Domingo, 15 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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ENTRE ASPAS >

Folha de S. Paulo

25/08/2009 na edição 552

POLÍTICA

Daniela Arrais

‘Irrevogável’ vira piada no Twitter

‘A afirmação do senador Aloizio Mercadante, em sua página no Twitter, de que renunciaria à liderança do PT em ‘caráter irrevogável’ acabou se transformando em motivo de críticas e chacotas no microblog.

Após o senador ter voltado atrás na decisão, usuários da rede, que permite envio de mensagens de até 140 caracteres, passaram a usar ‘irrevogável’ em piadinhas.

‘Aguardem meu pronunciamento em caráter #irrevogável: Não tomarei mais cerveja neste ano’, disse @esdrasoliveira -no Twitter, o nome de usuário é acompanhado por arroba.

Para identificar todos os comentários, os usuários do serviço usam a hashtag (jogo da velha que indica um assunto) #irrevogável quando escrevem sobre Mercadante. O senador contava, até o fechamento desta edição, com cerca de 14.700 seguidores.

A usuária @anapaulals aproveitou o assunto para perguntar ao ‘Dicionário Houaiss’, que mantém um perfil no microblog (@novo houaiss), se poderia explicar a Mercadante o significado de irrevogável. O dicionário deu a resposta: ‘Não revogável; que não se pode anular, apagar; de que não se pode voltar atrás’.

O @microcontoscos se inspirou em Raul Seixas: ‘Eu prefiro ser essa Metamorfose Mercadante… do que ter aquela velha decisão irrevogável sobre tudo’.

Colegas

Em sua página, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ; @gabeiracombr) ironizou a decisão: ‘Pobre Mercadante: até para sair da liderança tem que pedir autorização ao Lula…’ O senador Cristovam Buarque (PDT-DF; @Sen- Cristovam) também se manifestou: ‘O erro do PT foi tratar um grande líder como Lula um deus, a renúncia do Mercadante mostra este endeusamento’.

Por e-mail, o senador Mercadante disse à Folha: ‘Anunciei minha renúncia em caráter irrevogável, mas também coloquei no Twitter que fui convidado para uma conversa com o presidente Lula antes do meu discurso. No encontro, Lula fez um apelo pela minha permanência na liderança, alegando que sou imprescindível ao governo e ao país e não tive como recusar’.

Acesse o Twitter (www.twitter.com) e digite, na caixa de busca, #irrevogável.’

 

Folha de S. Paulo

‘Não me sinto culpado’, diz Sarney a TV

‘O senador José Sarney (PMDB-AP) disse à GloboNews ter se arrependido de buscar o comando da Casa: ‘Eu nunca fui presidente por minha vontade, sempre por convocação. Desta vez eu não queria de maneira nenhuma.’

Mas justificou sua permanência no cargo: ‘Não me deram nenhuma saída senão a de cumprir meu dever até o fim’. Sobre a continuidade das denúncias, disse: ‘Não existe pressão porque não me sinto culpado de nada, estou procurando é servir ao país, servir esta Casa’.’

 

Clóvis Rossi

Todos ‘se lixam’

‘SÃO PAULO – Quer entender por que não acontece nada com congressistas envolvidos em escândalos, por mais que haja contundentes evidências de que violam o decoro dia sim e o outro também?

É só prestar atenção aos números da pesquisa Datafolha, em que 74% dizem querer o afastamento de Sarney. É ilusório.

Detalhemos o resultado: apenas 78% tomaram conhecimento das denúncias. Apenas?, perguntará você. Sim, apenas. Neste caso, não se trata de campanha da mídia impressa, ao contrário do que pretende o clã Sarney, que até buscou -e conseguiu- obter a censura de um jornal, o ‘Estadão’, o que necessariamente se estendeu aos demais meios de comunicação.

As denúncias estão em toda a parte, inclusive nos meios realmente de massa (TV e rádios).

Que quase um quarto do eleitorado não tenha tomado conhecimento delas diz tudo a respeito da cidadania no Brasil. Mas há detalhes ainda mais deprimentes: dos 78% que, sim, tomaram conhecimento das denúncias, só 24% se dizem bem informados.

Tem-se, pois, que pouco menos de 19% do eleitorado (24% de 78%) está em condições de indignar-se, porque, para isso, é preciso estar antenado, certo?

Inverte-se aqui a frase daquele deputado que dizia ‘lixar-se para a opinião pública’. A tal de opinião pública é que se lixa para as denúncias, possivelmente porque prevalece a ideia de que todo político é ladrão. Uma acusação a mais ou a menos contra um político a mais ou a menos não faz, portanto, a mais remota diferença.

