Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

VOZ DOS OUVIDORES > FOLHA DE S. PAULO

Crítica interna

Por Marcelo Beraba em 06/03/2007 na edição 423

02/03/07

A economia (mundial e brasileira) continua a ser a principal preocupação dos jornais. Na Folha, ‘Incerteza sobre China e EUA deixa mercados instáveis’ e, título ruim, ‘Governo investe mais, abaixo da meta do PAC’. No ‘Estado’, ‘Sucesso blinda equipe econômica, diz Lula’ e ‘China volta a assustar o mercado global’. O ‘Globo’ associa a saída do diretor do Banco Central ao resultado do PIB anunciado anteontem: ‘Baixo crescimento derruba o principal diretor do BC’. Sua saída já era esperada e nenhum outro jornal deu o mesmo destaque nem fez a mesma interpretação.

Da longa (e rara) conversa do presidente Lula ontem com jornalistas de Brasília que originou a manchete do ‘Estado’, a Folha destacou na Primeira Página apenas a parte folclórica: ‘Lula elogia ´A Marcha dos Pingüins` e diz que ´ser pingüim é muito difícil, é mais fácil ser gente´‘. O comentário de Lula blindando a equipe econômica em meio a pressões e especulações é mencionado no pé da chamada sobre investimentos.

Não entendi o destaque que o jornal resolveu dar na Primeira Página para o fato de quatro juízes federais ocuparem apartamentos funcionais do Senado. Que o jornal faça um registro interno, se entende; mas a chamada na Primeira Página indica falta de notícia política. Escândalo de verdade é a troca de toda a frota do Senado com apenas quatro anos de uso, como informa o ‘Painel’.

Por falar em política, a melhor cena nas Primeiras Páginas dos grandes jornais de hoje está no ‘Estado’: o flagrante do jantar de Paulo Maluf com o deputado do PT Cândido Vaccarezza, em Brasília, para tratar, segundo o jornal, do futuro da ex-prefeita Marta Suplicy – ‘Um brinde por ´Dona Marta do PT´‘.

Sinal dos tempos de guerra comercial – Manchete em seis colunas e letras garrafais do jornal ‘O Dia’, do Rio: ‘O DIA a R$ 1’. O jornal ainda publicou na capa, para justificar a redução de R$ 1,50 para R$ 1, um editorial – ‘Desafio da empresa moderna’.

Política

O ‘Estado’ deu mais espaço e destaque que a Folha para a conversa dos jornalistas com Lula e para as notícias sobre a vinda de Bush ao Brasil. E ainda tem o relato, com foto, do jantar em torno de um bordeaux, assim resumido pelo jornal: ‘Maluf e Marta vão ser aliados em 2008’.

Criminalidade

Os leitores da Edição SP estão mais bem informados a respeito da tramitação do pacote de segurança no Congresso (‘Divergência atrasa votação sobre segurança’, ‘Câmara deve votar 3 projetos sobre lei penal’ e o infográfico ‘Pacote de segurança’, página C12) do que os leitores da Edição Nacional (uma nota na página C5).

Drogas

A Folha antecipou ontem, com destaque, o resultado do relatório da ONU que informa que o Brasil é líder mundial no uso de drogas para emagrecer. Ontem, na divulgação oficial do relatório, a Anvisa anunciou que o governo vai restringir a venda de remédios que inibem o apetite. Não vi na Folha.

Economia

Segundo o jornal, na Edição Nacional, a BrT teve em 2006 um faturamento de R$ 470,4 milhões e uma receita líquida de R$ 10,3 bilhões (‘Tele egípcia faz oferta pela Brasil Telecom’, B12). Está errado.

Também deve haver erros no texto ‘Falta de mão-de-obra e violência afetam turismo’ (B11) e/ou no infográfico que o acompanha. O Brasil ora aparece como 59º num ranking, ora como 64º. E a Argentina como 64º e como 65º.



