Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > SEXTA-FEIRA, 12/2

Google anuncia rede de internet de alta velocidade

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 12/02/2010 na edição 576


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


 


INTERNET


Miguel Helft, NYT


Google pressiona teles na banda larga


‘O Google anunciou anteontem que oferecerá acesso de alta velocidade à internet em algumas comunidades dos EUA, parte de um teste que pode demonstrar as possibilidades oferecidas por redes de banda larga mais rápidas.


Na visão do Google quanto ao futuro da web, transmissões ao vivo de imagens em 3D de uma clínica rural de saúde a um centro médico especializado ou o download de um longa-metragem em apenas alguns minutos se tornariam comuns.


Mas a promessa de montar uma rede de demonstração também representa o mais recente exemplo do uso das reservas de capital e influência da gigante das buscas on-line para direcionar o futuro da rede da forma que lhe convém.


O Google vem há muito expressando insatisfação com a banda larga nos EUA, onde as velocidades são muito inferiores às de outros países desenvolvidos. A empresa anunciou seu plano para uma rede de alta velocidade, que estaria aberta a outras empresas interessadas em oferecer acesso à internet, no momento em que as autoridades federais colocaram em debate novas regras para a web e estão preparando, por ordem do Congresso, um plano nacional para banda larga que pode pedir a criação de redes de maior velocidade no país todo.


O Google está mostrando ao governo que ‘podemos ter redes de banda larga abertas e muito rápidas, que rompam o duopólio das operadoras de telefonia e TV a cabo que hoje existe’, disse Ben Scott, da Free Press, organização que defende uma internet mais aberta.


Os críticos dizem que a decisão do Google é pouco mais que um esforço de relações públicas com o objetivo de promover os objetivos políticos da empresa. Eles alegam que, com o investimento de quantias relativamente modestas, o Google estaria na prática pressionando as empresas de telecomunicações que oferecem banda larga a milhões de domicílios para que se enquadrem às regras que o Google deseja.


‘Trata-se basicamente de um golpe de relações públicas’, disse Scott Cleland, presidente da Netcompetition.org, organização que representa empresas de telecomunicações e se opõe a novas regulamentações para a internet. ‘Por um lado, o Google defende regulamentação que sufocaria o desenvolvimento da banda larga, por outro, afirma que as empresas de telecomunicações deveriam investir centenas de bilhões de dólares’ a fim de oferecer acesso de alta velocidade a todos os americanos, disse Cleland.


O Google já vinha contestando os modelos de negócios das empresas de telecomunicações. Em 2008, fez lance de mais de US$ 4 bilhões em leilão do governo por frequências de comunicação móvel apenas para afrouxar o domínio das teles sobre as frequências.


‘O Google parece jogar uma partida de xadrez’, disse David Yoffe, professor na escola de administração de empresas da Universidade Harvard. ‘Se conseguirem criar um compromisso minimamente confiável de oferecer banda larga super-rápida aos usuários domésticos, pode causar medo nas operadoras de cabo e teles, estimulando uma corrida de investimentos exatamente da mesma maneira que fizeram quando do leilão de frequências.’


Num post em seu blog oficial, o Google anunciou que planejava construir e testar uma rede de fibra óptica e alta velocidade capaz de permitir navegação a um gigabyte por segundo, ou cerca de cem vezes a velocidade atual de muitas conexões de banda larga. O teste poderia ser oferecido em diversas comunidades, a até 500 mil pessoas.


Richard Whitt, diretor de telecomunicações e mídia do Google, disse que a companhia não está entrando no acesso à internet, mas usando o teste para levar o setor a oferecer acesso mais rápido por preço mais baixo. ‘É um empurrãozinho em termos de modelos de negócios e de inovação.’


Whitt disse que, caso o projeto tenha sucesso, o Google se beneficiaria porque mais pessoas usariam a internet e, com isso, os serviços da empresa.


O Google também anunciou que, nas próximas seis semanas, solicitará propostas de comunidades interessadas no serviço e anunciará os locais dos testes ainda neste ano.


No começo do ano, o Google instou a Comissão Federal de Comunicações (FCC), que deve anunciar um plano nacional de banda larga ao Congresso no ano que vem, a encorajar projetos de teste semelhantes. Whitt disse que o Google havia decidido colocar dinheiro na ideia, sem revelar valores.


