Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1064
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Mara Gama

30/06/2009 na edição 544

‘‘Michael Jackson morre após parada cardíaca, segundo site’. Foi uma das manchetes do UOL a partir das 18h50 de quinta-feira, 25 de junho.

A notícia tinha como única fonte o site americano TMZ (‘Thirty Mile Zone’, em referência ao bairro onde se localizam estúdios de Hollywood), dedicado à cobertura de celebridades. Já as 18h12, o UOL tinha editado um primeiro texto, que noticiava a parada cardíaca, também tendo como fonte o TMZ.

As 18h50, o site do ‘Los Angeles Times’ informava que Michael Jackson não respirava quando os paramédicos chegaram à sua casa para prestar socorro, atendendo a um chamado telefônico, por volta de 12h26 (16h26, horário de Brasília).

As 19h, a ombudsman recebeu o primeiro questionamento de leitor sobre a manchete que noticiava a morte de Jackson no UOL:

‘Estou chocado com a falta de cuidado do jornal em anunciar agora a morte de Michael Jackson, quinta-feira, 19h horário de Brasília. Estou nos Estados Unidos com a televisão ligada e imagens do UCLA Medical Center e tudo o que falam aqui (inclusive ‘New York Times’ e ‘Los Angeles Times’) é que Michael Jackson foi hospitalizado. Os jornais do Brasil em vez disso anunciam a morte do cantor. Será que eles talvez saibam mais que jornais americanos? Minha questão é: quais são os ‘‘sources’’ dos jornais brasileiros e quais são as medidas de confiança adotadas pela Folha ou o Globo, para estampar na internet informações imprecisas como essas?’.

Por meio do botão ‘comunicar erro’ da página onde estava o texto, os leitores passaram a enviar mensagens manifestando desconfiança, desagrado e questionando a atitude do UOL de noticiar a morte de Jackson.

Algumas mensagens sugerem que o ‘ao vivo’ das TVs inspira ainda mais confiança que os textos publicados na internet e a desconfiança de um público que é bem conectado – muitos comparam notícias de várias fontes – em relação ao site de celebridades.

A surpresa estava sendo compartilhada com a própria mídia, como se viu na sequência, depois que as TVs americanas e agências passaram a entrevistar jornalistas do site TMZ.

Publico as mensagens de leitores recebidas pelo UOL, que documentam este momento:

19h00 – Ainda não foi confirmado a morte de Michael Jackson

19h03 – Gente, essa matéria não foi muito precipitada e sensacionalista???

19h05 – O LATimes mudou a matéria, colocando o Jackson em coma agora….. http://latimesblogs.latimes.com/lanow/2009/06/pop-star-michael-jackson-was-rushed-to-a-hospital-this-afternoon-by-los-angeles-fire-department-paramedics–capt-steve-ruda.html

19h05 – Nossa, que fonte ridícula. Não seria melhor esperar uma confirmação oficial ao invés de seguir um site de celebridades?

19h11 – Não está confirmado!

19h14 – Que péssimo exemplo de técnica e profissionalismo jornalístico. Atualizem suas fontes, revejam seu quadro de pauta, LEIAM!!! M. Jackson está vivo, hospitalizado, em observação. Os médicos vão falar logo à imprensa. Está em praticamente todos os canais de notícias daquele país. Não deu para dar uma checadinha antes da fobia de querer sair na frente? Então? Saíram… só que para o lado errado. Que feio!

19h18 – Coloquem na CNN está passando ao vivo, Michael Jackson está HOSPITALIZADO.

19h22 – Ele não morreu ainda por favor para de escrever essas notícias!!!!!!!!!!

19h23 – As 19h20 a CNN diz que M Jackson teve uma parada cardíaca e foi levado para o hospital. não confirma a morte. acho que o UOL deu uma barriga.

19h23 – Segundo a CNN, o cantor está em coma. Acho que a reportagem deve registrar essa possibilidade

19h26 – Ele não morreu apenas sofreu uma parada cardíaca.

19h28 – Agora as 19h25 ‘Pop singer Michael Jackson is in a coma after being hospitalized, sources familiar with his case tell CNN’.

19h28 – Por que só o UOL quer fazer sensacionalismo com a notícia. A notícia que está em todos os sites, exceto o UOL é ‘Michael Jackson sofre parada cardíaca e está em coma’.