01/03/07

A Folha fez uma edição política com o resultado do PIB divulgado ontem: ‘PIB de Lula empata com o de FHC’. O principal enfoque do jornal foi a comparação entre os desempenhos dos dois governos – ‘Economia cresce 2,9%; na média, resultado do 1º mandato petista é igual ao da gestão tucana’.

O ‘Estado’ e o ‘Globo’ destacaram o desempenho medíocre da economia: ‘Brasil cresce só 2,9%, bem abaixo da média mundial’ (‘Estado’) e ‘Brasil cresceu em 2006 metade da média mundial’ (‘Globo’). O jornal do Rio também chamou a atenção para o ‘empate’ entre Lula e FHC.

A abordagem dos jornais econômicos foi completamente diferente. Naquilo que os grandes jornais só viram aspectos negativos, ‘Valor’ e ‘Gazeta Mercantil’ enxergaram pontos positivos. O ‘Valor’ ignorou, no título da manchete, o resultado do PIB de 2006 para destacar o que avalia que poderá mudar em 2007: ‘Demanda interna puxa atividade no primeiro bimestre’. Segundo o jornal, ‘indústria e varejo começaram 2007 com um ritmo intenso’. O jornal destaca ainda o crescimento de 3,8% do último trimestre de 2006 e avalia que a economia este ano ‘poderá ser melhor do que esperavam os analistas’. Dos grandes, o ‘Estado’ foi o único que também destacou na Primeira Página que ‘o 4º trimestre aponta para retomada econômica em 2007’.

A ‘Gazeta Mercantil’ tem uma abordagem também diferente: ‘Câmbio pode garantir PIB acima de US$ 1 trilhão’. Refere-se a 2007.

A Folha registrou ainda (na Edição Nacional), e apropriadamente, o novo recorde da carga tributária, mas não chamou a atenção para dois outros recordes na economia: a marca de US$ 100 bilhões de reservas e o superávit primário (4,79%). Não deveria ter destacado o superávit, uma vez que vem cobrando (como hoje, no editorial ‘Fora de esquadro’) corte ‘relevante’ nos gastos públicos?

Meio Ambiente

A Folha cometeu um erro grave na Edição São Paulo de ontem. O jornal informou, na abertura do texto principal da página de ‘Ciência’ (A15), que a elevação do nível dos mares, provocada pelo aquecimento global, ‘poderá deslocar’ até 42 milhões de pessoas no litoral brasileiro. O jornal publica hoje uma correção na seção ‘Erramos’ (A3): a elevação do nível do mar ‘pode potencialmente ´afetar´, e não ´deslocar´, 42 milhões de pessoas’. Fez bem o jornal em admitir o erro, mas a correção me pareceu insuficiente.

Diferentemente do que concluí na Crítica Interna de ontem, o jornal foi alarmista. O mínimo que deveria ter feito na edição de hoje seria voltar ao assunto e esclarecer para o leitor que riscos correrão os brasileiros que vivem na faixa litorânea de acordo com os diversos cenários projetados pelos estudos do Ministério do Meio Ambiente. De que forma esta população poderá ser ‘afetada’ nas próximas décadas? Aí sim o jornal estaria informando com responsabilidade e sendo útil aos leitores.

PIB

Não consegui entender o que o economista Celso Toledo quis dizer com a frase que negrito: ‘Tivemos o mesmo tipo de política econômica, com ênfase na estabilidade e no controle da inflação. Isso mostra que o Brasil cresce só o que consegue. Precisaríamos de outro tipo de medidas, como diminuição da carga tributária, para sair desse patamar’. Será que o jornal reproduziu corretamente?

Criminalidade

Esperava que o jornal continuasse a explorar, na edição de hoje, o relatório da Organização dos Estados Ibero-Americanos sobre criminalidade nos municípios e Estados brasileiros em 2004. Pareceu ser uma fonte rica de pautas. A questão da criminalidade em São Paulo, por exemplo, foi pouco trabalhada.

