Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

VOZ DOS OUVIDORES > FOLHA DE S. PAULO

Crítica interna

Por Marcelo Beraba em 04/10/2005 na edição 349


03/10/2005


‘A ‘Veja’ tem a capa mais surpreendente: na contramão da onda de apoios ao desarmamento que domina parte da grande imprensa, a revista se posiciona abertamente contra a proibição do comércio de armas: ‘7 razões para votar NÃO – A proibição vai desarmar a população e fortalecer o arsenal dos bandidos’, é o título da capa. É uma reportagem francamente opinativa, como se fosse um editorial – aliás, marca da revista.


O referendo também é a capa da ‘Época’ – ‘Armas, entenda antes de votar’ – e a manchete do ‘Estado’ de hoje – ‘Armas: 76% aprovam a proibição, revela pesquisa’.


A Folha, que já se manifestou em editorial a favor do Sim, fez uma chamada burocrática na edição de sábado – ‘Começa campanha do referendo sobre comércio de armas’ – e deixou o assunto, na edição de hoje, por conta do ‘Folhateen’, ‘Conheça as razões para votar sobre as armas’.


As manchetes da Folha de DOMINGO e de HOJE repõem o foco do jornal na investigação sobre a origem do dinheiro que abasteceu o esquema armado pelo PT com a ajuda de Marcos Valério. A manchete de ontem é o testemunho importante de um ex-dirigente do partido, Silvio Pereira – ‘Direção do PT sabia de caixa 2, diz ex-secretário’. A de hoje, é ainda uma suposição, mas levantada pelo petista que preside a CPI dos Correios – ‘PT pode ter fonte de caixa 2 fora do Brasil, diz Delcídio’.


O ‘Estado’ traz, na capa de domingo, um balanço da CPI dos Correios: ‘CPI perde fôlego, deixa de investigar e atola em intrigas’.


‘Carta Capital’ também trata da crise política e das investigações em duas manchetes: ‘O governo ganha uma batalha…’ [referência à eleição de Aldo Rebelo] e ‘…Enquanto o Brasil perde a guerra’ [referência ao impasse nas CPIS, ao desempenho ‘pífio’ da economia e ao caso Opportunity].


As manchetes do ‘Globo’ se ocupam de um tema local importante e bastante polêmico, o controle da expansão das favelas do Rio: ‘Favelização: Cesar vê omissão de vereadores’ (domingo) e ‘Vereadores: lei de favela só depende do prefeito’ (hoje).


‘IstoÉ’ – ‘O drama do primeiro emprego’.


Escândalo do ‘mensalão’


A Folha traz duas entrevistas importantes. No domingo, com o ex-secretário do PT, ‘Executiva do PT sabia do caixa 2, diz Silvio Pereira’ (A4). E hoje, com o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), ‘Conta externa do PT pode ter munido caixa 2, diz Delcídio’ (A4). As entrevistas recolocam em cena dois pontos importantes: a versão dos empréstimos tomados pelo PT para apoiar financeiramente a base aliada e as responsabilidades dentro do PT pelo esquema criado.


A edição de domingo ficou mal organizada. Pelo que pude entender da leitura de todas as reportagens, a entrevista com Silvio Pereira ocorre em função dos dados da Receita Federal levantados pela Folha e publicados na página A12, ‘Sete petistas são investigados pela Receita’. É certo que as declarações dele acabaram mais importantes do que a reportagem que a originou, mas de alguma maneira este material deveria estar próximo ou ligado. Mais estranho ainda ficou o material sobre o deputado João Paulo, na página A6, ‘Mulher de João Paulo fez doação irregular a campanha de 2002’. Tanto que parte das informações sobre o casal volta a ser repetida na página A12.


Os textos sobre o ‘mensalão’ estão espalhados e a edição ficou confusa. O noticiário sobre o ‘mensalão’ começa na página A4 e vai até a página A22, mas é interrompido por assuntos completamente diferentes nas páginas A11 (Opportunity), A17 (greve de fome do bispo de Barra) e A19 (referendo das armas). Não há remissões nem referências nas reportagens. Não é possível que o jornal não consiga organizar o noticiário numa seqüência lógica.


A arte ‘Executiva Nacional do PT’ (pág. A4) deveria ter dado os mesmos destaques para todos os membros da Executiva. Não dá para entender porque seis deles são apenas citados como ‘outros’, em letras menores e sem identificação de função e tendência.


O deputado João Paulo, ontem, e o deputado José Dirceu, hoje, questionam a Folha em relação à divulgação de seus dados fiscais, que deveriam ser sigilosos. O jornal, além do registro do questionamento, deveria ter explicado seus critérios jornalísticos que embasam a decisão de publicar os dados.