19h32 – Ele não morreuuuuuuuuuuuuuuuu

19h32 – Oi pessoal; ainda resta uma esperança. Estou ligada com a CNN americana e ele, o Michael, há poucos minutos atrás, entrou em coma. Que o conceda mais anos de vida. É o maior artista Pop do rock, do mundo.

19h35 – Maria vai com as outras…só info errada

19h36 – Ele ainda não morreu, mais profissionalismo nessa hora, ele está em coma.

19h37 – Não sei de onde vcs conseguem essas informações erradas… mas ele ainda está vivo… que erro einhhh

19h37 – Boa noite, Esta notícia da morte de Michael Jackson é equivocada, pois estou acompanhando a cobertura pela CNN e o mesmo informa que Michael Jackson encontra-se em COMA, e não está morto de fato como consta na publicação de vocês, averigúem melhor antes de publicarem notícias frias!!!

19h38 – Michael está vivo! Vocês do UOL deveriam prestar um pouco mais atenção nas notícias que postam pros teus assinantes e usuários do site !

19h45 – o UOL furou o site da CNN e do New York Times. 🙂

19h47 – Meu Deus ainda não foi confirmado, como pode afirmar que já está morto, que credibilidade podemos ter na UOL !!!!!!

A morte foi confirmada as 14h26 (18h26 de Brasília) pelos médicos do centro médico da Universidade da Califórnia. O site TMZ estava correto. Saiu na frente.

As TVs americanas e seus sites exibiam imagens ‘ao vivo’ do hospital, mas não tinham a informação mais ‘quente’. Ou esperavam a confirmação oficial para noticiar.

Questionei a equipe da home page do UOL sobre o critério usado para cravar a manchete e por que o site TMZ foi considerado confiável. A editora Bruna Monteiro de Barros respondeu:

‘TMZ é um site do Time Warner, mesmo grupo que controla a CNN. Desde sua criação, em 2005, construiu um histórico de furos e de coberturas bem feitas, uma das mais notórias é a da morte do ator Heath Ledger. Com uma equipe enorme de colaboradores, que trabalham em rede, o veículo tem boas fontes e segue os preceitos do bom jornalismo. O site havia acabado de dar o furo mundial da parada cardíaca e da internação de Michael Jackson, que foi reproduzido em massa por toda a imprensa mundial. Seguindo a lógica de que o UOL havia divulgado a primeira informação, a da parada cardíaca, por que não haveria de divulgar a segunda, a da morte? Consideramos, ainda, que as primeiras informações já estavam sendo confirmadas por outros veículos e mostravam que o TMZ apontava para o caminho certo. O LA Times chegou a confirmar a morte em seu blog antes mesmo de mudar a sua home page, que falava em coma. Infelizmente, o post foi atualizado e não há um link para confirmar.’

Apesar de não ter havido erro, acho que a opção de formulação da manchete àquela altura foi arriscada, por ser baseada apenas em uma fonte, por mais surpreendente e aclamada que seja, como é o caso do site TMZ, que hoje é tema de artigos em blogs e revistas.

Uma formulação que colocasse o site como sujeito da notícia e mostrasse que não havia confirmação oficial seria mais adequada, no meu ponto de vista, e não haveria perda de impacto.

Leio no blog de Thiago Dória que: ‘A cobertura sobre a morte de Michael Jackson está sendo vista como um momento de ruptura para o TMZ, assim como em 1991 a cobertura in loco da Guerra do Golfo, no Iraque, fez a CNN ficar em outro patamar de relevância para o público e a concorrência’.

O site de ‘O Público’, de Portugal, traz o artigo: ‘Site sobre celebridades entrou para a história com a morte de Michael Jackson’, de Ana Machado, que segue na consagração do TMZ. Cito:

‘Ao contrário do que se podia esperar não foi uma das referências mundiais dos media a dar a inesperada notícia da morte do rei da pop. Não foi a CNN, não foi o ‘New York Times’, nem foi o ‘Los Angeles Times’ – apesar de só terem avançado quando este decidiu averiguar por si próprio que era verdade. E só foi verdade quando o ‘LA Times’ disse. Mas todo o mundo acabou por ter de citar a TMZ como primeira fonte.

Aliás, o tempo dos grandes jornais darem as notícias em primeira mão pode ter acabado. Elas agora chegam pelos media digitais. E ontem a Associated Press reconhecia o dia da morte de Michael Jackson como um marco na era dos novos media: ‘It was a where-were-you moment in a digital age’. Ou seja: onde é que estava no dia em que Michael Jackson morreu? Se não estava na net, no Twitter, no Facebook, esqueça, o seu tempo já passou.

