Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº963

ENTRE ASPAS > THE WASHINGTON POST

Internet em marcha lenta

27/09/2011 na edição 661
Sobre artigo de Patrick B. Pexton, de Washington (EUA). Tradução e edição: Leticia Nunes

Jack, identificado como um leitor de longa data do Washington Post, queixou-se recentemente ao ombudsman Patrick Pexton sobre a demora para carregar as páginas do site do jornal. Segundo ele, sites de conteúdo pornográfico, muito mais pesadas, carregam mais rápido que as páginas do Post.

Jack não está sozinho. Pexton diz que nos últimos meses tem recebido cada vez mais e-mails com reclamações parecidas: leitores frustrados com o tempo de download das páginas do WashingtonPost.com. De fato, muitos leitores se irritam tanto com a demora que passaram a cronometrar o tempo para baixar as páginas.

Um leitor de Portland, no estado do Oregon, escreveu ao ombudsman para contar que fez medições e concluiu que o site do Post é duas vezes mais lento que o Huffington Post, cinco vezes mais lento que as páginas do New York Times e da agência de notícias Reuters, e sete vezes mais lento que sites de jornais britânicos como Guardian e Independent.

Outros leitores afirmam que, depois que o site do Post foi remodelado, em março, resolveram ter um pouco de paciência para que os problemas se resolvessem. Seis meses depois, no entanto, a paciência está se esgotando.

Audiência e receita

O diário tem consciência do problema, e formou uma equipe para monitorar o desempenho do site. Chris Wagner, diretor de desenvolvimento editorial de web e membro da “força tarefa”, diz que são esperadas algumas soluções ainda para as próximas semanas. Ashish Agrawal, diretor de desenvolvimento de tecnologia, explica que as páginas do Post são “muito complexas e pesadas”, com muita informação, incluindo manchetes, fotos, videos, anúncios publicitários, “plug-ins” e links para redes sociais como Twitter, Facebook e LinkedIn. Há ainda “movimentações” de fundo em cada página, como monitoramento de visitas e dados de marketing. Desta forma, a transmissão de dados que ocorre quando uma página é carregadas é enorme.

O Post busca soluções que não sacrifiquem receita publicitária. O jornal também não quer abrir mão do monitoramento dos hábitos de leitura dos internautas, que fornecem valiosas informações a seu departamento de marketing. Além disso, a equipe de tecnologia do diário tem muitas outras prioridades – entre elas estão a reformulação das páginas de política e um site dedicado às eleições de 2012, além da implementação dos aplicativos para iPad e Droid.

Na opinião do ombudsman, no entanto, o Post deveria priorizar a questão do tempo de espera para carregar as páginas de seu site e se esforçar para solucionar o problema. Caso contrário, arrisca perder sua audiência online.

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