São mais de cem os nomes dos investigados pela Receita Federal (‘Sete petistas são investigados pela Receita’). Por que o jornal tratou, no domingo, apenas de sete petistas? O quadro ‘Movimentação financeira superior à renda’ (A12) cita sete não petistas e uma empresa que deveriam também ter sido ouvidos.


É mais uma vez frustrante o espaço dado pela Folha para a cobertura de mais um debate da série promovida pelo próprio jornal sobre a reforma política. Não há espaço para desenvolver e tornar compreensíveis as análises, os argumentos e as propostas dos convidados. O título anódino reforça a frustração: ‘Debate questiona novas regras eleitorais’.


O senador Delcídio Amaral afirma, na reportagem ‘Conta externa do PT pode ter munido caixa 2, diz Delcídio’ (A4 da edição de hoje), que são ‘muitas as razões para crer que os empréstimos [dos bancos para o PT] eram apenas um meio para despistar de onde realmente vinham os recursos de caixa dois’ Mas só dá uma razão (os empréstimos não estavam registrados na contabilidade da SMPB) e o jornal não cobra as outras ‘muitas’.


Tanto na reportagem de ontem como na de hoje sobre as investigações da Receita Federal, a Folha informa que é ‘praticamente certa a sonegação fiscal quando o contribuinte movimenta em suas contas valores pelo menos oito vezes maiores do que a renda declarada’, mas não explica a razão deste cálculo.


Painel do Leitor


O leitor Sérgio Coutinho, de Belo Horizonte, é um felizardo: conseguiu emplacar duas cartas hoje no ‘Painel do Leitor’ (‘Máfia do apito’)!


Acabamento


A nota ‘Erupção de vulcão mata dois em El Salvador’, na página A35 de ‘Mundo’ de domingo, ficou com o chapéu ‘Eleição palestina’.


Na Edição Nacional de hoje de ‘Mundo’, a nota ‘Corte suprema – Bush não adianta substituta de O’Connor’ foi formatada errada.


Futebol


Será que a não havia outra solução a não ser a de anular os onze jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho sem analisá-los? O apoio quase geral da ‘crônica esportiva’ à decisão do STJD deveria estimular o jornal a buscar opiniões ‘jurídicas’ diferentes. Não me refiro às reclamações dos clubes, que são compreensíveis, mas de gente que entende do assunto.


Folhinha


A reportagem de capa da ‘Folhinha’ (‘Siga as pistas’, sábado) tem um problema: não traz trecho do livro que anuncia. Não dá oportunidade para a garotada saber se o livro é bom mesmo, como a reportagem garante, ou não. Um dos textos sobre literatura policial poderia ter sido substituído por um extrato do livro.


30/09/2005


Folha, ‘Estado’ e ‘Correio Braziliense’ voltaram suas manchetes novamente para o andamento das investigações sobre corrupção no governo e na Câmara dos Deputados: Folha – ‘Governo evita abrir sigilo de corretoras’. ‘Estado’ – Começou a rodar com uma manchete de política _ ‘Aldo fracassa no primeiro dia e Lei Eleitoral não muda’ – mas depois trocou para uma informação exclusiva – ‘PF pede hoje indiciamento de 16 por mensalão’. ‘Correio Braziliense’ – ‘CPI aponta farsa em empréstimo ao PT’. É uma informação importante por que, aparentemente, desmonta a defesa do PT e de Marcos Valério. O ‘Globo’ destacou um aspecto menor da política: ‘Vice de Lula muda para o partido do bispo Macedo’.


Artigo


A Folha fez bem em publicar a resposta do historiador Tariq Ali a um editorial do jornal no espaço ‘Tendências/Debates’ (‘Aprendendo com a Venezuela’).


Greve de fome


O jornal deveria estar acompanhando de perto, de preferência em Cabrobó (PE), a greve de fome do bispo de Barra (BA). D. Luís Flávio Cappio iniciou a greve dia 26 e protesta contra a transposição do São Francisco, como informa hoje o ‘Painel’. Ele tem uma forte inserção numa região pobre e de intensa religiosidade. Sua atitude, que conta com o apoio da CNBB, coloca um componente emocional na discussão que até agora era técnica e política.


Escândalo do ‘mensalão’


O ‘Estado’ tem duas reportagens importantes que não vi na Folha. A primeira é a manchete, ‘PF pede hoje indiciamento de 16 por mensalão’. A segunda, os bastidores que colheram dos acordos feitos pelo governo federal com alguns partidos para garantir a vitória na eleição para a presidência da Câmara: ‘Chantagem, negociata, pressão. Para eleger Aldo’.


‘Globo’ e ‘Valor’ informam que o casal Garotinho pode trocar o PMDB pelo PSC. É um fato relevante para a compreensão da disputa presidencial de 2006. Não vi na Folha.