Em comunicado, Julius Genachowkski, presidente da FCC, recebeu positivamente o anúncio do Google. ‘Esse importante teste oferecerá uma referência para a avaliação da próxima geração de aplicativos inovadores e velozes de acesso à internet nos EUA’, disse. ‘O Plano Nacional de Banda Larga da FCC se baseará nessas iniciativas do setor privado e incluirá recomendações para facilitar e acelerar um maior investimento em banda larga.’


Whitt disse que o Google criará a rede e oferecerá acesso à internet aos consumidores. Mas abrirá a rede a outros provedores de acesso, emulando modelo de negócios comum na era do acesso discado. Esse modelo praticamente desapareceu nos EUA com a banda larga, mas é comum em outros países.


O Google tem um longo histórico de pressionar o que vê como barreiras a um acesso rápido e simples à internet. Desde 2006, opera uma rede sem fio gratuita em Mountain View, Califórnia, cidade que abriga sua sede. Depois, apoiou plano para a oferta de serviço semelhante em San Francisco, mas não foi adiante devido à oposição de autoridades municipais.


Tradução de PAULO MIGLIACCI’


 


 


Mais jornais cobram por acesso na web


‘A Axel Springer, maior editora da Alemanha, anunciou mudanças em seu modelo de negócios. Após informar que dois de seus jornais, o ‘Berliner Morgenpost’ e o ‘Hamburger Abendblatt’, passarão a cobrar por seu conteúdo on-line, ela deu início às vendas de assinaturas de seus tabloides ‘Bild’ e o ‘Die Welt’ só para para usuários do iPhone, o celular da Apple que navega pela internet.


Antes, o modelo de negócio da Axel na internet baseava-se em gerar tráfego com visitantes em seus sites para, com isso, atrair anunciantes -modelo mais comum no setor.


Com a mudança, a editora se junta ao time de publicações como ‘New York Times’, ‘Wall Street Journal’, ‘Financial Times’, ‘Le Figaro’ e ‘L’Express’, que decidiram cobrar pelo conteúdo disponível em seus sites.


Para o presidente do grupo britânico ‘Financial Times’, John Ridding, essa estratégia já mostra sinais positivos. Pela primeira vez, a receita gerada pela venda de conteúdo foi maior que a de publicidade on-line, após um reajuste do preço de capa do jornal e o aumento de assinantes do site.


‘Não dá para continuar sendo um ‘New York Times’ a menos que se descubra nova fonte de receita’, diz James McQuivey, analista do Forrester Research. Para ele, os custos da produção jornalística precisam ser remunerados na web, ou os jornais terão prejuízos.


Já Mike Simonton, da Fitch Ratings, crê que os grandes jornais só terão sucesso na cobrança de conteúdo on-line se conseguirem deixar claro aos assinantes que a produção de reportagem exclusiva tem custos e que o pagamento é uma forma não só de remunerar esse investimento como reforçar a independência dos veículos.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Cadeia para governador


‘Na manchete do ‘Jornal Nacional’, ‘O governador do Distrito Federal é preso, acusado de atrapalhar investigações sobre mensalão do DEM’. Do ‘Jornal da Record’, ‘Cadeia para governador’.


A expectativa havia tomado sites, portais e canais de notícias a partir do final da tarde. Pouco depois das 17h, o STJ decretou a prisão. Uma hora depois, Arruda ‘se entrega à PF’, manchete do UOL.


Entrando pela noite, na Folha Online, ‘Arruda fica em sala reservada a autoridades’.


Enquanto um telejornal policial realizava a enquete ‘Político corrupto tem que ser preso?’, com vitória do ‘Sim’, o G1 destacava que ‘Lula achou prisão lamentável’. Depois, ‘uma primeira versão desta reportagem dizia que Lula tinha lamentado a prisão. Assessor ligou para explicar que Lula teria achado a situação que levou à prisão lamentável’.


Por outro lado, no portal global, ‘DEM determina que seus filiados deixem cargos’, aliás, ‘a saída imediata’. Arruda havia deixado o partido, mas o partido não havia deixado seu governo.


