Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

ENTRE ASPAS > TV CULTURA

Ernesto Rodrigues

23/12/2008 na edição 517

‘Num tempo de balanços, considero oportuno apresentar, também, uma prestação de contas e um pequeno retrospecto dessa jornada de oito meses em que tentei, à luz dos estatutos da Fundação Padre Anchieta e dos termos do contrato que assinei com esta instituição(*), ser um intérprete e um defensor dos interesses do telespectador da TV Cultura.


No período compreendido entre 7 de abril e 19 de dezembro, analisei 642 edições de 63 diferentes programas da chamada grade noturna da TV Cultura, elegendo, nestas análises, pelo menos 1534 tópicos que, quando considerei pertinente, tornei públicos, através desta página, que entrou no ar a partir de 28 de julho passado.


Programas foram criticados e elogiados de forma pontual, em seus aspectos de conteúdo, formato, nível técnico e qualidade operacional, num tom e com uma argumentação que procuraram ser sempre fraternos e, acima de tudo, construtivos. Um trabalho que, devo dizer, tem sido uma das experiências mais enriquecedoras dos meus quase 31 anos de profissão, 22 dos quais trabalhando em televisão.


Através da análise da programação, renovei e aprofundei minha crença na televisão como instrumento eficiente de promoção da cidadania no Brasil, e na TV Cultura, em particular, como uma das melhores expressões desta vocação, pela qualidade do conteúdo de sua programação.


Tem sido especialmente gratificante perceber que as reflexões que faço e as discussões que proponho aqui nesta coluna e na análise que circula internamente na emissora começam a fazer parte do cotidiano das equipes responsáveis pelos programas, nos núcleos de Arte e Cultura, Jornalismo, Musical, Educação, Esporte e Aventura e Cidadania. Registro, também, a importância do trabalho ainda embrionário mas fundamental do comitê de especialistas que me auxiliam no acompanhamento da programação infantil da emissora.


Vale repetir, no entanto, minha convicção, feita em balanços anteriores, de que o principal desafio da TV Cultura continua sendo o de superar o elitismo e a soberba burocrática que ainda parecem fazer parte do DNA organizacional da emissora.O telespectador, decisivo, estratégico e fundamental nas emissoras comerciais, na TV Cultura às vezes parece representar apenas um detalhe secundário. Meu principal compromisso, portanto, continuará sendo o de dar a ao telespectador a importância que merece e de interpretá-lo da forma mais abrangente, representativa e democrática possível. Só assim estarei contribuindo para o aumento da qualidade e do impacto social da programação da emissora.


(*) Ambos os documentos disponíveis em links deste site


Abaixo, a estatística dos primeiros oito meses de atuação deste ombudsman.







































































































































































































































































PROGRAMA EDIÇÕES ANALISADAS TÓPICOS
Jornal da Cultura 107 393
Metrópolis 94 250
Pé na rua 68 96
Roda Viva 33 80
Vitrine 24 95
Entrelinhas 20 50
Manos e Minas 20 43
Opinião Nacional 15 32
Especiais Cultura 13 29
Cartão Verde 11 25
Provocações 11 15
Radiola 11 25
Repórter Eco 10 22
Cultura Mundo 9 15
Ensaio 9 13
Balanço Social 9 22
Nossa Língua 9 17
Ação consciente 8 14
DOCTV Ibero-América 8 11
História dos bairros de São Paulo 8 18
Sexualidade – Prazer em conhecer 7 12
Tal e Qual 7 12
Almanaque Educação 7 18
Observatório da imprensa 6 9
Planeta Cidade 6 12
Sr. Brasil 6 8
Alto-Falante 6 8
Cultura é currículo 6 7
Zoom 6 15
Terra Paulista 6 7
Cinco sobre cinco 5 13
Imagem do som 5 7
A’Uwe 5 11
Mosaicos 5 7
Café Filosófico 4 6
Conexão Roberto D’Ávila 4 3
Faixa indígena 4 4
Letra livre 4 9
Repertório popular 4 8
Panorama 3 14
Tudo sobre animais 3 3
Móbile 3 6
Prelúdio 2008 3 4
Cultura ponto a ponto 2 3
Expresso Brasil 2 3
Memória Meio Ambiente 2 3
Planeta Turismo 2 3
Ao ponto 2 4
Programação Infanto-Juvenil 2 7
Programação Noturna 2 16
Sexo Forte 2 2
Viola Minha Viola 2 2
Figuras da dança 2 7
Cine Brasil 1 2
Conquista 1 1
De olho no voto 1 2
Resgate Vôo 29 1 1
O discreto charme das partículas 1 3
Especial SOS Santa Catarina 1 1
Especial Escola Pública, Escolha Pública 1 2
Especial Dercy Gonçalves 1 1
Especial Ruth Cardoso 1 2
Guardiães da terra 1 1

TOTAIS

642 1534

 


19/12


A diferença que faz


O programa ‘Escolha pública, Escola pública’ tinha um ponto de partida eficientíssimo, em se tratando de um conteúdo para TV aberta: os personagens, além de falar, relembrar e opinar, eram, com suas respectivas carreiras bem-sucedidas, a expressão da importância e da diferença que a escola pública fez, como mecanismo fundamental e definitivo de inclusão social.


