Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

VOZ DOS OUVIDORES > O POVO

Paulo Rogério

10/04/2012 na edição 689
“Peixe fora d’água”, copyright O Povo, Fortaleza (CE), 7/4/12.

“‘Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público.’ – Ricardo Kotscho, jornalista

‘Afinal, esse aquário é bom ou ruim para o Ceará?’. O questionamento da leitora Francisca Leilah vai além da pura curiosidade dela em saber a opinião do ombudsman. É o indício de que muita coisa precisa ser esclarecida sobre a construção do Acquário Ceará. Prova ainda que o jornal não conseguiu dar respostas aos anseios dos leitores. Na última semana leitores criticaram o jornal por não mostrar posicionamento mais crítico. E citam como exemplo matérias publicadas dias 26 (‘Área não tem interesse arqueológico’) e 29 de março (‘Construtora nega obras no terreno’) em Economia.

O vereador João Alfredo é um deles. ‘O nome do estudo é Análise Não Técnica da Arqueologia Local. Não técnica? Será que um jornal, com o prestígio que O POVO, pode afirmar que não há interesse arqueológico, como fez?’. Não foi o jornal, mas o documento apresentado pelo Governo. A matéria pecou por não questionar a validade da análise ‘não técnica’. Já Júlio Lira diz que o mais importante da segunda pauta era o embargo da obra e não a versão da construtora. Está correto. Houve inversão da importância dos fatos É bom ressaltar que ambos pertencem a grupo contrário à obra.

Interesses

Existem grupos distintos no caso: quem é pró, quem é contra e quem tenta se informar. O jornal precisa focar neste último. Estar atento, confrontar discursos e buscar novas informações. Na mesma edição do dia 29, por exemplo, a editoria foi bem ao mostrar a ausência de um plano de negócios para o empreendimento. Foi o único a fazer tal questionamento.

Há outras abordagens não discutidas. Como será a capacitação de mão de obra? E a mobilidade na região? O Oceanário de Lisboa, o segundo maior da Europa, recebe 1 milhão de visitantes anuais. Isso em Lisboa. Aqui o Governo prevê 1,2 milhão por ano. Baseado em que dados? Questionada, a editoria não respondeu as indagações do ombudsman até o fechamento da coluna.

Apostas editoriais

Há pouco mais de um mês, o Jornal do Leitor vem sendo publicado em um novo dia. A alteração faz parte de um projeto para aproximar os estudantes do jornal, daí a mudança da publicação do sábado para terça-feira, um dia letivo. A alteração não agradou alguns assinantes. Um deles, que preferiu o anonimato, questiona. ‘E nós outros? Estamos sendo desprezados’, desabafou. Antônio Dimas, por telefone, também não aprovou.

A chiadeira é compreensiva. Muitos são assinantes só no fim de semana e perderam um ponto de leitura habitual. A editora do caderno, Jacqueline Costa, também recebeu reclamações. Porém, admite que ‘os retornos positivos foram maiores’. Mudanças editorias são constantes em veículos de comunicação. Cadernos vão e voltam. Outros nem voltam mais – caso do Clubinho. Como empresa, O POVO faz apostas editoriais e o Jornal do Leitor, único do Brasil no gênero, é uma delas. E toda aposta envolve ganhos e perdas.

Balanço

O primeiro balanço trimestral das atividades do ombudsman em 2012 registra 106 atendimentos, a maioria ainda através de ligações telefônicas – 55. Foram publicados 112 Erramos. A editoria Esportes lidera as estatísticas, seguido de Fortaleza – ambos no Núcleo de Cotidiano – e Política.

Esquecido pela mídia: Atuação de funerárias nas proximidades do IJF

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