Na Globo News, ‘vários carros, num deles está o governador José Roberto Arruda, chegando à Polícia Federal’


FHC CONTINUA


Sites e portais destacaram que, em entrevista a Andres Oppenheimer, do ‘Miami Herald’, ‘FHC diz que Dilma é autoritária’. No dizer do ex-presidente, ‘ela é uma pessoa muito dura, autoritária’. Também ‘dogmática’ e até, ‘provavelmente’, mais próxima da ‘esquerda radical da Venezuela’. Mas no Brasil ‘as instituições são fortes e ela pode querer, mas a liderança dos outros grupos políticos, a imprensa livre, as empresas fortes vão funcionar como contrapeso’, caso venha a ser eleita. Oppenheimer comenta então que, ‘apesar da repulsiva política externa de Lula, o Brasil deve seguir como modelo de comportamento econômico’. No título, de todo modo, ‘Eleição no Brasil terá contraste definido’.


NAS PATENTES


A Bloomberg.I , em destaque no noticiário americano de ontem sobre Brasil, noticiou que Lula ‘estabelece lei para retaliação contra patentes dos EUA’. Na BBC Brasil, o chanceler Celso Amorim afirmou que, apesar do decreto de ontem, o país ainda está ‘aberto a negociações’ que evitem a retaliação. Na Agência Brasil, sobre a ameaça de contrarretaliação do embaixador dos EUA, disse que ‘não faz sentido, a retaliação é autorizada pela OMC, a contrarretaliação seria ilegal’.


AÇÃO CONJUNTA


O ‘China Daily’ entrevistou o número dois do Itamaraty, Antonio Patriota, ‘em preparação à presença do presidente Hu Jintao na cúpula Bric no Brasil’. Diz Patriota, no destaque do jornal, que ‘Brasil e China têm interesses comuns e enfrentam desafios similares na agenda internacional’. ‘Nossa cooperação alcançou a esfera multilateral’ e a ideia é ‘lançar um Plano de Ação Conjunta para os próximos cinco anos’.


CHÁVEZ & ‘BIG OIL’


O ‘New York Times’ publica hoje a adiantou ontem a longa reportagem ‘Selando mudança, Chávez dá contratos a companhias ocidentais’. Em suma, ‘após confrontos nos últimos anos, mudou de estratégia’ e, na noite de quarta, ‘a Chevron, a gigante americana de petróleo, liderou o grupo de companhias que venceu uma das concessões’ do Orinoco, ‘que pode conter uma das maiores reservas do mundo’.


CRISE CONTINUA, LÁ


Na capa da ‘Economist’, com a ilustração acima, os ‘Novos perigos para a economia mundial’. Eles se concentram nos governos dos países ‘ricos’, Europa sobretudo, que não podem ceder no estímulo, sob risco de um ‘segundo mergulho’. Mas ‘o quadro no crescimento global é cada vez mais dividido’, com os ‘grandes emergentes em melhor estado’. Para o editorial da revista, ‘devem diminuir o estímulo’, como já anunciaram China e Brasil.


FARRA Com a ilustração acima, a ‘Economist’ diz que o governo Lula está entrando no ‘espírito do Carnaval’ e não deverá ficar ‘abstêmio’ em seus gastos no ano eleitoral’


 


 


VENEZUELA


Fabiano Maisonnave


Diretor deixa TV opositora entre rumores de interferência chavista


‘Feroz crítico do presidente Hugo Chávez, o empresário Alberto Ravell anunciou ontem sua saída do cargo de diretor-geral da TV oposicionista Globovisión, aumentando os rumores de ingerência do governo no canal.


Segundo relatos da imprensa local, Ravell renunciou por divergências com outro sócio, o banqueiro Nelson Mezerhane, do Banco Federal, supostamente defensor de um linha menos dura contra Chávez.


Ravell não comentou as supostas diferenças, mas afirmou que não venderia a sua participação acionária.


A saída de Ravell coincide com o recente afastamento de Leopoldo Castillo, que conduz programa diário praticamente dedicado a criticar Chávez. Oficialmente, a TV diz que ele está de férias, mas não há data para sua volta.


Em dois comunicados, a Globovisión afirmou que o canal ‘não se compra nem se vende’ e que não mudará a sua linha editorial, classificada várias vezes de ‘terrorismo midiático’ por Chávez.