Todos ex-alunos de escolas públicas, o escritor José Miguel Wisnik, as cantoras Fabiana Cozza e Negra Li, o jogador da seleção brasileira de vôlei Serginho, os jornalistas Fernando Bonassi e Patrícia Palumbo, o economista Pérsio Arida e o doutor em Psicologia Luiz Augusto de Paula Souza, entre outros, não deram apenas depoimentos importantes e marcantes sobre o impacto da escola pública em seus respectivos processos de socialização. Também lembraram cheiros, visões e sensações.


O programa nos remeteu para momentos importantes da História recente do país e do mundo e para a forma pela qual esses acontecimentos foram assimilados por alunos e professores. Fez, também, interessantes projeções sobre a conjuntura que se vislumbra para a escola pública do século 21, através de um perfil de seus alunos atuais, seus sonhos e suas prioridades.


Um conteúdo, enfim, saudavelmente distante do academicismo e da frieza de outros programas do gênero que se mostram inadequados para a TV aberta. Pena, como tem acontecido muito, que esse conteúdo tão importante estivesse mais embalado como documentário de cinema do que como programa para televisão aberta. Seu formato – o já clássico e outrora inovador encadeamento de entrevistas, sem narração – tem notórias limitações na telinha.


Roda Viva 1


Márcio Chaer, um dos entrevistadores convidados para o Roda Viva com Gilmar Mendes, enviou mensagem criticando a atuação deste ombudsman. No email, ele aponta uma troca acidental de nomes no comentário feito aqui sobre sua menção ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (e não de Santa Catarina) e diz que foi mal-interpretado na pergunta que fez sobre o enquadramento de jornalistas por formação de quadrilha, na crítica ao que chamou de ‘notícias erradas’ sobre julgamentos de grande repercussão, nos comentários que fez sobre eleições e também em sua análise da justiça de primeira instância. Chaer disse ainda que sua participação foi ‘fraca’ porque, segundo ele, o programa ‘cuidou de política’ e não de ‘temas jurídicos’.


Roda Viva 2


Carlos Marchi, integrante da bancada de entrevistadores, enviou mensagem em que discorda do ombudsman. Marchi não acha que sua participação tenha sido apática. Disse que apenas não se impressionou com o ‘clima terrorista’ que, segundo ele, se instalou na véspera da entrevista e nem foi aparelhado pelos blogueiros e pelo que chamou de ‘brigadas da Internet’. Marchi afirma que se recusa a fazer ‘interrogatório policial’ e enfatizou que fez, ao presidente do STF, as mesmas perguntas de interesse público que faria se o programa não tivesse chamado a atenção dos ‘brigadistas’.


17/12


Caminhos sem volta


O volume de emails relacionados ao Roda Viva com Gilmar Mendes e recebidos entre sexta-feira, dia 12, e terça, dia 16, foi 25 vezes maior do que a média diária que este ombudsman vem recebendo desde agosto passado, quando esta coluna entrou no ar. A audiência do programa com o presidente do STF ficou, no entanto, dentro da média histórica do Roda Viva.


A estatística é interessante, mas não é por causa dela que volto ao assunto. Nem, também, por causa da enxurrada de protestos e insultos dos dois extremos do arco ideológico ou também das manifestações legítimas e cidadãs que esta coluna recebeu na esteira do Roda Viva com o presidente do STF. Volto por causa das reações ao questionamento que fiz da representatividade dos emails e à minha sugestão de que todos deveríamos ter cuidado, independentemente de nossas opiniões políticas, com ‘o avassalador poder de multiplicação da Internet e da importante – e também grave – possibilidade que ela abre para a comunicação direta entre pessoas e instituições, sem intermediários’.


Houve quem interpretasse esta sugestão como um desejo, implícito ou não, deste ombudsman de que houvesse censura ou controle dos conteúdos da Internet. Ou que este representante dos telespectadores fosse contra a comunicação direta entre pessoas e instituições. Ou ainda que a democracia da Internet assustasse o responsável por esta coluna.