Pelo tom de alguns jornais, a associação à Igreja Universal fará do vice-presidente, que já era criticado ou ignorado pelas posições que defende na economia diferentes das do governo Lula, um novo saco de pancadas.


Acho que o jornal deu mal, na Edição Nacional, a notícia de que a PF e a CPI têm indícios de que não houve os tais empréstimos bancários feitos por Marcos Valério e que foram destinados ao PT (‘Valério omitiu empréstimos à Receita’, pág. A15).


A defesa do deputado Sandro Mabel (PL) no Conselho de Ética da Câmara não saiu na Edição Nacional, talvez por problema de horário. Como se trata do direito de defesa, deveria ter espaço na Edição Nacional de amanhã.


Terror em Londres


A Folha publicou ontem o editorial ‘Desvios semânticos’ em que critica, com razão, a tendência de se usar palavras ‘edulcoradas’ para não dar nomes a crimes ou a irregularidades. Referia-se ao caso do ‘mensalão’ e seus ‘recursos não-contabilizados’, mas pode ser aplicado ao seguinte trecho da Folha de hoje que não deixa claro que os jornais britânicos estão pagando para entrevistar os familiares de Jean Charles de Menezes (‘Pais vêem filme da morte de Jean Charles’, pág.A22 de ‘Mundo’) : ‘Veículos da mídia britânica também têm dado nas últimas semanas contribuições financeiras aos familiares de Jean Charles, normalmente em troca de entrevistas’.


Ligações perigosas


As manobras para impedir a realização da assembléia da Brasil Telecom (‘Dantas usa senador para tentar se manter na BrT’, pág. B11) me pareceram mais importantes como notícia do que a entrevista com o presidente da Petros (‘Fundos querem gerir a Brasil Telecom’). O ‘Valor’ também destacou a interferência de um senador na disputa pela empresa: ‘Dia D na Brasil Telecom ganha contorno político’.


Administração


O que é mais importante para o morador de São Paulo, um programa que o estimule a exigir notas fiscais (e, com isso, obter abatimento no IPTU) ou a extinção da taxa de lixo, cobrada desde 2002? Na minha opinião, a extinção da taxa é mais importante. Embora a disposição do governo Serra tenha sido anunciada anteriormente, somente ontem os projetos de lei que extinguem a taxa de lixo e a taxa de luz em ruas sem iluminação foram enviados para os vereadores. Acho, portanto, que a reportagem ‘Nota fiscal poderá render desconto no IPTU’ (Edição SP) deveria ter dado mais destaque para a extinção da taxa de lixo, objeto de grandes polêmicas durante a campanha eleitoral do ano passado. Não era difícil combinar as duas informações – campanha para exigir notas fiscais e elevar a arrecadação e o fim das taxas -, como demonstram os outros jornais.


Polícia Federal


Segundo o ‘Globo’, a PF apenas trocou alguns delegados da Superintendência do Rio de cargos. Ou seja, a hierarquia fluminense não responderá diretamente pelo roubo de R$ 2 milhões.


Futebol


Há um aspecto importante na cobertura do escândalo da arbitragem no Campeonato Brasileiro que é o do direito do torcedor. A Folha tratou do assunto, e bem, na edição de terça-feira com a reportagem ‘Inquérito civil busca responsabilizar CBF – Procon-SP silencia, mas envolvidos podem ser acionados pelo Ministério Público por infrações contra consumidores’. Mas as dúvidas sobre o direito de indenização para os que estiveram nos jogos roubados persistem. Sugiro ao jornal voltar ao assunto com mais esclarecimentos para os que se sentiram lesados. O ‘JB’ de hoje ouve uma Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e Trabalhador (Anacont) e analisa os direitos do torcedor em relação à Loteca, ao Pay-per-view, aos jogos anulados e ao ressarcimento dos ingressos.


26/09/2005


A manchete da Folha no DOMINGO é a entrevista exclusiva que fez com o deputado federal e ex-ministro José Dirceu, ‘PT vai pagar por caixa 2, diz Dirceu’. A entrevista até justificava uma manchete por ser exclusiva, mas a formulação do título é dúbia e, portanto, ruim. O outro assunto destacado pelo jornal foi ‘Receita Federal vai investigar 4 partidos’. Na edição de hoje, a disputa pela presidência da Câmara volta a ser o assunto principal: ‘Candidatos se reúnem em ‘centrão’ na Câmara’. Nenhum jornal tinha assunto novo e forte para a manchete de domingo: o ‘Estado’ saiu com ‘Troca-troca partidário fortalece PMDB no Congresso’ e o ‘Globo’, com ‘Governo Lula criou 34 estatais em 33 meses’. Na edição de hoje, o ‘Globo’ deu seqüência ao mais novo escândalo nacional, descoberta da ‘Veja’: ‘Tribunal pode anular jogos mas garante campeonato’. E o ‘Estado’ continuou com o foco na Câmara: ‘Temer e Nono fazem acordo para bater Aldo’.