Ah, os que se dizem petistas desmentem o argumento calhorda de que há uma perseguição a Sarney para atingir Lula. São eles, com 73%, os vice-campeões em cravar ‘sim, Sarney está envolvido’, acima da média (66%) e atrás apenas dos tucanos. Aceitam, pois, que a ‘perseguição’ é dos fatos.’

 

Folha de S. Paulo

Câmara informa ao STF que irá permitir acesso da Folha a dados

‘A Câmara enviou carta ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) informando que cumprirá a liminar que a obriga a entregar à Folha cópia das notas fiscais apresentadas pelos deputados para justificar os gastos com a verba indenizatória.

A carta diz que, embora a Câmara vá recorrer, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) determinou o início da triagem das notas apresentadas entre setembro e dezembro de 2008, período abrangido na decisão.

Segundo a carta, assinada pelo diretor-geral Sérgio Sampaio, o trabalho de organização é necessário porque foram entregues cerca de 70 mil notas neste período. Só depois serão feitas as cópias.

Anteontem, o ministro do STF Marco Aurélio Mello, que concedeu a liminar, afirmou que a apresentação de recursos não desobriga a Câmara de cumprir a decisão.

A Folha entrou com um mandado de segurança no STF após ter dois pedidos de acesso às notas negados pelo presidente da Câmara. Dois pedidos ao Senado também foram negados, e a Folha igualmente recorreu ao Supremo. Esta ação tem como relator o ministro Eros Grau, que ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar.’

 

***

Blog sobre o dia a dia de Lula será lançado no dia 31

‘O ‘Blog do Planalto’, com previsão de estrear no dia 31 de agosto, terá três opções de layout que ficarão à escolha do internauta ao acessar o site. A Secretaria de Imprensa do governo escolheu a data para que coincida com um grande evento do presidente Lula -no dia, ele anunciará o marco regulatório do pré-sal.

O blog entrará no ar com um arquivo de cerca de 200 postagens, todo o material produzido nos últimos meses em viagens, reuniões e eventos do governo. Não está prevista a possibilidade de o internauta postar comentários.

Também estarão disponíveis vídeos, textos, fotos e áudios do dia a dia do presidente. A ideia não é fazer um blog pessoal, mas uma espécie de agência de notícias que, eventualmente, trará curiosidades sobre o presidente, ministros e funcionários do governo. Lula não irá escrever. Foram contratados cinco profissionais para trabalhar no blog.

O pedido para o site partiu de Lula em dezembro do ano passado, quando entrou no ar o blog do governo de transição americano e, depois, o da Casa Branca. Não está prevista a criação de um twitter.’

 

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Ministério cria monitoramento pela internet para evitar fraudes

‘Como resposta à recente auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou irregularidades na lista de beneficiários do Bolsa Família, o Ministério do Desenvolvimento Social criou um sistema de monitoramento on-line das famílias cadastradas no programa.

Entre os problemas apontados pelo tribunal estão a existência de proprietários de veículos, políticos, pessoas mortas e fora do limite de per capita de renda (à época R$ 137, hoje em R$ 140) entre os beneficiários.

Como resposta, o ministério criou um sistema no qual as prefeituras terão acesso às informações sobre 1,4 milhão de famílias do Cadastro Único incluídas na lista do TCU, sendo 834 mil beneficiárias do Bolsa Família. No novo sistema, já foi analisada a situação de 6.000 famílias.

Os municípios, responsáveis pelo cadastro, têm até o final de outubro para checar in loco as irregularidades. Caso contrário, as famílias terão seus benefícios bloqueados. Se a situação cadastral persistir sem apuração, o cartão será cancelado a partir de fevereiro.’

 

POLÍTICA CULTURAL

Editorial

A cultura do incentivo

‘NÃO HÁ nada de ilegal no fato de a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura ter aprovado um pedido de captação de recursos, por intermédio da Lei Rouanet, apresentado pela empresa do cantor e compositor Gilberto Gil. O Ministério da Cultura não concede diretamente o dinheiro, apenas autoriza empresas interessadas nos projetos a utilizarem parte de seus impostos para bancá-los.

Dois aspectos chamam a atenção no caso, pontuado por algumas ambiguidades. O primeiro refere-se às notórias ligações do beneficiado com o governo Lula, do qual foi ministro da Cultura até julho do ano passado.