O site de celebridades chegou ontem em primeiro mais uma vez (…) Confirmaram que Michael Jackson tinha tido um ataque cardíaco, a hora a que a ambulância foi chamada à residência do cantor, falaram com o pai e até têm um pequeno vídeo com a corrida da ambulância que dizem ser a que transportou a estrela. Depois comunicaram que a reanimação na urgência do hospital de UCLA tinha sido falhada. Chegaram sempre primeiro. E mesmo assim, de acordo com um relato da correspondente norte-americana da cadeia de TV britânica Sky News, a TMZ ainda esperou para avançar com a informação. A hora oficial a que foi declarado o óbito foi, segundo o hospital, 14h26. A primeira notícia da TMZ foi colocada online às 17h20. O dia 25 de Junho de 2009 fica assim para a história do mundo e da cultura pop, com a morte do rei Michael Jackson, mas também para a história da TMZ. O perfil do site na Wikipedia foi logo prontamente actualizado com a frase: ‘A TMZ foi a primeira a dar a notícia da morte de Michael Jackson.’

***

Cobertura de futebol (23/6/09)

A cobertura de futebol é o tema mais tratado nas mensagens dos internautas que escrevem para a ombudsman do UOL. Vários motivos. Tem futebol o ano todo, o público é participativo, apaixonado, crítico. E quer que o seu site de preferência seja o mais completo, interessante e atualizado. Quer que seu site – assim como seu time – seja o melhor.

A maior parte das mensagens é assinada por torcedores de um time que consideram tendenciosos títulos ou relatos de partidas e acusam a Redação de torcer para o time adversário momentâneo. Ou para os rivais históricos.

Algumas partem de um exemplo pontual para fazer acusações em bloco, tomando o UOL ou a editoria de Esporte como torcedora inveterada de um time. Ou defensora dos times mais conhecidos, mais ricos e do futebol dos Estados do Sudeste do país.

Lidar com estas manifestações e chegar a resultados objetivos é uma das mais difíceis tarefas da função, no meu ponto de vista.

Onde o leitor generaliza e conclui que há intenção a priori de prejudicar seu time, tenho de buscar no texto específico que suscitou a mensagem a falha, imprecisão, erro, sem, contudo, adotar a conclusão como verdadeira. Em primeiro lugar, porque há compromisso em fazer uma cobertura isenta e não o oposto. Em segundo, porque este é um terreno de paixões. Além disso, os textos são feitos por muitas pessoas diferentes, em situações diferentes, e todos eles passíveis de erros, falhas de apuração, elaboração e edição.

Da mesma forma, onde a Redação se defende genericamente reafirmando seu compromisso de uma cobertura isenta, tenho de questionar se naquele caso particular o compromisso teve êxito e, se não teve, quais os motivos e como corrigir a rota.

No último dia 19, a cobertura do UOL do jogo entre Cruzeiro e São Paulo pela taça Libertadores foi criticada por vários leitores. Considerei o caso exemplar. Uma cobertura que foi ampla e diversificada na área específica – UOL Esporte – mas que foi mal resumida na home page do UOL. Os leitores viram favorecimento ao São Paulo nos títulos. Houve.

E o caso ilustra a necessidade de atenção redobrada para chamadas. A leitura rápida praticada na internet, que ‘escaneia’ títulos, fixa no leitor uma colagem simplificada, sempre parcial, claro. Mas que pode ser mais ou menos equilibrada. E quem faz as chamadas tem de ter presente este tipo de recepção por parte do público.

O leitor Cledson detectou sinais de regionalismo: ‘Ontem, o Cruzeiro venceu o São Paulo pela Libertadores. Hoje, às 9 horas, ao ver a página da UOL, fico surpreso em que haja quatro links sobre a derrota do São Paulo e nenhum sobre a vitória do Cruzeiro. É um absurdo. O modo como a partida é noticiada faz parecer que é mais importante falar do São Paulo, que perdeu, do que do Cruzeiro, que ganhou. Há até foto dos jogadores do time paulista lamentando gol perdido, e nenhuma foto do time de Minas na página principal. O São Paulo não jogou contra time de outro país, mas contra um brasileiro. Como mineiro e cruzeirense, me sinto desrespeitado.’