A Globovisión é uma das quatro emissoras privadas que apoiaram o frustrado golpe de Estado contra Chávez, em abril de 2002. Dessas, a Venevisión e a Televen passaram a ter uma linha mais favorável ao governo, enquanto a RCTV perdeu a concessão de sinal aberto, em 2007, e de transmissão por cabo, no mês passado.


Já Chávez confirmou anteontem à noite a renúncia de seu quarto assessor de alto escalão: deixou o ministério Carlos Rotondaro, substituído por Luis Reyes Reyes, militar e bastante próximo do presidente.’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


Globo financia blocos e evita propaganda de teles e cervejas


‘Os 12 blocos que compõem a associação Sebastiana, originários de Santa Tereza, das zonas central e sul do Rio, firmaram parceria com a Globo para o Carnaval de 2010. Foi a saída para garantir a festa dos foliões sem obrigá-los a carregar bandeiras de cervejarias e telefônicas, as mais agressivas patrocinadoras dos festejos de Momo.


‘A Globo cobriu o patrocínio para que saíssemos sem as marcas das cervejarias ou telefônicas e sem os cordões de vips’, diz Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.


Maiores blocos da associação, o Simpatia é Quase Amor, de Ipanema, e o Suvaco do Cristo, do Jardim Botânico, chegam a reunir 50 mil pessoas.


O valor da parceria, mantido sob sigilo, não prevê a divulgação da marca Globo nem exclusividade na divulgação das imagens relacionadas aos integrantes da Sebastiana.


A parceria também tem um braço ecológico. Depois de cada um dos 14 desfiles dos blocos da associação, as ruas serão ocupadas pelo que a Globo está chamando de ‘Bloco da Reciclagem’.


São 173 catadores escalados para recolher latinhas, embalagens pet e de papelão. Conduzido pela Diretoria de Projetos Especiais da Globo, o apoio aos blocos faz parte de um conjunto de iniciativas para ampliar a presença local da emissora. Além disso, se decidir mostrar os blocos em seus telejornais, evita publicidade gratuita.


LÍDER


O fim de ‘A Fazenda’, anteontem, deixou a Record à frente da Globo no Ibope, com 19 a 16pontos (dados prévios da Grande SP).Antes de o reality começar, Brito Jr. gravou chamadas para o ‘Legendários’. Trata-se do novo programa de Marcos Mion, ainda sem data de estreia.


CAÇA COM GATO


Como desta vez a audiência ficou abaixo da primeira edição, Brito tentou valorizar outros números: ‘800 litros de leite, cinco toneladas de ração, 4,5 quilômetros de papel higiênico, 27 dias de chuva…’


GATINHAS


Produtores improvisaram cartaz escrito ‘Aplauso’ para a plateia, formada por ao menos três agências de modelos da região de Itu, onde fica a fazenda.


TRÊS É DEMAIS?


O diretor de ‘A Fazenda’, Rodrigo Carelli, afirmou ainda não haver data exata para a terceira edição, ‘mas com certeza será no segundo semestre’.


ÊXODO RURAL


Chris Couto, repórter de ‘A Fazenda’ e ex-VJ da MTV, faz teste hoje para uma minissérie da Globo. Seu contrato com a Record vence neste mês.


EX-PEOAS


Já a atriz Cacau Melo, a Deva de ‘Caminho das Índias’, assinou com a Record até 2015. E a bandeirinha Ana Paula Oliveira lança uma revista on-line de esportes em março. Contratou oito jornalistas para o Brasil e um correspondente em Portugal.


Laura Mattos e Clarice Cardoso’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


 


CHINA


Cláudia Trevisan


Internautas chineses pedem veto a sanções na ONU


‘Internautas chineses manifestaram-se ontem a favor do veto da China a sanções contra o Irã no Conselho de Segurança (CS) da ONU, em um reflexo do crescente antiamericanismo de parcela da população que é ‘conectada’.Em pesquisa online do Global Times, jornal ligado ao Partido Comunista, 16,9 mil pessoas (77% dos pesquisados) defenderam que Pequim vote contra a proposta de imposição de sanções à República Islâmica por causa de seu programa nuclear.


