Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

VOZ DOS OUVIDORES > iG

Mario Vitor Santos

17/07/2007 na edição 442

‘Quando você estiver lendo essa nota, o assunto já deverá estar ultrapassado e até resolvido, mas o que chama a atenção na cobertura feita pelo iG agora, na festa de abertura dos Jogos Pan-Americanos no Rio, é a pobreza das fotos publicadas na capa do portal. As imagens parecem feitas com telefone celular, à distância, não têm nitidez e impacto. A força visual é a marca das festas de abertura de grandes competições internacionais. Os organizadores planejam por muito tempo para que tudo tenha o maior impacto. O estádio do Maracanã foi todo reformado, ganhou iluminação e cenários especiais para esta noite. Num acontecimento como este, o excesso de informações visuais é ao mesmo tempo uma alegria e um desafio para os grandes fotógrafos. Quem acompanha espera assistir a um espetáculo de cores, luzes, formas e movimento. A manchete da capa do iG diz o seguinte: ‘Festa do Pan tem show de cores e dança’. Mas, as fotos ao lado não mostram nem cores, nem fogos e, a rigor, nem dança.

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Falsa mensagem do iG (13/07/2007)

Nesta semana, seis usuários enviaram e-mails para o ombudsman reportando uma falsa mensagem do iG, com pedido de atualização cadastral. Veja abaixo o aviso de um deles.

‘Olá, tentei entrar em contato com vocês, pois surgiu um email ‘falso’ falando que os servidores do iG passariam por uma atualização e precisava se cadastrar novamente. Pediria para vocês olharem este caso. Espero estar ajudando. Envio em seguida o email que recebi. Sem mais’

Gustavo Bittar

As mensagens enviadas pelos internautas para o ombudsman foram encaminhadas para a área técnica, que informa que sabia do problema e diz que já trabalhava para a solução. Segundo o gerente de Marketing de Relacionamento do iG, Eduardo Bonilha, foi feito um bloqueio do remetente da mensagem, para que ele não consiga mais enviar e-mails aos assinantes do portal. Além disso, o iG diz ter enviado comunicado a toda sua base de assinantes alertando para a falsa mensagem. Com esses formulários falsos, os autores muitas vezes desejam obter dados pessoais para usá-los de maneira criminosa. Portanto, é necessário muito cuidado.

O iG diz que nunca solicita a atualização de dados pessoais ou senhas diretamente por e-mail ou links. Quando necessário, o assinante é orientado a atualizar os seus dados na Central do Cliente (www.ig.com.br/central), onde há explicações sobre a política completa de segurança e privacidade.

Bonilha também aconselha que os clientes instalem no computador um programa de antivírus e firewall, que é atualizado freqüentemente. Denúncias de e-mails falsos ou sobre essas mensagens circulares falsas podem ser encaminhadas para o e-mail abuse@ig.com.br. O iG deve sempre zelar para que seus assinantes não sejam expostos a invasões de sua privacidade com mensagens inventadas para enganá-los.

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Gafe inventada (12/07/2007)

A capa do iG passou três horas do dia de hoje com a foto e a legenda abaixo. Pelo que o iG publica, o presidente francês cometeu um atentado ao decoro exigido de sua função. Seria caso digno de inquérito, processo e até julgamento. O iG afirma que o presidente Nicolas Sarkozy cometeu uma gafe ao colocar uma das mãos sobre o seio da esportista durante cerimônia oficial no palácio. Basta exame um pouco mais cuidadoso para ver que a verdade está além da aparência. Não houve carícia. Trata-se apenas de falsa impressão, uma coincidência.

O mais provável, e razoável, é que a mão do presidente estivesse passando diante do seio da esportista no instante em que a foto foi feita, criando uma espécie de ilusão de ótica. Mas, diante da imagem, o iG não teve dúvidas. Criou e mandou para o ar a versão mais escandalosa. O presidente ‘pôs a mão sobre o seio’. As intenções do iG ao ‘criar’ a gafe, mesmo sem checar a sua veracidade, são evidentes: chamar a atenção, aumentar a audiência. Quer gerar mais ‘clicks’, com a divulgação de um suposto fato escandaloso realizado em público pelo presidente de uma potência mundial.