É preciso explicar, em primeiro lugar, que os ‘intermediários’ aos quais o texto se refere não são censores, mas instituições legítimas da sociedade como a imprensa, a universidade, a comunidade científica e outras entidades organizadas, em todos os setores e níveis, nos ajudam a processar, assimilar, classificar e, claro, julgar o extraordinário volume de informações ao qual somos regularmente submetidos nos dias de hoje. Incluindo, é claro, quantos blogs e sites pudermos criar e acessar.


A Internet, ferramenta quase milagrosa de trabalho para profissionais de todas as áreas, incluindo os jornalistas, não assusta este ombudsman. Mas o impressiona, sim, pela capacidade de ao mesmo tempo acolher e disseminar conhecimento e obscurantismo, talento e incompetência, tolerância e fascismo, arte e fraude, diversidade e racismo, beleza e grosseria, ética e delito, transparência e anonimato covarde, esperança e medo, civilização e barbárie.


Exemplo


Na Internet, se você tem um blog e seu objetivo é, por exemplo, o de se saciar com um golpe baixo contra um colega de profissão que o criticou, basta, por exemplo, bater à porta do departamento de maldades do último emprego dele. Lá, principalmente se ele foi chefe, certamente surgirão, em todos os escalões da hierarquia – e sempre protegidos pelas sombras da maledicência covarde – os traficantes do ressentimento, a oferecer todo tipo de droga.


Há drogas mais baratas e de efeito relativo, como relembrar, no blog, a demissão desse colega de profissão, por erro ou precipitação. Neste caso, nem vale a pena ao blogueiro recorrer ao tráfico do ressentimento, já que a história da demissão pode estar disponível no mercado, à luz do dia, ou mesmo nas palestras que o colega de profissão faz, por exemplo, na faculdade, desde a demissão.


Mas há drogas mais pesadas ou golpes mais baixos na Internet. Como, por exemplo, um incidente de trabalho envolvendo o colega a quem o blogueiro queira ferir e uma eventual subalterna dele que tenha sido, quem sabe, demitida, de preferência em uma unidade distante e pouco acessível da empresa. Neste caso, se o blogueiro estiver mesmo disposto a pegar pesado, como faz o pessoal do crack, vale adquirir mais uma pedra do traficante e repetir, por exemplo, uma lenda de que essa subalterna foi, quem sabe, agredida fisicamente na hora da demissão.


Na orgia de certos blogs e na sinistra árvore de comentários anônimos que os adornam, exatamente como acontece entre os cheiradores de crack nos viadutos, ninguém quer saber o que é verdade e o que é delírio.


É um caminho sem volta, assustador e ultrajante. Mas é parte do preço que pelo menos este ombudsman vai continuar pagando, sem hesitar, para viver e trabalhar em uma democracia.


16/12


Enfim, o programa


‘O senhor se indispôs com delegados, Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério Público, juízes e associações de juízes. Todos eles são contra o estado de direito? O que aconteceu?’


Esta pergunta simples e reveladora, feita pela jornalista Eliane Cantanhêde, resume a importância e o interesse despertado pelo Roda Viva com o presidente do STF, Gilmar Mendes, quaisquer que fossem, antes, ou sejam, depois, as opiniões dos telespectadores sobre o magistrado. A pergunta de Eliane também é emblemática de um programa que, nem sempre com a ajuda de parte dos entrevistadores, diga-se, abordou todas as polêmicas conhecidas e em pauta sobre as decisões e idéias do presidente da principal corte de justiça do país.


A âncora Lillian Witte Fibe, cumprindo de forma competente a função de garantir que todos esses assuntos fossem abordados, abriu com duas perguntas que muitos gostariam de fazer: onde está o áudio do suposto grampo da conversa de Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres e qual a responsabilidade do STF pelo vazamento de um ofício reservado do tribunal à revista Veja? A pergunta provocou uma resposta pouco convincente e dois argumentos surpreendentes do entrevistado: o de que não cabia a ele ‘demonstrar se existe ou não’ o áudio da suposta conversa grampeada e o de que a questão era ‘completamente irrelevante.’


Na abertura de segundo bloco, Lillian lembrou a defesa que o ministro fez da Lei da anistia e a declaração polêmica de Mendes de que o terrorismo também é crime imprescritível, perguntando: ‘O que são terroristas? Os que se defenderam ou atacaram a ditadura com armas na mão são terroristas ou são terroristas aqueles que atiram bombas a esmo?’ Gilmar Mendes não quis avançar na interpretação que sua declaração enseja, preferindo ficar na defesa genérica do texto constitucional.


Lillian levantou ainda a questão do escândalo do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, pediu explicações sobre a defesa que Mendes faz do foro privilegiado para autoridades, a prática brasileira de se governar na base de medidas provisórias e alegada defesa que Mendes faz da redução do poder dos promotores. Nesses casos, especificamente, o entrevistado não foi evasivo, defendendo o foro privilegiado como garantia de governabilidade e justificando as restrições aos promotores com a crença de que ‘não é possível fazer investigação secreta’. A âncora do Roda Viva também provocou outra evasiva, esta reveladora, quando levou Mendes a não desmentir a informação corrente segundo a qual ele pretende se candidatar a cargo eletivo depois que deixar o STF.