As revistas:


‘Veja’ – Mais um grande material exclusivo: ‘A máfia do apito’. ‘Época’ – ‘Bandidos de classe média’. ‘IstoÉ’ – ‘…É possível ser feliz’. ‘Carta Capital’ – ‘Tramóia em tempos tucanos’, com revelações sobre corrupção nos Correios no período de FHC.


Escândalo do ‘mensalão’


A entrevista de DOMINGO com José Dirceu não explora o que parece ser o cerne da questão do ‘mensalão’. Embora seja verdadeira a afirmação do ex-ministro de que quis implementar prioritariamente uma aliança com o PMDB, e foi desautorizado, o fato é que ele estava na coordenação política do governo Lula quando foi montada a base de apoio. E a estratégia adotada foi a atração de deputados e senadores para inchar os pequenos partidos aliados – PL, PTB e PP – e garantir as posições do governo em votações importantes e difíceis. Como foram garantidas as mudanças de partido na quantidade em que ocorreram? O ex-ministro procura fazer, na entrevista, uma distinção clara entre o PT, que teria errado ao recorrer a empréstimos e caixa 2 para gastos eleitorais (‘mercantilização das campanhas’), e o governo, que só teria cometido erros políticos. Mas era ele quem estava no comando da articulação política do governo que agora está sob suspeição.


A manchete da Folha do domingo dia 18 foi ‘PF busca elo entre doleiro de Collor e PT’. O elo seria a passagem de dinheiro de Marcus Valério pelas empresas Natimar e Bônus-Banval. O jornal traz hoje mais de uma página sobre a Bônus-Banval (‘Corretora ligada ao PT é suspeita de lavagem’, págs. A8 e A9) com novas suspeitas, mas sem mais informações sobre a suspeita anterior, que sumiu do noticiário.


Paraguai


A Folha editou, no DOMINGO, duas páginas sobre o Paraguai (A32 e A33). O dossiê é oportuno por que corre, há algumas semanas, a informação, até agora negada, de que os EUA estariam implantando uma base militar naquele país. A iniciativa da Folha é bem-vinda. É raro a imprensa brasileira dar atenção ao país vizinho, exceto quando trata de sacoleiros, contrabando, drogas, Tríplice Fronteira ou golpes políticos. O resultado do trabalho da Folha, no entanto, é sofrível. Algumas observações:


1 – O jornal erra ao pretender fazer um dossiê sobre a influência dos EUA no Paraguai sem enviar um repórter para o país vizinho. A reportagem principal (‘Presença dos EUA no Paraguai é profunda’), feita da Redação, tem menos informações pertinentes ao tema – a influência dos EUA nas Forças Armadas paraguaias – do que o artigo do cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira (‘Paraguai-EUA: irresponsabilidade e aventureirismo’). Embora se refira a ‘analistas paraguaios independentes’, o texto principal identifica três fontes: um jornalista do ‘ABC Color’, um político de oposição e um dirigente de Ong. Não sei se podem ser caracterizadas de análises independentes. O jornal não precisava ter ouvido ‘analistas paraguaios independentes’ para concluir que o país é um encrave militar histórico dos EUA no Cone Sul. Se ele é de fato, imagino que o jornal poderia ter recorrido a fatos históricos e recentes para demonstrá-lo. Há sinais, no texto, de que o jornal tentou obter informações novas sobre os acordos entre o Paraguai e os EUA, mas a reportagem tem como base estas análises feitas à distância. Sem o concurso de um enviado especial, o texto ficou muito restrito a declarações. É evidente que um enviado ao país teria obtido muito mais informações, mesmo sem a autorização da Embaixada dos EUA para acompanhar os exercícios militares próximos a Assunção.


2 – O mapa ‘Presença norte-americana na América Latina’ ficou confuso. Ele não esclarece, por exemplo, como se dá a presença dos EUA nos países que estão em marrom. Não fica claro por que o Paraguai está marcado com uma linha verde, que é a cor escolhida para identificar os países sem presença militar-norte-americana. Não há explicação para os quatro asteriscos da Colômbia. E o infográfico registra o número de 475 militares em Mariscal, no Paraguai, enquanto o texto principal se refere a uma estimativa de ‘cerca de 400 militares’. São 475 ou cerca de 400?


3 – O chapéu escolhido para identificar as reportagens – ‘Rugido paraguaio’ – não leva a discussão a sério.


Aviso


Compromissos em São Paulo, amanhã, e na Unesp, em Araraquara, na quarta-feira, não me permitirão fazer as Críticas Internas de terça, quarta e quinta.’

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