A mesma publicação classificou a decisão como um ‘teste’ para a diplomacia chinesa, que ficou isolada depois que a Rússia aderiu à proposta de Washington de fechar o cerco a Teerã. Pequim tem relações econômicas cada vez mais sólidas com o Irã, um de seus principais fornecedores de petróleo. A China é um dos cinco membros permanentes do CS, o que lhe dá poder de veto a qualquer proposta colocada em votação no órgão.’


 


 


VENEZUELA


Associated Press


TV opositora na Venezuela nega que será vendida


‘A direção da Globovisión, a única TV de notícias venezuelana crítica do governo do presidente Hugo Chávez, desmentiu ontem os rumores de que a emissora estaria sendo vendida e garantiu que não mudará sua linha editorial, apesar da polêmica renúncia de seu diretor, Alberto Federico Ravell, que sustenta ter sido forçado a deixar o cargo.


A Globovisión afirmou em um comunicado, divulgado em sua página na internet, que ‘não mudou de acionistas’ e ‘não tem proprietários distintos dos fundadores originais de 15 anos atrás’. A TV também indicou que ‘mantém sua linha editorial’.


A TV emitiu o comunicado em resposta às versões da imprensa dos últimos dias sobre uma possível venda de parte das ações da emissora por divergências entre seus proprietários. Os rumores sobre as negociações ganharam fôlego na quarta-feira com a renúncia de Ravell, diretor-geral e um dos principais acionistas do canal.


A Globovisión confirmou a saída de Ravell e disse que ele continuará sendo acionista, mas minoritário.


Também garantiu que, apesar da saída de Ravell ? um duro opositor do governo ?, ‘seguirá fiel a sua missão de ser a referência informativa da Venezuela e o mundo, e manterá seu compromisso de divulgar as notícias e seu habitual sentido de profissionalismo e responsabilidade social demonstrado até agora’.


Em uma breve mensagem no Tweeter, Ravell disse, sem dar detalhes, que ele não havia renunciado, mas haviam exigido sua renúncia. Uma executiva da emissora disse à agência Associated Press que Ravell deixou a direção da Globovisión por causa de ‘divergências’ com os outros acionistas. Os proprietários da Globovisión são, além de Ravell, o empresário Guillermo Zuloaga (acionista majoritário), o banqueiro Nelson Mezerhane, María Fernanda Flores.


A Globovisión é o único canal de notícias da Venezuela e adquiriu relevância local por causa de sua forte oposição ao governo Chávez.


Depois que a Rádio Caracas de Televisão Internacional (RCTV), dura crítica do governo, foi tirada no mês passado do serviço de TV a cabo por um organizado regulador do setor, a Globovisión tornou-se a única emissora de oposição.


Além da Globovisión, funcionam outras quatro tevês privadas no país ? Venevisión, Televen, Canal I e La Tele ? que mantêm uma posição neutra com relação ao governo.


No ano passado, a estatal Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) abriu seis processos contra a Globovisión por supostamente não cumprir regulações do setor, ameaçando a emissora com o fechamento. Ela também enfrenta multas estatais de US$ 4,2 milhões.


A estes processos somam-se duas investigações penais contra o empresário Guillermo Zuloaga. Ele é acusado de ocultar veículos de uma concessionária para fazer especulação de preços e de supostos delitos ambientais por colecionar animais dissecados.


Chávez tem instigado as autoridades a tomar duras medidas contra a Globovisión que ele considera subversiva e acusa de conspiração e incitação ao ódio.’


 


 


INTERNET


Eric Pfanner, NYT


Murdoch briga por conteúdo pago


‘Bem-vindo à mais animada luta em Fleet Street. No canto azul do ringue, Rupert Murdoch, diretor executivo da News Corp. No vermelho, Alan Rusbridger, editor do The Guardian. Cada um querendo nocautear a visão do outro sobre o futuro do jornalismo. No jornal impresso, não existe concorrência. Murdoch é o peso pesado campeão do mundo da mídia; um lutador antigo cujos prêmios incluem jornais como The Sun, The Times, de Londres, The Wall Street Journal e o The New York Post. Rusbridger é relativamente um peso pena, uma espécie de Harry Potter que dirige uma única publicação modesta.