As pessoas assaltadas de madrugada na rodovia Raposo Tavares (C3 na Edição Nacional e C4 na Edição SP) passaram por duas humilhações: a de terem de tirar as roupas para entregar para os bandidos e a de terem suas fotos estampadas nos jornais. A Folha publicou a foto constrangedora pequena, apenas internamente, mas ainda assim tenho dúvidas se agiu corretamente. O jornal não levou em conta que as pessoas ali flagradas em situação constrangedora eram vítimas. A não ser que considere que, por serem sacoleiros, também eram criminosos.

Haiti

Está exagerado e ufanista o título da capa de ‘Mundo’, ‘Brasil toma bastião de gangues no Haiti’ (A9). Não foi o Brasil, foram as tropas da ONU.

(Aliás, o título remete para uma pergunta singela: por que não conseguem tomar um só bastião de gangues no Rio?)

A visita do repórter da Folha coincide com o ‘dia simbólico’ para a missão da ONU. O ‘bastião’ foi tomado ‘sem nenhum tiro disparado’. A maioria dos criminosos fugiu antes da chegada das tropas.

Fiquei com a impressão de que foi mais uma ação de relações públicas e marketing para a Folha registrar do que uma operação militar.



28/02/07

Alarme na economia, alarme no meio ambiente, alarme na segurança. O terremoto nas bolsas provocado pela China (a Folha chama de ‘turbulência global’), as estatísticas sobre criminalidade nas cidades e Estados e as previsões catastróficas do governo brasileiro para o final do século são as três chamadas fortes da Folha, ‘Estado’ e ‘Globo’. Folha e ‘Estado’ deram mais destaque para as bolsas; o ‘Globo’, para a criminalidade. Assim os principais jornais trataram os assuntos do dia:

Bolsas – ‘China derruba Bolsas no mundo’ (Folha), ‘China derruba mercados mundiais’ (‘Estado’), ‘China dá susto no mundo’ (‘Globo’). São manchetes que não avançam no noticiário, apenas repetem o que os meios mais ágeis já tinham bombardeado ao longo do dia de ontem. O título do ‘Valor’: ‘China provoca tensão nos mercados e fuga do risco’.

Criminalidade – ‘Pernambuco lidera taxas de homicídios’ (Folha). Nem na Edição SP o jornal chama a atenção para os índices das cidades paulistas. Embora não liderem os rankings, várias delas têm taxas altíssimas de criminalidade, como São Sebastião e Diadema, esta última transformada em exemplo de superação da criminalidade. Entre as dez cidades paulistas com mais assassinatos, seis ficam na Grande São Paulo.

No ‘Estado’, ‘Crime avança nas fronteiras – Pequenas cidades lideram em taxa de homicídios’, e no ‘Globo’, ‘Número de homicídios cresce mais no interior’.

Ambiente – Folha e ‘Globo’ optaram por chamar a atenção para o cenário mais negativo dos vários elaborados pelos estudos encomendados pelo Ministério do Meio Ambiente com projeções sobre os estragos que o aquecimento global pode provocar no Brasil até o fim do século: ‘Avanço do mar põe 42 milhões em risco, diz estudo’ (‘Folha’, na Ed. SP) e ‘Caos no clima ameaça dividir Amazônia ao meio’ (‘Globo’). O ‘Estado’ fez outra opção. Editou a notícia por um aspecto ‘positivo’: ‘Brasil prepara plano contra aquecimento’. Como faz parte da cultura política brasileira anunciar planos que não se concretizam, acho que as opções da Folha e do ‘Globo’ foram as mais corretas, embora correndo o risco de serem entendidas como alarmistas. Em se tratando de meio ambiente, o excesso de alarme talvez seja o menor dos males.