Não houve gafe alguma. A foto realmente existiu, mas a informação a respeito dela, a legenda que explica o que está acontecendo, foi uma invenção. A foto que chegou ao iG foi feita por Jean Paul Possiers e distribuída mundialmente pela agência Reuters, com a seguinte legenda original: ‘A iatista francesa Maud Fontenoy (à direita) posa com o presidente Nicolas Sarkozy após ser condecorada com a Ordem do Mérito numa cerimônia no palácio do Eliseu em 12 de julho em Paris.’ . Só isso. Nada mais. A versão de que ele teria posto ‘uma das mãos sobre o seio da iatista’ foi produzida pelo iG. É uma legenda que afeta a imagem do líder francês e da esportista. Por um punhado de clicks, procedimentos como esse afetam a confiança dos leitores e a credibilidade do próprio jornalismo do iG.

Em nota destacada na própria capa do iG, o Último Segundo admite o erro e conclui que, no ângulo em que a foto foi tirada, não é possível fazer tal afirmação.

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O fim do portal banda larga (12/07/2007)

Na mesma onda de mudanças que trouxe a nova capa do iG em 2 de julho, foi-se embora o chamado portal banda larga. Antes das alterações, o usuário do Superig, o serviço banda larga do iG, tinha uma página exclusiva de acesso. Essa página acabou, sumiu, foi incorporada ao mesmo ambiente do iG. Foi nessa mesma ocasião que os usuários do SuperiG tiveram que passar a digitar o endereço inteiro para acessar seus e-mails. Muitos usuários ficaram confusos com essa mudança, feita sem informações suficientes. iG e SuperiG passaram a ser acessados pelo mesmo portal. Isso não agradou a uma parcela dos usuários do SuperiG. Eles reclamaram, então, do fim do conteúdo exclusivo. Veja dois desses relatos:

‘Prezado Sr.,

Expresso meu descontentamento com a extinção do portal SuperiG sem consulta e prévio anúncio. Sou usuário de ambos os portais e assino o SuperiG como portal de banda larga para o Speedy. Como assinante, agora estou pagando por um serviço e recebendo outro, pois só me restou o acesso aos e-mails via iG. E o conteúdo exclusivo e benefícios do assinante do banda larga? Estou pagando para acessar um portal que era gratuito.

Sugiro que, como outras empresas, o iG tenha de volta seu portal de banda larga, com os mesmos benefícios, acessos, vantagens e diferenciais em relação ao portal gratuito, por que não?!Os outros também oferecem vantagens: 2 GB de e-mails ilimitados, blog, fotolog, etc, mas sempre destacam que esses conteúdos e serviços são exclusivos.

Senão, qual a vantagem de se pagar por um serviço que todos os demais acessam?? Digo isso porque sou usuário do iG também e, quando instalei o Speedy, achei conveniente assinar o Superig, que era homologado.

No aguardo de uma análise do acima descrito,

George Machado’

‘O iG foi o meu primeiro e-mail, apesar de em certo momento ter usado o Terra como provedor, nunca deixei o iG. Adquiri o acesso aditivado por certo tempo, depois a banda larga, agora sinto-me meio enganado, pois houve agora o lançamento de uma página única, pelo que eu entendi, com conteúdo igual ao de quem nada paga. Isso é o que vamos acessar de hoje em diante. Pelo que eu entendi, continuaremos a pagar a mesma coisa e não teremos um conteúdo exclusivo ou diferenciado para quem paga, apenas um provedor comum, tanto para quem tem conexão discada ou banda larga. Há tempos venho percebendo a nivelação por baixo, estou pagando a mesma coisa por menos coisas oferecidas. Indignado, enganado, e protestando.