Mas jornal impresso é coisa do passado. Essa disputa é pelo ciberespaço. E quando Murdoch ou os seus jornais estão envolvidos, Rusbridger não está recuando. Ele causou o primeiro sangue derramado no presente assalto, que se centraliza na questão se os websites de um jornal devem cobrar dos seus leitores: Murdoch diz sim, Rusbridger diz não.


Tendo ‘reduzido brutalmente o preço dos seus jornais, que são vendidos abaixo do custo, para conquistar mais público ou rechaçar a concorrência’, Rusbridger, num recente discurso, disse que ‘esse mesmo Rupert Murdoch está sendo enfático demais, quando afirma que o leitor tem de pagar um valor adequado pelo conteúdo ? impresso ou digital’.


Segundo o editor inglês, o chamado ‘pay wall’ (barreira que só pode ser passada mediante pagamento) seria uma péssima ideia para o jornalismo do The Guardian, que tem se beneficiado do livre intercâmbio de ideias na internet, e também para a sua empresa, que espera converter o crescimento da sua tiragem em receitas de publicidade maiores. Os jornais que desafiarem essas tendências, disse, correm o risco de ‘cair no esquecimento’.


Até recentemente, com a taxa de crescimento da propaganda online alcançando os dois dígitos e as receitas do jornal impresso em declínio, a posição de Rusbridger reflete a opinião predominante no setor jornalístico. Mas esse crescimento da publicidade na internet estancou durante a recessão, levando muitas editoras de jornais e revistas a repensar seus modelos de negócios. Murdoch pretende começar a cobrar pelo acesso aos sites dos jornais da News Corp ainda este ano. Um deles, aliás, o The Wall Street Journal já cobra.


A News Corp não está sozinha. O The New York Times, proprietário do International Herald Tribune, já disse que começará a cobrar dos leitores em 2011, usando um sistema que oferecerá um número limitado de artigos gratuitos. Editoras como a Axel Springer, na Alemanha, também planejam oferecer conteúdo digital pago.


Mas Murdoch tem sido o mais direto proponente da cobrança, e respondeu aos jabs do seu competidor com um direto no queixo. Durante uma teleconferência na semana passada sobre os lucros da News Corp, ao ser indagado sobre o que pensava da posição de Rusbridger, ele respondeu com um palavrão.


Se Murdoch e Rusbridger são os lados opostos de uma divisão ideológica, isso ocorre em parte por causa das profundas diferenças nas empresas que ambos dirigem. O The Guardian é de propriedade de uma sociedade não lucrativa, e Rusbridger admitiu que tem tido prejuízo. A News Corp está atenta aos seus acionistas, mesmo se algumas das suas publicações, como o The Times, não sejam lucrativas.


Essa divisão vai além. Murdoch claramente não dá a mínima para a marca de liberalismo representada por Rusbridger e o Guardian. Numa biografia recente, o jornalista americano Michael Wolff disse que Murdoch qualificou Rusbridger de ‘doido’ numa entrevista. O jornal de Rusbridger, entretanto, não perde a oportunidade para lançar um ataque contra Murdoch. No verão passado (no hemisfério norte) o jornal publicou uma série de reportagens de capa em que se afirmava que um tabloide da News Corp, The News of the World, tinha grampeado telefones de celebridades e autoridades britânicas.


Segundo a News Corp, o The Guardian tinha desenterrado uma antiga matéria e que o tabloide já admitira ter acessado ilegalmente alguns telefones celulares. No entanto, Rusbridger e Murdoch podem não estar tão afastados quando debatem sobre o que deve ser pago ou gratuito. O The Guardian já cobra por uma aplicação do iPhone. Por outro lado, parece improvável que Murdoch vá erigir um paredão blindado protegendo os websites dos seus jornais. O mais certo é que parte do conteúdo continuará grátis, com os serviços pagos abrangendo ofertas de outros parceiros ou websites da News Corp. Mas a luta entre os dois vai continuar nos entretendo.