Meio Ambiente

Duas observações a respeito da notícia na Edição SP sobre os estudos do Ministério do Meio Ambiente (A15):

– A Edição Nacional não contém a informação de que 42 milhões de pessoas que habitam cidades litorâneas no Brasil poderão ser deslocadas até o final do século com a elevação do nível dos mares, dado que acabou virando o título interno e externo do jornal em substituição a ‘Mar pode subir no país 1,5 m até 2100, diz estudo’. Não entendi a omissão.

– O jornal afirma, na abertura do texto da capa de ‘Ciência’, que a elevação do nível dos mares ‘poderá deslocar’ até 42 milhões de pessoas. O título, no entanto, informa que o avanço do mar ‘ameaça’ esta população litorânea. É diferente ameaçar (ou atingir de alguma forma) de deslocar (ter de abandonar suas casas e terras). Não sei o que o estudo projeta, mas são situações diferentes e para mim não ficou claro do que se trata de fato. Todo o litoral seria igualmente atingido? Sem maiores detalhes o texto (e não os títulos) pode parecer realmente alarmista.

O ‘Valor’ abriu o seu relato com um exemplo concreto, divulgado pelo próprio ministério: o que aconteceria na Ilha dos Marinheiros, na Lagoa dos Patos (RS), se o mar subir 10 centímetros, 50 centímetros ou 1 metro. O uso do exemplo facilita a compreensão da extensão do problema.

Não tive condições de ver como ficou o infográfico na Edição SP, mas na Edição Nacional a qualidade da impressão e a falta de informações tornam os mapas reproduzidos sob o título ‘Tendências para 2070-2100 em comparação a 1960-1990’ incompreensíveis.

Jovens

Não é uma crítica, apenas uma observação: o estudo que mostra o número escandaloso de mortes entre os jovens brasileiros (capa de ‘Cotidiano’) seria mais bem compreendido com uma remissão para a página B8 de ‘Dinheiro’, que informa que ‘No Brasil, jovens são metade dos desempregados’.

Criminalidade

Embora a idéia de ‘interiorização’ do crime, destacada pela Folha e pelos outros jornais, seja correta, o problema principal continua sendo as grandes cidades e seus entornos. Faltou o jornal dar mais ênfase para este aspecto. O ranking feito a partir da taxa de homicídios por 100 mil habitantes chama a atenção para o crescimento da violência em cidades das fronteiras agrícolas, mas escamoteia o problema maior que é a criminalidade em Regiões Metropolitanas como São Paulo, Rio, Vitória, Recife e Belo Horizonte.

O jornal também deveria ter dado mais destaque para a situação no Estado de São Paulo, sede da Folha.

Faltou ainda comparar as taxas de mortes por 100 mil divulgadas ontem com as taxas de cidades de outros países.



27/02/07

Folha e ‘Estado’ têm hoje Primeiras Páginas muito diferentes da do ‘Globo’. As fotos do desabamento de uma marquise em Copacabana que matou duas senhoras fazem as capas se parecerem, mas as escolhas dos destaques as distinguem. Os dois jornais de São Paulo noticiam o acidente, mas trazem como manchete o resultado da reunião de ontem entre os presidentes do Brasil e do Uruguai – ‘Lula oferece vantagens e Uruguai fica no Mercosul’, na Folha, e ‘Lula cede para Uruguai não rachar Mercosul’, no ‘Estado’. O ‘Globo’ simplesmente ignora a notícia. Sua prioridade é a queda da marquise no Rio e um grande acidente de ônibus.

Diplomacia

O infográfico ‘Brasil e Uruguai’ que acompanha a cobertura do encontro entre Lula e Tabaré Vasquez na Edição Nacional da Folha (A4) não tem novidade, deveria ter saído ontem, na apresentação do encontro, e não hoje. O gráfico ignora o que interessa aos leitores, que são os acordos firmados ontem entre os dois países. Por que o jornal não publicou, já na Edição Nacional, o infográfico ‘Acordos Brasil-Uruguai’ que foi editado na Edição São Paulo com detalhes dos acordos? O encontro entre os presidentes foi de manhã.

