Sábado, 20 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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VOZ DOS OUVIDORES >

Mara Gama

17/11/2009 na edição 564

‘Esta grande tripa com texto, fotos, mapas e links para assuntos relacionados evidencia a necessidade de rever a forma de pensar a edição de conteúdo e o projeto gráfico das páginas do UOL quando o assunto tem fôlego, duração, muitas fontes de informação e necessidade de explicação com imagens, como é o caso do apagão. Este flash da notícia principal sobre o apagão foi feito às 18h.

Com dados, depoimentos, reportagem, entrevistas garimpadas pela Redação e por parceiros, há uma enorme quantidade de unidades de informação que vão se somando.

Reunir todas estas informações para oferecer ao leitor um apanhado consistente sobre o assunto no momento é fundamental, e nesta página dá para ver que há muito o que expor.

Na página-tripa havia três mapas, duas janelas de vídeo, uma janela de foto e várias ‘caixas’ com links.

Mas o excesso de material precisa ser filtrado e melhor hierarquizado. Como leitora, me sinto perdida com tantos elementos chamativos, um texto muito fragmentado e caixas com links agrupados, distribuídos na página sem uma ordem muito clara.

Um outro aspecto a destacar neste tipo de cobertura em que as informações vão sendo atualizadas, é que é necessário sempre estabelecer os marcos temporais, para contextualizar as informações.

No comentário abaixo, por exemplo, o jornalista Fernando Rodrigues diz que ‘até o momento’ não há evidências de que o apagão tenha sido obra de hackers. Em algum lugar da página ou no cabeçalho do vídeo deveria estar explícito o horário da gravação.

Apagão 1

O UOL noticiou com agilidade, boas imagens e variedade de informações o blecaute que atingiu na noite de terça-feira, 10 de novembro, e madrugada de quarta, 11 de novembro, 18 Estados do país (segundo informação divulgada pelo governo nesta quarta).

Para quem acessou a internet através de computador ou celular, o serviço se manteve no ar e as notícias foram atualizadas continuamente durante a madrugada.

Na interatividade, no entanto, o UOL perde terreno. Um grupo de discussão para captar depoimentos sobre o apagão foi aberto a 0h17 de hoje. Até as 19h havia recebido 1380 mensagens.

Na concorrência, canais para o público postar comentários foram oferecidos bem antes deste horário e receberam até agora muito mais comentários. Quem ficou no Twitter, ou similares, e quem sintonizou a rádio para se informar percebe o quanto situações como esta inspiram a participação e os comentários do público sobre as notícias. Também através do botão ‘comunicar erro’ das reportagens de UOL Notícias, os internautas enviaram informações para a Redação.

Das 22h30 da terça-feira até as 18h23 da quarta, havia 189 mensagens sobre o apagão vindas por este canal. 118 delas de leitores informando locais onde também faltava luz e discutindo prováveis causas do blecaute; 56 delas apontando erros diversos (de português, digitação, técnicos ou de informação); 14 críticas e um elogio sobre a qualidade das fotos do UOL.

Falha no sistema de e-mails para ombudsman do UOL

Um problema técnico está atrasando a entrega de mensagens dos leitores para a ombudsman do UOL.

A mesma falha interrompeu o envio de respostas automáticas, que atestam o recebimento das mensagens e informam demais canais de comunicação com o UOL.

A área técnica responsável está investigando o problema e deve apontar uma solução nesta quinta-feira.

***

Comentários em vídeo (9/11/09)

Na sexta-feira, 6 de novembro, a leitora Dani escreveu para a ombudsman: ‘Não há como comunicar erros ou denunciar comentários dos vídeos? Usuários tiram proveito do destaque dos vídeos para colocar mensagens. Não há moderação?’

Dani enviou dois exemplos de vídeos destacados na home page do UOL em que havia, entre os comentários, um grande número de propagandas de sites pornográficos. Os alvos destes spams foram os vídeos ‘Erros de filmagem de Star Trek’ e ‘Novo Porsche Boxter Spyder’.

A prática de inserir propaganda em espaços abertos à participação do público acompanha a internet desde o seu início. Quem trabalha na área sabe que é uma briga de gato e rato para manter os espaços de debate livres deste tipo de invasão.

Salas de bate-papo, fóruns e outros formatos virtuais abertos são alvos frequentes.

Muitas vezes as mensagens são enviadas através de um programa criado especialmente para isso – um robô, no jargão.

Deve ter sido o caso dos comentários destes vídeos. A moderação dos comentários vinha sendo feita após a publicação, segundo a Redação, para garantir dinamismo às discussões. O caso alterou a política. A partir de agora, as mensagens de alguns tipos de vídeos serão analisadas antes de serem publicadas.

A mudança contorna o problema, mas tende a esfriar os debates. A equipe está ciente do risco.

O desejável, do ponto de vista técnico, é que haja um sistema eficaz para excluir comentários fora de lugar, mesmo que sejam em grande volume, a qualquer momento, para preservar a fluidez nos canais de discussão.

Mas esta ferramenta tem de ser operada por uma equipe zelosa. Cada discussão aberta tem de ser monitorada durante o espaço de tempo em que estiver em destaque.

Sistema de denúncia de abusos e comunicação de erros para que o público possa ajudar a monitorar são auxiliares importantes. Mas a iniciativa e a condução do processo devem partir da Redação, que deve ficar de olho, para cuidar da conversa que propõe.

Tanto para resolver problemas como estes como para acompanhar online a repercussão, avaliando a interação com os usuários e a necessidade de providenciar correções e atualizações.’

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