Tradução de Terezinha Martino’


 


 


Reuters


Presidente do MySpace é demitido após um ano


‘Menos de um ano após contratá-lo, a News Corp substituiu o presidente da rede MySpace. Owen Van Natta foi substituído por Mike Jones e Jason Hirschhorn, que atuarão como copresidentes, informou a companhia, na noite de quarta-feira. Eles entraram na empresa em abril de 2009, com Van Natta


A News Corp comprou o MySpace em 2005, por US$ 580 milhões. Desde então, o site perdeu a posição de maior rede social do mundo para o Facebook, que hoje tem cerca de 400 milhões de usuários ativos.


O presidente da News Corp, Rupert Murdoch, substituiu o cofundador do site, Chris de Wolfe, por Van Natta no ano passado, apostando no ex-vice-presidente do Facebook para renovar a empresa.


Mas a recuperação da popularidade do MySpace no mundo das novidades a cada minuto da internet provou ser difícil. E analistas têm se mostrado céticos quanto às chances do MySpace de renovar o acordo de publicidade de US$ 300 milhões por ano com o Google, que expira este ano, com termos tão lucrativos quanto os da primeira vez.


A News Corp afirmou, durante a teleconferência sobre seu balanço trimestral, na semana passada, que a receita com publicidade e buscas no MySpace caiu e está demorando mais que o esperado para atingir as metas de receita do site.


‘Owen assumiu uma responsabilidade incrivelmente difícil de reorientar e revitalizar o MySpace, e o negócio tem mostrado sinais positivos recentemente, como resultado de seu trabalho’, disse o presidente executivo da News Corp Digital Media, Jon Miller.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Novela a 32 mãos


‘Uma novela a 32 mãos. Ou quase. Marido de Aluguel, próxima trama de Aguinaldo Silva na Globo, tem 16 pais. O autor conseguiu que 15 alunos seus de um curso de roteiro ministrado por ele recebessem da Globo, ontem, um porcentual pela venda dos direitos autorais da novela. O valor que caberia ao autor foi dividido em 16 partes. Marido de Aluguel é fruto de uma oficina de roteiristas realizada no ano passado, uma espécie de trabalho de conclusão que, de tão bom, foi aceito como sinopse das 9 na Globo.


‘Na época do curso teve quem dissesse que eu queria apenas me promover. Se foi, escolhi o caminho mais difícil para isso’, diz Aguinaldo. ‘Acho que o futuro da TV está na telenovela, e é preciso formar novos profissionais.’


Apesar da tentativa, o autor conseguiu que apenas quatro desses 15 alunos fossem de fato contratados pela Globo como colaboradores da trama, que estreia em 2011. Glória Pires deve ser a protagonista de Marido de Aluguel, ao lado de Letícia Spiller e Dalton Vigh. Lilia Cabral e Marjorie Estiano também estão no time.


Aguinaldo Silva promete um novo curso de roteiristas para abril.


Máquina do Tempo


Só em novela a gente pode viajar no tempo, não é? Eis Verônica (Paola Oliveira) ao lado dela mesma criança, vivida nos flashbacks de Cama de Gato, da Globo, por Renata Puga.’


 


 


Entrelinhas


‘E não é que a mãe da Karina Bacchi e a do André Segatti dão audiência? A Fazenda 2 chegou ao fim anteontem na Record, com liderança em ibope: 19 pontos de média ante 16 pontos da Globo no horário.


Liga, próximo formato da produtora argentina Cuatro Cabezas na Band, já tem oito programas gravados e deve estrear ainda no primeiro semestre.


Cinco edições do Por Toda Minha Vida de 2009, entre elas, a de Cazuza e a do músico Claudinho, serão reprisadas pela Globo em março. Ocupará a vaga do Programa do Jô durante a última semana de férias de Jô Soares.


Por conta do carnaval, a Band adiou a decisão a respeito da sobrevida do Zero Bala. Ficou só para depois da folia.


O Preço Certo, de Juan Alba, está garantido na programação da Record até junho.


As roupas de Betina (Letícia Spiler) em Viver a Vida continuam liderando os pedidos do público na Central Globo de Atendimento, o CAT. Os macacões da personagem são os preferidos das telespectadoras.


Na parada fashion da Globo, Betina tem desbancado a top model Helena (Taís Araújo). Diga-se de passagem, a protagonista errou no modelete dias atrás, com um macacão prateado que mais parecia aquelas calças com bexigas para estourar, coisa de gincana de criança.’


 


 


 


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