Eliane Cantanhêde chegou a provocar incontida irritação e frases de censura no entrevistado (‘Nessa área, ninguém vai me dar lição!’) ao colocar em debate, de forma enérgica, uma série de questões, entre elas a escandalosa discriminação que os pobres sofrem na Justiça, o fato de Gilmar Mendes ter considerado as fitas gravadas e as evidências contra Daniel Dantas como ‘alusões genéricas e argumentos especulativos’ e a interpretação do entrevistado de que quem resistiu com armas à ditadura foi terrorista. Gilmar se defendeu dizendo que já concedeu hábeas corpus até para o PCC e que, no embate com delegado Protógenes, não está disputando ‘campeonato de popularidade’. O entrevistador Carlos Marchi, do Estadão, também fez perguntas sobre o caso Daniel Dantas, a polêmica causada pela posição de Mendes sobre terrorismo e o papel da imprensa. Mas sua atuação foi apática e contrastante com o empenho de Eliane.


Já Márcio Chaer, do site Consultor Jurídico, além de encarnar um velho problema do Roda Viva – o dos entrevistadores que desenvolvem teses, em vez de perguntar – deixou claro, com sua participação, de que queria mais usar a bancada do Roda Viva para mandar recados e insinuações relacionadas à guerra de blogs políticos em que está mergulhado do que para entrevistar o presidente do STF a respeito de questões que mobilizam a opinião pública. Chegou a sugerir ao ministro o enquadramento de colegas de profissão que não identificou por ‘formação de quadrilha’.


Praticamente dispensando Mendes de responder, Chaer considerou casos revoltantes como o do policial absolvido recentemente no Rio depois de metralhar um carro ocupado por mãe e filho pequeno e o do promotor absolvido em São Paulo depois de descarregar uma arma contra um rapaz como ‘supostos crimes’ que foram ‘exagerados’ pela imprensa. E deu a palavra para que o Mendes questionasse a suposta ‘técnica do romance’ usada pela imprensa na cobertura dos crimes no país. Márcio também reduziu a importância do voto popular à escolha do falecido Enéas Carneiro e praticamente propôs que o presidente do STF criticasse a qualidade dos juízes de primeira instância. Em alguns momentos, o próprio Gilmar Mendes chegou a afunilar o olhos, sem saber se era para dizer algo para corroborar as ‘teses’ de Chaer.


Como Márcio Chaer, Reinaldo Azevedo, da revista Veja, passou todo o programa usando Gilmar Mendes – e às vezes também dispensando a participação do entrevistado – para expor suas ‘teses’ e fazer ataques. Fez, é verdade, algumas perguntas que precisavam ser feitas – como a que levou Mendes a dizer que o juiz De Sanctis confrontou o STF e outra, sobre a declarada admiração de De Sanctis pelo pensamento do jurista pró-nazista Carl Schmidt. Mas a maior parte do tempo Azevedo usou para fazer da bancada do Roda Viva uma tribuna na qual dispensou Gilmar Mendes da obrigação de apresentar o áudio do grampo e para um constrangedor contorcionismo pelo qual transformou a ministra Dilma Rousseff e o ministro Paulo Vanhucci em pessoas que poderiam ser enquadradas atualmente como terroristas pelo fato de terem pertencido, durante a ditadura, ao grupo de esquerda liderado por Carlos Marighela. Sem pergunta específica, Reinaldo também atacou a decisão do STF sobre a Reserva Raposa Serra do Sol.


Reinaldo Azevedo e Márcio Chaer, na tentativa de instrumentalizar o programa diante de um tema tão delicado e de um personagem tão controvertido, conspiraram contra a qualidade e o equilíbrio jornalístico desta edição do Roda Viva, o que sugere uma cuidadosa reflexão da direção do programa sobre os critérios de seleção dos entrevistadores. No final das contas, no entanto, principalmente quando confrontados à qualidade das intervenções de Lillian Witte Fibe e de Eliane Cantanhêde, eles acabaram desmoralizando setores da sociedade que vêem com simpatia o ativismo e o atual protagonismo político e ideológico de Giilmar Mendes.


O Roda Viva, portanto, não perdeu o rumo. Foi um programa interessante, pertinente e, considerada a ressalva à escolha infeliz de parte da bancada, fiel à sua tradição de debater e discutir as questões relevantes para a o cidadão telespectador de São Paulo e do Brasil.


E acreditem: sem a participação do Luís Nassif.’

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