Essa proximidade, sem dúvida, faz subsistir uma nota de constrangimento no episódio. Mas artistas os mais variados são com frequência atendidos em pleitos semelhantes, mesmo quando consagrados e bem-sucedidos comercialmente.

E é este o segundo aspecto a ser levado em consideração: leis de incentivo deveriam contemplar a fundo perdido produções e artistas com condições de obter respaldo no mercado? A resposta é não -salvo em casos nos quais o apoio do Estado se converta em claro benefício público.

Hoje, como assinalou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, em sabatina da Folha, a lei é permissiva. Não raro, propicia disparates. No caso de Gilberto Gil, a própria mulher, Flora Gil, que administra sua produtora, deixou claro que o recurso às leis de incentivo não seria necessário.

É de esperar que a reformulação da Lei Rouanet, em curso, implemente a ideia de que o Estado deve atrair o investimento privado -e não substituí-lo com doação de verba pública. Esta deve destinar-se a atividades de formação e àquelas que de fato necessitem de amparo.’

 

COMUNICAÇÃO

Igor Gielow

Torpedos facilitam paquera de afegãos e paquistaneses

‘O advento dos serviços de mensagem por celular, de 2006 para cá, mudou o comportamento dos jovens no Paquistão e no Afeganistão. Uma pequena revolução na paquera em duas sociedades muito rígidas.

Nas grandes cidades paquistanesas, o fenômeno é mais evidente. Todas as quintas à tarde, o ritual se repete no Melody Market, uma espécie de praça de alimentação ao ar livre em Islamabad. ‘Me manda um torpedo?’, é a pergunta que vem após trocas de olhares e sorrisos, seguida da entrega de um papelzinho com o número do telefone por parte do garoto. Sexta é o dia de folga no país, janela para encontros.

‘Quando saíamos da aula, íamos tomar Coca e Fanta no Jinnah Super Market [conjunto de lojas e restaurantes locais]. Tínhamos de esperar ser apresentados aos pais e aí poder ir ao cinema’, diz o analista de sistemas Waqar Hussain, 24.

Pelo menos havia cinemas em Islamabad naquela época, lembra ele. Hoje, não há, por medo de atentados. Em Cabul, há poucas salas, vazias, a passar filmes de Bollywood.

Com os torpedos, contudo, tudo ficou mais fácil. É possível combinar programas sem passar pelo estágio ‘apresentação aos pais’. ‘Minha família sempre foi moderna, mas ainda assim obrigava isso’, diz a namorada de Hussain, a estudante Shahida, 22.

Ambos falaram no principal ponto de encontro de Islamabad, o Margalla Park. Pediram para não serem fotografados. ‘Antigamente a polícia podia prender a gente’, diz o rapaz.

Durante o dia, aqui e ali é possível ver casais tomando refrigerantes ou chá em quiosques isolados. Vez ou outra eles desaparecem nas matas densas do parque. Para fazer o que parece que vão fazer? ‘Claro, tudo’, diz o agente de turismo Chaudry Farhad, 35.

O processo é algo diferente no Afeganistão. Mesmo na grande Cabul, em que a paquera por torpedo ocorre principalmente na região de restaurantes e casas de chá da Chicken Street, o ‘tudo’ não acontece com tanta facilidade.

‘Eu tenho 26. Não bebo, não fumo e não tive relações’, afirma o tradutor Mohammad Wadaht. É só por preceito religioso? ‘Não é bem assim. Não quero pagar US$ 50 por isso com alguma chinesa ou azerbaijana. Com moças certas, só depois de a família autorizar o casamento. Não há chance de uma menina afegã não casar virgem.’

O paquistanês Farhad diz que é diferente em sua terra, onde a rigor o homem tem de pagar um dote para poder casar. ‘É um problema para a moça não ser virgem, mas se ela e o rapaz se amam, hoje em dia pouco importa. Não é como nas vilas, em que o mulá pode até checar a menina’, diz.

Em Cabul, conta Wadaht, o que acontece é o ‘encontro casual’ em algum parque. Não há vida noturna alguma, exceto os passeios pela Chicken Street até no máximo 23h.

Quase nenhuma menina se dispõe a falar com um homem estrangeiro sobre o assunto. Tanto que, quando a Folha foi buscar depoimentos no ponto de encontro feminino chamado Jardim das Mulheres, apenas Jamila, 20, topou falar.

Isso porque ela mora em Frankfurt, Alemanha, filha de uma família no exílio a passeio. ‘Eu converso com minhas amigas, é tudo muito difícil. Elas namoram por torpedo, mas nunca veem os meninos. Eu tenho namorado na Alemanha, mas não posso falar dessas coisas aqui’, conta.