Roberto’

A respeito dessas críticas, o diretor de Vendas do iG, André Molinari, explica que não houve mudanças no pacote banda larga, que oferece serviços e velocidade exclusivas aos que o adquirem. Segundo ele, apenas o site foi extinto, mas isso porque o conteúdo já não era mais exclusivo e estava aberto, na verdade, a qualquer usuário. ‘O novo portal do iG é melhor do que o antigo banda larga. O novo site oferece mais serviços e conteúdo. O usuário só ganhou com a mudança. A única diferença é que é necessário fazer login do email no mesmo local que os e-mails @ig.com.br’, diz ele.

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Os estudantes e o governo (11/07/2007)

O iG destaca bem na capa de agora a notícia de que a União Nacional dos Estudantes recebeu R$ 5,3 milhões em verbas do governo federal desde 2003.

O levantamento é um pequeno furo jornalístico, ou seja, uma notícia que nenhum outro grande veículo publicou daquela forma. A reportagem tem origem numa agência de notícias, parceira do iG, chamada Santafé Idéias, de propriedade do jornalista Etevaldo Dias. Sabe-se que a UNE apóia o governo Lula, mas ninguém havia ainda somado as verbas que a entidade vem recebendo do governo federal.

A reportagem levanta um assunto amplo e relevante, que são as condições dos estudantes, a situação do movimento estudantil em defesa dos estudantes e as relações de aproximação entre as entidades estudantis e o governo Lula. Seria bom se o iG partisse desse levantamento inicial para ampliar a notícia. Por que não publicar os diversos lados envolvidos na reportagem? Ouvir, por exemplo, os líderes da ocupação da reitoria da USP, recentemente encerrada? Ouvir também os representantes do governo Fernando Henrique Cardoso, como o ex-ministro Paulo Renato de Souza, citado na reportagem.

A nova presidente da UNE, Lúcia Stumpf, é ouvida para desmentir que a UNE seja governista. É pena que ninguém que tenha uma visão diferente da nova presidente da UNE apareça para divergir. Jornalismo é ouvir todos os lados envolvidos numa questão polêmica, que envolva o interesse público.

A respeito, o Último Segundo afirmou que solicitou esta pauta e está investindo na ampliação do levantamento.

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O dinheiro do Second Life (10/07/2007)

O pesquisador e jornalista norte-americano Julian Dibbel participou de palestra nesta sexta-feira, no instituto Itaú Cultural, em São Paulo, palestra sobre o uso do dinheiro (real e virtual) em jogos da internet, como ‘Lineage 2’, ‘City of Heroes’ ou ‘World of Warcraft’.

Dibbel, que é autor do livro ‘Play Money’ (dinheiro lúdico), acha que não há diferença entre o dinheiro dito real, do dia a dia, e o virtual, usado em jogos on-line, e mostra, inclusive, a possibilidade de calcular o chamado ‘PIB virtual’ (US$28 bi/ano ou R$ 53,27 bi). Segundo ele, as compras usando dinheiro real para aquisição de bens e serviços virtuais chegaram a US$ 880 milhões/ano.

O pesquisador baseia sua tese na possibilidade de converter o valor do dinheiro dos jogos on-line em dinheiro de verdade. Além disso, tanto no mundo virtual quanto no real, é possível comprar os mesmos produtos, o que, segundo ele, elimina a distinção entre as moedas.

Dibbel referiu-se a ambientes como o Second Life, que também tem uma moeda própria, os chamados linden dólares. O iG hospeda o Second Life no Brasil, mas não noticiou a respeito do evento, que faz parte do ciclo ‘Memória do Futuro’. A reportagem saiu na Folha de S. Paulo desta terça-feira, em reportagem de Rafael Cariello e Tereza Novaes, de onde foram retiradas as informações para esta nota.’

Leia também a nota sobre Peter Greenaway.’

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