dissuadi-los, obteve a palavra de que não a matariam e rezou com eles (‘Freira visitou assassinos um dia antes de ser morta’). No dia seguinte, viu quando eles se aproximaram e atiraram. É uma história.


A cobertura da Folha em Anapu ainda está quase que exclusivamente baseada em declarações. Pouco se sabe do ambiente local, das distâncias, dos personagens envolvidos, das últimas horas da freira. Faltam histórias e relatos que ajudem o leitor a entender o cenário e as circunstâncias da morte. As estatísticas, os protestos, as declarações oficiais e a cobertura das investigações não suprem esta lacuna. O jornal teve um bom exemplo recente, na cobertura da morte de Arafat, de como é importantíssima a valorização dos relatos e observações dos jornalistas enviados para a cobertura. A Folha já está em Anapu com repórter e fotógrafo, o que é o mais difícil. Agora deve valorizar este material para que o leitor possa ser transportado para uma região que pouquíssimos conhecem.


Como se vê na edição de hoje, o ‘Globo’ de ontem estava mais bem informado do que a Folha em relação à necropsia da freira assassinada. O jornal do Rio informou ontem que os exames haviam sido feitos e que a freira tinha sido atingida por seis tiros. A Folha informou que não havia sido feito o exame e que ela tinha levado nove tiros.


As duas fotos da página A8 (‘Brasil’) da Edição Nacional não têm legendas e nem crédito.


Eleição na Câmara


Terei de reler para ver se não estou falando besteira, mas a impressão que tenho é que os jornais gastaram páginas e páginas nas últimas semanas com a disputa pela presidência da Câmara e nenhum foi capaz de prever a vitória do deputado Severino Cavalcante. A cobertura se concentrou o tempo todo em torno da disputa dentro do PT, entre o candidato oficial e o rebelde. Como está na coluna da Eliane Cantanhêde de hoje, estava ‘previsto’ a vitória de Greenhalgh. O máximo que se temia era a disputa ir para um segundo turno. Está certo que jornalista não é vidente, mas também não pode ser tão crente.


Está errado o título do perfil do novo presidente do Senado na Edição Nacional da Folha, ‘Diplomacia marca carreira política de Renan Calheiros’ (pág A9). Como pode ser chamado de diplomata um político que, segundo o perfil descrito pelo jornal, tem no currículo vários rompimentos de compromissos? Mesmo a palavra ‘maleabilidade’ escolhida para o título da Edição SP (‘Maleabilidade é marca do senador’) soa como eufemismo.


Estão errados o título e o abre da página A10 (‘Brasil’) da Edição Nacional que relatam a disputa pela Câmara: ‘PSDB e PMDB impõem revezes a Greenhalgh’. Foram mudados na Edição SP.


Líbano


‘Estado’ e ‘Globo’ trazem mapas de Beirute e a localização do atentado ao ex-primeiro-ministro Rafik Hariri ocorrido ontem. A Folha não teve a mesma atenção. Aliás, o texto da Folha sequer informa onde e a que horas ocorreu o atentado em Beirute."

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