Como são países muçulmanos, o álcool é vetado. Mas em ambos os lugares é possível para jovens comprar de cristãos ou hindus, que têm a licença para a venda, uma lata de cerveja -que sai mais ou menos pelo mesmo preço nos dois países, cerca de US$ 4.

Drogas são tabu. Drogados são vistos como não pessoas, e, embora alguns jovens fumem haxixe, não é algo de que eles se vangloriem.’

 

NEGÓCIOS

Folha de S. Paulo

Murdoch quer consórcio com jornais por conteúdo pago

‘A News Corp., a companhia do bilionário Rupert Murdoch e dona do ‘Wall Street Journal’, está conversando com executivo de vários grupos jornalísticos dos EUA para criar um consórcio para cobrar por notícias na internet e em celulares, de acordo com o ‘Los Angeles Times’ (um dos jornais que teriam sido procurados), na tentativa de aumentar o faturamento das empresas.

Além do Tribune (que publica o ‘Los Angeles Times’ e o ‘Chicago Tribune’), teriam sido procurados o ‘New York Times’, o ‘Washington Post’ e a Hearst Corporation -dona de jornais como o ‘San Francisco Chronicle’.

No início do mês, Murdoch afirmou que vai cobrar pelo conteúdo on-line dos sites de notícias do grupo, que incluem jornais como o britânico ‘The Times’ e o americano ‘New York Post’ (que hoje têm acesso gratuito).

A intenção é copiar o modelo de cobrança do site do ‘Wall Street Journal’, que é considerado o mais bem-sucedido do mundo, com mais de 1 milhão de assinantes.’

 

TELEVISÃO

Ricardo Feltrin e Diógenes Muniz

Globo e Record brigam com documentários

‘O embate Record x Globo chega aos documentários. A Record comprou na quarta-feira (19) os direitos de ‘Muito Além do Cidadão Kane’, produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Em contra-ataque, a Globo negocia ‘Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes’ (2002), documentário francês inédito no Brasil e no YouTube.

Embora só tenha comprado o documentário ‘anti-Globo’ esta semana, a Record já vinha exibindo trechos da obra em seus telejornais, no ‘Repórter Record’ e durante as madrugadas, em programas religiosos.

Entre os críticos dos métodos globais que aparecem em ‘Muito Além do Cidadão Kane’ está o presidente Lula, apresentado então como sindicalista.

‘Se você tem um instrumento de comunicação que, por dia, fala com 70 milhões (…) e o controle das mensagens (…) é ordenada ideologicamente por um mesmo senhor [Marinho], aí descaracteriza qualquer possibilidade de democracia’, diz Lula no filme.

A Globo, por sua vez, negocia o documentário ‘anti-Universal’, produzido para a TV católica francesa KTO. Nele, o bispo Edir Macedo é retratado como o líder de uma legião de fanáticos que leva uma vida de ‘miliardário’ (termo usado no filme). ‘A gente apertava a mão de Macedo com medo, pois era como apertar a mão do próprio Deus’, depõe em vídeo Marcelo Gonzales, ex-membro arrependido da igreja.

O documentário acusa a Universal, entre outras coisas, de ter obrigado pastores a fazer vasectomia nos anos 90, mas também questiona se a Igreja Católica não é ‘culpada’ por ter deixado sua rival neopentecostal crescer por tanto tempo sem fazer nada para contra-atacar.

A Record também entra na linha de fogo. O filme retrata a relação estreita entre igreja e emissora de TV que, segundo a produção, não passa de um meio para Macedo aumentar sua própria influência política.

A certa altura, entrevista o atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que admite que o governo ‘aceitou’ a venda da Record para uma igreja, embora isso fosse, à época, vetado pela Constituição.

Já ‘Muito Além do Cidadão Kane’, que está na íntegra no Google Videos, foi idealizado como programa em quatro blocos para o canal inglês Channel Four, em 93. Convencionou-se chamar essa obra de documentário porque, depois da TV, os blocos foram unidos e vendidos na íntegra em CDs e fitas piratas no Brasil e em outros países.

A Globo também tentou comprar os direitos dessa obra, mas desistiu quando o produtor britânico John Ellis informou que as licenças para exibição em público já tinham sido vendidas a outras organizações.

Procuradas, Record e Igreja Universal não se manifestaram por ‘desconhecer o conteúdo do documentário francês’. A Globo não se manifestou sobre a compra de ‘Muito Além do Cidadão Kane’ pela Record.