Ética

‘Estado’ e ‘Globo’ noticiam a divulgação de uma nova carta do professor Goffredo da Silva Telles sobre ética na política. Não vi na Folha.

Informação incompleta

Entre que anos foram mortas 300 mil pessoas em Darfur, no Sudão? O infográfico ‘Outros casos’ (A10 de ‘Mundo’) não informa.

Legenda

Deve estar errada a legenda da primeira foto da página B8 (Edição Nacional de ‘Dinheiro’) que ilustra a reportagem ‘Cresce preocupação ambiental em empresas’. O funcionário não está separando garrafas de vidro, mas segurando um engradado.

Título

Parece sem lógica o título da página A13 de ‘Ciência’, ‘Cientista faz mutirão para estudar pólos’. Mutirão exige a participação de várias pessoas, no plural. O uso do singular é um recurso, no caso inadequado, para adaptar o tamanho do título. Ciência faz mutirão, cientistas fazem mutirão.



26/02/07

As manchetes da Folha e do Estado tratam de planos do governo. Na Folha, ‘União quer acabar com as metas de assentados’. No ‘Estado’, ‘Servidores federais terão fundo de previdência único’. Parecem balões-de-ensaio, embora o ‘Estado’ garanta que o projeto de lei que cria um único fundo de pensão para os servidores federais será encaminhado ao Congresso ‘nos próximos dias’.

O ‘Globo’ toma a atitude do ministro da Fazenda, que não registrou queixa na Polícia depois de ter sua casa assaltada em Ibiúna, como pretexto para abrir nova discussão sobre criminalidade: ‘Especialistas criticam falta de registro de violência’.

A Folha mudou a capa da Edição São Paulo da ‘Ilustrada’ para publicar o resultado (parcial, no exemplar que li) do Oscar. Boa iniciativa.

Diplomacia

É uma pena que a entrevista com o secretário-geral do Itamaraty tenha sido feita, por exigência do entrevistado, por escrito (‘Para embaixador, política externa é só ´pragmática´‘, A14). O entrevistado leva a vantagem de não ser submetido à contestação _o que não invalida, no entanto, a entrevista.

Achei que o jornal forçou um pouco ao interpretar que o embaixador mandou ‘recados sutis’ para os Estados Unidos. Ele se referiu às grandes potências. Ficou parecendo que o jornal quis reforçar a imagem de antiamericanismo que alguns setores enxergam na política externa brasileira.

Ao se referir aos livros indicados pelo Itamaraty, o jornal deveria ter publicado os títulos e editoras, tal como orienta o ‘Manual da Redação’. O leitor não é obrigado a saber o nome do livro do ‘sr. Álvaro Lins sobre o Barão do Rio Branco’ nem o título da ‘obra indispensável’ de Moniz Bandeira.

A propósito, o ‘Estado’ publica entrevista com o vice-secretário de Comércio dos Estados Unidos, responsável pelas relações com o Hemisfério Sul. Segundo o jornal, diante das dificuldades para implantar a Alca a curto prazo, os ‘Estados Unidos lançam nova ofensiva diplomática’.

Chacinas

Segundo a Folha, o assassinato de cinco pessoas ontem em Mauá (SP) ‘chamou a atenção das autoridades da Segurança Pública’ para as chacinas na Grande SP em 2007 (‘Em um mês e meio, SP teve 27 mortos em chacinas’, C3). Quer dizer que as ‘autoridades da Segurança Pública’ de São Paulo precisaram de 27 mortos para ter a atenção voltada para as chacinas? Só ontem as tais autoridades acordaram para o problema? Neste caso, a abertura da reportagem deveria ter sido crítica: somente depois de 27 assassinatos as autoridades da Segurança Pública de São Paulo passaram a prestar atenção nas chacinas. Como saiu, a Folha abdicou do jornalismo crítico.’

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