O leitor Fernando fez coro: ‘Em vez de destacar a vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, o UOL coloca na primeira página uma notícia assim: ‘‘Muricy elogia a equipe, dá sinais de desgaste e diz que analisará situação’’. Nós torcedores do Cruzeiro nos sentimos desrespeitados com tal atitude. Foi o Cruzeiro que venceu e não o São Paulo que perdeu. Fico imaginando se fosse o contrário se vocês colocariam alguma menção ao Cruzeiro? Lógico que não, apenas exaltariam o feito do São Paulo. Tomara que vocês lembrem que temos uma semifinal de Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro, e que, Palmeiras e São Paulo estão fora. Menos parcialidade, por favor’.

Flávio escreveu: ‘Realmente, Mara, é de um total constrangimento abrir a home do UOL e verificar o anonimato da vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo ontem, no Morumbi, com a consequente eliminação dos tricolores paulistas da Taça Libertadores. Evidentemente, caso o resultado fosse favorável ao São Paulo, uma boa foto com manchete estaria estampada no alto da página. É uma pena essa forma de discriminação noticiosa, ditada pelo regionalismo’.

E por fim, Ariclenis: ‘De rabo preso com o São Paulo FC. Veja agora o UOL e que se o São Paulo estivesse ganhando já haveria menção aos gols realizados. Como é o Cruzeiro…’.

Pedi ao editor de Esporte, Murilo Garavello, que comentasse as críticas com detalhes sobre a cobertura.

‘Em UOL Esporte, do fim do jogo (23h57 de quinta-feira) até o fim da tarde de sexta-feira, jamais o assunto ficou limitado a quatro links: foram muitos mais, inclusive porque foi a única partida relevante daquela noite, e as repercussões foram abundantes:

1) No relato, o maior destaque editorial é para a vitória do Cruzeiro.

Manchete do relato: Cruzeiro vence no Morumbi, vai à semi e joga o São Paulo na crise

Foto principal do relato: jogador Kléber, do Cruzeiro, comemora

Lide do relato: ‘O Cruzeiro é a segunda equipe a representar o futebol brasileiro nas semifinais da Copa Libertadores. Na noite desta quinta-feira, o clube mineiro ganhou do São Paulo por 2 a 0, diante de mais de 52 mil torcedores que compareceram ao estádio do Morumbi, e volta a figurar entre os quatro melhores do continente após 12 anos.’

2) Durante o dia, assuntos relacionados ao Cruzeiro ocuparam uma das duas principais fotos do UOL Esporte por três vezes:

Veja fotos da vitória do Cruzeiro (abrindo por uma de festejos do primeiro gol)

Kléber dedica vitória a torcedores do Cruzeiro e do Palmeiras

Álbum de fotos do desembarque do Cruzeiro em Minas

3) Além das matérias já mencionadas, outras seis tiveram destaque no topo da home de Esporte até o fim da tarde de sexta-feira:

Adilson revela que deve ficar no Cruzeiro até o final deste ano

Após críticas, Wagner considera que Cruzeiro é ‘zebra’

Para Kléber, ‘cobranças’ foram essenciais para Cruzeiro reagir

Presidente diz que Cruzeiro vai buscar um meia e dois atacantes

Adílson já se prepara para confronto especial contra o Grêmio

Cruzeiro já vende ingressos para a semifinal

4) Dito tudo isto, é preciso registrar que, do lado do São Paulo, a eliminação gerou um fato jornalisticamente relevante: a demissão do técnico Muricy Ramalho, ainda na sexta-feira, encerrando um período de três anos e meio do técnico no comando do time (de longe, o maior ‘casamento’ entre um técnico e um clube no futebol nacional, casamento esse que levou o São Paulo a ganhar os últimos três Campeonatos Brasileiros e Muricy a ser eleito o melhor técnico do país nas últimas três temporadas). A meu ver, o UOL Esporte conseguiu cobrir bem tanto o jogo quanto a festa de um e a crise do outro, e distribuiu adequadamente o noticiário em sua página de abertura.

Como explicar a impressão dos leitores de que a cobertura não valorizou a vitória do Cruzeiro? O gerente geral Alexandre Gimenez admite erro na edição da home page do UOL, sob sua responsabilidade:

‘Logo após o final do jogo a manchete do UOL foi: ‘Cruzeiro vence o São Paulo e classifica-se à semifinal’. Por volta das 9h o relato da partida foi substituído por repercussões e análises que acabaram privilegiando o noticiário do São Paulo, já que a demissão do técnico Muricy Ramalho era iminente (a decisão foi oficializada no final da tarde desse dia). A edição da home page do UOL errou nesse momento por não destacar também material relativo ao time mineiro.’