Colaborou CINTIA RETZ LUCCI.

Assista a trechos dos dois documentários:

www.folha.com.br/0923210′

 

Bruna Bittencourt

MTV exibe reportagens de canal na internet

‘‘Para que é isso?’, pergunta um homem no acampamento para refugiados de Bourj El-Barajneh, em Beirute, sobre a filmagem. ‘Para uma televisão na internet’, responde Shane Smith, apresentador do ‘VBS Show’. ‘Muitas TVs não mostrariam isso, mas nós podemos, porque não temos as mesmas regras. A gente pode contar a verdade’, gaba-se, sorrindo.

O diálogo abre o primeiro programa de uma série que a MTV brasileira estreia hoje, reunindo reportagens da VBS TV (www.vbs.tv). O site, que faz as vezes de um canal de TV, pertence à ‘Vice’, revista norte-americana conhecida por seu tom politicamente incorreto e que recentemente ganhou uma versão brasileira.

Sem a mesma cobrança por audiência que recai sobre um canal de televisão, a VBS tem liberdade para tratar de assuntos e personagens pouco conhecidos, com uma ironia que raramente se vê na TV. Seus programetes mostram desde a cena de skate francesa até Chernobyl hoje, passando por entrevistas com Zé do Caixão ou com a escritora e diretora Miranda July. A direção criativa é do cineasta Spike Jonze.

Lá fora, alguns programas já foram exibidos na MTV. Também é possível ver algumas partes pelo site.

No programa que vai ao ar hoje à noite, apresentado do acampamento em Beirute, Smith anuncia uma reportagem sobre a única banda de heavy metal do Iraque, que a VBS acompanhou por três anos e resultou no documentário ‘Heavy Metal in Baghdad’.

Com um colete à prova de balas na capital iraquiana, o repórter introduz a banda, que faz um pequeno show em um hotel, com o Exército do lado de fora. ‘Vamos ver se eles ainda estão vivos’, diz o repórter.

Sim, eles estão. Falam da vontade de deixar o país e explicam o fervor de seus fãs como a única maneira de expressarem seu inconformismo com a situação pela qual passa o Iraque.

Em seguida, é a vez de o repórter visitar a Coreia do Norte, com autorização obtida depois de dois anos de tentativas.

‘Você não pode levar nada: celular, computador, música…’, enumera ele. O apresentador nunca está sozinho no país, é sempre acompanhado por guardas ou guias. A capital, Pyongyang, parece deserta, e Smith é o único hóspede no restaurante de seu hotel.

Depois do impacto inicial e de ter que assistir a um vídeo contra o imperialismo americano, ele se diverte no país, retratado como uma Disneylândia socialista: visita monumentos, assiste a uma coreografia feita por mais de 100 mil pessoas num estádio em Pyongyang e termina em um karaokê.

VBS SHOW

Quando: hoje, às 22h; reprise, amanhã, às 21h, na MTV

Classificação: não indicado a menores de 12 anos’

 

Folha de S. Paulo

Oliver Stone conta segredos americanos

‘O diretor americano Oliver Stone, 62, confirmou nesta semana que está produzindo uma série de dez documentários sobre segredos da história dos Estados Unidos para o canal Showtime. O título do programa é ‘História Secreta da América’.

Com previsão de lançamento para 2010, a série será narrada pelo próprio diretor -veterano condecorado da Guerra do Vietnã- e mostrará episódios que, apesar de desconhecidos do grande público, foram essenciais na história dos EUA após o inicio da 2ª Guerra Mundial.

Entre os assuntos discutidos, a decisão do então presidente Harry Truman de lançar bombas atômicas em 1945 e as mudanças no papel do governo americano com o fim da URSS.’

 

***

Site divulga acordo com Time Warner

‘O site de vídeos YouTube, que pertence ao Google, divulgou nesta semana a assinatura de um acordo, por valor não informado, com a Time Warner para disponibilizar trechos da programação de vários canais do conglomerado, como CNN, Cartoon Network e TNT, além de alguns filmes da Warner.

Com isso, o site, criado em 2006, tenta aumentar a oferta de vídeos capazes de atrair publicidade e, consequentemente, tornar sua operação mais rentável.

Composto em sua maioria por vídeos disponibilizados por usuários amadores, o YouTube havia estabelecido em março deste ano uma parceria semelhante com a Disney, o que incluía clipes dos canais a cabo ABC e ESPN.’

 

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