***

Blogs no Uol (22/6/09)

A ombudsman recebe semanalmente comentários sobre temas abordados nos blogs que estão hospedados no UOL.

Críticas quanto ao conteúdo de posts e a maneira de resposta dos blogueiros estão entre os principais temas.

Encaminho as mensagens ao conhecimento da Redação e dos blogueiros e informo aos leitores que o conteúdo dos blogs é de responsabilidade de seus autores.

Para esclarecer o relacionamento entre a Redação e os blogs, entrevistei a diretora de conteúdo do UOL, Márion Strecker, levando a ela dúvidas que os internautas têm enviado.

Segue a entrevista:

Quais são os tipos de blogs existentes no UOL?

São muitos. Há blogs feitos por jornalistas contratados pelo UOL, blogs de colaboradores do UOL, blogs de jornalistas da Folha, blogs feitos por sites que são parceiros de conteúdo do UOL e há blogs feitos por qualquer pessoa que queira fazer um blog. Afinal, o UOL oferece gratuitamente uma ferramenta para criação e hospedagem de blogs.

Quais são as características e ou diferenças entre eles?

Há blogs com vocação jornalística e outros com vocação de diário pessoal. A semelhança é a facilidade e independência de atualização que a ferramenta oferece. Outra semelhança é o espaço para receber comentários do público.

Os blogueiros do UOL trabalham no mesmo espaço físico que a Redação em São Paulo ou Brasília?

A grande maioria dos blogueiros que publicam blogs no UOL não trabalha dentro do UOL. Os jornalistas da Redação do UOL que blogam são pouquíssimos. Os blogs feitos dentro da Redação do UOL são basicamente o Blog do Ombudsman, o de Qualidade de Conteúdo, o de Design, o do UOL Cinema, do UOL Esporte e do UOL Notícias (Tablog, o blog do UOL Tablóide).

São membros da equipe?

A maioria dos blogueiros não é membro da equipe de conteúdo do UOL.

São renumerados?

A grande maioria, não.

Participam das reuniões de pauta?

Só participam das reuniões de pauta os jornalistas que trabalham dentro da Redação do UOL.

A Redação do UOL tem contato com os blogueiros?

Eventualmente sim. Há alguns blogueiros que, embora não trabalhem dentro da Redação do UOL, são contratados como colaboradores fixos do UOL. Entre eles temos Juca Kfouri e Fernando Rodrigues. Com estes, temos contato regular.

A Redação do UOL pauta os blogueiros?

Normalmente não.

Se um blog tem a barra de navegação de alguma estação do UOL, isso significa alguma ligação maior com a Redação?

Sim, significa que a Redação de algum modo se relaciona com o blogueiro.

Quais os critérios para listar os blogs nas páginas índice das estações Blog (blogs legais), Notícias, Entretenimento, Esporte?

Os blogs listados em Notícias, Entretenimento e Esporte foram escolhidos pela Redação do UOL para aparecer ali. Alguns desses blogs foram criados por iniciativa do UOL. Outros foram destacados ali pela qualidade do conteúdo ou pela relevância do autor. Os blogs ‘legais’ são uma mistura de blogs escolhidos pela Redação, com blogs de celebridades, de parceiros e blogs do público com alto grau de atualização e/ou especialização. É uma lista dinâmica, revisada de tempos em tempos.

Em que situações o UOL destaca na home page do portal um blog?

Quando julga relevante, pertinente ou interessante.

Quando o blog ganha espaço na home page do UOL significa que o UOL concorda com a opinião expressada pelo blogueiro no post que recebe chamada?

Claro que não. Os blogueiros têm direito a opinião própria. O UOL valoriza a pluralidade de opiniões.

Os blogueiros do UOL seguem algum código de conduta ou orientação editorial ou padrão? Se sim, qual é este padrão ou quais são as diretrizes?

Os jornalistas que trabalham na Redação do UOL seguem os valores do Manual da Redação da Folha, já que o UOL é uma empresa que tem o Grupo Folha como seu principal acionista. Os principais valores são independência editorial, apartidarismo e pluralidade.

O blogueiro do UOL tem de seguir alguma periodicidade de comentários? Tem de aprovar os comentários? Tem de responder?

Cada blog tem sua própria dinâmica. Normalmente, cabe ao autor do blog definir o ritmo de atualização, estabelecer se os comentários do público serão publicados automaticamente ou serão revistos antes da publicação, e decidir se deve responder ou não os comentários do público.’

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